Para Gregorio Duvivier quem não acredita em Deus “tem o demônio no corpo.”

Para o piadista Gregorio Duvivier é normal rir dos cristãos. Ironizando, o humorista afirma que não acreditar em Deus no Brasil é como ter um "demônio no corpo".

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Comediante, colunista no jornal Folha de São Paulo e um dos criadores do “Porta dos Fundos”, Gregorio Duvivier fez declarações para o portal UOL em uma matéria que retratou o ateísmo no Brasil como um pequeno grupo de pessoas “oprimidas” pela maioria religiosa. Na ocasião, o piadista que se declara ateu, ironizou ao dizer que “se você não acreditar em Deus, você tem o demônio no corpo.”

Segundo pesquisa feita pelo Datafolha e divulgada em dezembro passado, o Brasil tem apenas 1% de ateus. Os dados foram obtidos de uma amostragem com 2.828 pessoas maiores de 16 anos em 174 municípios. Com base nesses dados, Gregorio Duvivier sugere que a principal dificuldade dos ateus no Brasil se deve ao número de religiosos, associando a fé em “qualquer coisa” como a consequência de várias religiões, como segue:

“O Brasil é um país difícil para os ateus porque nós somos uma minoria realmente pequena (…) É um país onde todas as pessoas têm não só uma religião, mas várias, e onde acreditar em qualquer coisa parece mais sensato do que não acreditar em nada.”, declarou ao UOL.

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Ainda segundo a matéria, o Duvivier que já fez diversos quadros satirizando a pessoa de Jesus Cristo, não vê problema algum em rir dos cristãos e encara isso como uma forma de protesto contra o que chamou de “fanáticos” e “falsos profetas”. Para ele, ao que parece, fazer piadas com o cristianismo é algo legítimo, também, devido a representatividade política dos cristãos:


“Os cristãos têm bancada no Congresso e estão mais bem representados do que qualquer um. Por isso, não vejo problema nenhum em rir deles, até porque você está rindo, em geral, dos fanáticos, dos falsos profetas.”

A liberdade em um Brasil religioso 

Recentemente, publicamos aqui o caso da youtuber Kéfera, que em uma das suas publicações fez piada ofensiva a figura de Deus, sugerindo que Ele estaria se masturbando perante algumas mulheres. Ela foi fortemente repudiada pelos próprios seguidores.

A diferença entre a infeliz piada de Kéfera para as sátiras de caráter religioso de Gregorio Duvivier não é, meramente, o conteúdo da mensagem, que por si mesmo é inútil a grande maioria dos cristãos, mas sim a pauta ideológica/política que está presente em um e não no outro. Não por acaso, Duvivier faz referência a bancada cristã no Congresso, tornando evidente o tom politizado de um discurso que utiliza o humor como ferramenta de influência.

O humor que vemos em algumas produções tem como pauta uma agenda onde o claro objetivo, na maioria, é debochar da fé cristã como um todo, para fazer desacreditar os valores que, herdados do cristianismo, norteiam grande parte da sociedade, especialmente sobre temas relacionados à família, educação e sexualidade. Isso não está, necessariamente, vinculado ao ateísmo, uma vez que ateus intelectualmente honestos e academicamente maduros, reconhecem não só a importância, como a necessidade de valores capazes de orientar a conduta humana.

Por fim, enquanto no Brasil rir dos cristãos for um direito comum de qualquer pessoa que, como Gregorio Duvivier, fazendo uso da sua liberdade prefere usar o humor como veículo de comunicação para ideias anticristãs,  isto significa que vivemos em um verdadeiro estado laico, democrático e plural, algo bem diferente de locais onde cristãos não podem sorrir, porque são perseguidos, torturados ou mortos por regimes que têm justamente o ateísmo como doutrina oficial do Estado.

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