Neurocientista afirma que a religiosidade poderia ser tratada como doença mental

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Uma pesquisadora da Universidade de Oxford, e autora especializada em neurociência sugeriu recentemente que um dia o fundamentalismo religioso pode ser tratado como uma doença mental curável. Kathleen Taylor, que se descreve como uma “escritora de ciência filiada ao Departamento de Fisiologia, Anatomia e Genética”, fez a sugestão durante uma apresentação sobre a pesquisa do cérebro no Festival literário no País de Gales na última semana.

Em resposta a uma pergunta sobre o futuro da neurociência, a pesquisadora afirmou que “uma das surpresas pode ser a de ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas [clinicamente]”.

– Alguém que tem, por exemplo, torna-se radical a uma ideologia de culto – nós podemos parar de ver isso como uma escolha pessoal resultado de puro livre-arbítrio e começar a tratá-lo como algum tipo de distúrbio mental – afirmou a cientista, segundo o Huffington Post.

– Em muitos aspectos, poderia ser uma coisa muito positiva, porque não há dúvida de crenças em nossa sociedade que fazem muitos danos – completou.


Ela afirmou ainda que não estava apenas se referindo aos candidatos óbvios, como o islamismo radical”, mas também exemplificou tais crenças como a ideia de que bater em crianças é aceitável.

Esse não é um tema novo na carreira acadêmica de Taylor, que em 2006 escreveu um livro sobre o controle da mente chamado de “Brainwashing: The Science of Thought Control” (Lavagem cerebral: A Ciência de controle do pensamento, em tradução livre), que explorou a suposta ciência por trás das táticas persuasivas de cultos e grupos como a al Qaeda.

Por Dan Martins, para o Gospel+

56 COMENTÁRIOS

    • É verdade, até hoje não entendo, como conseguem, esses dias encontrei a mãe de um amigo meu que faleceu de forma brutal envolvido no mundo crime, mas me deu uma boa noticia pelo menos, o outro filho dela que praticamente estava condenado pelas drogas e a criminalidade, esta reabilitado graças a essa lavagem que fizeram na cabeça dela na iurd, acho que a boca das pessoas que falam sem conhecimento de causa também deveriam ter a sua boca estudada e lavada,

  1. Todo fundamentalismo é tratável e reversível sim. Basta tirar o fanático de seu meio ambiente nocivo, quer seja cristão fundamentalista, muçulmano fundamentalista ou qualquer outro tipo de credo fatalista ou fanático!

  2. é, não queria dizer isso agora pois creio ainda não estar preparado, mas, maranata!!!! está aí mais uma prova de que Jesus não tarda em buscar sua igreja!!!!

      • eu sou convicto no que fui ensinado, que Jesus morreu por nossos pecados, nos dando direito de sermos chamados filhos do Deus altissimo, o Deus de Israel. E Deus já deu muitas provas de que é unico e soberano, voce querendo ou não, acreditando ou não, ele te ama e deu seu filho unico para morrer por nós na cruz da calvário, esse é o fundamento que ninguem vai apagar, o fundamento do amor. Ninguem por sua fé ou convicção tem o direito de fazer mal a alguém, mas o que Jesus falou ninguem pode apagar…
        Fique na paz de Cristo..

  3. E alguém duvidou que entrariam alguns que se enquadram no que a pesquisadora disse só pra defender o fanatismo deles? se pensaram erraram e não adianta discutir ponto de vista com fanático, eles só sabem discutir e nem se dão ao trabalho de saber se tem fundamento qualquer ideia que discorda da deles. kkkkkkkkkkk

  4. Hoje em dia não vivemos num mundo em que as crenças são tão importantes assim.
    Que nem antes.. Pois a humanidade e as pessoas vão se transformando. As crenças e os valores tradicionais sempre foram um bloqueio para o entendimento por muito tempo !

  5. JESUS nao eh religiao JESUS eh o Filho de DEUS que veio ao mundo com o proposito da salvacao do ser humano, Ele era contra o fundamentalismo religioso.
    Epistola de Paulo aos Colossenses 2:8 “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.”

    Tiago 1:27 “A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.”

  6. Se algum profissional se propuser a fazer esse tratamento em quem precisa, é só vir aqui nessa lista de comentários e ja vai encontrar muitos pacientes..

