Pesquisa aponta que a música gospel é a preferida entre as classes sociais com menor renda

19

A música gospel foi apontada como o “estilo” musical mais popular entre as classes D e E, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.

O levantamento, realizado no estado de São Paulo sob encomenda da empresa JLeiva Cultura & Esporte, e com apoio da Secretaria Estadual de Cultura e do Serviço Social do Comércio (SESC-SP), ouviu 8 mil pessoas, em 21 municípios.

Com o objetivo de entender o gosto musical das pessoas, a pesquisa elencou diversas opções de estilo, como sertanejo, rock, samba, música popular brasileira (MPB), entre outros. Dentre as pessoas de menor renda, o gospel foi escolhido por 25%, contra 13% da MPB e 7% do rock.

Em compensação, o estilo musical religioso, que abriga diversos sub-estilos, não é muito ouvido pelas pessoas com maior renda. Entre o público das classes A e B, o gospel foi apontado como preferido por apenas 13%, atrás da MPB, com 33%, e o rock, com 28%.


No quadro geral, que reúne todas as classes sociais, a música gospel foi escolhida por 18% dos entrevistados, ficando atrás do rock, 21%, MPB, 26%, e o sertanejo, escolhido por 44% dos entrevistados.

Se os dados da pesquisa forem olhados a partir da questão da escolaridade, a música gospel perde espaço. Apenas 11% dos entrevistados com nível Superior de formação disseram ouvir as canções religiosas. O número cresce na faixa menos escolarizada: 19% dos que tinham apenas o Ensino Fundamental disseram preferir o gospel.

O segundo melhor desempenho da música que fala sobre a fé cristã aconteceu no corte dos dados por idade, entre o público jovem e adulto. 21% dos entrevistados entre 25 e 34 anos disseram ouvir gospel, e a mesma percentagem entre a faixa dos 35 a 44 anos.


19 COMENTÁRIOS

  1. Muitas vezes nas minhas postagens afirmava da perseguição de protestantes a Igreja Católica e muitos expressavam que eu estava falando mentira. Olha só o que encontrei hoje na internet

    Protestantes Alemães Pedem Perdão pela Iconoclastia (Destruição das Imagens) da Reforma

    A Igreja Protestante Alemã (EKD) pediu desculpas pela destruição generalizada de imagens religiosas durante a Reforma.
    “A Igreja Protestante rejeita a destruição de imagens. As imagens há muito tempo se tornaram uma expressão da piedade protestante”, ressaltou a ‘bispa’ protestante Petra Bosse-Huber em um encontro de delegações do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e da EKD.
    Os clérigos se reuniram em Hamburgo para discutir a palavra “imagem” a partir dos pontos de vista ortodoxo e protestante. O Patriarca Ecumênico Bartolomeu e o presidente da EKD, o bispo Heinrich Bedford-Strohm, enviaram saudações e bênçãos ao encontro de Hamburgo.
    Destruir imagens foi mais comum no período posterior à Reforma. Na primeira metade do século XVI, as estátuas da Virgem Maria e dos santos, as janelas com vitrais, os órgãos e quaisquer outros objetos associados a milagres e ao sobrenatural foram removidos das igrejas católicas e das capelas de beira de estrada e, em muitos casos, destruídos. Particularmente a Suíça, Holanda, Inglaterra e o sul da Alemanha sofreram com isso.
    No sul da cidade alemã de Ulm, em um chamado “Götzentag” (“Dia da idolatria”) em 1531, os defensores da Reforma que estavam convencidos de que os artefatos da igreja eram uma idolatria supersticiosa removeram à força 60 altares e órgãos da catedral.
    Genebra testemunhou uma das ondas mais devastadores de quebra de imagens religiosas. Incitados por um grupo de teólogos protestantes, incluindo o próprio João Calvino, algumas das peças de arte cristã mais preciosas da cidade foram destruídos.
    Christa Pongratz-Lippitt, publicada na revista The Tablet.
    Blog. Comshalom.org/carmadelio

    • OS CRIMES DA IGREJA CATÓLICA

      Poucas instituições no mundo ao longo da história são responsáveis por tantos crimes e acobertamentos de crimes como a Santa Igreja Católica. O farto cardápio inclui desde mortes na fogueira a pedofilia. Para o imaginário popular, a Igreja é imaculada e se situa num patamar de santidade, portanto, imune aos pecados temporais. Isso se deve em parte à imagem que a instituição forjou ao longo dos tempos, algumas vezes cobrando preço de sangue e traumas
      irrecuperáveis.
                 Vamos aos fatos. Com a invenção das famigeradas cruzadas, os cavaleiros da fé saquearam, torturaram e mataram milhares de seres humanos. Eliminaram os homens do mau para impor a Santa Verdade. Em 1099, por exemplo, ao entrar em Jerusalém para expulsar os muçulmanos, os líderes da cruzada, massacraram 70 mil pessoas. O rei Luiz, da França, tido como um santo católico tinha uma prática mais sutil: levava os blasfemadores a pelourinhos e os matava com ferros em brasas, que transpassavam suas línguas. Segundo ele, esses não voltariam a
      blasfemar.
                  Em 1231, a Igreja fundou a sua máquina de extermínio: a Santa Inquisição. Por ela passaram quase 1 milhão de pessoas, essencialmente hereges, judeus, muçulmanos e “bruxos”. Precursor de Hitler, o religioso Diego Rodrigues Lucero queimou vivos 107 judeus convertidos ao cristianismo. Isso sem falar na cobrança de indulgências, loteamento do céu e aplicação de preços monetários para que os fiéis chegassem ao Paraíso. Tudo em nome de Deus.
                  Na Idade Média, a Igreja havia proibido que mulheres cantassem no coral das igrejas.
      Para não ficar sem as necessárias vozes sopranos, os representantes de Deus encontraram uma solução ungida: castrar jovens meninos cuja voz tenha sido considerada bela. Assim, nos corais da Santa Igreja não faltariam nunca os sopranos e contraltos.
                  Mas não é só sob o manto do passado que se esconde a ficha criminal da Santa Sé. Adaptada ao presente, o único senão é a proibição de mandar gente para a fogueira. Duas modalidades veneradas por padres atualmente são a pedofilia e o abuso sexual de mulheres. Só nos Estados Unidos, recentemente foi constatado que 1,2 mil sacerdotes teriam abusado
      de mais de 4 mil crianças. O lamaçal que envolveu 161 dioceses, desmoronou algumas delas, que tiveram que ser fechadas para pagar indenizações às vítimas. O abuso à mulheres também é comum nas paróquias mundiais. A socióloga da religião, Regina Soares Juskewicz lançou um pouco de luz nas trevas paroquiais. Num aprofundado estudo, ela analisou 21 casos de abusos dessa natureza e constatou que a prioridade da Igreja nesse tipo de crime é acobertá-lo a qualquer custo. Há até um decálogo que ensina os líderes a agir em face de abusos sexuais envolvendo padres. Nele inclui subornar a vítima em troca do silêncio,
      desqualificação pública da vítima e exaltação das qualidades do agressor, como bom prestador de serviços à comunidade. No último mandamento, a Igreja se posiciona do lado do agressor e faz todos os esforços para que o crime seja jogado no mar do esquecimento.
                   A Igreja não se importa de conviver com um rosário de pecados. O importante é não gerar escândalo. Em outras palavras: peque, mas esconda a sete chaves. O problema é que abuso de mulheres e crianças não é simplesmente pecado contra as leis divinas. É crime, sujeito a punição terrena, que inclui prisão e indenização da vítima.

