Papa Francisco reconhece que a Igreja Católica tem sido cúmplice de padres pedófilos e pede perdão

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Seguindo sua trajetória de quebrar paradigmas na Igreja Católica, o papa Francisco admitiu pela primeira vez que a denominação tem sido “cúmplice” dos padres denunciados por práticas pedófilas.

De acordo com o pontífice, existe uma “cumplicidade inexplicável” no clero da Igreja Católica com os casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes da denominação. Numa missa realizada na manhã desta segunda-feira, 07 de julho, Francisco pediu perdão às vítimas dos padres.

“Há tempos sinto no coração a profunda dor, o sofrimento, tanto tempo oculto, tanto tempo dissimulado com uma cumplicidade que não, não tem explicação”, disse o papa Francisco, de acordo com informações da agência de notícias France Presse.

A homilia foi descrita pelos jornalistas presentes como “comovente”, pois Francisco teria pedido perdão por várias vezes, após reconhecer que as consequências dos abusos pesam sobre ele próprio e sobre toda a Igreja Católica.


“Alguns sofreram inclusive a terrível tragédia do suicídio de um ente querido. As mortes destes filhos tão amados de Deus pesam no coração e consciência, minha e de toda a Igreja”, afirmou o papa.

Reformas

Desde que assumiu, Francisco vem se propondo a fazer uma reforma na maneira como a Igreja Católica é gerida e na forma como ela se posta em relação à sociedade.

Liderando grupos de trabalho diversos, como os que investigaram o Banco do Vaticano e o lobby gay dentro da Santa Sé, Francisco também vem dando atenção especial aos casos de pedofilia na denominação liderada por ele, e vem cobrando publicamente de seus pares que os casos sejam solucionados.

Uma das possíveis soluções para que os abusos sexuais dentro da Igreja sejam diminuídos seria o fim do celibato obrigatório. Em maio deste ano, Francisco abriu a possibilidade de se discutir o fim da obrigatoriedade, lembrando que o hábito não é uma questão de fé, e portanto, pode ser revista. “A Igreja Católica tem padres casados, católicos ​​gregos, católicos coptas e no rito oriental. Não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta [à discussão]”, disse à época.

55 COMENTÁRIOS

  1. 2014-07-07 Rádio Vaticana

    Na Capela da Casa de Santa Marta o Papa Francisco celebrou Missa nesta segunda-feira, dia 7, na presença de um grupo de pessoas vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero. Viveram-se momentos de grande intensidade e emoção.
    Na sua homilia, pronunciada em espanhol, o Papa Francisco recordou a imagem de Pedro quando olha para Jesus que saía do interrogatório antes da sua morte e cruza o seu olhar com aquele de Jesus e chora. Hoje o coração da Igreja – afirmou o Santo Padre – vê os olhos de Jesus nas crianças abusadas. E os abusos são bem mais do que atos desprezáveis, são verdadeiros “sacrilégios” – sublinhou o Papa:

    “… porque estes meninos e meninas tinham sido confiados ao carisma sacerdotal, para conduzi-los a Deus e esses sacrificaram-nos ao ídolo da sua concupiscência.”

    Estes atos profanaram a imagem de Deus – continuou o Papa que considerou que estes atos execráveis perpetrados contra menores deixaram cicatrizes para toda a vida. “A estas famílias ofereço os meus sentimentos de amor e de dor” – reiterou o Papa Francisco que pediu perdão pelos abusos cometidos pelo clero:

    “Perante Deus e o Seu povo estou profundamente desolado pelos pecados e graves crimes de abuso sexual cometidos por membros do clero contra vós e humildemente peço-vos perdão.”

    O Santo Padre pediu também “perdão pelos pecados de omissão por parte dos chefes da Igreja que não responderam de maneira adequada às denúncias”. O Papa deixou claro que na Igreja não há lugar para quem comete abusos sexuais:

    “Não há lugar no ministério da Igreja para aqueles que cometem abusos sexuais; e empenho-me a não tolerar o dano cometido a um menor por parte de quem quer que seja, independentemente do seu estado clerical.”

    O Papa Francisco assegurou que continuará a estar atento à preparação para o sacerdócio contando também com a Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores. Recordemos que esta Comissão foi criada pelo Papa Francisco e integra a francesa Catherine Bonnet, estudiosa de psicologia e psiquiatria; a irlandesa Marie Collins, representante das vítimas de abusos; a inglesa Sheila Hollins, docente de psiquiatria; o jurista italiano Claudio Papale; a ex-primeira ministra polaca Hanna Suchocka; o jesuíta alemão Hans Zollner, decano da Faculdade de Psicologia da Universidade Gregoriana; o jesuíta argentino Humberto Miguel Yanez, diretor do departamento de Teologia Moral da Gregoriana e ex-docente no Seminário São Miguel de Buenos Aires. (RS)

    Fonte: news.va/pt/news/o-papa-as-vitimas-de-abusos-peco-perdao-nenhuma-to

    • Não basta reconhecer, devem se entregar a prisão e pagar por seus crimes, principalmente bento e francisco, dois pedófilos que são uma vergonha.

        • hipocrisia é fazer uma acusação sem provas …

          bem… na verdade chega a ser crime…

          mas tudo bem vindo do caro josecarvelho não é novidade alguma…

          • O papa Bento XVI é acusado de estupro e outras violências sexuais por uma associação de vítimas de padres pedófilos, a Rede de Sobreviventes de Abusados por Padres (SNAP, na sigla em inglês). A queixa foi apresentada ao Tribunal Penal Internacional e anunciada nesta terça-feira. Outros dirigentes da Igreja Católica também são processados.

            O religioso pode ser julgado por “responsabilidade direta e superior por crimes contra a humanidade por estupro e outras violências sexuais cometidas em todo o mundo”.

            Uma documentação de cerca de 10 mil páginas conta os casos de pedofilia. A ONG americana Centro para Direitos Constitucionais afirma que a Igreja católica teria “tolerado e ocultado sistematicamente os crimes sexuais contra crianças em todo o mundo”.

            Antes de o seu nome ser incorporado às denúncias, Bento XVI pediu desculpas pelo ocorrido e pediu para que estes crimes não fossem tolerados. Ele solicitou a todos os bispos que não deixem de cooperar com os tribunais, visto que respondem por todos os seus sacerdotes.

          • Em 2010, os escândalos que davam conta de padres pedófilos mancharam a imagem de Bento XVI, que foi acusado por associações de vítimas de ter encoberto alguns desses casos, acusações desmentidas categoricamente pelo Vaticano.

            Aquele ano foi considerado um dos anos mais delicados e difíceis para o Papa.

            O Vaticano denunciou uma campanha para atacar o Papa a qualquer custo e enfatizou que Joseph Ratzinger quem mais fez na luta contra a pedofilia na Igreja.

            Perante a situação, Bento XVI chamou ao Vaticano os bispos irlandeses e ordenou uma inspeção às dioceses envolvidas, descrevendo os abusos de “crime hediondo” numa carta aos católicos irlandeses, em que pediu desculpa às vítimas.

            Bento XVI pediu desculpa noutras ocasiões e reuniu-se com as vítimas durante as suas viagens aos Estados Unidos, Malta, Reino Unido e Austrália.

            Também durante a viagem a Portugal, em 2010, Bento XVI disse que “o perdão não substitui a justiça”.

            Quando no Vaticano tudo parecia acalmar-se, em 2012, surgiu o escândalo que ficou conhecido como ‘Vatileaks’.

