Judeus messiânicos e palestinos cristãos se unem pela fé em Jesus para pôr fim a conflitos

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Judeus israelenses e palestinos vivem em pé de guerra por conta de disputas territoriais, diferenças políticas e religiosas e outras questões culturais, todas essas ligadas pela ancestralidade de ambos os povos. No entanto, a mensagem do Evangelho, rejeitada por ambos os povos, surge como uma possibilidade de união.

Uma reunião recente, realizada em Chipre, colocou lado a lado judeus e palestinos, seguidores de Jesus Cristo, em uma iniciativa chamada Reconciliação Israel/Palestina.

Segundo informações do Christian Today, judeus messiânicos e palestinos cristãos, embora também estejam alinhados com as demandas de seus respectivos povos, muitas vezes são tratados com desconfiança e hostilidade, por não praticarem o judaísmo tradicional ou o islamismo.

No entanto, um ponto de convergência se forma entre esses dois grupos, minorias em seus países: a crença em Jesus Cristo como Filho de Deus enviado ao mundo como Salvador.

“Em tempos de tensões e conflitos violentos, relacionamentos sofrem, enquanto a acusação e a rejeição mútua prosperam. Nesses momentos é ainda mais essencial que nós, que afirmamos a nossa unidade em Cristo, mantenhamos os padrões éticos da vida e do nosso chamado, em todas as nossas atitudes, palavras e ações”, diz o texto de um documento divulgado ao final da reunião, chamado de Declaração de Larnaca.

Esse documento reconhece as áreas desafiadoras e as discordâncias teológicas entre as tradições judaica-messiânica e palestino-cristã: “Temos muitas posições teológicas diferentes sobre o mundo, e também muitas perspectivas diferentes sobre as causas das realidades sociais, políticas e econômicas que afetam a vida diária de todos os que habitam a terra”, pontua.

Ainda assim, os judeus e palestinos seguidores do Evangelho, acreditam que o comprometimento de ambos os povos em “ouvir uns aos outros para aprender e respeitosamente desafiar a narrativa do outro” permitirá a cada um “avaliar criticamente a própria narrativa e trabalhar no sentido de uma ponte inclusiva”.

Richard Harvey, co-presidente da organização de judeus messiânicos, opinou que considera importante uma declaração como essa, para que ela seja lida e estudada por judeus messiânicos e cristãos palestinos: “Só levando a sério o comando de Yeshua [Jesus] a amar nossos inimigos, podemos começar a ver o poder transformador de Sua mensagem de boas novas em nossas vidas e comunidades”.

38 COMENTÁRIOS

  1. Precisa ambos os povos reconhecerem que não é por meios não pacíficos que se consegue solução alguma.

    Tanto um quanto o outro povo já sofreu e muito, não necessitando explanar, pois mais que conhecido.

    Cheguem a um acordo nem que não seja o ideal na assinatura, sendo que aos poucos se acomodem. se acheguem um ao outro, irmanizem-se.

    O fato de não chegarem a um denominador, essa postura somente fez com que terceiros se intrometessem prejudicando a ambos e ao mundo.

    Cristo, nascido nessa terra, deu lição grandiosa de como não fincar pé e nem brigar por nada.

    Ouçam Cristo, o que há séculos pregou o desapego, mas não ouvido por esses dois povos, tendo o resultado desse poucos ouvidos somente sofrimento,

    Sejam irmãos mesmo. Abram as portas para o mundo todo visitar essa terra, fazendo com que todos vivam bem, muito bem com o turismo religisioso judeu, islâmico e cristão.

    Possuem uma galinha que põe ovos de ouro, mas procuram executá-la por simples orgulho.

    Quanto aos radicais, seja de um lado seja do outro, os governos procurem admoestá-los e depois detê-los, mas sem radicalismo.

    Cristo, o filho dessa terra, é amor, procurem também fazer o mesmo, seguir suas lições, pois o que vale não é esta terra, sim a que vamos morar pós morte, o céu.

      • Somos a mesma coisa, mas costumamos desmerecer os que nos ladeiam. E o que é pior, desmerecer aquilo ou quem Deus fez, a criação de suas santas mãos, é brincadeira?

        • A religião, como se apresenta hoje no mundo, só vive de desprezar o semelhante se esse não se enquadra na doutrina. Nunca a parábola do bom samaritano se tornou tão aplicável como nos dias de hoje.

          • As pessoas não se apercebem disso, não se tocam, não se sentem inseridos nessa verdade;

            Todos apontam o vizinho, o próximo.

            Que porcaria de mundo. Dois mil anos, mas se acham o tudo, o próximo, nada.

            Deus dando terras secas?

            O povo judeu precisa rever seus conceitos, pois Deus lhes deu tudo, a terra em si, A missão de uma filha sua trazer nas entranhas o filho de Deus, Maria, mas agem como se fosse um pedaço de terra, terra miserável, e de tão miserável, que os seus vizinhos brotam aos borbotões petróleo, todos, já eles, nada.

            A que cegueira inconteste!!!!!