  7. a religiosidade de fato é uma doença! e tem cura, amar ao próximo como a ti mesmo! o amor pregado por jesus cura a alma e edifica o espirito.
    mas as religiões pregam dogmas criados por pequenos e grandes ditadores doentes e gananciosos como o imperador constantino que criou o cristianismo dando inicio ao catolicismo e protestantismo que mudam apenas o nome e alguns detalhes como adorar imagens etc, mas o culto ao ego, doutrinas e rituais são os mesmos.

  8. A INDA BEM QUE NÃO RELIGIOSO.
    SOU DISCIPULO DE DEUS!
    ESCOLHIDO E TIRADO DO MEIO DA LAMA.
    SOU EVANGELICO E SIGO A JESUS CRISTO E NÃO A UMA RELIGIÃO!

  9. Sds,

    Temos que entender o que a Sr.(a) Taylor disse de vários aspecto. Esse prisma da neurocientista pode abrir margem para “curar” qualquer tipo de religioso ou no minimo passar por uma avaliação médica. Qualquer pessoa que tiver uma Fé Sã, fica passível de tratamentos neurológicos. Quem vê esta questão com certa margem de RELEVÂNCIA, pode ser um prenuncio de um grande problema. No minimo ela jogou poeira num ventilador. CUIDADO!!!

    • Na verdade o que esse pessoal quer é que você pode crer em Deus, mas tem que aceitar a podridão que esse mundo faz, apresenta, adora, adota, crer, distribui, pratica e combina.

  10. Tá certa.

    A religiosidade mata, o EVANGELHO faz viver.
    A religiosidade facciona, o EVANGELHO une.
    A religiosidade é egoísta, o EVANGELHO é solidário.
    A religiosidade é mau, o EVANGELHO é bom.
    A religiosidade é mal, o EVANGELHO é bem.
    A religiosidade condena, o EVANGELHO absorve.
    A religiosidade cria tipos como essa doutora, o EVANGELHO entende essa doutora.

    Não pensem que a “religiosidade” de que estou falando, mas que essa doutora não quer expor, só se refere à área da metafísica, pois também é vista em pessoas seculares, atéias e agnóstica. Só em fazer um site que ataca e tenta ridicularizar o crer em DEUS, como os “bar do ateu”, “Atea” e outros sites fundamentalistas ateus, e pessoas como Richard Dalkins, demonstra o claro tipo de “religiosidade” que destrói, assim como os seguidores do estado-máximo dos países do norte da Europa, que abandonaram o crer em Deus, para poderem crer no estado-paternalista, que está indo para o buraco atualmente.

    Mas no fundo o que esse pessoal quer é que as pessoas podem crer em Deus, mas que não falem mal do aborto, casamento homossexual, usos de drogas, infidelidade e, futuramente, casamento e relacionamento entre um adulto e criança, algo que pessoas de importância na Europa já não vêem como aberração, mas como “amor psicopático”, e se é “amor”, será válido daqui alguns dias.

    Não é verdade????

    • Aos pobres coitados crédulos e idiotizados pela ignorância que demonstram em relação ao saber, conhecer, estudar e pesquisar, Deixo apenas um recado. A evolução não pode ser detida, por mais que esses grupos religiosos e (CRÉDULOS)resistam a evolução se faz, principalmente nos dias de hoje onde fica mais claro que o objetivo das religiões são apenas de cunho comercial e de adquirir poder. Ninguém consegue enganar a todos o tempo todo. As religiões e seitas então com os dias contados no planeta terra. OBS: Não sou pessoa que mereça rótulos ou títulos. Eu apenas estudo e muito, leio e muito, pesquiso e muito…Penso muito antes de pensar ou falar asneiras fundamentadas em crenças idiotas que permeiam os corpos e mentes preguiçosas que não querem realizar com as próprias mão, mas pagam e muito caro para ver acontecer milagres.

  11. O problema disso é que qualquer parâmetro de avaliação, será estabelecido por seres humanos falhos que tem paradigmas estabelecidos e vão logicamente sofrer influencias de seus paradgmas para analisar o que é digamos um religioso não nocivo ou nocivo.

    Acho que ninguém é capaz de fazer isso.

    Agora uma análise simples do que é nocivo e não nocivo, qualquer um pode fazer, seguindo o que já está estabelecido. O que a Bíblia já estabeleceu é o seguinte:

    DAR A SUA VIDA PELO QUE ACREDITA – SAUDÁVEL

    MATAR PELO QUE ACREDITA – NOCIVO.

    O que passar disso são somente armadilhas para limitar a ação do evangelho na vida das pessoas.