                  Ainda vivo João Paulo II pediu perdão pelos “erros” da Igreja Católica ao longo dos tempos. Pronto. Num ato, a Santa Sé se redimiu para sempre com os milhões de injustiçados em séculos de história.

      FONTE:RECANTO DAS LETRAS.

      • INQUISIÇÃO PROTESTANTE
        Por Reinaldo Azevedo
        Para muitos estes supostos dados de “milhões de mortes” são as provas claras e literais do obscurantismo e corrupção da Igreja católica durante a “Idade das Trevas” podemos então afirmar a veracidade destes números que pressupõem que um verdadeiro “holocausto” foi promovido por parte do clero da Igreja Católica?
        É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas aniquiladas pela Inquisição. Há também diversos ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítido tal interpretação, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções.
        É inegável a atuação da Inquisição assim como os julgamentos, qualquer contraposição é uma aberração um erro grotesco de história, a crítica veiculada neste texto é dirigida aos números de mortes e incidentes referentes aos cerca de 386 anos de atuação, deste tribunal eclesiástico.
        Muitos podem até dizer que números não importam, contudo ela “matou e torturou”, a questão é que nesta situação os números representam o maior pretexto e fonte de contradições a temática, pois tendem a alimentar e propagar a ideia de uma tragédia histórica, sem controle, um crime, um perverso e criminoso ato, vindo da Igreja contra a humanidade. Não levando em conta os fatores, o contexto e as posições religiosas da época estaria correto colaborar com estas argumentações e afirmações? Teria sido uma ferramenta de perseguição e extermínio de quem ousava pensar diferente? ou trata-se de posições subjetivas oriundas do homem contemporâneo?
        Vale salientar que estas sociedades eram claramente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinham como ferramentas de prevenção, a condenação de grupo ou individuo, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além de evitar a propagação de heresias e divisões entre os fieis na Cristandade, assim os códigos penais abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu. E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7) que evitavam a expansão de cismas e heresias.
        Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou das Cruzadas, centram-se também nos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazê-los de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J. Fato que “é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo” segundo Hilaire Belloc.
        A principal finalidade do artigo não é amenizar os efeitos da Instituição ou fazê-la mais branda, mas trazer a tona os fatos e verdadeiros números da referida instituição, cujos estudiosos sérios testemunham para que possamos construir uma justa interpretação do tema, sem nos veicularmos a nenhuma propaganda anticatólica.
        Vamos tomar como referência as Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que 30 grandes historiadores participaram vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja. O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade”.
        O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Atas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma. O mesmo historiador lembrou. “Para historiadores, porem, os números têm significado” (Folha de S. Paulo, 16 junho 2004).
        As atas documentais do Simpósio, já foram utilizadas em vários obras de historiadores, e continuam a ser, tais documentos são resultados de uma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.
        Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
        “A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7% (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”
        Sobre as famosas “caças às bruxas”.
        “Dos 125.000 processos de sua historia [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou a morte 59 “bruxas”. Na Itália. 36 e em Portugal 4.”
        E a propaganda de que “foram milhões”.
        Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.
        Sentenças de um famoso inquisidor:
        “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).
        O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava-se tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do que se imaginava e foi propagado. Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.
        “Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).
        Bom que tudo isto tem mudado é sinal de esperança, tomara que haja uma nova reconstrução “hermenêutica”, sendo esta necessidade histórica. Que com uma justa crítica acurada, superem-se as ambiguidades historiográficas.
        Pena que as correntes históricas penduram-se e os teóricos antigos, dizem eles os “conceituados” continuam a ser as referencias “fidelíssimas”, assim na prática pedagógica e histórica; seja superior (acadêmica) ou (média e fundamental) ensinos públicos, continua à ritualista tradição a-histórica, não transparente sobre os acontecimentos e de tom feiticista e alienado, incluindo dentre destes, muitos estudiosos, professores, e jornalistas brasileiros e do resto do mundo. “Há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente supõe o que seja a Igreja Católica” (Bispo americano, John Fulton Sheen).
        Referencias:
        AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009.
        DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.
        L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998.
        PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964.
        ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993