          • O povo judeu, Levi Varela, nunca aceitou Jesus, muito menos os palestinos. Talvez uma das razões seja porque Jesus pregou o pacifismo, o dar a outra face, o não reagir com violência, e o deus “homem de guerra” (Êx. 15:3), ao qual os judeus sempre adoraram, exigir justamente o contrário de tudo o que Jesus ensinou. O resultado esta taí: só fazem por sofrer e fazer sofrer as consequência do ódio, da vingança e da guerra, judeus e palestinos, irmãos que se odeiam.

          • Sandro,

            Com certeza Cristo viu ou melhor, anteviu esse despudor todo, essa ganância, essa ausência de humanidade, de controle, da concepção que o que vale é o meu, por conseguinte se dane todo mundo.

            Digo e repito, o importante é porvir, a eternidade. E qualquer um mestre que ensinar diferente, ou seja, matar e morrer por terras, casas, privilégios,

            Todos condenados.

            O povo judeu verdadeiro mesmo está espalhado no mundo, não nesse deserto. Os judeus em nível de mundo são ricos, abençoados, cientistas…

  2. O deus “homem de guerra” (Êx. 15:3), supostamente ao comando de um velho, abriu o mar para dar passagem aos libertos do cativeiro no Egito (só que na história do Egito não há qualquer menção a este feito miraculoso), mas não foi páreo para enfrentar uma simples tecnologia superior de guerra:

    “O Senhor despovoou as montanhas, porém não expeliu os moradores do vale, pois tinham carros de ferro.” (Juízes 1:19)

    Eu creio em DEUS, o SER SUPREMO, não no deus feito à imagem e semelhança de povos tribais.

    • Sandro,

      Você acredita sim.

      E vai mais longe, quando manifesta crença aos deuses dos povos orientais.

      O que você contesta é a versão dada por cada povo de cada deus que dizem essas tribos serem seguidoras, o possível ufanismo misturado com egocentricidade e desprezo que neste último caso, cada um atribui ao dos outros, prova de que carece o mundo de universidades que estudem todas as crenças e busque nelas encontrar os mesmos valores. O diabo, de tão esperto, põe os crentes a se atritarem, portanto nada de estudarem e se aprofundarem visando o extirpar do que seja exagerado, incongruente, invencionice.

      Como a gente não costuma estudar os fenômenos que ocorrem nos incidentes/acidentes dos quase morte, ovnis, premonições, profecias, curas, milagres, pois tudo isso, com ares de superiores, simplesmente encaramos o próximo e o tachamos de tolo, crendices exageradas, cultuadores de tudo, levianos, mentirosos e por fim, de loucos.

      • Levi Varela,

        eu não sou adorador de deuses de outros povos, muito menos do antigo deus hebreu.

        Eu sou adorador, sempre deixei claro, do SER SUPREMO.

        Eu respeito os semideuses, mas adoro unicamente a DEUS.

        E não fica legal você atacar minha pessoa me chamando de “ufanista”, de “egocêntrico”, “ares de superioridade”, etc., pois você deve focar os argumentos.

        Quanto ao desprezo pelo deus “homem de guerra” (Êxodo 15:3), é de se perguntar:

        Se o próprio Jesus contestou a lei de talião, do olho por olho, dente por dente, porque haverei de ficar contra Jesus para apoiar o deus “homem de guerra” que mandava matar bebês, adolescentes, mulheres, idosos e até animais inocentes? Quem precisa de um deus assim se temos o DEUS de amor, misericórdia e compaixão de Jesus?

        Há um só DEUS soberano, mas há também semideuses. Eu adoro esse DEUS, não os semideuses, e acho incrível essa perda de tempo dos evangélicos com um deus criado a semelhança dos povos tribais, um deus ciumento, sanguinário, vingativo, quando têm o DEUS a quem Jesus serviu para adorar e prestar culto.

        Levi Varela o tempo na terra é curto. Assim, esqueça Moisés e fique com Jesus.

        • Levi Varela,

          com humildade quero pedir a você que me desculpe se não compreendi bem o que você escreveu, principalmente ou supostamente a meu respeito, pois, ao contrário do que sempre faço, li rapidamente seu comentário e já fiz a resposta, e hoje não acordei muito bem de saúde. Mas reforço um fato: só adoro a DEUS.

          • Sandro,

            Quando fiz as considerações, não visando taxar, conceituar e definir nem você e nem ninguém.

            A preocupação é que há a necessidade de se compreender as dificuldades que cada um tem em relação ao novo,

            Os Judeus ficarem com regras do seu período de exceção, o que um homem sozinho vinha conduzindo em torno de 3 milhões de pessoas, sem o aparato de exército, aeronáutíca, marinha, polícia ciivel e militar, guardas municipais, judiciário, conselho de menor…

            Por exemplo. O futebol permanece com as mesmas regras do século IXX, onde sequer se busca nas imagens televisivas como resolver os erros e crimes dos praticantes desse esporte. É canelada, cotovelada, gol com mão, impedimento quando não existe, árbitros dando as cartas….

            Tenha calma, o mundo vai se ajeitar, mas primeiro a gente tem que falar e com carinho, com respeito, pois o errado não é Deus, somos nós mesmos, pois de pouca inteligência… Quer mais? A gente participa de jogos lotéricos pra vê a riqueza dos nossos jogos ficar com apenas um jogador, ou seja, era pra estabelecer valores, dividindo com os demais à medida que fossem assertando.

