Pastor critica homens “infantilizados” e cobra papel da Igreja no amadurecimento dos jovens

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O pastor Renato Vargens chamou a atenção para o crescente número de homens que se comportam como meninos e adiam ao máximo a assunção de compromissos comuns à idade madura.

No artigo, Vargens afirma que “essa geração tem sido marcada por homens infantilizados que devido a super-proteção proveniente de seus pais não amadureceram”, e exemplifica: “Tornou-se comum encontrarmos inúmeros homens morando na casa dos pais até os trinta, quarenta anos de idade, recusando de forma veemente enfrentar as responsabilidades de edificar sua própria família”.

O pastor, que é líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), disse conhecer “vários homens que não atam, nem desatam”, numa referência a relacionamentos com propósito de constituir família. “Ensaiam namoros, noivados, mas, nunca tomam uma posição firme quanto ao casamento e muito menos sair de casa”, salientou.

“Infelizmente os homens em questão por terem sido criados num invólucro protecionista, não desejam crescer, preferindo a meninice, desenvolvendo por conseguinte um comportamento do tipo adolescente, onde as mulheres que com eles se relacionam são enroladas por anos a fio”, criticou o pastor.


Usando a Bíblia como argumento para sua observação, Vargens destaca que “as Escrituras nos ensinam que ao adentrar a fase adulta, o homem deve deixar pai e mãe e se unir a sua mulher (Gênesis 2:24-25)”.

“A Bíblia incentiva os jovens a seguirem o curso da vida, contraindo matrimônio, constituindo família para a glória de Deus. Isto posto, penso que os pais precisam rever a forma com que têm criado seus filhos. Ademais, acredito também que a igreja precisa fornecer ferramentas as famílias a fim de que estas eduquem homens e não eternos ‘homeninos'”, sugeriu.

Ao final, o pastor aconselhou os homens que leram suas críticas e se identificaram: “Enfrente a vida, saia debaixo da saia de sua mãe e cumpra o propósito estabelecido por Deus; Deixe para trás as coisas de menino, pare de pensar, sentir e agir como menino; Decida ser homem e viva para a glória de Deus, casando, gerando filhos, e constituindo família para a glória de Deus”, finalizou.

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