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Baixa atividade em região cerebral estimula espiritualidade, diz estudo

Por Renato Cavallera em quinta-feira, 8 janeiro 2009
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Baixa atividade em região cerebral estimula espiritualidade, diz estudo

A experiência espiritual das pessoas pode ser explicada pela falta de atividade em uma das regiões do cérebro responsáveis pela afirmação da identidade individual. É o que aponta um estudo realizado pelo neurocientista americano Brick Johnstone, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, e divulgado na edição de novembro do jornal científico “Zygon”.

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A área em questão –o lóbulo parietal direito– é onde as pessoas definem quem são elas. É a região, por exemplo, onde o cérebro processa as preferências e gostos pessoais, reconhecem as habilidades e os interesses amorosos da pessoa.

O estudo sugere que são justamente as pessoas que têm essa região menos ativa, com menos “definidores próprios”, as mais suscetíveis a levar vidas espiritualizadas.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores testaram pacientes com essas áreas afetadas e compararam com estudos anteriores que mostram as especialidades de cada região do cérebro.

Eles notaram que, entre as 26 pessoas analisadas, as mais espirituais apresentavam um lóbulo parietal direito menos funcional. Este estado físico indicaria menos foco pessoal e menos autoconhecimento.

Abnegação

A descoberta sugere que uma das principais características da experiência espiritual é a abnegação, um comportamento antiegoísta, diz Johnstone.

Quanto à idéia disseminada por vários outros estudos que ligam a espiritualidade à saúde mental e física, Johnstone aponta um paradoxo. Ele afirma que esses benefícios podem ser provenientes de uma preocupação maior da pessoa com o outro do que em si mesma. Isso seria uma conseqüência natural da diminuição na atividade de autodefinição da pessoa.

O estudo ainda aponta que o maior silenciamento dos “definidores próprios” são mais comuns nos estados mais profundos de meditação ou oração. Johnstone diz que é quando as pessoas descrevem sentimentos de desligamento de todo o Universo.

“Se você observar a Torá, o Velho Testamento, o Novo Testamento, o Corão, uma porção de textos sufistas, textos budistas e textos hindus, todos eles falam sobre abnegação”, disse o neurocientista.

Fonte: Folha Online e Gospel+
Via: Pavablog

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3 Comentários | Comente você também!

  • Honey disse:

    O Título desta reportagem poderia ser exatamente o contrário: “A espiritualidade estimula a baixa atividade em determinada região cerebral”
    O Título como aparece, sugere, pra quem nao lê a matéria, que só desenvolve a espiritualidade quem é burro ou possui algum tipo de limitação cerebral. Só quem lê a materia consegue entender o que a ciência realmente esta descobrindo. :(

    “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”
    “…seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu…”
    “Se quiseres me seguir, negue-se a si mesmo, toma a sua cruz e siga-me.”

  • Evaristo disse:

    Aos poucos os cientistas acabarão por “evangelizar” os mais ateus, a partir das descobertas que vão sendo feitas. Quem não crer pela Palavra do Criador, terá de crer a medida que se estuda a Criação. Só espero que estes cientistas se deem conta daquilo que descobriram! Deus seja louvado!
    P.S – Concordo plenamente com a Honey: O título devia estar ao contrário!

  • David disse:

    Compreendi… então, partindo da premissa de que pessoas com baixa-estima, sem individualidade, sem personalidade e com “menos definidores próprios” como disse o texto, são mais Religiosas, concluímos que a Religiosidade torna as pessoas em meros fantoches manipulados pelas idéias arcaicas e racistas da Relgião (Cristã Principalmente).
    Realmente esclarecedor o texto. Interessante.

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