            O fato de Deus ter sido pego no pé da letra após o assentamento dos judeus, tal foi erro da humanidade, no caso aquela comunidade. Aliás, quanto ao princípios do olho por olho, esta era objeto de prática em sociedades que nunca sequer ouviram falar no Deus supremo, no arquiteto.

            Tenha calma. Tem muitas coisas que a gente não entende.

          • Apesar de eu não estar nervoso para você pedir que eu tenha “calma” rsrs, o fato é que concordo com você em que o grande arquiteto haverá de a tudo bem conduzir. Um Santo Vigia tudo observa, e nada passa ou passará despercebido do olho que tudo vê.

        • SANDRO

          “Há um só DEUS soberano, mas há também semideuses.”

          Há o que, semideuses?
          Você enlouqueceu, foi?
          Deus é único, não havendo nem sequer a Trindade.
          Não há Filho, nem Espírito Santo, apenas o Pai.
          Essa história foi a igreja católica que inventou.
          Jesus não é Deus, agora Filho de Deus quase, pois só existe um Criador e todos nós somos filhos de Deus.
          Mas essa de semideuses foi demais, você anda lendo muito a mitologia hindu, acredita num tal Krishna que não existe.

          A própria Bíblia fala:

          Quando perguntam a Jesus qual era sua missão, ele diz:
          “MINHA MISSÃO É FAZER A VONTADE DO PAI”

          Em outra ocasião, ele diz:
          “O PAI É MAIOR QUE EU”
          Como pode alguém ser maior que ele mesmo?

          E também disse:
          “O PAI ME ENVIOU”
          Ele enviou a si mesmo?

          Quando Jesus estava sendo batizado, ouviu-se uma voz do céu:
          “ESTE É MEU FILHO AMADO”

          E próximo de morrer, ele diz:
          “PAI, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE”
          “NÃO SE FAÇA A MINHA VONTADE, MAS A TUA”

          Enquanto Jesus/Deus estava na Terra, quem governava o universo?
          Portanto Jesus e Deus são seres diferentes.
          Falando em diferentes, houve um médico chamado Miguel Servet, que foi queimado vivo por ordem de Calvino, porque escrevera um livro em que negava a divindade de Jesus.
          Foi esse médico quem descobriu a circulação do sangue.

          Agora vem a tempestade, a Mariana é herege, vai pro inferno, não falem com ela, fiquem longe da herege…
          Ocorre que muitas vezes um ministro ricamente trajado é confundido com o seu soberano, daí a confusão de tratar Jesus como Deus.

          Para complicar, temos a incômoda informação de que na mitologia egípcia há um deus que nasceu de uma virgem, foi traído por um amigo, foi morto e ressuscitou em 3 dias.

          • Quando eu disse que há semideuses, eu referi isso no contexto próprio da religião hindu, como você negou a existência a partir do contexto da religião cristã. E você esta corretíssima em negar a trindade, pois ela de fato não existe, sendo invenção católica adotada pelos protestantes.

          • Observe, ainda, que os antigos hebreus criam em mais do que um deus, sendo que apenas tardiamente passaram a crer em um único deus. No Gênesis mais antigo, assim constava: “No princípio criaram os deuses [no original “elohim” = “deuses”]o céu e a terra”.

            Veja, ainda, que anjos, arcanjos e serafins ocupam o papel dos, falando em termos de comparação, semideuses do hinduísmo.

            Observe aqui a prova de que havia entre os judeus a crença em uma assembleia de deuses, crença derivada dos sumérios:

            “É Deus quem preside à assembleia divina; no meio dos deuses, ele é o juiz” (Salmo 82:1)

          • Filho de Deus, deusinho é.

            O feio é quando o filho quer superar, destronar, usurpar o pai.

            O mundo é cheio de deuses filho do Deus criador.

            O problema de Lucifer foi querer ser maior e tomar o poder.

            Meus caros, Deus nunca foi egoísta, apenas não repassa a outrem a sua glória, coisa que ninguém o faz. Quem tem produziu algo, exige sempre que seja reconhecido como o criador, portanto nada de ato egocêntrico.

          • O problema, Levi Varela, é considerar Deus, o Ser Supremo, como sendo o “Deus dos judeus”, dos “cristãos”, dos “hindus”, dos “islâmicos”, etc., adaptando esse deus às crenças ou visões de cada religião. “Deus”, como disse o festejado bispo Desmond Tutu, “não é cristão”, e, podemos dizer, não é islâmico, judeu, budista, hinduísta, etc. etc. Deus não tem religião, e a pretensão de monopólio de Deus só serve à mente pequena, sectária.

          • Sandro,

            A oração do Pai nosso ensinada por Cristo deixa bem claro.

            Pai “nosso”, o nosso é todo mundo. Nada a ver com religião, cor, status, pecado.

            É o pai de todos, queiram ou não.

            O problema é que a gente gosta de trazer o forte pro nosso lado.

            Fraquinho, pobrezinho, sem jeito, esses todos a gente traslada pro quintal do vizinho, noutra conta, não na nossa.

    • Clamando,

      Concordo, mas não devamos cruzar os braços anuindo com tudo.

