Marco Feliciano leva mensagem de Michel Temer ao Gideões

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Durante uma pregação no último sábado, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC) divulgou uma mensagem do vice-presidente Michel Temer (PMDB) pedindo orações ao público do 34º Congresso dos Gideões Missionários, em Camboriú, Santa Catarina.

No vídeo, postado no Youtube, Temer fala em pacificação do país e diz que “nos últimos tempos têm sido muito pregado a desunião do Brasil, ou seja, brasileiros contra brasileiros, que na verdade desautoriza qualquer proposta de harmonia em nosso país”.

Temer também afirmou que é religioso e quer fazer uma “religação” dos brasileiros. “E nós que somos religiosos – e eu tomo a liberdade de dizer que a palavra religião vem de religo, religare – nós todos, eu e o pastor Marco Feliciano, queremos fazer uma religação dos brasileiros. E para tanto, é preciso muita oração”.

Após a reprodução do vídeo, Feliciano diz ao público que dentro de 15 ou 20 dias o vice irá assumir a presidência do Brasil. Para que isso aconteça, o relatório da Comissão Especial do Senado precisa ser aprovado dentro da comissão e depois no plenário.


A mensagem foi divulgada ao público mesmo após a orientação da organização do Congresso em evitar tratar de política durante as pregações. A organização já teve problemas com a Justiça Eleitoral após citação de nomes de candidatos no púlpito do evento.

Confira abaixo o vídeo:

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  1. Polícia Civil denuncia pastor por abuso sexual dentro de igreja de Joinville
    04/05/16
    Homem admitiu que levou fiel para sala separada, mas disse à polícia que estava ‘possuído’

    A Polícia Civil de Joinville concluiu esta semana um inquérito que investigava o abuso sexual cometido no fim do ano passado dentro de uma igreja na zona Norte de Joinville. O acusado é o próprio pastor da congregação.

    No depoimento feito à polícia, a vítima, uma mulher de 30 anos, disse que foi abordada pelo pastor logo na primeira vez que foi ao culto. Ele pediu a ela que voltasse no dia seguinte, à noite, para “orar” com ele.

    Ela voltou por volta das 19 horas com a irmã e o cunhado, mas os dois ficaram no templo ouvindo as músicas enquanto ela foi levada para uma salinha separada.
    Durante a oração, o pastor deitou a mulher no chão e começou a passar a mão sobre o corpo dela, principalmente nas partes íntimas. A mulher disse à polícia que ficou paralisada e que a sessão durou entre 30 e 40 minutos.

    Ela procurou a delegada Tânia Harada, titular da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Idoso de Joinville e fez um boletim de ocorrência por estupro. Também gravou uma conversa em que dizia ao pastor que estava muito constrangida com tudo o que aconteceu e não entendia o porquê de ele ter tocado no corpo dela daquele jeito.

    As gravações fazem parte do inquérito e nelas o homem assume o abuso, mas diz que era preciso tocar no corpo para tirar uma “pomba gira” que havia se apossado dela. Ao ser interrogado pela delegada, o pastor primeiro disse que não lembrava de nada e que não havia abusado de nenhuma fiel. Mas, ao ser confrontado com a gravação, ele admitiu que houve o abuso, mas justificou dizendo que estava possuído.

    A delegada vai indiciar o pastor por posse sexual mediante fraude e não estupro. Um dos requisitos para que o crime fosse tipificado como estupro era haver violência ou grave ameça, o que não foi o caso. O crime de posse sexual mediante fraude também é conhecido no meio jurídico como “estelionato sexual” e está descrito no Código Penal no artigo 215. Porém, a delegada tem indícios de que outras pessoas foram vítimas e podem procurar à Polícia nos próximos dias.

    “Quando há um erro, a gente tem de pagar pelo erro”, diz pastor

    No começo da tarde desta quarta-feira, o pastor disse à reportagem de A Notícia que errou e que pediu perdão à mulher.

    — A igreja não tem nada a ver com isso. O que houve, na verdade, é que eu não estou negando nada. Eu errei. Eu pedi perdão pra ela, tudo. Na verdade, eu não tenho nem como mentir. Eu sou um religioso e não posso mentir. Houve aquele abuso porque ela se bateu, eu fui segurar ela. Mas, eu vou fazer o quê? Quando há um erro, a gente tem de pagar pelo erro.

    O pastor disse que não tem advogado, nem vai contar com a igreja para pagar sua defesa. Ele disse que agiu em seu nome e fez questão de dizer que o fato não tem relação nenhuma com a congregação.

    — Vou ficar numa situação pior. Não tenho nem um carro para vender e pagar um advogado. Já pedi perdão a ela. Mas ela não entendeu. Agora, não sei o que vou fazer.
    A NOTÍCIA

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