    • Então o selvagem que dá sua vida atirando-se no vulcão para o deus da terra não devorar sua vila é extremamente saudável?

      Os hindus que se automutilam pela sua religião são saudáveis?

      Quando um cristão se penitencia com ferimentos auto infligidos (chicotadas nas costas, ajoelhado no milho,…) ele está sendo saudável?

      Qualquer suspensão do senso crítico que as religiões provocam é nociva e deveria ser tratada como uma doença sim!

    • Gente, ter fé não significa ser fanático; ser cientista não significa ser ateu; a pesquisadora deve ter bons motivos para acreditar que o comportamento dos fundamentalistas é fruto de algum desvio neurológico ou psiquiátrico. Assim como a drogadição hoje é considerada doença, o fanatismo religioso, político, etc tb podem ser.

  12. AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SÃO OS PRIMEIROS. AFINAL, DIZEM QUE A MISSÃO PRIMÁRIA DE CRISTO NÃO E A SALVAÇÃO. ATÉ OS PRÓPRIOS ATEUS SABEM QUE A MISSÃO DE CRISTO É A DE SALVADOR ( ITM 1:15 ).

      • E quanto ao fanatismo dos cientistas? Teria cura?
        Cientistas têm algum tipo de psicopatia, por tratarem animais como tratam? Assim como não têm freios éticos (muitos deles) que equilibrem a sua busca por conhecimento, reconhecimento (ego) e poder?
        Tá vendo como essa história de doença mental, não leva a nada! Todos são livres para pensarem como queiram, sejam religiosos ou ateus, e isso não necessariamente interferirá na vida dos outros.
        Afinal pq todos concordam que psicopatia é doença? Já viram a visão do psicopata? Ele pode achar normal também! E o pedófilo? E outras consideradas doenças?

  13. eles JAMAIS VÃO ENTENDER!!
    A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:14 “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

      • Só para esclarecer: “religiosidade” e “sadia” são duas palavras que são absolutamente incoerentes entre si. Ou se tem uma mennte sã ou uma mente (?) religiosa.

    • O que está nessa frase é uma lógica circular muito perigosa “quem discorda de mim está errado porque discorda de mim”. O Homem natural aceitaria totalmente as coisas de deus se elas tivessem algum embasamento em fatos.

  14. A cura de algo precisa de diagnóstico, terapia, método de tratamento, … religião, religiosidade é modo de vida saldável! É vivencia e convivência doutrinaria, não se aplica cura!
    Assim como em outras áreas comportamental e das praticas religiosa, política, medica, homossexual, machismo, feminismo, nazismo … entre muitos outros perigos sociais, o real perigo é a compulsão, fanatismo, fundamentalismo, o desvio psicossocial ditador!
    Porem as pessoas quando associam estudos, pesquisas, pseudo profissionalismo, dizendo tratar algo, acabam por cometerem os mesmos desvios fundamentalistas que dizem tratar!

    “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
    Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.
    A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.”
    Tiago 1:25-27

    • SAUDÁVEL É COM U , MEU FILHO! Se quer argumentar, aprenda a escrever. Que respaldo vai ter alguém que nem escrever sabe? Não é atoa que tem gente falando que religioso é DEFICIENTE MENTAL.

    • Saudável é com U, seu analfabeto! Se quer argumentar, aprenda a escrever. Que respaldo alguém que nem escrever sabe pode ter? Não te ensinaram Português na igreja não? Será pq isso é ensinado na escola, junto com Matemática, Física, Química e História (que pelo visto vc tb não estudou)? Será? É cada um que me aparece….. saudável com L, tenha a santa paciência.

  15. Assim como as drogas, a religião é uma desgraça para a humanidade, coloca subdesenvolvidos nas mão de inescrupulosos com carinha de anjo, que fazem o que manipulam e exploram financeiramente e eleitoralmente, de onde surgiu essa bancada de malandros evangélicos.

  16. O homem está realmente evoluindo. Imaginem que até a poucos séculos atrás ele endeusava o sol, a lua e o trovão, depois passou a cultuar os deuses e deusas, erguendo-lhes grandes templos e imolando pessoas e animais em seus altares sagrados. Era a época do politeísmo. Mas logo percebeu que era muito complicado administrar tantas astros e estrelas celestiais e houve por bem decretar que era melhor criar um deus único. E nele foram depositados todos os seus anseios, todo o seu medo, toda a sua esperança, que já existiam desde os primórdios e continuam, estes sim, os mesmos, até os dias de hoje. Caso a evolução continue, e se houver tempo neste planeta, o que nos reservará o futuro? Quem viver, verá .