      Será que as coisas más não estão acontecendo em face d’agente vê fatalidade em tudo, ou seja, tinha que acontecer por estar escrito?

      Meu caro, não devamos deixar de nos indignar com o mal, senão vai acontecer o que é de pior nas profecias, o amor esfriar.

      Eu vê o próximo sofrer e morrer, e sequer me manifestar contra o que o acometeu? É a negação da nossa inteligência quando negamos solidariedade ao nosso próximo.

      Na segunda guerra, Hítler lançou sobre Paris trechos do profeta nostradamus sobre sua pessoa, mas logo abafado com outros do governo frances em que previa sua derrocada.

      Ora, não vejo ninguém aqui falando de um trecho apocalíptico, o milênio de paz pós tudo isso.

      Temos que continuar apelando para a paz, para ONU, para os governos. Nada do fatalismo, é denegar a nós mesmos.

  3. Mariana,

    pesquise no Google digitando esta frase, e saiba a verdade sobre os deuses do panteão sumério, de onde os antigos hebreus plagiaram relatos como o do dilúvio, e escolheram um deus para adorar:

    livro perdido de enki pdf

    • Sandro,

      Sumério e qualquer outro povo, se descendem de Eva e Adão, detiveram conhecimento sobre Deus e o dilúvio.

      Judeu somente a partir de Abraão, e do que se conclui, esse povo não traz pra si a titularidade do dilúvio.

      • Levi Varela,

        os sumérios antecedem, e muito, aos judeus. Foram os judeus que plagiaram escritos sumérios, como o do dilúvio, por exemplo, não o contrário. Estude o tema e você verá que na antiga civilização suméria esta a chave para a compreensão de muitos mistérios.

        • Sandro,

          Estamos falando a mesma língua, discrepando apenas no tocante a tese de plágio.

          Os judeus não trazem pra si história do mundo, apenas faz citações nos seus alfarrábios, somente isso. Ou seja, não diz que Adão é judeu, Noé, muito menos….

    • Há histórias de um “Dilúvio” não só entre os sumérios, mas entre muitos povos do mundo (inclusive entre os índios da América do Sul), cada povo conta à sua maneira esse relato.

      Grandes inundações são geologicamente possíveis em diversas regiões, e não necessariamente as centenas de relatos de “Dilúvio” se referem a um só Dilúvio, mas cada povo pode ter seus relatos sobre inundações que ocorreram, em diferentes lugares, em diferentes épocas, e obviamente associar isso aos deuses. Era um pensamento comum da antiguidade, associar os eventos naturais aos deuses. Os “deuses” era como os antigos compreendiam a “lógica” que regia as forças da natureza, e todos os acontecimentos.

      Em relação ao Oriente Médio, em 1995 os geólogos marinhos William B.F. Ryan e Walter C. Pitman relataram e teorizaram uma catástrofe natural, com águas torrenciais cuja força ultrapassa em 200 vezes as forças das Cataras do Niágara, na região do Mar Negro. Os níveis dos Oceanos eram baixos, devido ao clima da Terra, e o Mar Negro seria um lago de água doce relativamente raso. Com a subida do nível do mar, as águas do Mediterrâneo adentraram o continente, invadindo a região do Mae Negro, e trazendo destruição para as civilizações que ali viviam. Foram descobertos artefatos dessas supostas civilizações de aprox. 7,6 mil anos, a 95 metros do fundo do Mar Negro. A região do Mar Morto é a região mais baixa do mundo, Jericó era uma das cidades mais baixas do mundo, Israel é uma das regiões que pussuem mais áreas abaixo do nível do mar, possuindo recordes nesse quesito, a cidade mais baixa do mundo, o lago doce mais baixo do mundo etc., um alagamento da magnitude descrita pelos dois geólogos supracitados, teria consequências catastróficas para regiões tão abaixo do nível do mar.

      Inundações assim, geologicamente comuns, obviamente foram passadas como histórias de pai para filho, e assim como hoje em dia, quando se conta uma história (a crise no Brasil por ex.), cada contador alega as causas que acredita serem responsáveis pela história (culpa do PT, culpa da política das nações imperalistas no Oriente Médio, culpa da corrupção que se alastra desde o tempo do PSDB, culpa do PMDB etc.), assim também cada povo repassou a história com o que acreditavam ter sido a causa da grande catástrofe (pecado dos homens, fúria dos deuses etc.). O povo sumério registrou muito antes a catástrofe, conforme seu entendimento politeísta, e o povo hebreu posteriormente, conforme o seu entendimento monoteísta. Nota-se que há diferenças conceituais importantes acerca do mito. Sim, até mesmo na Bíblia, se conhecer a escrita hebraica, nota-se que trata de uma hagadá, um relato contado de forma mítica, contado da forma como o locutor – um povo primitivo – entende. É como corrigir seu filho: “você não foi trazido pela cegonha filho, o papai plantou uma sementinha na barriga da mamãe, a sementinha cresceu na barriga da mamãe e virou você”. Você contou um fato real, na linguagem que seu filho entende. Obviamente, espera-se que quando mais velho, seu filho faça as associações corretas: sementetinha – espermatozóide etc., não dá para imaginar um adolescente imaginando que o pai plantou literalmente uma sementinha de planta na barriga da mãe. Mas de forma surpreendente, hoje os religiosos acreditam em relatos míticos como o Dilúvio, de forma literal.

