Ator Carlos Bardem vive pastor brasileiro corrupto em filme mexicano exibido no Festival do Rio

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O Festival do Rio está apresentando, dentre outros filmes, um longa metragem mexicano chamado “González”, que tem entre seus personagens, um pastor evangélico brasileiro mau caráter.

O pastor é interpretado pelo ator espanhol Carlos Bardem, irmão mais velho do conhecido Javier Bardem, que atuou em filmes de Hollywood como “007 – Operação Skyfall” e “Comer, Rezar, Amar”.

Dentre outros motivos, Carlos Bardem foi escolhido para o papel por ter vivido quatro anos no Rio de Janeiro no final dos anos 1980, e domina a língua portuguesa. “Eu falo português como um espanhol, e meu personagem deveria falar espanhol como um brasileiro. Apostamos em um portunhol que poderia ser comum a mim e ao personagem”, comentou em entrevista à revista Veja.

O personagem de Carlos é o pastor Elias, que não tem escrúpulos e está à frente de uma denominação pentecostal no México. “Quando se pensava em um pastor carismático e ladrão, logo se pensava num brasileiro. Há ladrões em todo lugar do mundo, claro. Mas a igreja evangélica tem uma enorme potência no Brasil, que anda espalhando várias delas pelo mundo”, diz o ator, explicando o motivo de a nacionalidade do pastor corrupto ser brasileira.


O filme mostra González, uma ateu desempregado e desesperado, que se vê diante da chance de se tornar pastor e tem como modelo o corrupto Elias. Para Carlos Bardem, essa é uma história que reflete a realidade de muitas pessoas no mundo atualmente.

“González [vivido pelo ator Harold Torres] é o personagem principal, que começa a trabalhar no telemarketing e a sonhar em ser o pastor. Meu personagem [o pastor corrupto] é o antagonista, mas também o modelo do protagonista. González alucina, tem sonhos com a vida do Elías, que é um tipo de monstro. A gente está vivendo uma crise econômica mundial, o desemprego é enorme, e desemprego leva a desespero. Homens como ele vendem esperança. O filme faz uma reflexão sobre as religiões. Mostra que, se a gente ficar menos desesperado e mais indignado, buscará políticos mais honrados que nos representem, não sem-vergonhas como esse pastor que eu represento”, conclui o ator.


20 COMENTÁRIOS

  1. generalizações e mais generalizações, agora ” toda pastor é corrupto ”

    é demais dizer que é “julgamento” desmedido? não há pastores fieis e justos? até parece que a essência da alma humana é ruim…

  2. A corrupção está tão crescente em todos os setores, inclusive na religião, isso revela como o ser humano valoriza mais o ter do que que o ser….. Cristo nos chamou para sermos seus seguidores, isso é para todos nós: Vamos segui-lo? ” O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, contudo o amor a Deus acima de todas as coisas é a raiz de todo o bem. Inclusive filmes com ênfase no negativo também não seria uma das formas de atrair pela curiosidade e a busca pelo $$$$ também?

  3. É vedade que tem um monte de Pastor corrupto por aí. Mas tem pastores honestos também. Não da pra generalizar. Mas fazer o que? o mundo pode até odiar os pastores e crentes corruptos mas odeia muito mais os honestos e verdadeiros.

  4. Ah se usarem com ele a mesma justiça que ele aplica com o próximo !!!!
    AHHH , paladino ; éh só esperar !!tenha o senso de justiça , mas ; até pra fazer justiça tem que ser coerênte com a sua própria consciência ! se vc pode atirar a pedra …

  5. ISTO NÃO É NOVIDADE, VEJAM ESTA NOTÍCIA DE 2011: A FAMA É INTERNACIONAL:
    Filme sobre pastores ladrões se inspira na Igreja Universal do Reino de Deus, afirmam roteristas
    Publicado por Renato Cavallera em 1 de novembro de 2011

    No Chile, dois primos, Lenin Cifuentes e Jonah, fundam uma igreja, a Transprofética, para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Lenin se apresenta aos fiéis como o “último profeta”. A ideia dá tão certo que os dois ganham muito dinheiro com a pregação. Antes, para que o “negócio” deslanchasse, eles fizeram uma viagem ao Brasil com o objetivo de aprender técnicas sobre como tirar dinheiro de crentes com o uso da TV. O estágio foi de seis semanas de período integral.
    Em resumo, essa é a história da comédia Dios me libre (Deus me livre) que acaba de ser lançada no Chile. As gravações foram feitas em Santiago e em São Paulo. Há uma cena na praça da Sé.
    O roteirista Juan José Hurtado e o cineasta Martin Duplaquet informaram que a inspiração veio de tele-evangelistas americanos da década de 80 e da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus). Viram muitos vídeos do Youtube.
    Duplaquet disse que, antes da estreia do filme, foi advertido de que poderia ter problema com líderes religiosos. Mas ele acredita que isso não ocorrerá porque a Transprofética, afirmou, é uma ficção, ainda que concebida com base na realidade.
    Ele espera que nenhum devoto se sinta ofendido. No filme, não aparece nenhuma vez a palavra “evangélico”.
    “O filme não é sobre uma seita em particular, mas sobre os dois primos e como o marketing às vezes é capaz de nos convencer de qualquer coisa.”
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    Não há previsão de o Dios me Libre passar no Brasil.

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