Por falta de padres, papa Francisco considera ordenar homens casados para o sacerdócio

Pontífice quer suprir a falta de padres católicos em regiões remotas do mundo, autorizando a ordenação de homens casados para o sacerdócio em nome da Igreja Católia

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O novo destaque envolvendo o papa Francisco foram suas declarações em uma entrevista concedida ao jornal alemão Die Zeit, na última quinta feira (9). Para o pontífice argentino, que sofre críticas de segmentos da própria religião, a Igreja Católica deveria passar a considerar ordenar homens casados para o sacerdócio, mais especificamente, os “viri probati”.

A intenção, todavia, não seria extinguir por completo a tradição do celibato dos padres, mas considerar digno de exercer algumas funções vinculadas ao sacerdócio, homens considerados de “fé comprovada”, com capacidade para tal ofício, chamados “viri probati”.

A medida, segundo informações do Estadão, seria para suprir a falta de padres na Igreja Católica, especificamente em regiões distantes.

“Também devemos determinar quais seriam suas funções, por exemplo, em localidades remotas”, disse Francisco na entrevista, sugerindo que tal medida decorre de uma crise espiritual a Igreja Católica atravessa.


“Na vida humana acontece assim. O crescimento biológico sempre é uma crise, não? A crise de uma criança que se torna adulta. Com a fé é o mesmo. A crise faz parte da vida de fé. Uma fé que não entra em crise para crescer, permanece infantil”, disse ele.

O papa Francisco que foi recentemente criticado publicamente em uma manifestação pelas ruas de Roma, com cartazes contra algumas de suas medidas consideradas muito liberais, pode iniciar outra onda de insatisfação após sugerir a ordenação de homens casados para o sacerdócio, muito embora o tema já tenha sido discutido por outros Papas, como Bento XVI.

A expectativa, no entanto, é que sua intenção encontre apoio no Vaticano, como do amigo pessoal e cardeal dom Claudio Hummes, que ainda segundo a matéria alemã já vinha pressionando a cúria romana para autorizar a ordenação dos “viri probati” em regiões como no Amazonas, onde a Igreja Católica possui apenas um padre para cada 10 mil católicos.

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