      Algumas diferenças conceituais entre o Dilúvio Sumério e o Dilúvio Bíblico:

      1) Os sumérios acreditavam que os reis, os poderosos, eram “Filhos dos Deuses” (por isso, os Filhos de Deus tomaram as Filhas dos homens etc.), e tinham o direito divino de governarem (isso garantia, pelo medo e superstição, a continuidade do poder na linhagem familiar), enquanto os demais homens vinham do barro. Lista dos Reis Sumérios, uma preciosidade arqueológica, relata reis como Eridug, reinando por 43.200 anos, o relato hebreu, conforme o pai fez com a criancinha, corrige isso na linguagem mítica local, contando através de um mito o homem vindo do barro, todo o homem, mostrando que todos os homens são iguais, todos tiveram a mesma origem, não sendo nenhum divino. Por isso também a Bíblia relata que a vida do homem será de 120 anos, para contrastar com a ideia dos reis divinos vivendo por milhares de anos, mais uma vez, igualando todos os homens no mesmo patamar. Por isso quando Moisés se apresenta a Faraó, Elohim manda ele passar a seguinte mensagem ao governante do Egito: “Israel é meu primogênito”, ele está contrastando com a cultura de Faraó, onde o Faraó é tido como um Deus (origem divina), e os seus súditos como meros mortais (vindos do barro), ao contrário, Elohim está ensinando que entre seu povo, para ele não há distinção, “todo” Israel é seu filho.

      2) Na narrativa suméria sobrevivem os seres humanos, e os “Filhos dos Deuses”, e um novo reinado celestial é estabelecido. Na narrativa dos hebreus os “Filhos dos Deuses” perecem (uma forma de mítica de mostrar que Deus reprova esse arranjo hierárquico), sobrando apenas o “homem comum”, reforçando que não há homem melhor ou pior do que o outro, homem com origem divina ou terrena, todos são iguais e com uma origem comum (conforme nos ensina a ciência).

      3) Na narrativa suméria os “Filhos dos Deuses” que fazem o que querem, são enaltecidos, no relato hebreu, eles são reprovados, a tirania destes poderosos trouxe a violência sobre a Terra, e a desaprovação de Deus.

      4) Na narrativa suméria o Dilúvio é global, na hebraica é uma inundação local, e os sobreviventes teriam levado somente os animais necessários para sua sobrevivência (veja adiante):

      Chayah (feras, animais selvagens), não foram relatados entrando na Arca.
      Behemah (rebanhos), foram relatos entrando na Arca.
      Remes (rastejantes, cobras, lagartos), foram relatados entrando na Arca.
      Sherets Of (enxagems de voadores, gafanhotos, moscas etc.), não foram relatados.
      Of (voadores, codornas, galinhas, etc.), foram relatados.
      Sherets ha Shorets (enxames que se ajunatam sobre a Terra, ratos, toupeiras, insetos etc.), não fora relatados.

      A expressão Kol Bassar (toda a carne, que as Bíblias traduzem como se toda a carne da Terra tivesse perecido), é um recurso hebraico para se referir a uma ordem de grandeza, e não a uma totalidade absoluta (ver Jeremias 45:5, e 44:28). Assim como Ha Adamah ou Ha Arets não se refere a toda a Terra (seria algo como Ha Olam), mas toda a terra envolvida na narrativa (Israel, ou Babilônia, ou o Oriente Médio, dependendo da história que é contada).

      É necessário conhecer o pensamento semítico, antes de fazer traduções e fazer especulações. Por exemplo, as Bíblias evangélicas trazem “Of” (voadores), como aves (como se os semitas tivessem uma classificação das espécies avançada como a nossa), cometendo a gafe de incluir morcegos como aves.

      Quanto à questão dos “deuses”, a palavra Elohim está realmente no plural, mas não traz o entendimento de “deuses”, é simplesmente um recurso do hebraico clássico para imprimir superioridade, majestade (algo como Autoridade das Autoridades, visto que El – não significa “Deus”, mas Autoridade, e é usado para se referir também a humanos, como juízes, ou a animais imponentes). É como hoje usarmos CAPS LOCK para escrever DEUS, um recurso do português. Assim também Adonay, Shaday etc.

      Deve-se ressaltar também que Abraão, e os hebreus primitivos, não eram monoteístas, mas monólatras (acreditavam no panteão sumério, mas criam que o El Toru era a autoridade maior). Abraão não entendeu que estava falando com uma divindade nova, obviamente achou estar recebendo mensagem da autoridade máxima do panteão sumério. Assim, os hebreus inicialmente eram politeístas, depois monólatras (por isso várias expressões como, “Não há Deus maior que Eu” etc., e somente posteriormente passaram a ser monoterístas (Não existem outros deuses etc.)..

      Quanto a Trindade, nem se discute, crer que a “Lógica da Existência”, a “Causa ou a Totalidade da Existência”, a “Eternidade e o Infinito”, a “Auto Existência”, o “Ciclo Infinito das Existências”, se divide em personalidades distintas, ou é fruto de uma doutrinação intensa (lavagem cerebral) ou loucura.