    • Ela não fez nenhuma “declaração científica”. Apenas sugeriu, sugeriu o que poderá ocorrer algum dia. Não tem como “desmascarar” uma simples sugestão para o futuro. Alguém se precipitou…e se equivocou…

  17. A manchete foi tendenciosa. A neurocientista se referiu ao fundamentalismo religioso que pode ser tratável. A matéria assim anunciada muda completamente o sentido do assunto. Fundamentamentalismo religioso ou ateu, bem como qualquer tipo de intolerância social caminham juntos.

    • Fundamentalismo pode ser entendido como convicção, certeza do que se entende como correto. Infelismente, muitas vezes, vem acompanhado de intolerância. É necessário saber conviver – viver com – a divergência. Isso não quer dizer que a verdade do outro seja tão boa quanto a sua, mas que o outro tem o direito de achar que é. Mas, mesmo, mesmo aceitando a diversidade, temos que admitir que a estupidez existe. E essa precisa ser combatida. Marcos Feliciano é, sem dúvida, um estúpido. E, mais certa do que a cura gay é a cura da estupidez religiosa. Nem toda religião é estúpida. Mas toda fé no inexistente é tola por definição. Um dia o homem vai acreditar no bem. Na ética e na decência. Fundamentalmente ateu.

    • Concordo com seu comentário sobre a manipulação da manchete. No entanto, não seja incoerente. Incluir o ateu no balaio de fundamentalistas é, no mínimo, intolerância.

  18. Vejo muitos comentários aqui, e o meu será mais um a ser despercebido, mas vou dar minha visão sobre a questão transcendental da religião e da espiritualidade. Uma coisa é a vivência profunda no interior do ser humano e a fé está dentro desse contexto. Nenhum ser racional tem poder para dizer o que é fé e o que não é se manifestando no outro, porque digo isso porque (eu sou cientista também…doutor) a razão analítica é incapaz e incompleta para explicar o fenômeno em sua multidimensionalidade. Como podemos saber se uma pessoa está alienada numa crença radical ou está de fato vivenciando uma fé profunda (Deus falando no interior do homem…como aconteceu comigo em 1988 no Rio de Janeiro…fiz até dissertação de mestrado e tese de doutorado a partir das minhas vivências íntimas). O problema é muito complexo para afirmarmos e generalizarmos tudo colocando todo mundo no mesmo saco. Isso não é ciência. Isso é preconceito barato. Vejam o filme americano CONVERSANDO COM DEUS…aconteceu comigo também em 1988 e quase fui internado como louco pelo meus professores e familiares. Temos que tomar cuidado para separar ciência de cientificismo! Um abraço. Obrigado. Espero que leiam!

  19. Já dizia a Bíblia: tudo que é perfeito a gente pega pelo braço, joga lá no meio mete em cima, mete embaixo.
    E vocês crentes extremistas devem ser um bando de pobre!
    São pobres sim: se não forem pobres de dinheiro, são pobres de espírito, de cultura e de intelecto.

  20. Eu acho que apesar de a pesquisa se referir diretamente á religiosidade, qualquer fanatismo deve ser tratado como doença. Assim como as igrejas, outras instituições também distribuem pensamentos completamente equivocados sobre o mundo ao redor. Na minha opinião, qualquer tipo de crença que escravize os pensamentos de uma pessoa é doença mental.

  21. Eu acho que apesar da pesquisa se referir diretamente á religiosidade, qualquer fanatismo deve ser tratado como doença. Assim como as igrejas, outras instituições também distribuem pensamentos completamente equivocados sobre o mundo ao redor. Na minha opinião, qualquer tipo de crença que escravize os pensamentos de uma pessoa é doença mental.