      • INQUISIÇÃO PROTESTANTE:
        O artigo que segue, revela em rica bibliografia, os números de mortos, e requintes de crueldade dos incomparáveis tribunais eclesiásticos protestantes. E deixará claro que as levianas acusações protestantes contra a Igreja Católica sorrateiramente mudaram o significado da palavra “inquisição”, que quer dizer apenas: “sindicância”, “investigação”, em sinônimo de “matança de pessoas”. Ainda hoje, esse erro circula no meio protestante. Tal quimera caiu por terra, quando o renomado historiador Agostino Borromeo, após demorado estudo sobre a inquisição, concluiu que não chegaram a cem, o número de mortes, cometidas por católicos que em desobediência ao Papa, empregaram pena de morte contra os inquiridos.
        Antes, abramos um parêntese, para de fato mostrarmos conforme os historiadores, que muita calúnia se lançou contra a Igreja Católica, no que concerne a falsa acusação de matança de “centenas”, “milhares” e até “milhões” de pessoas. Pura lenda, que na verdade não passava de mentira estratégica protestante, fomentada por anticatólicos como: Russel Hope Robbins, o apostata Doelling, Jules Baissac, Jean Français e Reinach.
        O próprio Rui Barbosa quando principiante inexperiente, traduziu “O Papa e o Concílio” uma obra de um deles, Doelling, e se arrependeu mais tarde, proibindo no prefácio a publicação da mesma, pelas calúnias apaixonadas. Dizia mais tarde Rui Barbosa, quando maduro e experiente:“Estudei todas as religiões do mundo e cheguei à seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma.” (Livro Oriente, Carlos Mariano de M. Santos (1998-2004) artigo 5º).
        Publicou a Agência europeia de notícias Zenit: [CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de junho de 2004 (ZENIT.org).- [Atualmente, os pesquisadores têm os elementos necessários para fazer uma história da Inquisição sem cair em preconceitos negativos ou na apologética propagandista, afirma o coordenador do livro «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”».
        No volume, Agostino Borromeo, historiador, recolhe as palestras do congresso que reuniu ao final de outubro de 1998, no Vaticano, historiadores universalmente reconhecidos especializados nesses tribunais eclesiásticos.
        «Hoje em dia –afirmou essa terça-feira, em uma coletiva de imprensa de apresentação do livro, o professor da Universidade «La Sapienza» de Roma– os historiadores já não utilizam o tema da Inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja».
        Diferentemente do que antes sucedia, acrescentou o presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos, «o debate se encaminhou para o ambiente histórico, com estatísticas sérias».
        O especialista constatou que, à «lenda negra» criada contra a Inquisição em países protestantes, opôs uma apologética católica propagandista que, em nenhum dos casos, ajudava a conseguir uma visão objetiva.
        Isto se deve, entre outras coisas –indicou–, ao «grande passo adiante» dado pela abertura dos arquivos secretos da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício), ordenada por João Paulo II em 1998, onde se encontra uma base documental amplíssima.
        Borromeu ilustrou alguns dos dados possibilitados pelas «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”».
        Revela o historiador sobre os processos e condenação referentes ao tribunal católico: “dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 «bruxas». Na Itália, acrescentou, foram 36 e em Portugal 4. Se somarmos estes dados –comentou o historiador– não se chega nem sequer a cem casos…”
        A Inquisição na Espanha, afirmou o historiador, em referência ao tribunal mais conhecido, celebrou entre 1540 e 1700, 44.674 julgamentos. Os acusados condenados à morte foram 1,8% e, destes, 1,7% foi condenado em «contumácia», ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos].(1) Até aqui a notícia de ZENIT. org.
        Outro historiador, o protestante, Henry Charles Léa, cita 47 bulas, nas quais a Santa Sé continuamente insiste na jurisprudência que deve se observar nos tribunais eclesiásticos católicos. Alertam para não cair na violência e injustiças frequentes dos juízes leigos. Basta folhear a monumental obra do próprio Léa, para convencer-se que na realidade as bruxas foram perseguidas e condenadas mais pelos detentores do poder civil e pelos protestantes do que pelo tribunal católico. (2)
        Também o historiador Daniel Roups, é categórico nos seus registros: ”Foram numerosos os cânones dos concílios que, excomungando os hereges e proibindo os cristãos de lhes darem asilo, não admitiam que se utilizassem contra eles a pena de morte. Deviam bastar as penas espirituais ou, quando muito, as penas temporais moderadas”. (3)
        João Paulo II enviou uma mensagem com motivo da apresentação das «Atas» do Simpósio Internacional sobre a Inquisição, na qual sublinha a necessidade de que a Igreja peça perdão pelos pecados cometidos por seus filhos através da história. Ao mesmo tempo, declarava, «antes de pedir perdão é necessário conhecer exatamente os fatos e reconhecer as carências ante as exigências cristãs».(Zenit).
        Pelos filhos da Igreja Católica, que em desobediência cometeram alguns crimes, o Papa João Paulo II pediu perdão. Mas, quando o protestantismo cessará de deturpar, omitir e caluniar, reconhecendo finalmente os extermínios que cometeu e atribui maldosamente aos católicos?
        A VERDADE DOCUMENTADA.
        A quantidade de registros literários dos próprios protestantes é vasta, porém, estranhamente ocultada pelos livros escolares, pela imprensa e mídia em geral. Muitas vezes vemos o que é omitido pelo lado protestante sendo, por esses veículos, atribuídos maldosamente à Igreja Católica.
        O próprio Lutero nos legou o relato dessa prática, anos antes de lançar-se em revolta aberta, dizia: “(…) os hereges não são bem acolhidos se não pintam a Igreja como má, falsa e mentirosa. Só eles querem passar por bons: a Igreja há de figurar como ruim em tudo.” (Franca, Leonel, S.J. A Igreja, a reforma e a civilização, Ed. Agir, 1952, 6ª ed. Pág. 200).
        Uma vez no protestantismo, já ensinava Lutero aos protestantes: “Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da igreja (luterana).” (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522).
        Logo a mentira, a omissão e o falso testemunho se tornaram as colunas das doutrinas dos pseudo “reformadores” protestantes.
        A crueldade foi especialmente severa na Alemanha protestante. As posições de Lutero, contra os anabatistas, causaram a morte de pelo menos 30.000 camponeses (4). Foram as palavras de Lutero: “Eu, Martinho Lutero, exterminei os camponeses revoltados, ordenei-lhes os suplícios, que o seu sangue recaia sobre mim, mas o faço subir até Deus, pois foi ele quem me mandou falar e agir como agi e falei”. Centenas de rebeldes, segundo Goethe, foram torturados, empalados, esquartejados e queimados vivos. A Alemanha, disse o autor de Hermann e Dorothéia, “parecia um açougue onde a carne humana tinha preço vil”.