      MAIMÔNIDES, sobre a interpretação literal de textos alegóricos e narrativas míticas das escrituras:

      “Deve-se ter pena de tais pessoas de mente fraca pois, em sua tolice, acham que estão honrando e elevando as palavras dos sábios, quando na realidade, elas os arrastam para o nível mais baixo…

      Eles destroem a glória da Torá e escurecem o seu brilho, fazem da Torá do Eterno o oposto do que era a intenção. Ele afirmou na Torá perfeita acerca das nações que ouvem acerca de todos esses estatutos, que dirão: ‘Este grande povo é nação sábia e entendida.’ [Dt. 4:6] Mas quando as nações ouvirem como esse grupo relata as palavras dos sábios de maneira literal, dirão: ‘Este povo insignificante é nação tola e ignorante.’

      A maioria desses expositores explicam ao público o que eles próprios na realidade não entendem. Quem dera ficassem quietos ou dissessem: ‘’Não entendemos o que os sábios queriam dizer nessa afirmação ou como interpretá-la.’”
      (Introdução ao Pereq Heleq).

      • Obviamente que esta é uma abordagem que pretende, ao final, apoiar a religião judaica. O fato, porém, é que a narrativa mais antiga de um dilúvio foi, sem dúvida alguma, a dos sumérios. E existe, de fato, essa abordagem das demais narrativas como explicação de inundações que atingiram povos da antiguidade. Porém, alguns estudiosos vão ver nas diferentes narrativas a explicação de um mesmo dilúvio, aquele narrado pelos sumérios. É claro que haveriam diferenças entre o relato dos sumérios, mais antigo, e o dos hebreus, mais recente e adaptado, como era de se esperar, às visões desse povo. Mas que foi um plágio, não restam dúvidas. Observe, ainda, que o dilúvio narrado pelos hebreus de maneira alguma é local, pois no próprio texto de Gênesis é dito que as águas cobriram toda a superfície da terra, mesma as mais altas montanhas, e pereceu tudo quanto tinha fôlego. Ao estudar o tema “dilúvio”, “sumérios” e “hebreus” é importante checar também as fontes históricas, não apenas as judaicas.

        • Nas narrativas dos povos antigos vão sempre aparecer o elemento do mágico, do maravilhoso, do fantástico, do divino, onde deuses descem à terra para caminhar com os homens, lutar com e por eles, mesmo que para isso grandes milagres se façam necessário, como abrir o mar, pulverizar cidades, causar dilúvios, etc. Ao narrar suas próprias histórias, cada povo se coloca em terreno vencedor, com suas narrativas fantásticas, seus mitos, seu heróis e suas divindades.

          • Sandro, essa é uma abordagem que leva em consideração os elementos históricos, culturais, linguísticos e religiosos dos povos semíticos (e não só judaico), diferente da interpretação cristã-evangélica, na qual a maioria aqui foi ensinada. Assim como quando você nos ensina muito sobre a religião hindu, eu procuro aprender, visto que não conheço a cultura e o pensamento hindu, e seria ignorância julgar a partir da minha cultura e pensamento ocidental, deve-se conhecer o pensamento semita antes de julgar um texto semita.

            Imagine que em um futuro distante, em outra cultura, sem nenhum conhecimento da cultura brasileira da nossa época, alguém ache e leia o seguinte texto: “E deu um bote em esposa com seu melhor amigo, e então a cobra fumou”. O leitor não vai interpretar que literalmente uma cobra fumou, mas deve procurar estudar a cultura, o contexto no qual o texto foi escrito, para tentar entender do que se trata. Da mesma forma, não podemos ser ignorantes ao ponto de considerar antropomorfismos, fábulas e narrativas míticas de forma literal, sem conhecer o contexto no qual o texto foi escrito. Isso não requer muita inteligência.

            Não considerei no texto, apenas as fontes judaicas, conforme está escrito, uma das fontes foi a Lista dos Reis Sumérios. A questão dos Bnei Elohim (Filhos de Deus), dos governantes vistos como de origem divina etc., são provenientes de estudos das culturas cananeias, sumérias, e semitas em geral.

            Por exemplo, por influência dos evangélicos, sem conhecer o hebraico clássico, você deduz que o Dilúvio relatado é global, baseado na mesma tradição que classifica o morcego como uma Ave (quando a palavra Of significa voadores – incluindo tudo que voa, aves, morcegos, insetos etc.).

            Conforme expliquei no texto anterior, o relato do Dilúvio só relata algumas classes de animais entrando na Arca, somente animais que não trariam problemas, e que fossem úteis para a sobrevivência dos homens durante o período do Dilúvio (foram deixados de fora insetos, ratos, feras selvagens, etc.). Se o Dilúvio fosse global, a mesma Bíblia não descreveria posteriormente leões, tigres etc.., visto que estes não entraram na Arca.

            Quanto aos cumes dos montes, o Dilúvio cobriu toda a superfície da Eretz ou Ha Adam, que significa a terra, e deve ser traduzida como onde ocorre a narrativa, e não todo o mundo (a palavra para todo o mundo, seria HaOlam). Então, obviamente, foram os cumes das montanhas da Eretz onde se passa a história, que foram cobertos. Isso foi descrito no comentário anterior, na tragédia registrada pelos dois geólogos, considerando a região do Mar Negro, Mar Morto etc., como abaixo do nível do Mar, e tendo sido invadida pelas águas provenientes de uma inundação do Mar Mediterrâneo. Portanto, em contraste com o Dilúvio Sumério, o Dilúvio Bíblico foi local, como qualquer outra inundação que ocorreu em outras regiões.

