Pesquisa do IBGE aponta aumento de 160% no número de divórcios no Brasil ao longo de dez anos

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As mudanças culturais e sociais que vêm ocorrendo no Brasil incluem um aumento significativo de divórcios, de acordo com relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente entre 2004 e 2014 o número de ações judiciais cresceu 160%.

Em 2014, foram registrados 341,1 mil divórcios, contra 130,5 mil em 2004, dez anos antes. Os dados foram revelados na última segunda-feira, 30 de novembro, segundo informações do portal iG.

A pesquisa do IBGE mostra que 30 anos antes, o número de divórcios era muito menor, somando menos de 10% do número de 2014. Em 1984, o número de divórcios era de 30,8 mil. Dez anos depois, em 1994, o crescimento superou a barreira dos 200%, com 94,1 mil separações. Já em 2004, o aumento foi menor do ponto de vista percentual, com 38,7%.

Para o IBGE, o contínuo crescimento do número de divórcios no país revela “uma gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira, que passou a aceitá-lo com maior naturalidade e a acessar os serviços de Justiça de modo a formalizar as dissoluções dos casamentos”.


Quando os mesmos números são colocados sob análise por outra perspectiva, é possível ter uma noção ainda mais precisa: em 1984, o número de divórcios a cada mil habitantes era de 0,44 entre a população com 20 ou mais anos de idade, e após 30 anos, passou para 2,41.

Entre os estados, o Amapá é o que registra a menor incidência de divórcios, com 1,02 a cada mil habitantes. Já o Distrito Federal possui a maior, com 3,74 casamentos desfeitos.

O IBGE também revelou que a idade média das mulheres divorciadas em 2014 era de 40 anos, enquanto a dos homens era 44.

29 COMENTÁRIOS

  1. Para uma analise melhor da noticia eh preciso considerar que o numero de casamentos tb cresceu muito, sendo o numero de divorcios atrelado a isso.
    Casar ficou mais facil, o divorcio ficou mais facil.
    E a vida continua.

  2. E quantos desses divórcios se dão quando o casal já tem filhos? Os filhos ao invés de encontrarem uma família unida, é cada um por si. Crescem sem um bom referencial e todos os problemas advindos dessa situação. Posteriormente, tendem a repetir os problemas dos pais.

    • Eu cresci assim, foi muito difícil. Eu sofria muito na minha rua, pois apanhava muito dos mais velhos(que tinham pai) e faltava muita coisa em casa. A vantagem é que amadureci prematuramente.

  3. Depois que aumentou. Número de hereges protestantes no Brasil ., temos estes resultados , inclusive a violência tem aumentado assustadoramente ., isto é sinal de uma nação que perdeu as tradições e a fé genuína.,

    Coisas de hereges protestantes.

    • o que creceu foi os puteiros e os bares que tua mae esposa e filha tomam pinga e dão o rabo.
      No minimo o gogó da ema onde tu casou com tua quenga fechou porque tirou ela de la.

  4. o que creceu foi os puteiros e os bares que tua mae esposa e filha tomam pinga e dão o rabo.
    No minimo o gogó da ema onde tu casou com tua quenga fechou porque tirou ela de la.

  5. Esposa aceita e pastor de 60 anos se casa com namorada de 19 nos EUA
    Thom Miller, um pastor norte-americano de 60 anos, está dando o que falar nos Estados Unidos. É que o ex-mafioso, que se converteu numa prisão do país, acaba de se casar com a namorada, de 19 anos, com a aprovação de sua primeira esposa.
    A nova esposa, Reba Kerfoot, está grávida. Em entrevista ao Daily Mail, ele afirmou estar construindo uma casa com duas alas, uma para cada esposa. Ainda segundo Miller, ele passará três noites como cada esposa e usará um dia para descansar de suas obrigações conjugais.
    Fundador de uma igreja própria, Miller é o único que tem permissão para ter mais de uma esposa. Ele e sua primeira mulher afirmam ter visto a nova membro da família crescer, já que a conhecem desde a infância.
    “No começo, a minha família pensava que o que eu estava fazendo não era direito. Eles achavam que não era apropriado que eu ficasse com um homem já casado”, explicou a Reba ao Daily Mail. “Mas eles começaram a mudar de ideia e agora estão felizes, assim como eu estou”, comemorou.
    Ela também revelou que precisa controlar o ciúme: “Uma amiga disse que é estranho que eu me casasse com ele quando ele já tem uma mulher, mas afirmou que me apoiaria. Ter que dividi-lo com outra mulher pode ser meio chato às vezes”, ponderou. “Mas vou tentar não ter ciúme. Quando Thom não estiver comigo, vou ocupar meu tempo com amigos”, planejou a jovem.
    De acordo com o pastor, ele leva um estilo de vida bastante cristão e afirma não ter preferências sexuais por qualquer uma das duas.
    Correio 24 horas

  6. O divórcio (Mt 19,3-12/ Mc 10,2-12) foi instituído a fórceps no Brasil, sancionado pelo luterano Ernesto Geisel, então presidente militar.

    O heresiarca Martinho Lutero era favorável à poligamia:

    “Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer.“ (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330).

    São os filhos que sofrem mais com a separação dos pais.

    • Isabella.