        Calvino, pai dos presbiterianos, mandou queimar o espanhol Miguel Servet Grizar, médico descobridor da circulação sanguínea. Acusado de heresia, Servet foi preso e julgado em Lyon, na França. Conseguiu evadir-se da prisão e quando se dirigia para a Itália, através da Suíça, foi novamente preso em Genebra, julgado e condenado a morrer na fogueira, por decisão de um tribunal eclesiástico sob direção do próprio Calvino. A sentença foi cumprida em Champel, nas proximidades de Genebra, no dia 27 de outubro de 1553. Puseram-lhe na cabeça uma coroa de juncos impregnada de enxofre e foi queimado vivo em fogo lento com requintes de sadismo e crueldade. (5)
        O luterano Benedict Carpzov, legista brilhante e figura esclarecida, até hoje ocupa lugar destacado na história do Direito Penal. Mas perdia a compostura contra a bruxaria, que considerava merecedora de torturas três vezes intensificadas com respeito a outros crimes, e cinco vezes punível com pena de morte. Protestante fanático, afirmava, quando velho, ter lido a Bíblia inteira 53 vezes. Assinou sentença de morte contra 20.000 bruxas, apoiando-se principalmente na “Lei” do Antigo Testamento. Não compreendendo o verdadeiro significado da Bíblia, considerava o Pentateuco como lei promulgada pelo próprio Deus, Supremo Legislador. Carpzov, para condenar a morte, usava (Lv 19,31; 20,6.27; Dt 12,1-5), citava de preferência o Êxodo (22,18);“Não deixarás viver a feiticeira”. (6)
        Outro famoso perseguidor de bruxas na Alemanha foi Nicholas Romy, considerado grande especialista e que escreveu um longo tratado sobre bruxaria, teve sobre sua consciência a morte de 900 pessoas. (7)
        Já Froehligh, reitor da Universidade de Innsbruck e catedrático de Direito, que chegou a ser chanceler da Alta Áustria, insistia em que não só as supostas bruxas fossem condenadas, senão também seus filhos! E não se precisava muito para ser considerada bruxa, pois o seria qualquer pessoa que não tivesse um olhar franco.(8)
        Naquele ambiente de superstição, crueldade e pânico perante as bruxas, foi possível o aparecimento de um Franz Buirmann, pervertido magistrado protestante e degenerado inimigo da bruxaria. Era um juiz itinerante. Referindo-se a ele dizia seu contemporâneo Hermann Loher:“Preferiria mil vezes ser julgado por animais selvagens, cair numa fossa cheia de leões, de lobos e ursos, do que cair em suas mãos”.
        Deste impiedoso juiz se afirma que somente em duas incursões que realizou por pequeninas aldeias ao redor de Bonn, que perfaziam um total de 300 pessoas contando-se crianças e velhos, queimou vivas nada menos que 150 pessoas! Consta que ao menos em duas oportunidades (da viúva Boffgen e do Alcaide de Rheinbach), o juiz se apoderou de todos os bens dos condenados à fogueira (o Alcaide de Rheinbach era seu inimigo político. . .).(9)
        Em Bamberga, sob a administração de um bispo protestante, 600 pessoas foram queimadas. Na Genebra protestante, 500 pessoas por Calvino.(10)
        Se os protestantes do passado nenhum valor davam a essas muitíssimas vidas ceifadas no fogo, muito menos valor dão os protestantes de hoje, que por ignorância, orgulho ou omissão, se escusam de um simples pedido de perdão, para não ter que admitir as iniquidades que falaciosamente atribuem aos outros.
        A técnica é a mesma do gatuno que bate uma carteira e grita: “pega ladrão!!!” Baseados no grito do gatuno, as mal informadas e ou mal intencionadas editoras de livros didáticos, a imprensa e a mídia, fazem o resto do trabalho sujo. Tudo contribui para a perdição do que não busca conhecer a verdade.
        Dizia Marcus Moreira Lassance Pimenta: “Ao ignorante, basta uma mentira bem contada para que a tenha como verdade. E ao sábio, não há mentira que o impeça de buscar a verdade”.
        Bibliografia:
        1. Agência Zenit, Sunday, June 20, 2004 1:17 PM.
        2. Henry Charles Léa, A History of the inquisition of the Middle Ages, 3 vols. Nova Yorque, Happer, 1888, principalmente vol. I, pp. 137ss; tradução de Salomon Reinach, Historie de L’Inquisition au Moyen-Áge. Ouvrage traduit sur l’exemplaire revu et corrigé de l’auter, 3 vols., Paris, 1900-2 vol. 3.
        3. Daniel-Rops, História da Igreja de Cristo, vol. III, A Igreja das Catedrais e das “Cruzadas”, Quadrante, pp. 605-606.
        4.. VEIT, Valentim, História Universal, Livraria Martins Editoras, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249.
        5. Adventistas .com /marco 2003/ miguel _servetus .htm
        6. Benedict Carpzov, Practica Nova Rerum Criminalium Imperialis Saxonica in Tres
        Partes Divisão, Wittenberg, 1635.
        7. Nichólas Romy, Daemonolatriae Libri Tres, Lião, 1595; Colônia, 1596; Frankfurt, 1597.
        8. Johan Christopher Froehlich von Froehlichsberg, De sorcelleria, Innsbruck, 1696;
        tradução: Animismes, Paris, Orent, 1964, pp. 62ss.
        9. Cf.. Jacques Finné, Erotismo et sorcellerie, Verviers (Bélgica), Gerard, 1972; tradução de Charles Marie Antoine Bouéry, Erotismo e feitiçaria, São Paulo, Mundo Musical, 1973, p. 41.
        10. W. Bommbeg, The mind of man: the history of man’s conquest of mental illness, 2ª ed., Nova Yorque, Harpel, 1959; tradução: La mente del hombre, Buenos Aires, 1940.
        ===========================================
        A SEVERIDADE DOS TRIBUNAIS PROTESTANTES
        ===========================================
        Foram terríveis os genocídios causados pelos protestantes na Alemanha. A então Alemanha estava dividida em mais de trezentas circunscrições, cada uma delas com seu próprio Supremo Tribunal civil e seu Direito particular. A perseguição às bruxas e a severidade dos castigos dependiam geralmente dos respectivos senhores de cada região, que governavam com muita independência e poder quase absoluto.
        Dentro de cada região, havia oscilações pendulares inclusive extremas, segundo os critérios subjetivos do mesmo senhor e segundo os conceitos das diversas sucessões no poder através dos anos e dos séculos. Daí a dificuldade em se calcular o número de pessoas condenadas à fogueira e à forca na Alemanha. Mas, das crônicas e processos regionais que chegaram até nós, cabe deduzir, que as vítimas se contaram por milhares. Gardner calcula 9 milhões (1). Morrow simplesmente diz que foram milhões (2).
        W. A. Schoeder, contemporâneo aos fatos, anotou que nas localidades de Bamberg e Zeil, entre 1625 e 1630, (cinco anos) se realizaram nada menos que 900 processos de bruxaria. Deles (numa exceção), 236 terminaram com condenação à morte na fogueira. Só num ano, 1617, em Wurzburgo, foram queimadas 300 bruxas (3); em total nesta região, as atas apresentam 1.200 condenações à morte (4).
        Em 20 anos, de 1615 a 1635, em Estrasburgo, houve 5.000 queimas de bruxas (5).
        Em cidades pequenas como a imperial Offenburg, que só tinha entre dois e três mil habitantes, se desenvolveram acérrimas perseguições às bruxas durante três decênios, e em só dois anos, segundo as atas, foram queimadas 79 pessoas (6).