  22. JESUS – UMA ERA DE FARSA
    “O JESUS HISTÓRICO EM SUA ORIGEM JUDAICA”
    Por Tav Rosh Benyakóv
    Discorrer sobre Jesus pode ser demasiado delicado, complexo e contraditório. Pois não é possível determinar que ele tenha sido um ser real, encarnado, com vida social que possa ser reconstituída de forma precisa e histórica. Por outro lado, tudo o que dizem sobre ele, bem como tudo o que tem sido produzido e pregado sob argumento de sua possível existência, influenciou radicalmente a sociedade por dois mil anos. Sendo assim, o Jesus histórico só pode ser estudado e avaliado por meio dos acontecimentos que evocam seu nome e seus valores, capazes de gerar concretas reações no cenário social. Ou seja, entendo que o Jesus histórico é produto do imaginário coletivo – plural e controvertido – ora construído, materializado e manipulado no decorrer da história.
    Mas que Jesus histórico será discutido: O da expectativa messiânica judaica, oriunda do cativeiro babilônico? O essênio? O Mestre da Justiça? O rei? O sacerdote? O eremita ascético? O rabino fariseu? O herege, profano e reacionário que foi condenado à morte por justiça? O que se casou com Maria? O que teve relações sexuais com João? Aquele narrado no cânon cristão ou nos apócrifos? O helenístico? O gnóstico? Ou aquele deificado e forjado para ser dominador romano? Mas romano ortodoxo ou católico? O mesmo Jesus que legitimou a inquisição universal e o pogrom russo? Ou o Jesus também anti-semita, reformado, e luterano, que serviu de base ao protestantismo alemão e nazista? Ou o Jesus que motivou o selvagem capitalismo europeu e americano? Mas deixaria de ser histórico o Jesus mítico, e místico, produzido pela coerção social das tradições imperialistas cristãs? E o Jesus cardecista e esotérico? E o Jesus arquetípico de Jung? Ou o Jesus da experiência pessoal, ora produto da esquizofrenia e demais patologias psíquicas, tal como a fraude do inconsciente? Ou o Jesus mercenário, manipulador, curandeiro, charlatanista, que vende a salvação nos movimentos neopentecostais contemporâneos? Ou, quem sabe, o Jesus imaginativo, lendário, fabuloso e literário que inspira adesões político-partidárias ainda hoje? Sob que perspectiva é possível avaliar este personagem-curinga, que respalda o bem e o mal, a ordem e a revolução, a paz e a guerra, a dominação e a liberdade, a fé e a razão, variando de acordo com a época, grupo social e interesse político de quem o defende? Quem é este ídolo plástico, sempre remodelado pelas mãos dos artífices-ideológicos que trabalham para a crescente legitimação e manutenção do poder? Quem é este ídolo de barro que é vivificado, adorado e imortalizado pela alienante crendice das massas?
    Ao focar a atenção somente no período contextual do segundo Templo de Jerusalém, por volta de 515 a.e.c até 70 e.c, percebe-se que a fé judaica estava dividida em diversos segmentos: samaritanos, saduceus, escribas, fariseus, essênios, zelotas, macabeus, herodianos, sicários, caraítas… e, por fim, cristãos. Nota-se, a partir desta introdução, que o judaísmo nunca foi uma religião homogênea, detentora de um só dogma. Ao contrário, sempre foi plural e, às vezes, os judeus discordavam quase plenamente em suas crenças à medida que seguiam de uma facção à outra. Em função disto, segundo o historiador Flávio Josefo, em meados de 150 a.e.c, um grupo de ascéticos separatistas, denominado essênio, migrou ao deserto por encontrar-se insatisfeito com a religiosidade, política e helenismo predominantes em Israel. Os essênios dividiam-se em grupos de 12, vestiam-se de branco, usavam barbas, eram celibatários, acreditavam em cura pela imposição de mãos, aboliam a propriedade privada, eram vegetarianos, realizavam batismos, praticavam o ritual da ceia com vinho e pão, expulsavam demônios, acreditavam no Bem e no Mal, em filhos da Luz e das Trevas, não aceitavam sacrifícios de animais, desprezavam o Templo, acreditavam na vinda de um messias libertador, valorizavam as escrituras sagradas e dedicavam-se a estudá-las – sendo estas também as principais características de Jesus e seus discípulos, conforme narrativa dos Evangelhos. Assim, possivelmente, os essênios teriam lançado as principais bases teológicas do cristianismo primitivo – e ainda judaico. E mais que isto, pois, talvez, tendo sido o Mestre da Justiça um tipo de messias judeu – dentre tantos outros que já existiram – fora progressivamente mitificado pelos primeiros gnósticos-cristãos ao ponto de, séculos mais tarde, também ser usurpado e deificado pelo Império Romano.
