Malafaia é indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo e protesta contra imprensa: “Canalhas”

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O pastor Silas Malafaia foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro. A investigação da Operação Timóteo, um braço da Operação Lava-Jato, está em andamento e trata o líder evangélico como suspeito.

O caso veio à tona no último dia 16 de dezembro, quando a Polícia Federal cumpriu um mandado de condução coercitiva contra o pastor, em sua casa no Rio de Janeiro. O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) não estava na cidade, pois tinha viajado a São Paulo para inaugurar uma filial da denominação na capital paulista.

Após entrar em contato com seus advogados e a própria Polícia Federal, Malafaia compareceu à Superintendência da PF e prestou depoimento, garantindo ter formas de esclarecer seu suposto envolvimento com o caso investigado. Aos repórteres, protestou contra a forma que a Justiça quis colher sua versão dos fatos.

+Não vou deixar isso em branco, garante o pastor


Segundo informações dos jornalistas Aguirre Talento, da revista IstoÉ, e Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho, do jornal O Estado de S. Paulo, o pastor ainda é tratado como suspeito de lavagem do dinheiro de um esquema de desvio de royalties da exploração mineral.

Malafaia recebeu, anos atrás, um cheque de R$ 100 mil de um dos advogados do principal escritório de advocacia investigado na Operação. “A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter ‘emprestado’ contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores”, informa o Estadão.

Resposta

No Twitter, o pastor Silas Malafaia acusou a mídia de tentar denegrir sua imagem, pois a notícia de seu indiciamento seria “requentada”.

A informação sobre o indiciamento do pastor foi noticiada, primeiramente, pela revista IstoÉ, em matéria escrita por Aguirre Talento. Com a repercussão feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, Malafaia resolveu se posicionar usando as redes sociais e classificou a postura da imprensa como “inescrupulosa”.

“Olha bem onde chega o jornalismo inescrupuloso para tentar atingir a reputação das pessoas. Não se escandalize, nem se espante. O jornalista Aguirre Talento, da revista IstoÉ – vagabundo, bandido, inescrupuloso, mau-caráter -, tenta requentar uma notícia para me atingir. Ele coloca o fato de 16 de dezembro […], a condução coercitiva. Para aquilo acontecer, o delegado pede o meu indiciamento”, contextualizou o pastor.

Malafaia critica que o jornalista “não explica nada, bota duas linhas” na matéria, o que daria a entender que houve um novo desdobramento da Operação Timóteo. “Eu não tenho bola de cristal para saber que alguém envolvido em corrupção me deu um cheque de oferta. Eu garanto pra você que eu não teria recebido o cheque, nem depositado na minha conta, porque não sou imbecil”, acrescentou.

“Esse jornalista canalha, que já foi processado duas vezes e o juiz determinou a prisão dele – e ele pagou com serviço à comunidade – é um vagabundo caluniador que traz a notícia agora como se acontecesse o fato. Uma pessoa que não conhece Direito, pensa que aconteceu agora. É uma tentativa de requentar para me desmoralizar diante da opinião pública. Canalha! Isso é coisa de canalha! Será que esse cara é um esquerdopata?”, desabafou.

Adiante, no vídeo, o pastor afirma ter convicção de sua inocência: “O Ministério Público não pediu nada contra mim. O caso subiu para o STJ [Superior Tribunal de Justiça] e não vai dar nada, porque eu não tenho nada a ver com esses canalhas e corruptos que roubaram mais de R$ 70 milhões”, concluiu. Assista:

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