            O escândalo Vatileaks

            O Escândalo Vatileaks é um escândalo envolvendo documentos secretos que vazaram do Vaticano, que revelam a existência de uma ampla rede corrupção, nepotismo e favoritismo relacionados com contratos a preços inflacionados com os seus parceiros italianos. Este termo foi usado pela primeira vez pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, em comparação com o fenômeno Wikileaks.

            O escândalo veio à tona em janeiro de 2012, quando o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou cartas de Carlo Maria Viganò, anteriormente o segundo administrador do Vaticano, em que ele implorava para não ser transferido por ter exposto uma suposta corrupção que custou a Santa Sé um aumento de milhões nos preços do contrato. Viganò está atualmente no Núncio Apostólico dos Estados Unidos.

            Nos meses seguintes, o escândalo aumentou com documentos que vazaram para jornalistas italianos, revelando uma luta pelo poder no Vaticano sobre seus esforços para mostrar maior transparência financeira e cumprir com as normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro. Também no início de 2012, uma carta anônima virou manchete por seu alerta de uma ameaça de morte contra o Papa Bento XVI. O escândalo agravou-se em maio de 2012, quando Nuzzi publicou um livro intitulado Sua Santidade, as Cartas Secretas de Bento XVI que consiste de cartas confidenciais e memorandos entre o Papa Bento XVI e seu secretário pessoal, um livro polêmico que retrata o Vaticano como um foco de intrigas, confabulações e confrontos entre facções secretas. O livro revela detalhes sobre finanças pessoais do Papa, e inclui histórias de subornos feitos para obter uma audiência com ele.

            Paolo Gabriele, que foi mordomo pessoal do papa desde 2006, é acusado de ter vazado a informação para Gianluigi Nuzzi. Gabriele foi preso em 23 de maio depois que cartas confidenciais e documentos endereçados ao papa e outras autoridades do Vaticano serem supostamente encontrados em seu apartamento no Vaticano. Documentos semelhantes haviam sido publicados na imprensa italiana ao longo dos cinco meses anteriores, muitos deles lidavam com denúncias de corrupção, abuso de poder e falta de transparência financeira do Vaticano.

            Ele foi preso pela polícia do Vaticano, que alega ter encontrado documentos secretos no apartamento que divide com sua esposa e três filhos. Gabriele foi libertado em julho de 2012 e foi movido para prisão domiciliar. Piero Antonio Bonnet, juiz do Vaticano, foi encarregado de analisar as evidências do caso e decidir se há material suficiente para prosseguir para julgamento. Se condenado, Gabriele poderá enfrentar uma pena de até 30 anos por posse ilegal de documentos de um chefe de Estado. A sentença seria provavelmente cumprida em uma prisão italiana, devido a um acordo entre a Itália e o Vaticano.

            Paolo Gabriele foi indiciado pelos magistrados do Vaticano em 13 de agosto de 2012 por roubo agravado. A primeira audiência do julgamento de Paolo Gabriele e Claudio Sciarpelletti, ocorreu às 9h30, em 29 de setembro de 2012.

            No dia 22 de dezembro de 2012, o Papa Bento XVI concedeu o indulto a Paolo Gabriele. O ex-mordomo havia sido condenado a três anos de reclusão, reduzidos a 18 meses por causa de atenuantes: ele não tinha antecedentes criminais, havia trabalhado para o Vaticano, e reconheceu ter traído a confiança do pontífice. Antes de receber o indulto, Paolo enviara uma carta a Bento XVI, admitindo erros, não ter cúmplices, e pedindo perdão. Respondendo-o, Bento XVI lhe mandara um livro dos salmos autografado e com bênção apostólica dirigida especialmente à pessoa de Gabriele.

            Durante a última apelação feita em julgamento, Paolo havia declarado: “O que sinto mais fortemente dentro de mim é a convicção de que agi exclusivamente por amor, eu diria um amor visceral, pela Igreja de Cristo e seu representante”.

            Banco do Vaticano

            O Papa Bento XVI, que renunciará no próximo 28 de fevereiro, aprovou nesta sexta-feira a designação do alemão Ernst von Freyber como novo presidente do Banco Vaticano, o controverso Instituto de Obras de Religião (IOR). Esta é a última nomeação para um cargo-chave a menos de duas semanas do fim de seu pontificado.

            ‘O Papa manifestou seu pleno consentimento à designação de Von Freyber’, precisou nesta sexta-feira seu porta-voz, o jesuíta Federico Lombardi.

            A comissão de cardeais, que supervisiona as atividades do IOR, entrevistou mais de 40 executivos com a ajuda de uma agência internacional independente.

            O novo presidente do Banco Vaticano é um advogado nascido em 1958, membro da Ordem de Malta. Ele sucederá ao italiano Ettore Gotti Tedeschi, demitido em maio de 2012, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

            Nos últimos meses o Banco Vaticano foi o centro de tensões na Santa Sé, culminando no chamado ‘Vatileaks’, que vazou cartas e documentos internos do Papa à imprensa.

            Segundo a imprensa italiana, a nomeação de Von Freyber, formado em direito nas Universidades de Berlim e Munique, não agrada a toda a hierarquia da Igreja.

            ‘O Papa não o conhece pessoalmente e não interveio nas eleições’, assegurou seu porta-voz, tentando resolver a polêmica. ‘Em todas as instituições existem opiniões diferentes’, acrescentou Lombardi, minimizando o que a imprensa tem chamado de ‘batalha interna’ dentro do Vaticano.

            – Investigação por lavagem de dinheiro –

            Em 2010, a justiça italiana abriu uma investigação judicial contra os dirigentes do Banco Vaticano por violar as leis italianas sobre lavagem de dinheiro.

            Para alguns observadores, a nomeação chega num momento delicado, em que os católicos foram pegos de surpresa pela decisão histórica de Bento XVI de afastar-se do trono de Pedro.

            O IOR tem um patrimônio estimado em 5 bilhões de euros, distribuídos em 34.000 contas correntes. Só podem trabalhar no banco os membros do clero, das ordens religiosas, os diplomatas e os assistentes do pontífice. Entre seus clientes figuram 1.660 bispos, 2.700 congregações, 2.000 diplomatas e 1.610 freiras.

            Em julho passado, a comissão européia encarregada de supervisionar o respeito às regras de combate contra a lavagem de dinheiro disse que o IOR ‘avançou muito em pouco tempo, mas que ainda há muito trabalho a ser feito’.

            A Igreja católica viverá nas próximas semanas um período de transição antes do conclave que designará um novo Papa, um processo que a Cúria Romana enfrenta com normalidade, apesar da evidente desorientação do Vaticano face à renúncia histórica de Bento XVI.

            Nesta sexta-feira, o Papa recebeu no Vaticano o presidente da Romênia, Traian Basescu, e no sábado se despedirá simbolicamente da América Latina ao receber o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, último governante da região a se encontrar com o pontífice alemão antes de sua renúncia.

            Benedito XVI também receberá no sábado o primeiro-ministro italiano,

          • Bento XVI Escondido no Vaticano. Procurado por Assassinar Crianças em Rituais de Sacrifício.
            Bento XVI Escondido no Vaticano. Procurado por Assassinar Crianças em Rituais de Sacrifício.
            Postado por: Ton Müller 5 de novembro de 2013
            Esta declaração foi emitida em 28 de outubro de 2013 pela Direcção Central do Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado, em Bruxelas, na Bélgica.
            papa-bento-twitter
            Toos Nijenhuis da Holanda confirma ritual de sacrifício de crianças pelo papa Bento XVI na Assessoria da Mídia Global do Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado (ITCCS) em sua Direcção Central, em Bruxelas.

