Inspirada em Friedrish Nietzsche, nova música do Black Sabbath questiona se “Deus está morto”

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Uma disputa entre Deus e o Diabo foi o tema escolhido para a nova música de divulgação do novo CD da banda Black Sabbath. Inspirada na famosa frase “Gott ist tot” (Deus está morto) dita pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a música traz à tona questionamentos sobre a religião, um dos temas favoritos da banda.

– Não acredito que Deus está morto – diz um trecho da música, que inicia afirmando: – Eu estou perdido na escuridão/ Me afasto da luz.

Intitulada “God Is Dead?” (Deus está morto?), o single faz parte do álbum “13”, primeiro disco de estúdio da banda em 35 anos com Ozzy Osbourne no vocal, segundo o UOL. O álbum tem previsão de lançamento para o dia10 de junho.

No refrão, Osbourne questiona se Deus está mesmo morto, e pergunta saber quem dará a ele alguma resposta. Marcada por um tom sombrio, e pelos característicos riffs da banda considerada percussora do heavy metal, a música questiona também a existência de vida após a morte, e a veracidade das escrituras sagradas.


– Me pergunto se iremos nos encontrar de novo do outro lado / Você acredita em alguma coisa / Do que o bom livro diz? / Ou é tudo um conto de fadas sagrado e Deus está morto? – questiona um trecho da música.

Logo após seu lançamento na última quinta feira (18), que ocorreu de forma simultânea em rádios do mundo, a música se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter, e agradou aos fãs da banda, e a outros artistas conhecidos, como Slash, ex-guitarrista do Guns ‘n’ Roses, que elogiou a canção.

Sobre a polêmica criada em torno do título da música, Ozzy Osbourne afirmou que há uma mensagem positiva no fim da letra, mas que o título controverso foi escolhido por questão de marketing.

– Quanto mais pessoas protestarem, melhor. Nos anos 80 e início dos 90, alguém decidiu colocar adesivos nas capas dos discos [os selos “parental advisory”, criados para designar discos com conteúdo dito “impróprio”]. As vendas subiram, porque a molecada queria conhecer justamente aqueles álbuns que diziam que elas não podiam ouvir. E isso vendeu mais discos! – afirmou o vocalista, em entrevista para a revista Rolling Stone Brasil.

– “God is Dead?”, não é sobre Deus estar morto. É sobre alguém lhe dizendo que Deus está morto, e daí eu digo que não acredito que Deus esteja morto. Existe uma mensagem positiva no final da música, não é aquilo de “ah, estou feliz, muito satisfeito de que Deus está morto.” Não é que esteja dizendo que o diabo é quem domina tudo – completou o cantor.

Por Dan Martins, para o Gospel+

3 COMENTÁRIOS

  1. E se Deus nunca existiu assim como Krishna e Thor nunca existiram? As vezes me pergunto o que é essa força que nos guia através da escuridão, nos levando às cegas por um caminho rochoso e espinhento, tendo como destino uma possibilidade que só se revelará quando definitivamente não existir mais retorno. Gostaria de ter uma resposta, mas não tenho. Poucos tem essa resposta. Ela pode mudar o destino da humanidade, a maneira como vivemos. Talvez seja melhor guardar esse segredo. Tudo está bom como está. Tudo está bem. Todos estamos felizes. Por quê mudar?

  2. E tem gente que acredita que a inexistência gerou a existência com todas as complexidades.
    É mais facil um motor de carro surgir do nada que o homem com todos os infindáveis componentes biomecânicos e cognitivos existentes.
    Mas crer em Deus é apenas para quem não tem o joelho duro e enferrujado.
    Pessoas que não creem em Deus, nunca ajoelham para falar com Ele, pelo menos para tirar a prova dos nove.
    Dizem que os crentes que tem um amigo imaginário, mas são eles que lutam contra um “inimigo imaginário”.
    Eu jamais lutaria com um inimigo que não existe, porém os ateus assim o fazem e fazem muito bem.
    Demonstrato quanto involução intelectual, e quanto inimigos de Deus são.
    Mas vou dar um conselho aos ateus,
    já que Deus nâo é mágico para ficar supreendendo o homem a seu bel prazer,
    se afundem no satanismo, e veja que o transcedente existe e vejam o quanto a filosofia ateista
    se identifica com o satanismo, nas ironias movida por logica e razão que é igual a mentira.
    A única coisa que sabem fazer é roubar a fé das pessoas e as desestruturarem e querem estar certos neste tipo de coisa.
    Se a verdade é relativa então posso estar correto em crer no que creio e o ateismo ser uma mentira absoluta.
    Vão lá crendo que são animais insignificantes sem propósitos onde sua consciência é fruto da inconsciência, que vou sendo um filho de Deus e tendo uma vida com propósitos.

  3. Ozzy deve ter falado a respeito do Deus que senta no colo dos malditos mercenários que esfolam o povinho com suas depravadas campanhas extorcivas.
    É o deus capacho que a maioria das igrejas aceitam, um rato ladrão e vigarista que tem amizades com os políticos diabólicos eleitos por uma raça de jumentos derrotados que vendem seus votos por cachaça e saco de cimento.
    Esse Deus que apoia a corrupção nacional e sustenta as vigarices de pastores consagrados pelo próprio diabo.

  4. Ozzy não conhece muito bem a filosofia de Nietzsche (na verdade nem eu), porém, quando Nietzsche comenta a morte de Deus em sua obra, nada tem haver com o “ser” Deus, com a entidade transcendente que a civilização ocidental adotou como Deus depois do nascimento de Cristo, até porque ele como filósofo materialista que era só acreditava na matéria.
    Nietzsche usa essa expressão para falar de uma mudança no pensamento das pessoas, na forma de sentir e de viver a vida, as pessoas estariam se libertando de conceitos aprisionadores e limitantes (um deles seria o cristianismo) e abrindo os olhos e a mente para a realidade da vida e do mundo.

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