            Deve-se conhecer o contexto, para entender o relato, ou você vai fazer péssimas traduções (como traduzir morcego como Ave), ou interpretações equivocadas (como interpretar que Deus se ira, tem ciúmes, tem braço, senta no trono, que serpente fala etc.). Não se deve ler o hebraico com um pensamento ocidental. O semita descreve as coisas a partir do seu ponto de vista, das suas experiências, do seu corpo.

            Por exemplo, a palavra traduzida como espírito (Ruach), significa literalmente “sopro”, ou “vento”, dá a idéia de movimento. Para o semita, ele utiliza um elemento físico que possui movimento, e guia por exemplo uma folha, para fazer paralelo com a “intenção”, de Deus (que sopra, empurra o homem para determinado propósito, ou dá vida, movimento, propósito ao homem). O semita descreve literalmente que Deus “inflou as narinas”, o ocidental traduz isso como “irou-se”. O semita descreve o futuro como literalmente “por trás dos olhos, para trás dos olhos”, pois o futuro ele não vê, e o passado como “à frente” (ao contrário do nosso pensamento, onde o futuro está à frente, e o passado para trás), pois o passado está revelado, como diante dos seus olhos. Como vê, o semita descreve tudo usando comparações com seu corpo e com suas experiências, tudo físico e concreto, enquanto o ocidental descreve de forma mais abstrata. Um ocidental descreveria que Deus é a Causa da Existência, um semita daquela época descreveria simplesmente: “Ele é aquele que supre todas as minhas necessidades” (a descrição sempre em relação a ele próprio”.

            Outro exemplo. Deus pediu aos hebreus que construíssem uma Arca. Para nós ocidentais, isso não faz nenhum sentido. Mas se for conhecer o pensamento semita, então você entende a intenção do escritor. Para o hebreu, como para todos os povos da região (inclusive os sumérios), haviam deuses geralmente ligados a um local (o Deus dos Mares, ao Rio Nilo, ao Egito, a Israel, ao Olimpo etc.). Assim também, os hebreus pensariam que o Elohim estava ligado ao Sinai, e que quando marchassem rumo à Israel, estariam saindo fora da área de influência do Elohim. Assim, ele os ordena a construir um Tabernáculo, para inculcar na cabeça deles, que ele se moveria com eles, e estaria com eles onde estivessem.

            Esse pensamento politeísta, de que Deus habita um lugar específico, pode parecer distante de nós, mas não é. Hoje em dia também, as pessoas relacionam a presença de Deus a determinados locais, ou a determinadas pessoas. Elas entram em um templo, em um culto, e confundem suas experiências sensoriais e psicológicas, com a presença de Deus, e assim associam Deus àquele lugar (naquele lugar eu senti o poder de Deus, senti a presença de Deus naquele homem, ali tem fogo… presença do Espírito Santo etc.), ou aquela pessoa, ou aquele objeto. É o mesmo pensamento que os antigos tinham.

            Para um semita da antiguidade, ‘benê ha’elohim’ (Filhos de Deus) seria entendido não como uma referência aos anjos, mas sim aos reis e governantes, que literalmente diziam ser filhos de divindades (para justificar seu poder).

            “Naqueles reinos, a religião… era usada pelos governantes para amarrar as maiores lealdades para si próprios. Então havia grande pompa e circunstância, dias festivos e ritos especiais durante o ano para apoiar os sistemas politico-religiosos que eles controlavam.” (The Fall of the Moon City).

            As razões são simples de entender: Um déspota que fizesse um governo ruim ou opressor poderia facilmente ser deposto (e morto) pelo povo. Caso se apresentasse como o filho de uma divindade, quem teria coragem de se levantar contra ele?

            Essa mitologia era também favorecida pelas conquistas militares, atribuídas ao favor dos deuses, que estariam supostamente por trás do sucesso do monarca.

            Mas um leitor brasileiro de uma Ferreira de Almeida, vai imaginar anjos possuindo seres humanos e gerando gigantes.

            Também, o conceito politeísta dos filhos dos governantes divinos, com direito divino de governar, pode nos parecer distantes, mas não é. A mesma acontece hoje, com a meritocracia. Hoje em dia, menos de 8% da humanidade detém mais de 50% da riqueza mundial, sendo o restante distribuído para 92%. E assim como os governantes evitavam a tomada do poder pelo povo, justificando que eram “Filhos dos Deuses”, merecedores do poder que tinham, assim também hoje os nossos “deuses” se justificam com a Meritocracia, como que “lutamos e merecemos o que temos”. Como vê, algo que parece primitivo e distante, está mais presente no nosso meio do que imaginamos.

            Adquirir cultura e conhecimento é sempre bom e proveitoso, e é inteligente conhecer um povo, seu pensamento, sua cultura, antes de ler algo escrito por esse povo.