            “Eu vi Joseph Ratzinger assassinar uma menina”: confirma testemunha de um ritual de sacrifício ocorrido em 1987, Toos Nijenhuis da Holanda

            Nova prova de culpa do Vaticano leva políticos italianos a enfrentar o Papa Francisco no próximo processo judicial da Lei Comum anunciada – O Papado revida fazendo ataques contra o ITCCS.

            A Breaking News Resume:
            O processo criminal de outro Papa se aproximou da realidade este mês quando políticos italianos concordaram em trabalhar com as ITCCS em uma ação judicial de direito comum contra o papado […]

            O acordo veio depois que uma nova testemunha confirmou o envolvimento de Ratzinger em um ritual de sacrifício de crianças na Holanda, em agosto de 1987.

            “Eu vi Joseph Ratzinger assassinar uma menina em um castelo francês, no outono de 1987″, afirmou a testemunha, que foi uma participante regular na tortura e ritual de culto e assassinato de crianças.

            “Era feio e horrível, e isso não aconteceu apenas uma vez. Ratzinger muitas vezes participou. Ele e o cardeal católico holandês Alfrink e o fundador Bilderberger, assim como o Príncipe Bernhard, foram alguns dos homens mais proeminentes que participaram.”

            Esta nova testemunha confirma o relato de Toos Nijenhuis, uma mulher holandesa que veio a público em 08 de maio como testemunha ocular de crimes semelhantes envolvendo Ratzinger, Alfrink e Bernhard. (Ver: http://youtu.be/-A1o1Egi20c )

            Logo após a sua demissão histórica do cargo de papa em 11 de fevereiro, Joseph Ratzinger foi condenado por crimes contra a humanidade em 25 de fevereiro de 2013 pelo Tribunal de justica em Direito Comum Internacional e por cidadãos globais com sede em Bruxelas que emitiram um mandado de prisão contra ele. Desde então, ele tem fugido e evitado ser preso dentro da cidade do vaticano sob um decreto do atual Papa Francisco.

            O surgimento desta nova evidência da cumplicidade do vaticano no assassinato de crianças levou um grupo de políticos italianos a concordar em trabalhar com as ITCCS para enfrentar o papado com a lei da Corte da Justica Comum contra o atual Papa Francisco, Jorge Bergoglio, por acolher e esconder Ratzinger e pela sua própria cumplicidade em crimes de guerra. Os políticos tem estado em negociações a portas fechadas com representantes ITCCS desde 22 de setembro.

            “Nós estamos fazer uma revisão e não abolir Tratado de Latrão do nosso país com o Vaticano, cujas ações em abrigar estupradores de crianças certamente atendem à definição de uma organização criminosa transnacional no âmbito do direito internacional”, afirmou um porta-voz de um dos políticos.

            Em resposta, durante a mesma semana de 7 de outubro, quando essas novas alegações vieram à tona, o Vaticano iniciou uma série de ataques contra grupos ITCCS na Europa envolvidos em documentar o envolvimento da Igreja no ritual de culto assassinato.

            Agentes pagos sabotaram o trabalho do ITCCS na Holanda e na Irlanda, durante essa semana, e em 14 de outubro, o site principal ITCCS foi destruído pelos mesmos sabotadores.
            Fontes políticas em Roma, revelaram que esses ataques foram pagos e coordenados pelo Escritório da agência de espionagem do Vaticano conhecida como a “Santa Aliança” ou a entidade e seus filiados, o Sodalício Pianum, fundada em Roma, em 1913. Eles também envolveram os agentes do Núncio Apostólico da Holanda, o arcebispo André Dupuy, que fez o contato direto com dois dos sabotadores “, Mel e Richard Ve”, e com o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, que também pagou suborno para atrapalhar e impedir ITCCS de trabalhar na Irlanda.

            “Obviously the Vatican is panicking. This is a good sign” commented ITCCS Field Secretary Kevin Annett today from New York City.

            “Obviamente, o Vaticano está em pânico. Isso é um bom sinal “, comentou o Secretário de Campo do ITCCS Kevin Annett hoje de Nova Iorque.

            “A maré política mudou contra a igreja, não é mais possível se esconder dos assassinos de crianças atrás do Tratado de Latrão. E, em sua agonia, a hierarquia da Igreja está usando seus métodos usuais de mentiras e desinformação tentando mudar o foco de sua própria culpa criminal.”

            Em resposta a essa descoberta e os renovados ataques a seu trabalho, a Direcção Central ITCCS em Bruxelas fez hoje o seguinte anúncio para mídia mundial e de suas afiliadas nos vinte e seis países:

            1. No mês de novembro, a nossa rede vai convocar uma conferência de imprensa mundial em Roma, com políticos italianos e anunciar uma nova fase de nossa campanha para desestabilizar o poder secular do Vaticano. Esta campanha irá incluir o lançamento de uma nova ação judicial de direito comum contra o atual Papa Francisco e seus agentes por cumplicidade em crimes contra a humanidade e participacão em rituais em cultos e assassinatos.

            2. Para salvaguardar esses esforços, p nosso Web site principal em http://www.itccs.org foi restaurado e protegido com novos recursos de segurança. Além disso, a partir de agora, todas as seções ITCCS irá operar sob uma Carta oficial, que todos os membros devem assinar e jurar. Uma cópia desta carta será afixada no itccs.org e distribuída em todas as nossas seções.

            3. A título de informação, no nosso site na televisão ex-www.itccs.tv foi comprometida e apreendidas pelos agentes pagos conhecidos pelos apelidos “Mel e Richard Ve”, que estão agindo em oposição deliberada aos ITCCS para denegrir o nosso trabalho e o bom nome de Kevin Annett, nosso Secretário. Nem “Mel e Richard Ve” e nem o site itccs.tv é parceiro ou de qualquer forma representam os ITCCS.

            4. Jorge Bergoglio (aliás Papa Francisco) e outras autoridades do Vaticano estão agora sob investigação criminal por crimes hediondos que envolvem o tráfico, tortura e assassinato de crianças. Aconselhamos a todas as pessoas a abster-se de ajudar Bergoglio e seus agentes, sob pena de condenação sumária por participar de uma conspiração criminosa comprovada que emana da Curia e d

      • SR. MAURO
        Postei as provas, mas o site deixou em moderação, então saiba é só entrar no google e pedir sobre assassinatos do para que acharás fácil fácil.

          • mas no caso dos protestante Mauro, qualquer acusação contra a Igreja CAtólica, tem peso de prova condenatória…

            mas não vemos a mesma severidade quando se fala de um protestante…

            mas já estamos habituados com este tipo de hipocrisia…

            acusações sem prova ou sem respaldo algum…

            murmurios.. calunias e difamações…

            já esperávamos por isso a tempos..

            quando Cristo diz que as portas do Inferno nunca prevalecerão contra a Igreja, está implicito o fato de que o diabo tentará o tempo todo…

          • “quando Cristo diz que as portas do Inferno nunca prevalecerão contra a Igreja, está implicito o fato de que o diabo tentará o tempo todo…”

            interpretação errada, pois, no original “inferno” neste versículo se traduz como Hades, local de habitação dos mortos. O versículo quer dizer tão somente que a morte não prevalecerá contra a igreja, pois todos os que morreram em Cristo ressuscitarão no último dia e as portas do Hades não poderão conte-los.

            Nada a ver com perseguição, achei que eram só os evangélicos que tinha esta interpretação errônea deste texto.