        Segundo o VERITY MURPHY em 16/6/2004, da BBC de Londres, o novo e mais completo relatório da inquisição, indica que, no auge da Inquisição, a Alemanha protestante matou mais bruxas e bruxos que em qualquer outro lugar.
        Na Suíça, quando protestante, os casos de condenação de bruxas descritos nas crônicas conservadas, chegam a 5.417 (7). Nos Alpes Austríacos, as mortes chegaram ao menos a 5.000 (8).
        Era absolutamente falsa a afirmação de muitos autores protestantes ingleses, de que a Inglaterra foi uma exceção dentro da bruxomania geral.
        Segundo Ewen, (9), que cita documentos oficiais, o número de condenados à pena de morte por bruxaria, na Inglaterra protestante, exatamente de 1541 a 1736, teria sido menos de mil. As condenações à morte teriam sido menos de 30% das acusações. Mesmo assim, o comportamento inglês não fugiu ao ditado de que não há regras sem exceções.
        Na Inglaterra destacava-se o protestante Mathew Hopkins que se autodenominava “descobridor geral de bruxas”. Parece que era um sádico encoberto. Quando encontrava uma mulher que excitava seus instintos sexuais anormais, obrigava-a a despir-se na sua presença e começava a fincar com uma agulha, as diversas partes do corpo dela (assim se procuravam áreas insensíveis, o que seria sinal de possessão demoníaca).
        Mas… ele mesmo diante de outros protestantes, foi acusado de possuir estranhos poderes. Submetido às provas de bruxaria que empregara, foi condenado e morto (10).
        Na Inglaterra não era necessário aplicar torturas — às vezes se deram! — porque a condenação frequentemente era sentenciada sem necessidade de confissão por parte do acusado (11).
        Em 1562 a rainha Elizabeth, e a versão definitiva do Witch Act ou “lei contra os bruxos”, de Jacques I em 1604, condenavam à morte a pessoa que tivesse feito qualquer malefício pretendendo acabar com a vida ou danar o corpo de alguém. Mesmo que não se percebesse efeito nenhum do malefício! Esta lei se manteve em vigor na Constituição até 1736.
        Os protestantes do Reino Unido foram lentos. Na Inglaterra do século XVII, na área da interpretação dos fenômenos misteriosos ainda grassava a superstição demonológica, e houve várias condenações. O último juízo por bruxaria foi já entrado o século XVIII, em 1717, (12). E ainda demorariam mais vinte anos para abolir o estatuto inglês contra as bruxas, em 1736 (13).
        A última morte por condenação como bruxa, na Escócia, foi em 1738. Na Irlanda, a lei contra bruxaria não foi abolida até 1821!
        Em 1863, segunda metade do século XIX!, o povo inglês ainda linchou um velho por considerá-lo bruxo.
        As perseguições protestantes atravessaram o Atlântico, e chegaram aos EUA. O primeiro corpo de estatutos — The Body of Liberties — que houve em Massachusetts, é de 1641 (14). Nele se diz: “Se algum homem ou mulher é bruxo que manifesta ou consulta um espírito familiar(?), será enviado à morte” (15).
        A revisão de 1649 reiterava a mesma lei com pena capital (16). De sua vigência é um exemplo famoso, “o processo das bruxas de Salem,” em 1692. Como resquício, ainda hoje em alguns estados americanos, a pena de morte é vista com naturalidade, aos condenados gravemente pela justiça. Mudaram apenas os réus e a forma de exterminar.
        O pânico da população perante as bruxas e a ira contra elas, refletem-se no caso de Ann Hibbins. Parece que foi acusada por motivos meramente socioeconômicos. Era irmã de um rico comerciante e antigo assistente da colônia, Richard Beilingham, que fora governador da Baía de Massachusetts. O júri a condenou. Os juízes não aceitaram o veredicto. O caso foi levado à Corte Geral. Foi fácil incitar a opinião pública. Tanto pressionaram a Corte que Ann Hibbins foi condenada à morte (17).
        No ano 1670, na Suécia, houve um processo deplorável: Como consequência das declarações, arrancadas pelas interrogações feitas pelos teólogos protestantes, foram queimadas 70 mulheres, açoitadas mais 56, queimadas 15 crianças que já tinham chegado aos 16 anos e outras 40 foram açoitadas (18).
        Na Alemanha protestante, o poder civil condenou Anna Maria Schwugelin. Foi decapitada como bruxa em 1759.
        No dia 18 de junho de 1782, o governo protestante ainda decapitou uma bruxa na Suíça (19).
        Agora os protestantes têm aqui reunidos, grande parte dos números de mortes, nomes e documentos, para a própria cruel “inquisição” de seus tribunais, que tanto omitem. E isso não é tudo.
        Atacado por um diabólico ódio racial, Lutero antes de sua morte, lançou o panfleto “Contra os judeus e as suas mentiras.” onde pregava aos alemães, toda sorte de desumanidade contra os judeus, culminando no holocausto nazista. Esta obra, está reproduzida na “História do anti-semitismo”, de Leon Poliakov.
        Dia 6 de maio de 1527, quando saquearam Roma, cerca de quarenta mil homens espalharam na Cidade Eterna o terror, a violência e a morte. Eram seis mil espanhóis, quatorze mil italianos e vinte mil alemães, quase todos luteranos, esses últimos, indivíduos perversos, gananciosos, desprovidos de qualquer escrúpulo. Gritavam: ”Viva Lutero, nosso papa!!!” Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos do inimigo, os lanquenetes luteranos e os outros invasores assaltaram, estupraram, saquearam, incendiaram, trucidaram, arrebentaram as suas vítimas, jogaram crianças pelas janelas ou as esmagaram contra as paredes. Grande parte da população foi dizimada. Conforme disse Maurice Andrieux, esse ataque a Roma “superou em atrocidade todas as tragédias da História”, até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.
        E no Brasil? Encontra-se facilmente nas enciclopédias que os protestantes calvinistas em 15 de julho de 1570, mataram 40 jesuítas, entre elesInácio de Azevedo, morto a CUTILADAS (golpe de espada) quando, segurando num quadro da Virgem Maria, animava a tripulação a resistir ao ataque protestante, que degolou a todos (Enc. Microsoft Encarta 99, verbete: “Inácio de Azevedo, beato”).
        Todo esse genocídio com requintes de crueldade, parece encontrar doce justificativa nas palavras de Lutero, pai do protestantismo do “somente a fé”:
        “… Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).
        Esta “fé”, de Lutero, apesar de dirigida pela vontade, é um simples ato do intelecto. Apesar de necessária à salvação, não é suficiente. Tiago diz que até mesmo os demônios têm esta fé (Tg 2,19). É por este motivo que ele diz: “Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?” (Tg 2,24). Infelizmente, Lutero designou esta carta do Apóstolo de “Carta de Palha”. Ele não entendeu o que Tiago estava querendo dizer (sobre a fé de Abraão): “Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas” (Tg 2,22). Sob o erro do pai do protestantismo, as seitas evangélicas ainda hoje pregam que seus seguidores já estão “salvos”, só porque simplesmente “creem” em Jesus. Se assim fosse, iriam encontrar Lúcifer no céu.
        Agradecimentos especiais ao padre Oscar G. Quevedo, S.J, pelos brilhantes estudos iniciais

