No Pânico, Feliciano comenta polêmicas com Duvivier e explica a visão do Evangelho sobre homossexualidade

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Na última sexta-feira, 01 de julho, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) concedeu uma entrevista ao programa Pânico, na rádio Jovem Pan FM, e falou sobre os assuntos que o cercam na mídia devido às bandeiras que defende em seu mandato como deputado federal e à mensagem que prega em seu ministério.

Após confrontar o comediante Gregório Duvivier ao vivo no dia 28 de junho (terça-feira) por causa de seu hábito de tripudiar sobre a fé cristã e fazer críticas direcionadas à bancada evangélica, Feliciano foi convidado a participar do programa e dar sua versão dos fatos.

O apresentador Emílio Surita pediu que Feliciano retirasse o processo contra o Porta dos Fundos, e o pastor explicou que não existe processo, pontuando que a mídia repercute de maneira errada os fatos. O pastor explicou que fez uma representação contra os humoristas, mas o Ministério Público recusou.

“Manda um recadinho pro Duvivier para não mentir muito. Ele falou que eram três [processos]. Ele repetiu seis vezes. Eu contei”, afirmou o pastor Marco Feliciano. Um dos apresentadores do programa perguntou a ele se político também não mente, e ele respondeu: “Alguns. Eu sou exceção”.


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Comissão de Direitos Humanos

O pastor contou bastidores da época de sua eleição para a presidência da comissão, em 2013, que catapultou seu nome para as manchetes dos grandes veículos de imprensa e causou a maior perseguição político-ideológica dos últimos tempos.

“Todo grande movimento precisa de símbolos, não é? O contrário e o a favor. Quando eu assumi a Comissão de Direitos Humanos não foi por vontade própria. É bom que fiquem sabendo disso aqui. Eram 22 comissões permanentes na Casa, e a menor comissão era a de Direitos Humanos, que ninguém queria para nada. Era uma comissão emblemática para o PT, que a presidiu por 20 anos. Naquele momento, como era véspera de eleição – 2014 teria eleições [presidenciais] – o PT precisava de comissões que tivesse força política, como a CCJ, que é a Comissão de Constituição e Justiça, a Seguridade Social… Então, eles barganharam. Eles deixaram a Comissão de Direitos Humanos para ficar com a comissão maior. E como o meu partido era o menor partido que tinha o número suficiente de deputados para assumir uma comissão, calhou para o PSC a Comissão de Direitos Humanos”, explicou.

“Como é que eu fui parar na Comissão de Direitos Humanos?”, perguntou, retoricamente: “Eu devo isso ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). Porque o Jean, quando ficou sabendo que o PSC – Partido Social Cristão, de direita, conservador – ia ficar com a Comissão de Direitos Humanos, que era o emblema do movimento LGBT e minorias… Como eu já tinha tido muitos embates com ele na Câmara, ele falou assim ‘só faltavam colocar o Feliciano como presidente’. Quando ele disse isso, ele repercutiu na internet. Rui Falcão, [presidente] do PT, foi questionado pelo [jornal] O Estado de S. Paulo, e ele disse assim ‘jamais, nós do PT vamos admitir que o PSC assuma essa comissão, e principalmente o pastor Feliciano’. Então, ele quis mandar no nosso partido”, explicou.

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Cura gay

Feliciano afirmou que a pecha de pai do projeto apelidado pejorativamente como “cura gay” pela mídia é um equívoco que nunca foi corrigido, e que é uma desonestidade intelectual da parte dos formadores de opinião, pois o texto da proposta visava garantir amplitude de direitos.

“O presidente tem que fazer a comissão funcionar. E como a imprensa gosta de ver sangue – boa parte dela – ficavam no meu pé. ‘O senhor vai botar esse projeto [cura gay] para votar ou não?’ Eu disse ‘não tem clima para votar esse projeto’. Aí, escreviam ‘Feliciano é covarde e não quer colocar [em votação]’. O dia que eu não tinha mais o que fazer e tinha que colocar o projeto para votar, colocaram [na mídia] que eu era o pai do projeto. O projeto era do PSDB (partido socialista), era de um deputado de Goiás, João Campos. Eu só era o presidente daquela comissão que tinha que botar aquele projeto para votar, só isso”, contextualizou.

Rebatido por um dos apresentadores que mesmo não sendo autor do projeto, ele colocou para votar, o pastor respondeu, didaticamente: “Não tinha outro jeito. A Comissão não poderia ficar parada. A comissão tem que trabalhar. Sentaram em cima de um projeto, e isso é uma vergonha […] Eu tinha que fazer a comissão funcionar. Quem ia debater isso era o colegiado, que decide se o projeto é meritório ou não”.

“A imprensa colocou o nome de ‘cura gay’, e isso foi ruim, porque todo mundo começou a falar de cura, que [considerávamos que] era doença. Eu nunca disse que homoafetividade era doença. Eu sempre disse que é um fenômeno de comportamento. Para mim ainda é um fenômeno de comportamento. Existem livros, centenas… Eu me tornei mestre em ‘gaylologia’. Eu li livros de psicologia em inglês, espanhol. Só no Brasil existe isso [de proibir um psicólogo de atender um homossexual que queira deixar a prática]”.