  2. Esse site gosta de manipular as notícias:

    Uma das possíveis soluções para que os abusos sexuais dentro da Igreja sejam diminuídos seria o fim do celibato obrigatório

    Desde quando a pedofilia é culpa do celibato?Se fosse esse o motivo não existiria pedofilia entre os pastores,pastores são casados e estupram as próprias filhas,e aí como fica?

    O Papa nunca falou que a pedofilia é culpa do celibato.Não manipule as palavras do Papa.

    • Exato Lucia, por isso sempre fazemos questão de publicar aqui através dos meios oficias católicos a notícia em questão. Basta fazer uma releitura para verificar as diferenças.

        • A questão do celibato de Cristo eu nem preciso comentar, quanto ao de Paulo era OPCIONAL.

          Aí vocês vão dizer, mas ninguém é obrigado a ser Padre, concordo, mas muitos desejam servir a Deus (dentro do conceito católico obviamente, não quero entrar no mérito dos dogmas) e neste anseio se enquadram dentro do que é EXIGIDO quando na verdade nunca foi vocacionado para o celibato.

          A questão é que o não celibato não anula a função do sacerdócio na ICAR sim.

          Esse é o ponto.

          • “Pois há homens incapazes para o casamento porque assim nasceram do ventre da mãe; há outros que assim foram feitos pelos homens, e há aqueles que assim se fizeram por amor do reino dos céus. Quem puder entender, que entenda”.

            Quem puder entender, entenda…!

            Mas Cristo continua:
            “E todo aquele que deixar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos por amor de meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna.” (Mt 19,29)

            São Paulo endossa tal posicionamento:
            Quisera que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem de Deus a sua própria graça; este uma, aquele outra. Contudo, aos não-casados e às viúvas eu digo: é melhor para eles que permaneçam como eu.” (1Cor 7,7-8)

            Ou ainda:
            “Estás ligado a mulher? Não procures a separação. Estás livre de mulher? Não procures mulher.” (1Cor 7,27)

          • Celibato é opcional, e não é regra para o episcopado.
            Inclusive, Pedro e outros apóstolos tinham esposa…

            “Será que nas minhas viagens eu não tenho o direito de levar comigo uma esposa cristã, COMO FAZEM OS OUTROS APÓSTOLOS, os irmãos do Senhor Jesus E TAMBÉM PEDRO ?” I Co 9:5

            E ainda a História Eclesiástica de Eusébio de Cesaréia (um dos pais da Igreja Primitiva), faz menção a uma citação de Clemente “Pedro e Felipe criaram filhos; e mais, Felipe deu maridos a suas filhas”.

          • Para entender o motivo derradeiro desta prática eclesiástica e estimar os alcances profundos da mesma, devemos ler e meditar Mateus 19,10-12 e, sobretudo, o capítulo 7 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Estes textos oferecem “o espírito” que existe por detrás da legislação do celibato sacerdotal. Lendo estas passagens, o fiel entende que se trata de uma vocação de Deus, com vistas ao Reino de Deus, e somente sem pensar poderia alguém rapidamente afirmar que “se trata de invenção dos padres”. Com efeito, muito além da disciplina eclesiástica, que pode mudar e de fato mudou com o passar do tempo, sempre permaneceram de pé aquelas claras palavras do Apóstolo: “O solteiro se ocupa dos assuntos do Senhor…, enquanto o casado [cuida] dos assuntos do mundo… e está dividido” (1Cor. 7). Se não considerarmos estes textos bíblicos, perderemos de vista o centro da questão.

          • mauro,

            Leia o contexto e continue a leitura do Capitulo 7 de Corinthios que diz:

            “E digo isto para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor sem distração alguma. ¶ Mas, se alguém julga que trata indignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, QUE FAÇA O TAL O QUE QUISER; NÃO PECA; CASEM-SE.”

            1 Coríntios 7:35-36

          • Jean

            como guardiões dos documentos antigos da Igreja o que nos chegou de mais antigo são as decisões do Concílio [Regional] de Elvira (entre os anos 295 e 302), que foi um concílio de bispos das terras onde hoje se localiza a Espanha. Tal Concílio ordena que os bispos, sacerdotes e diáconos admitidos às ordens [sagradas] sejam celibatários ou deixem suas legítimas esposas se quiserem receber as sagradas ordens. Esta prática não foi regulamentada de igual maneira pelas igrejas do mundo oriental (Ásia Menor), que não impediam aos bispos e sacerdotes ordenados continuarem vivendo normalmente com suas respectivas esposas. No Ocidente, pelo contrário, a pregação dos grandes padres do século III,IV e V testemunha decididamente uma clara preferência para o sacerdócio celibatário. Podemos encontrar testemunhos históricos da existência, no Ocidente, de sacerdotes que viviam com suas esposas, porém, eram os que se encontravam “no campo”, longe dos seus bispos, ou outras razões.

          • Marcos.. isso o Próprio Papa já falou…

            o celibato pode sim, ser repensado, pois não é dogma de fé… o que a Igreja não muda nunca são os dogmas de fé, pois esses temos como inspirados pelo Espirito Santo e as tradições Apostólicas…

            o Celibato é uma regra de Vida.. uma regra a ser seguida pelos sacerdotes..

            e digo-lhe mais.. apreciada por 99% dos sacerdotes católicos…

            só quem não aprecia essa regra são os protestantes, que vemos não ter tanta convicção em sua fé para seguir uma regra dessas…

            mas nós estamos ai.. nossa Igreja busca seguir mais de perto as orientações e exemplos de São Paulo, assim como de todos os outros santos de Deus e os exemplos e ordenanças de Nosso Senhor Jesus Cristo..

            não somos perfeitos, mas buscamos seguir o exemplo do perfeito que era Jesus Cristo.

          • Eu não questiono que desejem seguir os modelos de Paulo e Cristo, ok, sem problemas quanto á isso, mas só aceitarei sua resposta quando o celibato for opcional e não obrigatório.

            Quanto ao apreço à questão por 99% dos sacerdotes é questionável, só poderíamos fazer tal medição se a ICAR colocasse a questão como opcional e então veríamos quantos se manteria em celibato e quanto não. Aí sim, teríamos a real noção dessa proporção.

  3. Se todos os papas fossem iguais a esse, ao certo não ter-se-ia vivido a Inquisição Católica a partir de 1200, com Dominique, figura conturbada, doentia e que fez reinar por anos o medo…

    • “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).

      Como podemos observar, o fato histórico foi bem anterior a data que você convencionou. Ainda temos a inquisição na fase romana.

      • A pecinha ruim não foi esse guim, sim o dominique e seus sucessores. Foi dai em diante que a onça bebeu água.

        Ao certo se francisco fosse da época dele, o teria excomungado, e torço que o faça o mesmo aos católicos ruins que defendem a inquisição, portanto cuidado.

        • Pois é Levi, de qualquer maneira, ao que parece, a inquisição protestante iria acontecer de qualquer maneira… a ambição sempre cresce aos olhos, e em algum momento alguém iria promove-la…

        • Só a título de informação, as penas mais severas foram aplicadas no século IV em diante, eram geralmente a proibição de fazer testamento, a confiscação dos bens, o exílio. A pena de morte foi infligida pelo poder civil aos maniqueus e aos donatistas; aliás, já Diocleciano em 300 já decretava a pena de morte pelo fogo para os maniqueus, que eram contrários à matéria e aos bens materiais.

        • Mauro,

          Ora, se a igreja faz o que povo aprova, então quem sabe a camisinha?

          Por favor, meu caro, pois quem mandava era a católica, era quem dava as ordens, era quem legislava, era quem aplicava as penas, era quem executava, tudo resultado da boa sociedade iniciada no século III dC.