    Independente de quem, exatamente, tenha sido o Jesus histórico, é notório que ele foi filho do judaísmo e representava exclusivamente as expectativas sociais, políticas, religiosas e messiânicas de determinados segmentos israelitas. Inclusive os Evangelhos (escritos entre 70 e 90 da e.c) testemunham que os pais de Jesus e seus discípulos eram judeus, da linhagem de David; ele freqüentava as sinagogas, o Templo, e colocava-se a reinterpretar livremente a Torá e as Escrituras, tal como um rabino fariseu; seus ouvintes eram basicamente israelitas; e mesmo Paulo, que foi o maior propagador de Jesus, era fariseu convicto, criado aos pés de Gamaliel, detendo profundo conhecimento da Lei judaica; e, segundo os Atos dos Apóstolos – apesar do proselitismo e da contínua conversão de gentios ao judaísmo – o tema do possível messianismo de Jesus era sempre discutido entre judeus e dentro das sinagogas. Mas o conceito judeu de messias era simplesmente o de “libertador e restaurador político”. Jesus nunca foi considerado “deus-encarnado” na religião judaica, nem parte de uma trindade divina – isto era considerado blasfêmia, heresia, profanação e idolatria, sendo absurdamente incompatível com a cultura deles. Consequentemente, a grande maioria de judeus repudiou completamente a Teologia Paulina, causando uma cisão definitiva entre judeus e cristãos. E o Império Romano perseguia tanto a um quanto ao outro, torturando-os, queimando-os, e matando-os durante os quatro primeiros séculos. Somente em 313 da e.c. que Constantino se converteu ao cristianismo primitivo e concedeu liberdade de culto a Roma, mandando construir a primeira igreja com seu próprio dinheiro. Em 325 e.c., no Concílio de Nicéia, Constantino tentou unificar o pensamento cristão e eleger alguns dogmas – tal como a doutrina ariana, que defendia a divinização de Jesus. Em 330 e.c. a capital do império foi transferida para Constantinopla; e apenas em 380 da e.c.,Teodósio tornou o cristianismo uma religião estatal. A partir deste momento concretiza-se a maior usurpação religiosa da história: o carpinteiro judeu é transformado num deus romano, a Tanach é substituída pelo Novo Testamento, as sinagogas cedem lugar às igrejas, as raízes judaicas são extirpadas e recebem uma maquiagem helenizada, o povo judeu é desapropriado de suas riquezas e amplamente exterminado sob o trágico argumento de terem “assassinado o Filho de Deus” – e o judaísmo é transformado em cristianismo, dando início à tenebrosa Idade das Trevas.
    Sob esta brevíssima e superficial perspectiva, já é possível perceber que o Jesus pregado pela igreja – seja ela Ortodoxa, Católica, Protestante ou Neoprotestante – tornou-se mais que uma mitificação progressiva e naturalmente mutante, mas uma fraude histórica a serviço do poder. Trata-se de um Jesus roubado, deturpado, forjado, recriado, folheado a ouro – desde a Patrística, Escolástica, Reforma – para ser forçosamente comprado por parcelas incultas da população. Todavia, esta conclusão não encerra a discussão sobre Jesus e aponta para infinitas outras problematizações históricas, culturais, religiosas, sociais, políticas, psicológicas e ontológicas – algumas das quais sugeridas no segundo parágrafo deste artigo – que necessitam de maior atenção, pesquisa e aprofundamento filosófico. Fato é que a comunidade israelita nunca engulio esse jesus fajuto criado para se opor a outros mitos que a milhares de anos estar impregnada no incomciente coletivo do povo ignorante,é por isso é que os judeos sempre foram perseguidos pela santa sé e governos absolutistas durante a idade média.
    Se eu fosse escolher um deus para adorar, certamente não seria esse judaico-cristão. Um ser solitário vivendo num tempo infinito, só podia sair assim, rabugento, megalomaníaco, carente afetivo, narcisista, maníaco-depressivo e com instinto destruidor e assassino.

  23. Você acha que a mídia gospel, supostamente “a serviço de Deus”, é diferente da mídia secular tradicional sensacionalista, manipuladora, tendenciosa? Pense duas vezes. Ela pode ser tão tendenciosa, manipuladora e virulenta quanto a mídia secular, ou até mais. Olhe bem a chamada desta matéria e compare com o conteúdo real dela.

    Mídia é mídia. Consuma com moderação e com os olhos e mente BEM abertos. Acima de tudo, não acredite em tudo que lê. Pesquise sempre, vá atrás de mais dados, de “uma segunda opinião”.

  24. A liberdade de opinião tem que ser respeitada!
    – Se religião é doença;
    – Se Deus não existe;
    – Se ser Ateu é certo;
    – Ser religioso é ser bitolado;
    Isso é uma questão de opinião, e convicção pessoal.

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