Após a narrativa sobre os fatos, o pastor aproveitou para expor seu pensamento sobre o cenário de que o projeto tratava: “Só para terminar essa questão do direito, da liberdade. Se uma pessoa vai no psicólogo hoje e diz assim ‘eu estou me descobrindo gay, eu quero que você me ajude’, o psicólogo brasileiro tem toda a liberdade para tratar, para dar a chave para a pessoa sair do armário e fazer ela se sentir feliz. Eu acho lindo, porque isso é direito. Sempre houve isso. O que acontece é quando uma pessoa chega no psicólogo e diz assim ‘olha, eu estou me sentido assim, mas eu não quero me sentir assim, eu quero ser homem porque eu tenho aqui no meio das minhas pernas um órgão genital masculino e não me aceito assim’. A pessoa não se aceita assim. O que o psicólogo faz? Ele tem que atender a pessoa naquilo que ele quer, a demanda da pessoa. Se o psicólogo do Brasil falar assim para ele ‘você quer o quê, não quer ser [gay], não posso te ajudar’. Você não sabe se houve um trauma, se você pegar livros de homoafetividade – que eu já li -… é claro que não é regra, mas 90% dos casos houve abuso infantil, traumas, transtorno bipolar, transtorno de imagem”, ponderou.

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Assista na íntegra a entrevista do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ao programa Pânico no rádio:

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21 COMENTÁRIOS

  1. Homossexualidade é condição epigenética, a pessoa já nasce com esta tendência, não é “prática”. Ele só colocou isso porque houve num passado recente hospícios que faziam lobotomia, terapia de choque, injeção de hormônio, tratamentos pavlovianos que levavam a vítima a perder a sanidade, muitas vezes com um final trágico de suicídio. Houve também muitos presídios para gays inclusive nos EUA, e aqui eles iam para campos de concentração como o hospício de Barbacena. Foi por causa deste passado que os gays se rebelaram, pensaram que iriam criar hospícios e prisões para interná-los.

    • A FORMA MAIS BAIXA DE DIZER QUE NÃO É SAFADO É DIZER QUE O DNA PERDEU A MEMÓRIA, A MAIOR MENTIRA GAY, POIS OS CROMOSSOMOS NÃO MUDAM, LOGO O DNA QUE PASSA A HEREDITÁRIEDADE NÃO MUDA SEXO, PODE MUDAR COR DE OLHOS CABELO E ATÉ FORMATOS DE PARECENCIA, MAS NUNCA XX E OU XY , FORMA RASTEIRA E BAIXA DE FUGIR DA RESPONSÁBILIDADE DE SER AQUILO QUE QUER

  2. Eu acho ele deprimente… Pra começar ele ficou no mesmo nível de baixaria… Mandou calar a boca, chamou o cara pra briga e no final diz que quer ser amigo? O exemplo que ele deu de cristão ta longe de ser o ideal. Outra coisa esquisita. Ele disse que aqueles videos (20 anos atrás) onde ele fala besteira (tipo o caso da africa e outras bobeiras mais foi culta da imaturidade dele) mas ele se esquece que falou isso pra igreja. Se a pregação dele estava errada, então quem inspirou ele a dizer aquelas coisas? Deus? Quem inspira a vida dele quando diz que o câncer dos gays e a AIDS? Se a AIDS e coisa de gay os héteros não pegão? Quem e instruído não segue essa linha de pensamento… Mas quem não e esclarecido como fica? Pra mim esse pseudo pastor nasceu no seculo errado…

  3. Parabéns ao programa e a mesa formada, pelas perguntas feita a Pr tudo debaixo do respeito mútuo muito bom mesmo estamos juntos parabéns Pr Marcos.

  4. Assim como no cristianismo os maiores inimigos do Evangelho são aqueles que negam o Senhor Jesus, na comunidade homoafetiva os mais empedernidos opositores, achincalhadores e perseguidores de gays são certas criaturas que só de olhar para a cara você já percebe que são bibas enrustidas e que fazem do combate aos gays a forma de combaterem sua própria homossexualidade reprimida. Como gay sei do que falo e só de olhar para a cara dessas “santas” já sei do que se trata. Só mesmo um ingênuo para olhar na cara, nos olhos dessas criaturas e não perceber a verdade sobre a “heterossexulaidade” delas.

  5. Chega a causar vergonha alheia – para não dizer pena – ver essas bibas enrustidas fazerem do combate à homossexualidade a forma de combaterem a propria homossexulidade reprimida. Não sei se é porque sou gay, mas nunca erro ao olhar para os olhos, o sorriso da criatura e perceber sua homossexulidade.

    Todos os hetéros – de verdade! – que conheço, são tranquilos quanto à sexualidade sua e a dos outros, mas os enrustidos estão sempre fazendo do combate aos gays o combate ao gay que trazem dentro de si, e tem de ser muito ingênuo para não perceber nessas “santas” envangélicas o gay que vive nelas.

    • Então seja sincero consigo: Quando você se olha no espelho, estando despido, o que você sente? O que rola na sua “perfeita faculdade mental” ? Vou tentar responder para o amigo: “Não nasci assim, esses pelos, este pênis, essa voz… são sintomas de uma doença que surgiu quando fiz quinze anos, preciso arrancar estas coisas de meu corpo” – Sim ou não Sandro? Como não consegue fazer, a solução é depilação, transvestimenta, falsete na voz, codnome… ou simplesmente assumir que é portador de uma degeneração chamada. Masculinidade. Reflita cara, mesmo os loucos são capazes de refletir. O cristianismo não condena a homossexual de forma alguma, mas a homossexualidade. Na verdade você e todos os que tem se deixado influenciar por este mídico movimento apologético (GLBT), na verdade, não passam de vítimas de uma covarde manipulação político-partidária, que tem como verdadeira bandeira o comunismo e o enfraquecimento de instituições nacionais para a detenção do poder. Ninguém, a não ser os cristãos tem realmente amor e preocupação com vocês. Te amo em Cristo, não se sinta mal. Se eu não posso te ajudar, se no Brasil a ajuda é proibida por leis, Jesus quer e pode te ajudar, ele é único que produz verdadeira transformação. Tenha paz consigo, a paz de Cristo, Sandro.

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