          Reinaldo,

          Pouquíssimos escritores dão ênfase a essa inquisição protestante, pois uma reação para fins de sobrevivência e uma demonstração de força, visando não ser sugado pela católica. Ou seja, nunca foi política do protestantismo, sim do catolicismo, muito aos moldes do império romano, o grande sócio católico.

          • reação para fins de sobrevivencia..

            pois é Levi…

            desculpas esfarrapadas sempre fizeram parte dos seus argumentos…

            mas melhor ver isso e me calar que ter que dar aulas de história e referencias que vc sequer vai avaliar..

            e ver sobre tudo que postar, vc tirar mais e mais loucuras do tipo das que vc já soltou outras vezes…

          • Reinaldo,

            Do meu lado agora tenho o papa francisco. A omissão que eu afirmava da igreja para com as crianças, mas você insistia apontar para as evangélicas, o líder maior da católica agora repete minhas palavras, até parece que acompanha este site.

            Aí você vem dar uma de professor? Que me exortou nisso ou naquilo outro? Exorte os seus, o seu líder precisa de ajuda, sua igreja também.

          • “Ora, se a igreja faz o que povo aprova, então quem sabe a camisinha?”

            Levi, acho que é desnecessário responder.

          • A Igreja meu amigo Levi, já tem toda ajuda que precisa… O ESPIRITO SANTO..

            mas suas palavras não são as mesmas do papa..

            bem, talvez na sua alucinação seja..

            mas não há como debater seus pontos de vista.. geralmente não tem amparo nem pelos seus pares…

          • Reinaldo e Mauro,

            Vou elaborar um dossiê contando a história de vocês dois, dois desobedientes católicos, que não cumpre as normas e regras da igreja de vocês, esquecendo as recomendações do líder máximo de vocês, do seu pastor terrestre.

            Ele usará asm mesmas técnicas usadas pela igreja no caso de Lutero, como seja, primeiro que esclareça, depois que peças perdão, caso não, excomunhão, mas tome cuidado, pode ser que haja um dominicano de alerta no vaticano, aí mande os dois pro corredor da morte.

          • pois é Levi.. igual quando vc disse que eu estava indo contra a Catequese Católica e ao te perguntar em que ponto, vc enrolou meses e saiu pela tangente…

            o caso Levi, é que vc, a exemplo do que faz com a biblia, interpreta as coisas do seu jeito e o seu jeito, geralmente não condiz com nenhuma outra interpretação conhecida…

            ou seja.. no seu jeito de interpretar, vc é o unico que será salvo, pois só vc mesmo acredita nas coisas que interpreta…

            e assim é dificil de falar com vc.. vc interpreta a biblia com Jesus sendo casado e com filhos, com deus que comete vários erros, etc. etc. (tudo aquilo que já sabemos), como não iria interpretar as coisas que le sobre a Igreja Católica da mesma maneira “atravessada”???

          • Reinaldo,

            Você quer reabrir a caça aos que pensam diferente da tua igreja?

            Eu é que devo caça-los, visto que a bíblia não fala de oração para alma ruim subir ao céu, não fala de purgatório, aí vem você discutir o fato de eu achar ser possível Cristo ter casado?

            Isso é engolir um camelo e reter um camelo. Se não há registro da condição civil de Cristo, também não há de purgatório e nem de alma ruim ir pro céu às custas das orações pagas de outrem, e na análise do que eu penso e do que vocês estabeleceram como verdade indiscutível, é que da minha parte é apenas uma tese, já essas histórias de vocês, são verdades aceitas pelos membros da igreja de coisa que não são correlatas com o ensino de Cristo, e que elas interferem na salvação pessoal, cabendo a mim perguntar, no que eu peco ao expor uma tese de Cristo ter casado?

            Atravessadas são essas loucuras de vocês, pois mudam totalmente a contextualização humana com a divindade. inclusive denega a razão de Cristo ter vindo, bastavam as orações das igrejas.

          • Levi.. eu não quero abrir caça a nada.. só queria que as pessoas voltassem para a VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO KKK

            gostaria sinceramente que parassem de ser “interpretadores’ do evangelho .. etc..

            mas tudo bem..

            mas vc dizer que a biblia não fala disto ou daquilo é até engraçado Levi…

            oração intercessória pelas almas dos que já foram Levi, ou purgatório, talvez naõ apareçam na sua interpretação…

            mas a sua interpretação, como eu disse é estranha a nós Cristãos..

            vc não ve oração pela alma dos mortos, não ve o purgatório, tão claro para os Católicos etc.. mas ve mulher e filhos de Jesus Cristo.. ve um deus que comete erros. etc..

            então amigo Levi.. sua interpretação é estranha…

            não há o que se falar meu amigo.. visões diferentes…

  4. Bento XVI Escondido no Vaticano. Procurado por Assassinar Crianças em Rituais de Sacrifício.
    Bento XVI Escondido no Vaticano. Procurado por Assassinar Crianças em Rituais de Sacrifício.
    Postado por: Ton Müller 5 de novembro de 2013
    Esta declaração foi emitida em 28 de outubro de 2013 pela Direcção Central do Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado, em Bruxelas, na Bélgica.
    papa-bento-twitter
    Toos Nijenhuis da Holanda confirma ritual de sacrifício de crianças pelo papa Bento XVI na Assessoria da Mídia Global do Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado (ITCCS) em sua Direcção Central, em Bruxelas.

    “Eu vi Joseph Ratzinger assassinar uma menina”: confirma testemunha de um ritual de sacrifício ocorrido em 1987, Toos Nijenhuis da Holanda

    Nova prova de culpa do Vaticano leva políticos italianos a enfrentar o Papa Francisco no próximo processo judicial da Lei Comum anunciada – O Papado revida fazendo ataques contra o ITCCS.

    A Breaking News Resume:
    O processo criminal de outro Papa se aproximou da realidade este mês quando políticos italianos concordaram em trabalhar com as ITCCS em uma ação judicial de direito comum contra o papado […]

    O acordo veio depois que uma nova testemunha confirmou o envolvimento de Ratzinger em um ritual de sacrifício de crianças na Holanda, em agosto de 1987.

    “Eu vi Joseph Ratzinger assassinar uma menina em um castelo francês, no outono de 1987″, afirmou a testemunha, que foi uma participante regular na tortura e ritual de culto e assassinato de crianças.

    “Era feio e horrível, e isso não aconteceu apenas uma vez. Ratzinger muitas vezes participou. Ele e o cardeal católico holandês Alfrink e o fundador Bilderberger, assim como o Príncipe Bernhard, foram alguns dos homens mais proeminentes que participaram.”

    Esta nova testemunha confirma o relato de Toos Nijenhuis, uma mulher holandesa que veio a público em 08 de maio como testemunha ocular de crimes semelhantes envolvendo Ratzinger, Alfrink e Bernhard. (Ver: http://youtu.be/-A1o1Egi20c )

    Logo após a sua demissão histórica do cargo de papa em 11 de fevereiro, Joseph Ratzinger foi condenado por crimes contra a humanidade em 25 de fevereiro de 2013 pelo Tribunal de justica em Direito Comum Internacional e por cidadãos globais com sede em Bruxelas que emitiram um mandado de prisão contra ele. Desde então, ele tem fugido e evitado ser preso dentro da cidade do vaticano sob um decreto do atual Papa Francisco.

