Barack Obama intercede pela libertação do pastor Saeed Abedini junto ao novo presidente do Irã

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O pastor Saeed Abedini foi tema de uma conversa entre o presidente Barack Obama e o novo chefe de Estado do Irã, Hassan Rouhani, eleito presidente recentemente.

Rouhani substitui Mahmoud Ahmadinejad, e é considerado mais moderado que seu antecessor, conhecido por pregar a destruição de Israel e investir pesado num programa de energia nuclear, que preocupou países de todo o mundo pela possibilidade de que a teocracia iraniana desenvolvesse armas com a tecnologia.

O principal assunto entre Obama e Rouhani foi o programa de energia nuclear do Irã: “Há alguns minutos, falei por telefone com o presidente Rouhani da República islâmica do Irã. Falamos sobre os esforços em curso para alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano”, disse o presidente dos Estados Unidos, na última sexta-feira, 27 de setembro.

Essa foi a primeira conversa entre os líderes dos dois países desde 1979, de acordo com informações do site do jornal Zero Hora.


A menção ao pastor Abedini e outros dois norte-americanos foi feita durante a ligação, segundo fontes da Casa Branca. O site Christian Broadcasting Network (CBN) informou que Obama pediu ao presidente iraniano que revisasse os casos dos cidadãos norte-americanos e os motivos que os levaram à prisão.

Saeed Abedini é iraniano, mas se mudou para os Estados Unidos onde se converteu ao cristianismo, casou-se e conseguiu a cidadania norte-americana. Foi preso no Irã, sob acusação de espionagem internacional, por viajar constantemente entre os dois países.

O pastor mantinha residência nos Estados Unidos, mas desenvolvia um trabalho missionário no Irã, e por isso, alega a defesa de Abedini, foi acusado de espionagem. Preso numa das instalações mais temidas do Irã, o pastor tem enfrentado problemas de saúde, mas mesmo assim já pregou aos seus colegas de cela e levou 30 deles à conversão ao Evangelho.

A esposa do pastor Saeed Abedini comemorou a informação de que o presidente Barack Obama intercedeu por seu marido: “Esta é a notícia mais animadora que ouvi desde que Saeed foi preso há um ano. Estou muito grata ao presidente Obama por interceder por Saeed e pelos outros americanos que são mantidos em cativeiro no Irã. Este desenvolvimento é realmente uma resposta à oração. Exorto o presidente Rouhani, como tenho feito ao longo desta semana, para liberar Saeed para que ele possa voltar para a nossa casa e nossa família nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Irã libertou 80 presos detidos por causa de suas crenças. Peço que possamos acrescentar Saeed a essa lista muito em breve”, afirmou Nagmeh.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


3 COMENTÁRIOS

  1. De exaltar a postura do Presidente americano, fato que deveria ocorrer com todos os demais líderes mundiais quando de suas conversações.

    Interceder é digno, é o mostrar cuidadoso com o próximo, diferente do calar, que passa a impressão de concordar, anuir.

    Somente o perdão, a empatia, o respeito devam imperar entre os homens, afinal conflitos nunca foram saída, em especial por não sermos irracionais.

  2. Tomara tenha havido sinceridade da parte do presidente. Mas, invariavelmente amigos, os políticos do mundo e até dos EUA são iguais aos daqui. Querem autopromoção e podem usar, se assim for preciso, até situações de sofrimento alheio para conquistar seus objetivos. Vejo nesta atitude do Barak somente exibicionismo, posando de bom samaritano. Esta foto dele, em pose, ao telefone, simulando estar falando com o presidente de outra nação, pra mim soa muito superficial.

    • Dado,

      Calma, meu caro, qualquer político do mundo é melhor que o nosso, pois temos a maior concentração de rendas do mundo, sendo o governo rico, todavia deixa de investir como deve, e quando faz, é de forma equivocada, sem prioridade.

      Quanto à foto, ao certo é de arquivo, pois numa situação em que está o governo americano se aproximar do da Pérsia, já mostra ao mundo para todo mundo vê? E se sair errada alguma coisa? Será que o interlocutor quer esse tipo de publicização? Será que esse tipo de coisa traz benefícios em prol do pastor e de outros perseguidos religiosos que sofrem a pressão de governos e povos tiranos?

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