      Melhor esse tipo de sofrimento, a assistir o pai matar a mãe de tanto rancor, ou seja, perca da mãe e do pai, este entregue aos cárceres.

      Idiotice tem limites.

      • Papa Francisco diz que a separação é inevitável em alguns casos. E a Igreja diz o mesmo há uns 100 anos!, by O Catequista.

        “Foi mais um sinal de abertura para as famílias modernas”, comentou William Bonner, no Jornal Nacional. Não, não foi. O Papa Francisco não está introduzindo nenhuma doutrina nova na Igreja. Se o Jornal Nacional tivesse feito uma simples consulta a qualquer estudioso da doutrina católica, saberia que tal orientação existe há pelo menos 100 anos!

        Mas a grande mídia, ao menos quando o assunto é catolicismo, parece muitas vezes optar por fazer o papel de Chacrinha: está aí pra confundir, não pra explicar.

        Na Audiência Geral do dia 24 de junho, o Papa Francisco disse que “há casos em que a separação é inevitável; às vezes, pode-se tornar até moralmente necessária”. Ele nada mais fez do que relembrar o que o atual Código de Direito Canônico já prevê, desde 1983:

        Cân. 1153 — § 1. Se um dos cônjuges provocar grave perigo da alma ou do corpo para o outro ou para os filhos, ou de algum modo tornar a vida comum demasiado dura, proporciona ao outro causa legítima de separação…”

        E o Código de Direito Canônico anterior a esse, de 1917 (!!!), promulgado pelo Papa Bento XV, já decretava que é legítima a necessidade de SEPARAÇÃO DE CORPOS em casos específicos, em que a convivência com o marido ou a mulher chegou a um ponto inaceitável de humilhação ou violência. Isso está registrado no capítulo VII, artigo II (se alguém conhecer alguma orientação da Igreja anterior a esta de 1917, por favor, nos informe).

        Notem também que, tanto em 1917 quando no Código atual, os casais separados permanecem unidos pelo vínculo indissolúvel do matrimônio. Ou seja, conforme Jesus ensinou, se se unirem a outra pessoa, cometem adultério. Então, que fique claro: quando a Igreja fala em “separação”, ela não se refere de modo algum a “nulidade” ou ao fim dos laços matrimoniais, que só se desfazem com a morte do marido ou da mulher.

        Façamos a caridade de espalhar a verdade aos nossos irmãos, que acabam dando crédito às notícias que pintam o nosso Papa como um sujeito que veio negar a Tradição da Igreja e introduzir uma nova doutrina. Infelizmente, a versão da TV e dos jornais é a que prevalece, mas temos a obrigação de fazer a nossa parte.

        O mundo precisa saber que a Igreja jamais aprovará o divórcio, pois não pode voltar as costas para o que o próprio Cristo ensinou.

        • Qual foi a sociedade que se baseou você e as demais pessoas de idêntico pensamento se basearam?

          Nunca ouvi falar de uma sociedade ter sido extinta em face da separação de casais que não viram futuro numa vida a dois. Foi na Malásia? Foi na Antioquia? Foi na Aborínea?

          Se o objetivo é garantir o casamento visando a perpetuação da espécie, pergunto qual o índice desses separados que depois formaram família? A maioria que conheço formaram novos vínculos e passaram a também ter filhos.

          Quando alguém concorda com o aborto não significa que queira isso como solução de todos os problemas, sim pra evitar morte de mães intransigentes.

          Quando se admitiu na China um filho por casal foi pra evitar que, se cada tivesse vinte filhos como aqui no Brasil, aquele país teria hoje vinte bilhões de pessoas,

          Quando se fala de permissão de uso de drogas é que ninguém mais aguenta o tráfico enricando políticos que deixam as fronteiras abertas, e sem solução aparente, apenas morte, em que ninguém procura saber o motivo do uso de drogas pro crianças de doze anos. sociedade nossa hipócrita.

          Quando se admite o uso de camisinhas não se está autorizando sexo à vontade, pois as pessoas praticam sexo com ou sem autorização de pais e igrejas, mas sim evitar doenças transmissíveis sexualmente e gestações indesejadas.

          Tem gente e igrejas que são combatidas pelo próprio Cristo, mas se fingem donos da moral,,

          Cristo não foi contra o descanso do sábado, sim o exagero, o culto, em que o sábado ficou mais importante que o próprio Deus. Cristo não foi contra religião, sim o culto, a adoração, a veneração que a maioria assim faz.

          Radicais e fariseus este mundo está cheio, e o que é pior, até mesmo do povo do islã, que esta saindo de suas terras e vindo mandar nas bandas ocidentais.

          Voltem de onde vieram. Façam o culto que bem entendam dentro da casa de vocês, dentro da comunidade de vocês.

          O ocidente já está cheio de idiotas, não precisando de mais idiotas, não.

          Bom seria que a terra fosse dividida, De um lado os santos islâmicos, do outro, os não islâmicos.

          • Cristo era liberal, por isso vocês o mataram, depois passaram a denegar todos os judeus, todos os povos.

            Vocês católicos são tão liberais que inserem no culto de vocês coisas proibidas na bíblia, e ainda vem com história de chamar de tradição.