    O surgimento desta nova evidência da cumplicidade do vaticano no assassinato de crianças levou um grupo de políticos italianos a concordar em trabalhar com as ITCCS para enfrentar o papado com a lei da Corte da Justica Comum contra o atual Papa Francisco, Jorge Bergoglio, por acolher e esconder Ratzinger e pela sua própria cumplicidade em crimes de guerra. Os políticos tem estado em negociações a portas fechadas com representantes ITCCS desde 22 de setembro.

    “Nós estamos fazer uma revisão e não abolir Tratado de Latrão do nosso país com o Vaticano, cujas ações em abrigar estupradores de crianças certamente atendem à definição de uma organização criminosa transnacional no âmbito do direito internacional”, afirmou um porta-voz de um dos políticos.

    Em resposta, durante a mesma semana de 7 de outubro, quando essas novas alegações vieram à tona, o Vaticano iniciou uma série de ataques contra grupos ITCCS na Europa envolvidos em documentar o envolvimento da Igreja no ritual de culto assassinato.

    Agentes pagos sabotaram o trabalho do ITCCS na Holanda e na Irlanda, durante essa semana, e em 14 de outubro, o site principal ITCCS foi destruído pelos mesmos sabotadores.
    Fontes políticas em Roma, revelaram que esses ataques foram pagos e coordenados pelo Escritório da agência de espionagem do Vaticano conhecida como a “Santa Aliança” ou a entidade e seus filiados, o Sodalício Pianum, fundada em Roma, em 1913. Eles também envolveram os agentes do Núncio Apostólico da Holanda, o arcebispo André Dupuy, que fez o contato direto com dois dos sabotadores “, Mel e Richard Ve”, e com o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, que também pagou suborno para atrapalhar e impedir ITCCS de trabalhar na Irlanda.

    “Obviously the Vatican is panicking. This is a good sign” commented ITCCS Field Secretary Kevin Annett today from New York City.

    “Obviamente, o Vaticano está em pânico. Isso é um bom sinal “, comentou o Secretário de Campo do ITCCS Kevin Annett hoje de Nova Iorque.

    “A maré política mudou contra a igreja, não é mais possível se esconder dos assassinos de crianças atrás do Tratado de Latrão. E, em sua agonia, a hierarquia da Igreja está usando seus métodos usuais de mentiras e desinformação tentando mudar o foco de sua própria culpa criminal.”

    Em resposta a essa descoberta e os renovados ataques a seu trabalho, a Direcção Central ITCCS em Bruxelas fez hoje o seguinte anúncio para mídia mundial e de suas afiliadas nos vinte e seis países:

    1. No mês de novembro, a nossa rede vai convocar uma conferência de imprensa mundial em Roma, com políticos italianos e anunciar uma nova fase de nossa campanha para desestabilizar o poder secular do Vaticano. Esta campanha irá incluir o lançamento de uma nova ação judicial de direito comum contra o atual Papa Francisco e seus agentes por cumplicidade em crimes contra a humanidade e participacão em rituais em cultos e assassinatos.

    2. Para salvaguardar esses esforços, p nosso Web site principal em http://www.itccs.org foi restaurado e protegido com novos recursos de segurança. Além disso, a partir de agora, todas as seções ITCCS irá operar sob uma Carta oficial, que todos os membros devem assinar e jurar. Uma cópia desta carta será afixada no itccs.org e distribuída em todas as nossas seções.

    3. A título de informação, no nosso site na televisão ex-www.itccs.tv foi comprometida e apreendidas pelos agentes pagos conhecidos pelos apelidos “Mel e Richard Ve”, que estão agindo em oposição deliberada aos ITCCS para denegrir o nosso trabalho e o bom nome de Kevin Annett, nosso Secretário. Nem “Mel e Richard Ve” e nem o site itccs.tv é parceiro ou de qualquer forma representam os ITCCS.

    4. Jorge Bergoglio (aliás Papa Francisco) e outras autoridades do Vaticano estão agora sob investigação criminal por crimes hediondos que envolvem o tráfico, tortura e assassinato de crianças. Aconselhamos a todas as pessoas a abster-se de ajudar Bergoglio e seus agentes, sob pena de condenação sumária por participar de uma conspiração criminosa comprovada que emana da Curia e d

