Não é o Google e nem a Wikipedia, mas a Bíblia que dá a Israel o direito sobre a Cisjordânia, afirma ministro

Ministro de Israel fala em reunião que o direito sobre a Cisjordânia é dado pela Bíblia e não por informações da internet, confrontando às políticas da ONU em favor da Palestina

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A história de Israel é, sem dúvida, um dos elementos históricos mais contundentes em relação a credibilidade da narrativa bíblica. Olhar para Israel e não enxergar o cumprimento detalhado das profecias bíblicas, por exemplo, é quase ignorar a realidade diante dos nossos olhos. Com base nisso, o ministro das Comunicações, Tzachi Hanegbi, surpreendeu alguns durante um discurso, ao reivindicar a autoridade bíblica como prova de que a Cisjordânia, território alvo de conflito com os palestinos, pertence realmente aos judeus.

A intenção de Israel é construir mais assentamentos na Cisjordânia. Eles, obviamente, tem por objetivo assegurar e expandir a ocupação do território. Essa não é a visão da ONU, que tem promovido políticas contra Israel. Em resposta às críticas do bloco, Tzachi Hanegbi disparou:

“A defesa é importante, a segurança é importante, mas a coisa mais importante é a reivindicação moral de Israel. Estamos empenhados em seguir em frente, vivendo em nossa terra, terra essa que não nos foi dada pelo Google e Wikipedia, mas pela Bíblia”, disse ele, segundo informações da agência Jerusalém Post.

Sua fala aconteceu durante o Conselho de Comunidades Judaicas da Judéia e Samaria, realizado pela primeira vez em Washington pela comemoração do 50º aniversário da Guerra dos Seis Dias, junto ao Comitê EUA-Israel de Negócios Públicos, na intenção de conseguir apoio para a construção de mais assentamentos na região.


Querendo enfatizar ainda mais a historicidade bíblica como prova do direito de Israel em ocupar seu território, o ministro da Habitação e Construção, Yoav Galant, fez questão de lembrar que eles não se referem a região pelo nome “Cisjordânia”, mas sim pelos termos originais descritos na Bíblica: “Para nós, Judeia e Samaria são Israel”, disse ele, ainda na mesma matéria.

Reforçando o discurso dos compatriotas, Tzipi Hotovely, vice-ministra das Relações Exteriores, argumentou que o termo “ocupação” é inadequado no caso de Israel, pois o país está apenas recuperando o que lhe foi tomado. Segundo ela, “a ocupação é um mito, porque nunca ocupamos a terra de outras pessoas. Esta é a terra judaica [Judéia e Samaria] e deve ser para sempre uma terra judaica, sob a lei israelense”.

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