            Vocês aprovaram o aborto até o ano de 1870, agora querem dar uma de moralistas se dizendo contrário a qualquer tipo de abortamento, mas não explicam o motivo de mudar de um para mil.

            Realmente, exagerei, vocês não são liberais, são inconsequentes mesmo.

          • A sua mendacidade é psicopática (O_o)! Eu já lhe mostrei em outra ocasião que A IGREJA JAMAIS APROVOU O ABORTO, SEU CALUNIADOR!!! Vagabundo!!! Pare de mentir!!!

            “Revista conta SuperCaô e diz que Igreja tolerava o aborto”, O Catequista.

  7. Conseqüências sociais do divórcio – Catolicismo

    Os povos, ao saírem da barbárie rumo à civilização e ao progresso, abandonaram a poligamia e estabeleceram a família monogâmica. A instituição do divórcio vai na contramão da História, retrocedendo da civilização à barbárie

    “Esse triângulo de verdades evidentes, de pai, mãe, e filhos, não pode ser destruído; ele destrói apenas aquelas civilizações que o desprezam”*

    Pelas matérias que anteriormente publicamos em SOS-Família, ficou demonstrado – com base no livro O Divórcio, do Padre Leonel Franca, SJ – o quanto o divórcio é desastroso para os filhos e os cônjuges. No presente artigo, fundamentado ainda naquele douto sacerdote jesuíta,(1) fica acentuado que, além de arruinar a família, a legislação divorcista produz a corrosão de toda a sociedade.

    * * *

    “Não se toca na constituição doméstica sem provocar, cedo ou tarde, profundas repercussões na sociedade inteira. Esterilidade conjugal estimulada; infância educada fora dos seus lares; instabilidade das famílias; diminuição progressiva do senso de responsabilidade, fidelidade e lealdade; relações entre os sexos inspiradas mais nos instintos inferiores do que na consciência moral – são males que atingem os povos nos próprios princípios de sua vitalidade.

    “Dissolvendo a família, o divórcio dissolverá também a sociedade. Acertadamente afirmou o nosso grande jurista, Carvalho de Mendonça: ‘Admitir o divórcio com a dissolução do vínculo é destruir a família, e portanto desorganizar a sociedade’(2).

    “Se quisermos resumir a antítese profunda entre o divórcio e o bem-estar coletivo, diríamos que o divórcio é filho do egoísmo; e o egoísmo, a negação da vida social. Todos os argumentos em prol da caducidade do vínculo cifram-se na preocupação de assegurar a felicidade dos cônjuges. Ao bem estar do próprio eu, impaciente de sacrifícios e constrangimentos, imolam-se os direitos da prole, e com eles, todas as exigências do bem comum. Ora, a vida social não se mantém senão a preço de abnegações contínuas; a solidariedade, que é como a alma desta vida, alimenta-se das renúncias individuais exigidas para a felicidade de todos. Todas as vezes que a sociedade padece, uma diagnose justa revelará no egoísmo a causa primeira de seus sofrimentos. O divórcio é, pois, eminentemente anti-social”.

    Retroceder na História

    “E aí temos a razão de seu aparecer nas épocas de decadência. ‘A História ensina – e o dizem também os positivistas – que, só quando corrompidos, sentem os povos necessidade do divórcio, e o seu fruto é acelerar a corrupção. E corrupção quer dizer decadência intelectual, enfraquecimento físico, diminuição da energia procriadora, paralisia no desenvolvimento econômico, incapacidade de conservar e defender a pátria e a liberdade’ (3). Se estes efeitos não se fazem sentir numa geração, é que a vida das nações descreve largas trajetórias, e por séculos se lhes pode prolongar a agonia.

    “Não há dúvida, portanto, de que a introdução do divórcio na legislação de um povo assinala um verdadeiro regresso na sua história. A humanidade, em sua marcha ascensional, já venceu a fase da poligamia, simultânea ou sucessiva. O divórcio, de poligamia sucessiva que é, reconduzirá insensivelmente à simultânea, que prepara”….

    Declínio da civilização

    “É certo que, ao considerarmos as gerações passadas, o divórcio nunca é índice de um povo que entra num período melhor de progresso e civilização. Pelo contrário, coincide sempre com as vicissitudes degenerativas de povos antigos e modernos… Degeneração e divórcio são fenômenos associados, no desenvolvimento da História”. (Pasquale Pennacchio, La legge sul divorzio in Italia, Roma, 1908, pp. 148, 150).

    Alicerce de nossa cultura social

    “A família monogâmica – escreve F. W. Forster – constituirá eternamente a pedra angular de toda a forma superior da vida pessoal e social; por isso qualquer concepção da vida, concreta e séria, procurará sempre e essencialmente proteger o mais possível essa forma de comunhão familiar contra os caprichos individuais… Por causa do valor educativo da monogamia, a sociedade humana deve sempre mais nitidamente convergir para ela. Qualquer outra espécie de relações sexuais atua como um dissolvente do caráter; só a monogamia decidida forma a constância do caráter, a concentração da vida da vontade, e por isso dá maior profundidade a todas as outras relações humanas”(4) ….

    Decomposição do corpo social

    “Consciente ou inconscientemente, os operários divorcistas dão com o enxadão demolidor na base de uma das colunas mestras do edifício social. A propaganda contra a estabilidade das famílias é uma obra de anarquia e desordem, de destruição e de morte.