  5. Shalon.

    Pepe Rodríguez nos desvela nesta magnífica obra as entranhas da Igreja Católica, de que modo, com o passar do tempo, mal interpretaram as sagradas escrituras em benefício e lucro de uma instituição que longe de divulgar fielmente os ensinamentos de Jesus os perverteram para encher suas arcas.
    O autor nos demonstra, após uma exaustiva investigação, que aqueles supostos guardiões da palavra de Jesus a transformaram, obrigando de maneira sutil e enganosa muitos fiéis laicos e clérigos a crer na postura do “celibato” como estado ideal para a concepção do divino no ser humano. No entanto, evidentemente, segundo a exposição de Pepe Rodríguez, a idéia do celibato não é apoiada pelos Evangelhos nem muito menos pelo próprio Jesus.
    Mostra também o espinhoso tema das más formações psicopatológicas sofridas pelos sacerdotes por estarem obrigados a reprimir a necessidade de uma sexualidade normal.
    E se destapam os motivos pelos quais a Igreja Católica prefere manter uma postura tão distante do Cristianismo como a do celibato, ainda que isto pressuponha: danar a saúde mental dos seus clérigos, prejudicá-los no seu desenvolvimento emocional e impulsioná-los muitas vezes a cometer atos “sexuais” delitivos contra menores e adultos.
    Capítulo I
    COMO A IGREJA CATÓLICA
    MAL INTERPRETOU DE FORMA INTERESSADA O NOVO TESTAMENTO PARA PODER
    IMPÔR SUA VONTADE ABSOLUTA SOBRE
    O POVO E O CLERO
    A hermenêutica bíblica atual garante absolutamente a tese de que Jesus não instituiu praticamente nada e menos ainda qualquer modelo determinado de Igreja. Pelo contrário, os textos do Novo Testamento oferecem diversas possibilidades na hora de estruturar uma comunidade eclesial e seus ministérios sacramentais1.
    Segundo os Evangelhos, Jesus só citou a palavra «igreja» em duas ocasiões e em ambas se referia à comunidade de crentes, jamais a uma instituição atual ou futura. Mas a Igreja Católica empenha-se em manter a falácia de que Cristo foi o instaurador de sua instituição e de preceitos que não são senão necessidades jurídicas e econômicas de uma determinada estrutura social, conformada a golpes de decreto no decorrer dos séculos.
    Assim, por exemplo, instituições organizativas como o episcopado, o presbiterado e o diaconato, que começaram a formar-se nos fins do século II, foram defendidas pela Igreja como dadas “por instituição divina” (fundadas por Cristo)2, até que no Concílio de Trento, em meados do século XVI, foi mudada habilmente sua origem e passaram a ser «por disposição divina» (por arranjo, por evolução progressiva inspirada por Deus). E, finalmente, a partir do Concílio Vaticano II (documentos Gaudium et Espes, e Lumen Gentium), na segunda metade do século XX, a estrutura hierárquica da Igreja já não tem suas raízes no divino senão que procede “do antigo” (é uma mera questão estrutural que se tornou costume).
    São muitas as interpretações errôneas dos Evangelhos que a Igreja Católica realizou e sustentou veementemente ao longo de toda sua história. Erros que, em geral, devem atribuir-se antes à malícia e ao cinismo e não à ignorância – nada depreciável, por outro lado -, já que, não por acaso, todos eles resultaram imensamente benéficos para a Igreja em seu afã de acumular dinheiro e poder. Mas neste capítulo vamos ocupar-nos só de duas mistificações básicas: a que corresponde ao conceito da figura do sacerdote e a que transformou o celibato numa lei obrigatória para o clero.
    Os fiéis católicos levam séculos crendo de olhos fechados na doutrina oficial da Igreja que apresenta o sacerdote como um homem diferente dos outros – e melhor que os laicos -, “especialmente eleito por Deus” através de sua vocação, investido pessoal e permanentemente de sacro e exclusivo poder para oficiar os ritos e sacramentos, e chamado para ser o único mediador possível entre o ser humano e Cristo. Mas esta doutrina, tal como sustentam muitos teólogos, entre eles José Antonio Carmona3, nem é de fé, nem tem suas origens além do século XIII ou finais do XII.
    A Epístola aos Hebreus (atribuída tradicionalmente a Paulo) é o único livro do Novo Testamento no qual se aplica a Cristo o conceito de sacerdote – hiereus -4 , mas se emprega para significar que o modelo de sacerdócio levítico já não faz sentido a partir de então. “Tu [Cristo] és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec – se diz em Heb 5,6 -, não segundo a ordem de Aarão”.
    Outros versículos – Heb 5,9-10 e 7,22-25 – também deixam assentado que Jesus veio a abolir o sacerdócio levítico, que era tribal – e de casta (pessoal sacro), dedicado ao serviço do templo (lugar sacro) para oferecer sacrifícios durante as festas religiosas (tempo sacro) -, para estabelecer uma fraternidade universal que rompesse a linha de poder que separava o sacro do profano5. E em textos como o Apocalipse – Ap 1,6; 5,10; 20,6 -, ou a I Epístola de Pedro – IPe 2,5 – o conceito de hiereus/sacerdote já se aplica a todos os batizados, a cada um dos membros da comunidade de crentes em Cristo, e não aos ministros sacros de um culto.
    A concepção que a primitiva Igreja cristã tinha de si mesma – ser “uma comunidade de Jesus”- foi amplamente ratificada durante os séculos seguintes. Assim, no Concílio de Calcedônia (451), seu cânon6 era taxativo ao estipular que “ninguém pode ser ordenado de maneira absoluta –apolelymenos – nem sacerdote, nem diácono (…) se não lhe foi atribuído claramente uma comunidade local”. Isso significa que cada comunidade cristã elegia um de seus membros para exercer como pastor e só então podia ser ratificado oficialmente mediante a ordenação e imposição de mãos. O contrário, que um sacerdote lhes viesse imposto desde o poder institucional como mediador sacro, é absolutamente herético6 (selo que, estrito sensu, deve ser aplicado hoje às fábricas de curas que são os seminários).
    Nos primeiros séculos do cristianismo, a eucaristia, eixo litúrgico central desta fé, podia ser presidida por qualquer varão – e também por mulheres – mas, progressivamente, a partir do século V, o costume foi cedendo a presidência da missa a um ministro profissional, de modo que o ministério sacerdotal começou a crescer sobre a estrutura sócio-administrativa que se denomina a si mesma sucessora dos apóstolos – mas que não se baseia na apostolicidade evangélica e muito menos na que propõe o texto joanino – em lugar de fazê-lo a partir da eucaristia (sacramento religioso). E daquelas poeiras vêm as atuais lamas.
    No Concílio III de Latrão (1179), que também pôs os alicerces da Inquisição, o papa Alexandro III forçou uma interpretação restringida do cânon de Calcedônia e mudou o original titulus ecclesiae -ninguém pode ser ordenado se não é para uma igreja concreta que assim o demande previamente – pelo beneficium – ninguém pode ser ordenado sem um benefício (salário da própria Igreja) que garanta seu sustento-. Com este passo, a Igreja traía absolutamente o Evangelho e, ao priorizar os critérios econômicos e jurídicos sobre os teológicos, dava o primeiro passo para assegurar para si a exclusividade na nomeação, formação e controle do clero.
    Pouco depois, no Concílio IV de Latrão (1215), o papa Inocêncio III fechou o círculo ao decretar que a eucaristia já não podia ser celebrada por ninguém que não fosse “um sacerdote válida e licitamente ordenado”. Havia nascido os exclusivistas do sacro, e isso incidiu muito negativamente na mentalidade eclesiástica futura que, entre outros despropósitos, coisificou a eucaristia – despojando-a do seu verdadeiro sentido simbólico e comunitário – e acrescentou ao sacerdócio uma enfermiça – ainda que muito útil para o controle social – potestade sacro-mágica, que serviu para enquistar até hoje seu domínio sobre as massas de crentes imaturos e/ou incultos.
    O famoso Concílio de Trento (1545-1563), profundamente fundamentalista – e por isso tão querido para o papa Wojtyla e seus ideólogos mais expressivos, leia-se Ratzinger e Opus Dei -, em sua seção 23, referendou definitivamente esta mistificação, e a chamada escola francesa de espiritualidade sacerdotal, no século XVII, acabou de criar o conceito de casta do clero atual: sujeitos exclusivamente sacros e forçados a viver segregados do mundo laico.
    Este movimento doutrinário, que pretendia lutar contra os vícios do clero de sua época, desenvolveu um tipo de vida sacerdotal similar à monacal (hábitos, horas canônicas, normas de vida estritas, tonsura, segregação, etc.), e fez com que o celibato passasse a ser considerado de direito divino e, portanto, obrigatório, dando o ajuste definitivo ao édito do Concílio III de Latrão, que o considerava uma simples medida disciplinar (passo já muito importante por si porque rompia com a tradição dominante na Igreja do primeiro milênio, que considerava o celibato como uma opção puramente pessoal).
    O papa Paulo VI, no Concílio Vaticano II, quis remediar o abuso histórico da apropriação indevida e exclusiva do sacerdócio por parte do clero, quando, na encíclica Lumen Gentium, estabeleceu que “todos os batizados, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo (…). O sacerdócio comum dos crentes e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, ainda que diferem em essência e não só em grau, no entanto se ordenam um ao outro, pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo”.