      • VOCÊ SABIA QUE ATÉ CRIANÇAS CATÓLICAS ERAM QUEIMADAS PELOS PROTESTANTES ?

        1)- No ano 1670, na Suécia, houve um processo deplorável: Como conseqüência das declarações, arrancadas pelas interrogações feitas pelos teólogos protestantes, foram queimadas 70 mulheres, açoitadas mais 56, queimadas 15 crianças que já tinham chegado aos 16 anos e outras 40 foram açoitadas
        .
        2)- Agora os protestantes têem aqui reunidos, grande parte dos números de mortes, nomes e documentos, para a própria cruel“inquisição” de seus tribunais, que tanto omitem. E isso não é tudo.

        3)- Atacado por um diabólico ódio racial, Lutero antes de sua morte, lançou o panfleto “Contra os judeus e as suas mentiras.” onde pregava aos alemães, toda sorte de desumanidade contra os judeus, culminando no holocausto nazista. Esta obra, está reproduzida na “História do anti-semitismo”, de Leon Poliakov.

        4)- Dia 6 de maio de 1527, quando saquearam Roma, cerca de quarenta mil homens espalharam na Cidade Eterna o terror, a violência e a morte. Eram seis mil espanhóis, quatorze mil italianos e vinte mil alemães, quase todos luteranos, esses últimos, indivíduos perversos, gananciosos, desprovidos de qualquer escrúpulo. Gritavam: ”Viva Lutero, nosso papa!!!”. Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos do inimigo, os lanquenetes luteranos e os outros invasores assaltaram, estupraram, saquearam, incendiaram, trucidaram, arrebentaram as suas vítimas, jogaram crianças pelas janelas ou as esmagaram contra as paredes. Grande parte da população foi dizimada. Conforme disse Maurice Andrieux, esse ataque a Roma “superou em atrocidade todas as tragédias da História”, até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.