    “Resumindo os inconvenientes do divórcio, assim escreve um notável jurista italiano: ‘O divórcio é um mal absoluto. Por isso não tem substância alguma, como não a tem a morte, que outra coisa não é senão a cessação da vida. Sendo por isso uma negação mesclada de realidade positiva, não é um bem e nunca poderá vir a sê-lo. Nasce da corrupção dos costumes, é uma máscara vazia para dissimulá-la, mas de fato não faz senão excitá-la. Os seus tristes efeitos atraiçoam-lhe a baixeza da origem. Não é possível justificá-lo aos olhos da religião, da moral, da filosofia, do direito, da razão. Solapa a família, e com ela os fundamentos do Estado; é contrário à moralidade pública e particular, prejudicial aos indivíduos e à sociedade, e muito particularmente é uma armadilha – antes um delito – contra a mulher. Não possuindo conteúdo de espécie alguma, nem religioso, nem moral, nem civil, não pode, sem violação da ordem e do direito da natureza, constituir matéria de lei… O Estado, qualquer que seja a sua natureza, tenha ou não religião, se se quer conservar fiel à natureza das coisas, ao direito natural, à razão humana, se tem a peito conservar a moralidade pública e particular e o bem estar social, não pode admitir o divórcio como instituição civil, porque contrário à natureza e antijurídico’”(5).

    * * *

    Encerramos com um alerta a certos legisladores e advogados inescrupulosos, que fingem não ver que o divórcio é antijurídico e simulam ignorar as evidências catastróficas para a sociedade, que se decompõe em conseqüência das separações matrimoniais; que enchem seus bolsos à custa de infortúnios familiares, de lares despedaçados e filhos abandonados.

    “Com carvão, e não com giz, deverá ser escrito nos fastos da Inglaterra o dia em que a lei declarou dissolúvel o matrimônio”(6). Esta mesma afirmação, do grande estadista inglês Gladstone, podemos aplicá-la a nosso país, referindo-nos ao dia 27-12-1977, data do estabelecimento no Brasil da funesta lei do divórcio. De lá para cá, o que vem ocorrendo? A crescente decadência dos costumes corrompendo os lares, desfazendo os laços de família e, como conseqüência, arruinando todo o edifício social.

    _________

    Notas:

    * G.K. Chesterton, The Superstition of Divorce, London, 1920, p.63.

    1 – Padre Leonel Franca S. J., O Divórcio, Rio de Janeiro, Empresa Editora A.B.C. Ltda, 1936, pp. 60 a 66.

    2 – Carvalho de Mendonça, O Divórcio, Rio de Janeiro, UCB, agosto 1912, nº 3, p. 6.

    3 – Meda, A proposito del divorzio, in Civitas, 16 de julho de 1920.

    4 – F. W. Forster, Sexualethick und Sexualpädagogik, tr. fr. Paris, 1930, pp. 56, 72, 94.

    5 – E. Cenni, Il divorzio considerato come contro natura e antigiuridico, Napoli, 1902, pp. 121-122.

    6 – Gleanings of Past Years, 1857, t. VI, p. 106.

  8. Estamos vivendo um período complicado em que pessoas não querem levar a vida amorosa em diante. Vida matrimonial hoje virou bagunça tudo profano. Hoje ZONA TOTAL. Isso esta acontecendo na sociedade geral, inclusive no meio dos crentes rs.

  9. O leviano é um retardado mental., mamador de jeba ., e por isto não merece crédito.,
    Pode ver que todos os internautas o trata como um débil.,

    Agora vou dar o conselho para colocar este herege no seu lugar.,.

    Leviano volta pro mar oferenda rejeitada de satã.

  10. Degeneração do casamento e desprezo da mulher

    Mas não paremos nas linhas gerais deste quadro moral digno dos tempos do paganismo.

    Examinemos-lhe por miúdo as particularidades vergonhosas. Só contrafeito é que revolvemos esta vermineira em fermentação.

    Mas como ao médico, também ao historiador e ao moralista incumbe, por vezes, este penoso dever. A verdade merece que lhe sacrifiquemos os melindres de uma delicadeza descabida.

    O catolicismo plantara sobre os restos putrefatos do paganismo uma flor desconhecida da humanidade: a pureza.

    Fecundados pela seiva cristã, medraram os lírios no sacerdócio, no matrimônio, na juventude, em todas as idades, em todas as condições, em todas as camadas da sociedade.

    O “sentido depravado”, de que nos fala Lacordaire, continuou sempre a exercer sobre a argila humana a tirania das suas seduções, mas a Igreja não cedeu nunca, não transigiu nunca com a fraqueza da carne.

    O ideal de pureza, conservou-o sempre elevado a iluminar com as suas luzes as trevas das eras barbáricas e a atrair com os seus encantos as almas nobres e sedentas de amor e de sacrifício.

    À sua sombra reuniu-se em todos os tempos um manípulo de escol: exemplo vivo aos contemporâneos dos heroísmos da abnegação, espetáculo de paraíso a exercer sobre as multidões da terra a influência saneadora da virtude celeste em ação.

    O primeiro cuidado da Reforma foi destruir este jardim do céu. Os seus chefes, cansados do celibato, procuraram no matrimônio um remédio aos apetites que já não sentiam força de refrear.