          • Quanto ao restante do seu comentário Sandro, acerca da riqueza da cultura Suméria, do avanço na escrita, de terem sido os primeiros a relatarem o Dilúvio… está corretíssimo… a Bíblia judaica não se utilizou somente da cultura Suméria, mas também da cananéia, egípcia, babilônica, da Médio-Pérsia (o conceito dualista de bem e mal, vinda do mitraísmo), grega, e posteriormente, o Novo Testamento de cultura judaica e romana (um demônio chamado Legião por exemplo). Nada na Bíblia é novo, visto que ela começou a ser escrita provavelmente, segundo os historiadores, na Babilônia.. o que é novo, é a adaptação da cultura, mitos etc. politeístas, para monoteístas.

            É muita pretensão restringirmos “Deus” (no seu conceito mais elevado e incognoscível) a uma religião, cultura ou povo. Mas também não devemos desprezar o bom ensinamento que pode ser filtrado da história dos povos (até dos que consideramos mais bárbaros, antes de conhecê-los melhor, pois não seremos nós hoje, com a matança industrial de animais, bárbaros para os povos futuros?), pois certamente, pelo menos creio eu, há uma centelha de Deus em todos os povos, línguas e nações.

            Grande abraço.

            P.S.: “há uma centelha de Deus em todos os povos, línguas e nações”. Menos no Clamando :D

          • Eduardo Nobre,

            você escreveu um ótimo texto, que esclarece e ilumina. Um texto que, a exemplo de outros que você aqui escreveu, são dignos de publicação não somente aqui, no Gospelmais, mas em outros grandes veículos de comunicação. A questão que eu coloquei, no que diz respeito ao dilúvio, foi no sentido de como o meio evangélico fundamentalista interpreta o mesmo, ou seja, como tendo sido global. Eles citam as passagens que mencionei, mas não levam em consideração a menção, após o dilúvio, dos descendentes dos míticos gigantes que deveriam – supondo ter sido o dilúvio universal – destruídos. É evidente que um dilúvio global, como querem os fundamentalistas, não teria sido possível considerando as insuperáveis dificuldades para tal (um texto disponibilizado através de simples pesquisa no Google “Questões Simples que o CRIACIONISMO não responde”, apresenta algumas dessas dificuldades).

            Assim, eu não pretendi corrigir você, mas esclarecer:

            a) que o texto de Gênesis sobre o dilúvio, interpretado conforme a visão evangélica, não autoriza a visão de um dilúvio local, mas global;

            b) que o texto ao final apoia a visão judaica em razão, sobretudo, de um parágrafo que pretende salvar a Torá das contradições, incoerências, falhas, incongruências, etc., que nela são apontadas, simplesmente por se rejeitar uma leitura literal das narrativas, com o que os evangélicos fundamentalistas também não concordam, como sabemos. Observe:

            “Eles destroem a glória da Torá e escurecem o seu brilho, fazem da Torá do Eterno o oposto do que era a intenção. Ele afirmou na Torá perfeita acerca das nações que ouvem acerca de todos esses estatutos, que dirão: ‘Este grande povo é nação sábia e entendida.’ [Dt. 4:6] Mas quando as nações ouvirem como esse grupo relata as palavras dos sábios de maneira literal, dirão: ‘Este povo insignificante é nação tola e ignorante.’”

            Quanto ao Clamando, ele precisa buscar essa centelha : )

            No mais, meu caro, deliciei-me com a instrutiva leitura de seu texto, e fico, juntamente como muitos outros leitores e leitoras, na expectativa de novos e iluminados textos de sua inspirada lavra. Abração, querido.

  4. Muito interessante a união de povos, com um histórico de conflitos tão intensos, em Jesus, para a inclusão, paz, e amor. Aqui no Brasil ao contrário, o nome de Jesus só é usado para julgar, excluir, conquistar dinheiro e poder, e segregar as pessoas.

  5. Pessoal, vocês também estão irritados com essa janela maldita de propaganda que aparece a toda hora, sobre um “método para não esquecer”?
    Há um meio infalível de erradicar essa praga.
    Utilizem o navegador Chrome e instalem a extensão Script Defender.
    Quando forem entrar no Gospel Mais, cliquem em BLOCK SCRIPT e em RELOAD TAB.
    A excomungada janelinha não mais aparecerá.
    Porém muitos sites, como FaceBook e Youtube, necessitam de scripts e não irão funcionar.
    A solução: depois de sair do Gospel Mais, cliquem em ALLOW SCRIPT e RELOAD TAB.

  6. Deus esta acima das religiões – de todas elas! -, pois, como disse o Guru Nanak, após ficar três dias desaparecido, ocasião em que teve uma epifania, um encontro com Deus, assim se expressou: “Não há hindu, não não há muçulmano [e, podemos acrescentar: não há budismo, não há cristianismo, etc.]. Que caminho seguirei? Seguirei o caminho de Deus.” _/\_

  7. Deus é só um e importa que aqueles que o conhecem vigiem é orem porque se estas coisas estão a acontecer não ignore o fim está próximo creia o homem ou não porque isso não vai deixar de acontecer porque o homem não creu lembrem se
    todas estas coisas passarão mas a palavra que sai da boca de Deus permanece para sempre é vai se cumprir

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