    Em síntese – embora seja entrar numa chave teológica muito sutil, mas fundamental para todo católico que queira saber de verdade que posição ocupa dentro desta Igreja autoritária -, o sacerdócio comum (próprio de cada batizado) pertence à koinonía ou comunhão dos fiéis, sendo por isso uma realidade substancial, essencial, da Igreja de Cristo. Enquanto o sacerdócio ministerial, como tal ministério, pertence à diakonía ou serviço da comunidade, não à essência da mesma. Neste sentido, o Vaticano II restabeleceu a essência de que o sacerdócio comum, consubstancial a cada batizado, é o fim, enquanto o sacerdócio ministerial é um meio para o comum. O domínio autoritário do sacerdócio ministerial durante o último milênio, tal como é evidente para qualquer analista, tem sido a base da tirânica deformação dogmática e estrutural da Igreja, da perda do sentido eclesial tanto entre o clero como entre os crentes, e dos intoleráveis abusos que a instituição católica tem exercido sobre o conjunto da sociedade em geral e sobre o próprio clero em particular. Mas, como é evidente, o pontificado de Wojtyla e seus assistentes lutaram mortalmente para ocultar de novo esta proposta e reinstauraram as falácias trentinas que mantêm todo o poder sob as sotainas.
    Dada a falta de legitimação que tem o conceito e as funções (exclusivas) do sacerdócio dominante até hoje no seio da Igreja Católica, repassaremos também, brevemente, a absoluta falta de justificativa evangélica que apresenta a lei canônica do celibato obrigatório.
    No Concílio Vaticano II, Paulo VI – que não se atreveu a restabelecer a questão do celibato tal como solicitaram muitos membros do sínodo – assumiu a doutrina tradicional da Igreja ao deixar determinado – em (PO 16) – que “exorta também este sagrado Concílio a todos os presbíteros que, confiados na graça de Deus, aceitaram o sagrado celibato por livre vontade a exemplo de Cristo7, a que, abraçando-o magnanimamente e de todo coração e perseverando fielmente neste estado, reconheçam este preclaro dom, que lhes foi feito pelo Pai e tão claramente é exaltado pelo Senhor (Mt 19,11), e tenham também ante os olhos os grandes mistérios que nele se representam e cumprem”.
    À primeira vista, na própria redação deste texto reside sua refutação. Se o celibato é um estado tal como se afirma, isto é, uma situação ou condição legal na que se encontra um sujeito, igualmente o será o matrimônio e ambos, quanto a estados, podem e devem ser optados livremente por cada indivíduo, sem imposições nem ingerências externas.
    Em segundo lugar, o celibato não pode ser um dom ou carisma, tal como se diz, já que, do ponto de vista teológico, um carisma é dado sempre não para o proveito de quem o recebe mas para o da comunidade a qual este pertence. Assim, os dons bíblicos de cura ou de profecia, por exemplo, eram outorgados para curar ou para guiar a outros, mas não podiam ser aplicados em benefício próprio.
    Se o celibato fosse um dom ou carisma, sê-lo-ia para ser dado em benefício de toda a comunidade de crentes e não só para uns quantos privilegiados, e é bem sabido que resulta uma falácia argumentar que o celibatário tem maior disponibilidade para ajudar os outros. O matrimônio, por outro lado, sim que é dado para contribuir ao mútuo benefício da comunidade.
    Em todo caso, finalmente, em nenhuma das listas de carismas que transmite o Novo Testamento – Rom 12,6-7; 1 Cor 12,8-10 ou Ef 4,7-11- cita-se o celibato como tal. Logo, não é nenhum dom ou carisma por mais que a Igreja assim pretenda.
    A pretendida exaltação do celibato pelo Senhor, citada nos versículos 19,10 do Evangelho de São Mateus, deve-se, com toda probabilidade, a uma exegese errônea dos mesmos, originada em uma tradução incorreta do texto grego (primeira versão que se tem de seu original hebreu), cometida ao fazer sua versão latina Vulgata.
    Segundo Mt 19,10 Jesus está respondendo uns fariseus que lhe perguntaram sobre o divórcio, e ele afirma a indissolubilidade do matrimônio (como meta a conseguir, como a perfeição à que deve tender-se, não como mera lei a impor), à qual os fariseus lhe opõem a Lei de Moisés, que permite o divórcio, e ele responde8:
    “Moisés por causa da dureza de vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério. Os discípulos lhe replicaram: Se assim é a situação do homem relativamente à mulher, não convém casar. Mas ele lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido (ou pántes joroúsin ton lógon toúton, all’hois dédotail). Há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe, e há eunucos que foram castrados pelos homens, e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus. Quem pode receber isso, receba-o”.
    Neste texto, que aporta matizes fundamentais que não aparecem na clássica Vulgata, quando Jesus afirma que “nem todos podem receber esta palavra” e “quem pode receber isso, receba-o”, está referindo-se ao matrimônio e não ao celibato, tal como tem sustentado até o presente a Igreja. As palavras ton lógon toúton referem-se, em grego, ao que antecede (a dureza do matrimônio indissolúvel, que faz os discípulos expressar que não vale a pena casar-se), não ao que vem depois. O que se afirma como um dom é o matrimônio, não o celibato e, portanto, contrário à crença eclesial mais habitual, não exalta a este sobre aquele, mas o contrário9.
    A famosa frase “há os que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus”, tomada pela Igreja como a prova da recomendação ou conselho evangélico do celibato, nunca pode ser interpretada assim por dois motivos: o tempo verbal de um conselho desta natureza, e dado nesse contexto social, sempre deve ser o futuro, não o passado ou presente, e o texto grego está escrito no tempo passado. E, finalmente, dado que toda a frase referida aos eunucos está no mesmo contexto e tom verbal também deveria tomar-se como “conselho evangélico” a castração forçada (“há eunucos que foram castrados pelos homens”), coisa que, evidentemente, seria uma estupidez.
    É óbvio, portanto, que não existe a menor base evangélica para impor o celibato obrigatório ao clero. Os primeiros regulamentos que afetam a sexualidade – e subsidiariamente o matrimônio/celibato dos clérigos – foram produzidos quando a Igreja, da mão do imperador Constantino, começa a se organizar como um poder sociopolítico terreno. Quanto mais séculos iam passando e mais se manipulavam os Evangelhos originais, mais força foi cobrando a questão do celibato obrigatório. Uma questão chave, como veremos, para dominar facilmente a massa clerical.
    Até o Concílio de Nicéia (325) não houve decreto legal algum em matéria de celibato. No cânon 3 estipulou-se que “o Concílio proíbe, com toda a severidade, os bispos, sacerdotes e diáconos, ou seja, todos os membros do clero, de ter consigo uma pessoa do sexo oposto, a exceção de mãe, irmã ou tia, ou bem de mulheres das que não se possa ter nenhuma suspeita”, mas neste mesmo Concílio não se proibiu que os sacerdotes que já estivessem casados continuassem levando uma vida sexual normal.
    Decretos similares foram somando-se ao longo dos séculos – sem conseguir que uma boa parte do clero deixasse de ter concubinas – até chegar a onda repressora dos concílios lateranenses do século XII, destinados a estruturar e fortalecer definitivamente o poder temporário da Igreja. No Concílio I de Latrão (1123), o papa Calixto II condenou novamente a vida em casal dos sacerdotes e avaliou o primeiro decreto explícito obrigando o celibato. Pouco depois, o papa Inocêncio II, nos cânones 6 e 7 do Concílio II de Latrão (1139), incidia na mesma linha – como seu sucessor Alejandro III no Concílio III de Latrão (1179) – e deixava perfilada já definitivamente a norma disciplinar que daria lugar à atual lei canônica do celibato obrigatório… que a maioria dos clérigos, na realidade, continuou sem cumprir.
    Tão habitual era que os clérigos tivessem concubinas que os bispos acabaram por instaurar o chamado rendimento de putas, que era uma quantidade de dinheiro que os sacerdotes tinham que pagar para o seu bispo cada vez que transgrediam a lei do celibato. E era tão normal ter amantes que muitos bispos exigiram o rendimento de putas de todos os sacerdotes de sua diocese, sem exceção. E os que defendiam sua pureza foram obrigados a pagar também, já que o bispo afirmava que era impossível não manter relações sexuais de algum tipo.
    A esta situação tentou pôr limites o tumultuoso Concílio de Basiléia (1431-1435), que decretou a perda dos rendimentos eclesiásticos aos que não abandonassem suas concubinas após ter recebido uma advertência prévia e de ter sofrido uma retirada momentânea dos benefícios.
    Com a celebração do Concílio de Trento (1545-1563), o papa Paulo III – protagonista de uma vida dissoluta, favorecedor do nepotismo em seu próprio pontificado, e pai de vários filhos naturais – implantou definitivamente os éditos disciplinares de Latrão e, além disso, proibiu explicitamente que a Igreja pudesse ordenar varões casados10.
    Enfim, anedotas à parte, desde a época dos concílios de Latrão até hoje nada substancial mudou a respeito de uma lei tão injusta e sem fundamento evangélico – e por isso qualificável de herética – como é a que decreta o celibato obrigatório para o clero.

    saiam do meio dessa religião morta.

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