    Em 1522, Zwinglio, em seu nome e no de alguns outros sacerdotes, apresentava aos magistrados uma súplica em que, entre outras coisas edificantes, dizia:

    “Bem sabeis a vida vergonhosamente nefanda que até aqui (falamos só de nós) infelizmente temos levado com mulheres que induzimos ao mal e com as quais temos dado muitos escândalos”. Fonte: Zwinglio, Werke, I, 225.

    Não se pode tocar impunemente na grande hierarquia das virtudes cristãs. À incontinência no celibato abriu Lutero a porta do matrimônio; à incontinência no matrimônio abriu a porta do divórcio.

    Quando esse apóstolo fogoso da dissolução bradou à Europa que o matrimônio não era sacramento, vibrou um golpe mortal à família cristã.

    Reduzido a simples contrato civil, o ato augusto que une os esposos, santificando-os, foi despojado de toda a sua dignidade. Renasceu o sensualismo e a família retrocedeu às eras pagãs.

    Ao mau exemplo estava reservada mais alta consagração. Lutero, que já se havia dado a todos os excessos da embriaguez e da crápula, pôs o remate à sua vida licenciosa, profanando criminosamente com uma ex-freira, ele, ex-frade, um corpo duplamente sagrado virgem, pela unção sacerdotal e pelos juramentos da vida religiosa.

    Quando os pastores titulados são assim, não é difícil conjeturar o que será a grei comum dos anônimos.

    Os sacerdotes escandalosos bateram as palmas ao ouvir a “boa nova”, do evangelho de Wittemberga; os mosteiros de religiosos, esquecidos da dignidade da sua vocação, despovoaram-se.

    A grande tragédia da reforma terminou na comédia de um casamento universal. A expressão é de Erasmo:

    “Parece que a Reforma se resolve em desfradar alguns monges e casar alguns padres; e esta grande tragédia termina num desfecho cômico, porque tudo acaba num casamento como nas comédias”.

    Ouçamos Fr. Staphylus que escrevia em 1562:

    “Enquanto o matrimônio foi considerado como sacramento, o pudor e a honestidade na vida conjugal eram estimados e amados, mas quando se leu nos livros de Lutero que o estado conjugal é uma invenção dos homens… logo os seus conselhos foram de tal modo atuados que, relativamente ao matrimônio há quase mais honestidade e dignidade na Turquia que entre os nossos evangélicos da Germânia”. Fonte: Fr. Staphuylus, Nachdruck zu Verfechtung des Buchs vom rechten wahren Vorstandt des goettichen Worts, etc., Ingolstadt, 1562, fol. 202 b.

    Com a degeneração do matrimônio a mulher caiu no desprezo e na ignomínia. Mais que nenhum outro, para isso contribuiu Lutero com uma indignidade sem nome. Para o reformador a mulher não passa de “um animal estúpido” (Weimar, XV, 420), simples instrumento de satisfações sensuais do homem. Na vilania de sua linguagem, chega compará-la a uma vaca prenhe:

    “também as mulheres se cansam e finalmente arrebentam durante a gestação; não importa, deixá-las arrebentar, são para isso”. Erl. XX, 84.

    Façamos ponto aqui. Repugna-nos transcrever citações como estas.

    Fonte: Luz de Cristo x trevas da irracionalidade.

  11. Da ‘segunda união’ ao ‘amor livre’ pelo divórcio e a poligamia

    Também aqui um exemplo do alto devia inaugurar ruidosamente na cristandade o divórcio sancionado pelas autoridades religiosas da Reforma.

    Depois de 19 anos de união conjugal com Catarina de Aragão obcecado por uma paixão ilegítima, pediu Henrique VIII a dissolução do matrimônio sob pretexto de nulidade.

    Negou-lha a Igreja, que à complacência de frontes coroadas nunca sacrificou um princípio moral.

    Henrique rompe com a Sé Apostólica; a Tomás Moore, que, com serena hombridade, lhe repetia o non licet do Batista, manda, novo Herodes, decepar a cabeça; arvora-se em reformador e une-se com Ana Boleyn, que manda decapitar quatro meses depois.

    No dia da execução, o rei vestiu-se de branco e na manhã seguinte esposa Joana Seymour. Falecida Seymour a breve trecho, une-se a Ana de Cleves, para despedi-la logo, porque lhe não agradava.

    Agrada-lhe, porém, Catarina Howard, mas por pouco; seis meses apenas volvidos, manda cortar-lhe a cabeça por adultério. Finalmente casou com Catarina Paar, que sobreviveu ao tirano, e duas semanas depois da sua morte, já havia contraído novas núpcias.

    Fonte: Cfr. Dixon (protestante), History of the church of England from the aboliton of the roman jurisdiction, I, 384; II, 327; III, 9.

    E mister retroceder aos anos de decrepitude do paganismo e às monstruosidades impudicas e sanguinárias de Calígula ou de Tibério, para encontrar espetáculo semelhante. E foi neste charco de lodo e sangue que se embalou o berço da Reforma na Inglaterra!

    O divórcio é uma poligamia sucessiva. Quem o autorizou, por que havia de recuar diante da poligamia simultânea?

