Reportagem revela provas ilegais, manipulação e jogo de interesses na investigação que prendeu o pastor Marcos Pereira; Confira

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O caso do pastor Marcos Pereira, preso sob acusação de estuprar fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), vem ganhando novos contornos, após a fase inicial de apuração de depoimentos e evidências levantadas pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) por parte da Justiça.

O fato de que todas as testemunhas ouvidas pela polícia foram reunidas pelo coordenador do AfroReggae, José Junior, e seus assessores, foi destacado numa reportagem do jornal O Dia. Junior é o maior desafeto público do pastor Marcos Pereira.

O jornalista João Antonio Barros destaca que o ambiente de disputa entre os dois, os complexos de favelas do Alemão e da Penha, são destino de verbas públicas e privadas, e que os motivos das brigas entre Junior e Pereira poderia ser maior do que o revelado.

A matéria cita ainda que a investigação ganhou contornos de parcialidade: “O coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, que após denunciar o religioso por tramar a sua morte em parceria com o crime organizado, transformou assessores de seu grupo cultural em investigadores a serviço da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod)”, escreveu o jornalista Barros.


Uma das gravações usadas na investigação mostra que o ex-braço direito de Marcos Pereira, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes teria oferecido emprego no AfroReggae e casa para que uma das testemunhas prestasse depoimento acusando o líder da ADUD.

José Junior, no entanto, afirma que a oferta de benefícios para motivar as testemunhas não representaria conflito de interesses: “De todas as testemunhas, só duas ou três pessoas trabalham no AfroReggae. Elas denunciaram as violências que sofreram, os crimes que viram. Não há mentira”, diz.

Em sua extensa matéria, o jornalista João Antonio Barros lista uma série de pontos da investigação que colocam o caso sob suspeita. Entre as falhas do inquérito, haveria parcialidade por parte do delegado Márcio Mendonça, titular da DCOD, por ouvir apenas testemunhas apresentadas por José Junior e sua equipe do AfroReggae, por exemplo.

Outras questões apontadas como falhas do inquérito seriam:

Falta de autorização da Justiça para realização de escutas contra o pastor Marcos Pereira;

Tomada de depoimentos das testemunhas na calada da noite, com horários variando entre 22h00 e 01h00 numa delegacia que tem o expediente encerrado às 18h00;

Não solicitação de quebra de sigilo financeiro e bancário para comprovar as acusações de lavagem de dinheiro feitas contra Marcos Pereira;

Demora em realizar diligências para averiguar e coletar provas de supostos assassinatos que teriam sido encomendados pelo pastor; Falta de informações adicionais sobre o nome do médico que teria realizado os supostos abortos a pedido de Marcos Pereira;

E finalmente, o que o jornalista chamou de “olhos fechados” para o fato de que um dos depoimentos usados para incriminar o líder da ADUD também mencionou “doações” de dinheiro e bens públicos por parte de três políticos importantes do Rio de Janeiro, mas teve esse ponto “ignorado” pelos investigadores.

A juíza Cláudia Pomarico Ribeiro, da 43ª Vara Criminal, responsável pelo caso, negou o pedido de interceptação telefônica feito pelo delegado Márcio Mendonça, e criticou pontos da investigação.

Entre os pontos que foram apontados como falhos pela magistrada, foi destacado que o delegado listou como testemunha a ser ouvida pelo inquérito uma pessoa já falecida em 2008.

A acusação de estupro que deu origem ao inquérito se transformou em quatro processos contra o pastor Marcos Pereira. Dois deles são referentes aos supostos estupros que teriam sido cometidos pelo líder da ADUD contra fiéis de sua denominação, e que não foram computados como prescritos por haver menção, por parte das vítimas, do uso de violência. Os outros dois processos são de coação de testemunhas, e um deles, foi arquivado. O outro, ainda em andamento, continua sendo averiguado depois que a testemunha Elisângela Cardoso de Jesus recuou e retirou suas acusações alegando que policiais teriam preparado seu depoimento. “Falei 10 minutos e preencheram quatro páginas. Assinei porque fiquei com medo”, acusa.

O caso continua sendo investigado e enquanto isso, Marcos Pereira permanece preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.

Marco Feliciano vai investigar o caso

Os detalhes obscuros da investigação contra o pastor Marcos Pereira serão investigados por quinze deputados federais que, liderados pelo pastor Marco Feliciano, se reuniram com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para obter maiores informações sobre o caso.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


4 COMENTÁRIOS

  1. Essa historinha de que não valeu as investigações pq não foi autorizado, é desculpa de corruptos safados e sem vergonhas…
    Vamos aos fatos:
    1 – ele ensaiava quase todos os seus vídeos, e não duvido nada a sua relação com marginais.
    2 – era um sem vergonha
    3 – comprou um ap de 8milão somente para orgias com o dinheiro da igreja (CLARO).
    4 – vó parar por aqui por que eu tenho uma vida….

  2. NESSE ANGU TEM CAROÇO, O BRASIL MERECE UMA EXPLICAÇÃO MELHOR DESSE CAS0, UMA INVESTIGAÇÃO APURADA DO TAL MARCOS PEREIRA E DO TAL JOSÉ JUNIOR E CIA TEM QUE SER ABERTO, E UM EXCLARECIMENTO COM PROVAS TEM QUE VIR AO CONHECIMENTO DO PAIS, AFINAL QUEM NÃO DEVE NÃO TEME.

  3. Feliciano, ajudou a Donadon, ao registrar presença e não votar, agora quer ajudar ao Pastor estrupador.
    que vergonha.
    Cinquenta deputados estavam presentes na Câmara mas não foram ao plenário na sessão que iria decidir a cassação do deputado federal Natan Donadon (ex-PMDB-RO). As ausências contribuíram para livrar da cassação o deputado-presidiário, primeiro parlamentar preso desde a volta do país à democracia, em 1985.

    Durante a votação, que é secreta, o plenário registrou apenas 233 votos pela cassação –24 a menos do que o mínimo necessário. Outros 131 congressistas votaram pela absolvição e 41 se abstiveram. Dentre os 108 deputados que faltaram, 50 deles estavam no prédio e não foram votar.

  4. OU vocês que estão metendo o pau ai encima no Pastor, amanha pode ser você ou um irmão um pai um tio uma irma e ate mesmo uma mae, não devemos alegrar com infortúnio alheio, os que são crentes podem e devem orar pelo Pastor e não se alegrar com tal infortúnio, deixa falar os incrédulos pois os tais não tem conhecimento de DEUS, mas aqueles que tem conhecimento de DEUS tem e podem orar para que DEUS possa interferir se o mesmo for inocente, se for culpado ainda assim temos que orar pois de um jeito ou de outro muitas almas foram ganhas e são hoje conhecedoras da verdade, PORTANTO PENSE EM VOCE, NAO VA CAIR NESTA ESPARRELA DE SE ALEGRAR COM ISSO POIS ISSO NAO E MOTIVO DE ESCARNIO E SI DE TRISTEZA, POIS E UM REPRESENTANTE DO EVANGELHO QUE ESTA ALE PRESO, PENSE BEM

  5. Deus mostrará a verdade, temos que nos atentar que a perceguição existe contra os evangelicos, pois somos um povo que vive pra Cristo, isso frustra os interesses da mídia, do catoliscismo, e da globa…SE O PR É INOCENTE OU CULPADO SERÁ PROVADO…

  6. Esta história está cada vez mais obscura, um delegado não pode ser parcial e nem adotar procedimentos ilegais ou não autorizados pela justiça, espero que interfiram mesmo para que o bem da verdade seja esclarecido e feito justiça doa a quem doer.

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