        5)- E no Brasil? Encontra-se facilmente nas enciclopédias que, os protestantes calvinistas em 15 de julho de 1570, mataram 40 jesuítas, entre eles Inácio de Azevedo, morto a CUTILADAS (golpe de espada) quando, segurando num quadro da Virgem Maria, animava a tripulação a resistir ao ataque protestante, que degolou a todos, (Enc. Microsoft Encarta 99, verbete: “Inácio de Azevedo, beato”).

        6)- Todo esse genocídio com requintes de crueldade, parece encontrar doce justificativa nas palavras de Lutero, pai do protestantismo do “somente a fé:“Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda… Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar… Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).

        7)- O próprio Rui Barbosa quando principiante inexperiente, traduziu “O Papa e o Concílio” uma obra de um deles, do Doelling, e se arrependeu mais tarde, proibindo no prefácio a publicação da mesma, pelas calúnias apaixonadas. Dizia mais tarde Rui Barbosa, quando maduro e experiente:“Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma.” (Livro Oriente, Carlos Mariano de M. Santos (1998-2004) artigo 5º).

      • Mortos pelos calvinistas por não negarem a fé na Presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento
        Mortos por jamais negarem a presença real de Cristo na Eucaristia.
        N. do E.: Mantivemos a grafia da fonte original, cujo português obedece as regras do ano vigente (1937)

        Os Martyres de Gorkum (sec. XVI)
        Quando, no século XVI, as heresias de Luthero e Calvino conseguiram entrada na Hollanda, lá, como na Allemanha e na Suissa, foram causadoras de graves disturbios. Os Calvinistas rebellaram-se contra o governo do rei Philippe II e, chefiados pelo príncipe de Orange, tomaram à força armada algumas cidades, entra estas a cidade de Gorkum.
        O governador retirou-se para o castello, em companhia de alguns catholicos, dois parochos, onze frades franciscanos e mais sacerdotes seculares. Os calvinistas tomaram posse da cidade e forçaram o castello à rendição. Esta se effectuou, sob a condição de garantir a todos livre egresso. Os Calvinistas, porém, desprezaram esta combinação e aprisionaram o commandante, todos os clérigos e dois cidadãos, dos quaes um foi enforcado immediatamente.
        Os sacerdotes eram de preferência alvo do furor calvinista. Máos tratos revezavam com ameaças de morte, e finalmente foram todos mettidos num calabouço subterraneo. No dia de sexta-feira, lhes deram carne a comer. Querendo elles, porém, observar a abstinencia, tiveram de supportar toda a sorte de injurias e soffrimentos. Empurravam-nos, puxavam-lhes as orelhas, davam-lhes pontadas com a lança, ultrajavam-nos e lançavam-lhes em rosto as maiores infamias. Ergueram em sua presença uma forca, ameaçando-os com a morte, si não quizessem negar a fé no Santíssimo Sacramento. Ao Vigario Pe. Nicoláo van Poppel um dos bandidos pôz a arma na testa e berrou aos ouvidos: “Anda, Padre! Como é? Tantas vezes declarastes no pulpito, que estavas prompto a dar a vida pela fé. Pois então, dize! Estás mesmo disposto?” O Padre respondeu: “ Dou a minha vida com muito prazer, si é em testemunho da minha fé e principalmente do artigo por vós rejeitado, o da presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento”. Perguntado pelos thesouros, que suppunham estarem escondidos no Castello, Padre Nicoláo não soube dar informações a respeito. O calvinista lançou-lhe então uma corda ao pescoço, puxou-o de um lado para o outro, até que cahiu como morto.
        Chegára a vez dos franciscanos. Ao frei Nicasio Pick puzeram o proprio cordão ao pescoço, arrastaram-no á porta do carcere. Lá chegado, metteram a corda por cima da porta e puxando com força, suspenderam a victima a altura consideravel, para immediatamente a deixarem cahir. Isto praticamente com um prazer infame. Afinal a corda rebentou e o pobre padre cahiu pesadamente ao chão, sem dar signal de vida. Para verificar si estava vivo ou morto, os soldados trouxeram velas, queimaram-lhe a testa, o nariz, as palpebras, as orelhas, a boca e finalmente a língua.
        Como o Padre não désse mais signal de vida, deram-lhe ponta-pés e disseram com ar de desprezo: “É um frade, que importa?” Mas o Padre não estava morto, tanto que no dia seguinte os bandidos tiveram a satisfação de poder continuar as crueldades.
        Durante toda a noite os Padres estiveram entregues à sanha d’aquelles demonios em figura humana. Não havia nada, que abrandasse o furor dos endiabrados hereges. Davam bofetadas nos religiosos, com tanta força e brutalidade, que lhes corria o sangue do nariz e da boca. O Padre Willehad, um veneravel ancião de noventa annos, repetia a cada bofetada que recebia, a jaculatória: ”Deus seja louvado!” Os algozes, sentindo-se fatigados de tanto bater, ajoelharam-se deante dos Padres e entre risos de escarneo, arremedavam a confissão, proferindo nesta occasião obscenidades e blasphemias horríveis e asqueirosissimas.
        Em outra occasião, amarraram os religiosos dois a dois e obrigaram-nos a andarem em fila, imitando procissão e a cantar o “Te Deum” e tudo isto sob a algazarra satanica da soldadesca desenfreada. Depois puzeram dados nas mãos da victimas para assim, à guiza de jogo, tirar a sorte quem delles primeiro havia de subir à forca. O Padre Guardião exclamou: “Não se faz mistér de jogo, estou prompto, porque já passei por esta delicia”.
        Os catholicos de Gorkum envidaram todos os esforços para libertar os prisioneiros. Para este fim, dirigiram uma petição ao príncipe Orange. Os calvinistas, suspeitando qualquer reacção, tiraram aos franciscanos o habito e despacharam-nos, com os outros sacerdotes, na noite de 5 a 6 de julho, para Briel, à residencia do clerophobo conde Lumm Von Marc.
        A penna nega-se a fazer a descripção de tudo que aqulles religiosos tiveram de soffrer, dos verdugos e do populacho fanatico. Em Dordrecht estava à espera do navio, que devia levá-los até Briel. Antes do embarque, um bando de calvinistas arrastou os martyres a um lugar perto do rio, onde estava apparelhada uma forca. Como cães raivosos, atiraram-se sobre as pobres victimas e o ar encheu-se de insultos e vituperios como estes: “Eis, ahi vossa Egreja! Ide, rezae a vossa Missa”. Em seguida obrigaram-nos a passarem três vezes em volta da forca, sendo a ultima vez com os joelhos no chão, sob o canto da “Salve Rainha”. Enquanto os religiosos se puzeram a obedecer a esta ordem ridicula e estapafurdia, choviam-lhes bengaladas e pedradas às costas. O Padre Vigario Jeronymo de Weert, vendo estas indignidades, não mais se conteve e disse: “Que estou presenciando? Estive entre turcos e infiéis, mas coisa egual a esta nunca vi!”
        Finalmente o triste cortejo chegou a Briel. Lá o esperava o conde Lumm, com dois pregadores da seita e alguns magistrados. Todos se empenharam para conseguir dos prisioneiros a renuncia à fé, em particular ao dogma da real presença de Jesus Christo no Santissimo Sacramento. Foram baldados os esforços. Os martyres unanimemente rejeitaram as propostas feitas e preferiram continuar na prisão. O carcere que os recebeu, era uma pocilga immundissima.
        Uma ordem do príncipe de Orange, de pôr em liberdade os prisioneiros, não foi cumprida. O conde Lumm, embriagado de odio e vinho, mandou-os levar, alta noite, às ruínas do convento Rugen, que pouco antes tinha sido incendiado pelos calvinistas.
        Restára ainda o celleiro. O Padre Guardião foi lá mesmo enforcado, depois de ter animado os irmãos à constancia.Depois d’elle, foram estrangulados todos os companheiros. O fanatismo calvinista nem respeitou os cadaveres dos martyres. Cortaram-lhes o nariz, as orelhas e levaram-nos como trophéos de victoria nos capacetes e chaphéos. Os catholicos resgataram por muito dinheiro os corpos dos santos irmãos e transportaram-nos para Bruxellas.
        Clemente X beatificou-os em 1674 e Pio IX elevou-os à categoria de Santos, no anno de 1867. A memória é celebrada na Egreja no dia 9 de julho.
        Eis os nomes dos gloriosos martyres de Gorkum:
        Leonardo van Vecchel, Nicoláo Poppel, vigario de Gorkum; Godofredo van Duynen e João van Oosterwych (agostiniano); João de Colonia (O.P), vigario de Hoornaer; Adriano van Hilvarenbeek e Jacob Lakops (O. Praem); André Vouters, vigario de Heynoert; Frei Jeronymo van Weert; Frei Theodoro van Emden; Frei Willehad; Frei Nicasio; Frei Godofredo Mervellan; Frei Antonio de Weert; Frei Antonio de Honar; Frei Francisco Rodes; Frei Pedro de Asca.
        Fonte: livro “Na Luz perpétua”, 1937, vol. II, Pe. João Baptista Lehmann, p. 29-31.
        Postado por Sociedade Apostolado