    Por que não havia de pregar para o homem “os costumes fanerógamos”, que mais tarde reclamará Fourier? Foi quanto fez o protestantismo.

    Os anabatistas logo de princípio professaram e praticaram, sem pejo, a mais desavergonhada poligamia. João de Leida, um dos seus chefes, contava nada menos que 14 mulheres.

    Direis: extremos de uma facção que se atirou logo à nimiedade dos mais escandalosos excessos de que se não deve responsabilizar toda a Reforma. Não, engano.

    O ponto foi estudado, discutido, à luz das Escrituras já se vê, e sancionado pelos grandes mestres da seita. Jan van Leiden, líder da seita extremista ‘anabatista’ instalou em Münster um regime teocrático comunista e com poligamia.

    um comentário sobre o Gênese, afirma Lutero que “não é proibido ao homem ter mais de uma mulher”. Havendo Carlostadt autorizado uma bigamia, o chefe, consultado, respondia a 13 de janeiro de 1524:

    “Confesso chãmente não poder proibir que alguém tenha muitas mulheres. À Escritura não repugna; não quisera, porém, ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos”. Fonte: De Wette, II, 459.

    Em 1527:

    “Não é proibido que um homem possa ter mais de uma mulher; eu ainda hoje não o poderia impedir, mas não o quero aconselhar”. Weimar, XXIV, 305.

    O mesmo repete em 1528, Weimar, XXVI, 523 e em 1539, De Wette, VI, 243. No De Captivitate Babyloniae (Weimar, VI, 558) aconselha dessasombradamente a poligamia e a poliandria.

    Um episódio tirou-o logo desta hesitação e ofereceu-lhe a oportunidade de uma aplicação solene de sua edificante teoria.

    Felipe, landgrave de Hesse, não estava satisfeito com uma só esposa; queria outra de sobressalente para as freqüentes viagens fora dos seus domínios.

    Uma segunda consorte volante, além de muitas outras vantagens, representava a economia de enorme dispêndio no deslocamento da corte.

    Mas, evangélico de consciência delicada, queria estar em paz com Deus e a sua igreja. Recorre, para isto, aos representantes autorizados do novo cristianismo.

    Na instrução dada a Bucero, o príncipe luterano declarava “que não queria por mais tempo ficar nos laços do demônio, mas que, para se libertar deles, não podia nem queria tomar outra via senão a que indicava (a da bigamia), e, por isso, pedia a Lutero, a Melanchthon e ao próprio Bucero que lhe dessem uma declaração por escrito, autorizando a segui-la”.

    Assim, acrescentava ele, “se poderia viver mais alegremente, morrer pela causa do Evangelho, e empreender-lhe a defesa” contra os adversários.

    Uma vez obtida a almejada licença, “far-lhes-ia tudo o que razoavelmente lhes pedissem como os bens dos mosteiros ou outras coisas semelhantes”. Em caso de recusa, ameaçava-lhes politicamente de recorrer ao imperador.

    O landgrave sabia tocar todas as teclas sensíveis aos reformadores: o receio de um apelo ao imperador (era Carlos V), a perspectiva de novos bens eclesiásticos, a promessa de pôr as armas ao serviço do evangelho contra os papistas.

    Quem, por um pontinho insignificante de moral cristã, havia de resistir à bateria de tantas seduções?

    Reuniu-se o conselho, folheou-se a Escritura… e tudo se pôde legitimar. “Em consciência tranqüila podia o landgrave esposar segunda mulher, se a isto estivesse decididamente resolvido, contanto que o caso se conservasse secreto”.

    O crime, praticado às ocultas, deixava de o ser. De fato, o segundo matrimônio foi celebrado em forma.

    O príncipe declarou tomar segunda esposa “não por leviandade ou curiosidade”, senão por “necessidades inevitáveis do corpo e da consciência, que sua alteza havia explicado a muitos doutos, prudentes, cristãos e devotos pregadores, os quais lhe haviam aconselhado de assim tranqüilizar a alma e pôr em paz o espírito”, escrupuloso e delicado.

    Com efeito, o precioso documento de autorização havia sido assinado por Lutero, Melanchthon, Bucero e cinco outros evangélicos teólogos de Wittemberga.

    Fonte: Quem não dispuser de outros livros à mão poderá consultar os documentos autênticos deste edificantíssimo episódio em Bossuet, Histoire de variations, em anexo ao l. VI, ou melhor ainda em Janssen, Geschichte des deutschen Volkes,III (17-18), pp. 450-454, onde vêm indicadas as fontes.

  12. Extinguindo a santidade do matrimônio com a pastoral ‘misericordiosa’ de Lutero

    Custa a crer, mas a realidade histórica entra-nos pelos olhos com a força convincente de uma evidência irrecusável.

    O exemplo do landgrave não ficou sem imitadores nas cortes protestantes. Jorge IV (m. 1694), príncipe eleitor da Saxônia, vivendo a primeira mulher, casou-se publicamente com uma concubina, alegando a autoridade da Escritura e os exemplos de concessão semelhante outorgada “pela nossa igreja”.

    Frederico Guilherme II, que já tinha dado a mão direita à rainha, deu a esquerda a Júlia de Voss.

    O Rev. Zoellner pregador da corte a 25 de maio de 1787 abençoou o novo matrimônio na capela do castelo de Charlottemburgo. Eberardo Luís (m. 1739), duque de Würtemberg, Carlos Luís (m. 1680), príncipe eleitor palatino, Frederico IV (m. 1730) rei da Dinamarca, com público matrimônio, duplicaram solenemente as respectivas esposas.

    A abolição do celibato, a permissão do divórcio, a sanção oficial da poligamia, pregadas, praticadas, inculcadas, autorizadas pelos chefes reformistas, fácil é de ver que repercussão corruptora teriam nas multidões iluminadas pela luz do novo e consolador evangelho.

    A dissolução extravasou como uma cheia imunda e ameaçou afundar a sociedade numa inundação de lama. Aos documentos.

    Em 1552 escrevia Staupitz a Lutero que a sua doutrina só era abraçada pelos que “lupanaria colunt”. Fonte: De Wette, II, 215.

    “Sob este reino do Evangelho, dizia Wizel, vêem-se homens e mulheres que no mesmo dia da morte do próprio consorte já se ocupam em lhe dar sucessor.

    “Há quem creia de boa fé ser consoante ao espírito do evangelho não ficar um instante sem mulher e tema pecar conservando-se alguns meses em estado de viuvez”. Fonte: Wizel, Von den todten und ihrem Begraebnisse,Leipzig, 1536, G. a B

    “Desde que Lutero, é Czecanovius quem fala, arvorou o estandarte da incontinência, todos os que comem, bebem e sentem o aguilhão das paixões animais, correram sem pejo a alistar-se sob a nova bandeira.

    “Os jovens não cessam de entregar-se abertamente à dissolução… e as jovens desonradas sabem, como os jovens, entrincheirar-se nos seus vícios com as leis de Lutero”. Fonte: Sylvester Czecanovius, De corruptis moribus utriusque partis, pontificorum videlicet et evangelicorum, s. l. et a. F. 3. ss.

    A imoralidade subiu a tal ponto que no dizer de Ossiandro (1537):

    “coisa monstruosa! a inocência e a honra das mulheres correm justamente maiores perigos entre os que mais interesse têm em conservá-las, entre os próprios parentes”. Fonte: Osiander, V. d. verbotenen Heirathen,A. 2.

    Aos lamentos individuais vêm associar-se as medidas de ordem pública.

    m Norimberga vemos que nos anos de 1524, 1525 e 1527 o conselho não pôde dar vazão aos processos de bigamia que se amontoavam de um dia para outro; por este motivo, dirige-se aos doutos para saber que providências cumpria adotar a fim de obviar as graves consequências da nova doutrina sobre o matrimônio. Fonte: Cfr. Nürnberg Rathsbücher,1524, Fasc. III, fol. 6; 1525, Fasc. XI, f. 9, II, 16; 1527; Fasc. XIV, f. 2, 5.

    Em Würtemberg, no ano de 1534, promulga-se uma ordenação contra as pessoas brutais que, conculcando os sentimentos do pudor mais rudimentar entre povos civilizados, não se pejavam de contrair matrimônios com consanguíneos do 3º e 2º grau (entre irmãos e irmãs: Lutero declarara lícitas semelhantes uniões).

    Na lei sobre o matrimônio publicada em 1586, na mesma cidade, queixava-se o legislador “que a dissolução se tomava tão comum que apenas se considerava como pecado”. Fonte: Sattler, Würtemberg, Gesch, III, Beil, p. 140; V. 102.

    No principado de Ansprach, uma memória dirigida em 1530 ao margrave Jorge pede-lhe:

    “a fundação nos seus estados de um tribunal matrimonial para dar despacho ao grande número de petições de separação e processos de adultério, para os quais já não eram bastantes os juízes ordinários”.

    Dois anos depois André Altamer suplicava de novo ao príncipe

    “quisesse levar em séria consideração a frequência, de dia para dia, mais notável, dos adultérios, a fim de que se possam determinar os meios de repressão de tão grande mal e ao mesmo tempo pôr obstáculos ao divórcio e ao concubinato que, a se descurarem, acabarão por invadir toda a sociedade”. Fonte: Religionsakta, t. XI. Ver a miscelânea em apêndice.

    Na Saxônia, na Prússia, no Brunswick e no Hannover idênticas providências públicas contra a corrupção introduzida pela Reforma.

    Fora da Alemanha, o puro evangelho produziu os mesmos efeitos desastrosos.

    Na Dinamarca, Frederico II, em 1576, toma sérias medidas contra as transgressões do 6º mandamento.

    “Assim o fazemos, rezava o decreto, em consideração das inumeráveis queixas que nos chegaram da medonha libertinagem que reina presentemente em nossos estados entre jovens e senhoras casadas. …”

    Na Suécia, uma ordenação de 1554 chama a atenção dos magistrados contra o mesmo vício,

    “visto como os habitantes das fronteiras que fazem frequentes viagens entre a Suécia e a Dinamarca não costumam ligar grande importância aos vínculos contraídos, tomam e deixam sucessivamente várias mulheres como quem muda de roupa branca ou de cavalos”.

    Na Noruega, dirigida a Frederico IV em 1714, os “bispos” confessam que:

    “com exceção de poucos filhos de Deus, entre nós e os pagãos, nossos ascendentes só há uma diferença: é que nós temos o nome de cristãos”. Fonte: Cit. por Doellinger, Kirche und Kirchen, München, 1861, p. 362.