        • E por um acaso quem matou mais ou quem matou menos irá redimir católicos ou protestantes de seus pecados?

          Detesto me intrometer em debates inúteis, mas a idiotice de vocês chega a níveis assombrosos!

          • Concordo com vossa dignissima pessoa em um milhão de porcento, nunca vi tanta asneiras tantos escrito inuteis e sem prestimo algum destas pessoas, são escritos jogados ao vento, que não Edifica não Admoesta, e não presta pra nada de nada, realmente este sitio esta uma bagunça com tantos escritos de pessoas que sem compromisso algum com alguma coisa que preste, e por isso que pouco ando escrevendo aqui, realmente não compensa

  2. Cada dia que passa tenho mais raiva de músicas gospel, principalmente quando sou obrigado a ouvi-las. Tem uns protestantes e pentecostais sem educação que colocam suas musiquinhas num volume alto dentro dos ônibus acreditando que vão converter os outros dessa forma forçada e mal educada, muitas vezes músicas cheias de heresias e deprimentes como as pentecostais, aquelas de estilo caipira.

  3. Não gosto de música gospel,aliás somente uma Jeova Rafah acho que o nome da cantora é Rozeane Ribeiro,odeio tudo que leva nome de gospel ,porque o significado é comércio,sem contar que a maioria dessas músicas parecem lindas,podem até ser,mas totalmente sem embasamento bíblico.

    • Comunicado importante:eu sou Ana Clara,Pedro Jorge,Flaviana,não gosto do Clamando,nem detemplos,sou meio mão fechada,vivo as custas da minha mãe e vó.Namorei virtualmente um homem ,que se passou por mulher,hoje sou da Mundial.

  4. papa francisco vai pegar e excomungar os que mentem contra os protestantes.

    Ele mesmo admitiu que os católicos é que foram intolerantes.

    Intolerantes como o são os daqui ao atribuírem aos protestantes os males católicos.

    Se é feio fazer o que fizeram, mais feio ainda é não admitir. E pior, transferir seus atos a outrem.

  5. Essas de hoje e aquelas músicas pentecostais só são ouvidas por pobres mesmo, por serem pobres em letras, e em tudo, mas algumas pessoas que conheço na faculdade não cristãs e que pertencem a classes mais elevadas procuram escutam Logos, Janires e Rebanhão, Oficina G3, Aline Barros, Fernanda Brum e Diante do trono.

DEIXE UMA RESPOSTA