    Na Inglaterra, o próprio Henrique VIII declara ao parlamento que as consequências imediatas da Reforma foram

    “a caridade esmorecida, a lei de Deus desprezada, a avareza, a opressão, o homicídio, a venalidade da justiça, a corrupção do clero, o adultério, a libertinagem, a inveja nos grandes, a insolência e a revolta do povo”. Fonte: Cit Aug. Nicolas, Du protestantisme et de toutes les hérésies dans leur rapport avec le socialisme, L. III, c. 4 (na trad. italiana, Milano, 1857, p. 238).

  13. PROTESTANTISMO E POLIGAMIA

    Martinho Lutero Disse: “Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer”. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330) Ele aconselhou Felipe de Hesse a manter seu segundo casamento em segredo para evitar escândalo. Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação…

    Até à reforma a Igreja sempre creu nas verdades bíblicas acerca do casamento. Porém depois da reforma houve uma tendência universal entre os protestantes de proclamar e viver um evangelho anti-católico, ou seja, tudo que os católicos criam era motivo de ser refutado pelos primeiros reformadores. Quando Lutero finalmente se desvinculou da Igreja Católica, ele se uniu a um humanista chamado Erasmo de Roterdam, que influenciou tremendamente a vida e obra de Lutero, principalmente no tocante ao divórcio e ao re-casamento. O interessante é que Erasmo foi considerado como herege pelos seus contemporâneos, principalmente por causa de sua visão extremamente humanista sobra a Bíblia. Porém seu ensino acerca do divórcio e re-casamento prevaleceu nas denominações evangélicas, justamente porque é frontalmente diferente do ensino da Igreja Católica sobre o assunto. Esse é o motivo de, nas Bíblias protestantes, a palavra aparecer traduzida de uma maneira totalmente errada, de outro modo, traria um enorme problema ter que concordar que o ensino católico, que é correto.

    Um dos maiores poetas da língua inglesa e o famoso puritano inglês, John Milton (1608 – 1674), escreveu, ‘Eu não disse ‘o casamento de um homem com uma mulher’ porque por implicação eu acusaria os patriarcas sagrados e pilares de nossa fé, Abraão e outros que tiveram mais de uma esposa, ao mesmo tempo, de pecado; e eu seria forçado a excluir do santuário de Deus como espúrios, toda a descendência deles, sim, toda a descendência dos filhos de Israel, para quem o santuário foi feito. Porque é dito no Deuteronômio (22,2): “Um bastardo não deve entrar na congregação de Jeová até a décima geração.” Em 14 de fevereiro de 1650, o parlamento em Nuremberg decretou que por causa da morte de muitos homens durante a Guerra dos Trinta Anos, todo homem tinha permissão de se casar com até dez mulheres.

    As igrejas africanas reconhecem a poligamia há muito tempo. Elas declararam na Conferência de Lambeth em 1988: “Há muito foi reconhecido na Comunhão Anglicana que a poligamia em partes da África, e casamento tradicional, têm características genuínas de fé e retidão.” Mwai Kibaki, o presidente “cristão” do Quênia, cuja vitória foi atribuída ‘à mão do Senhor’ pela Igreja Presbiteriana da África Oriental, é polígamo. Sem estar mais sob a norma anterior dos brancos cristãos, a África do Sul pós-apartheid também legalizou a poligamia. No início de sua história, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias praticava a poligamia nos Estados Unidos. Grupos que deixaram a Igreja continuam a prática após a Igreja a ter banido. A poligamia entre esses grupos persiste hoje em Utah, estados vizinhos, e colônias secundárias, e também entre indivíduos isolados sem filiação organizada à igreja.

    A Reforma Inglesa foi promovida pelas necessidades políticas de Henrique VIII [homem de sete mulheres, adúltero e uxoricida]. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento. Perante a recusa do Papa, por razões pessoais Henrique fez-se proclamar, em 1531, chefe absoluto da igreja inglesa. O “Ato de Supremacia”, votado no Parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes, muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o Bispo John Fischer, bem como sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuchos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, implantou o calvinismo como doutrina oficial da Igreja Anglicana, doutrina religiosa mais conveniente à nova nobreza e burguesia.

    O cisma anglicano se deu assim: o Papa Clemente VII se recusou a conceder o divórcio a Henrique VIII (um homem de sete mulheres, adúltero e uxoricida), tal como São João Batista censurou Herodes (Mt 14,3-11). O rei Henrique VIII ficaria satisfeito [se o Papa aceitasse o adultério], e não teria acontecido o cisma anglicano, não é mesmo? Mas a Santa Igreja preferiu perder toda a Inglaterra a trair o Evangelho. Eis a diferença abissal que separam o Catolicismo das seitas. A primeira preferiu perder, dolorosamente, toda a Inglaterra para os “reformadores” para não satisfazer os caprichos de um rei, e ser fiel ao Evangelho, que proíbe o divórcio. Lutero e CIA movem céus e terras, esquecem os princípios mais elementares da moral e da doutrina e sancionam sem escrúpulos a bigamia para os poderosos que “financiavam” a obra da “evangelização”.

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