Estudo revela que pastores norte americanos recebem salários de até 300 mil dólares

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Um estudo recente sobre os salários pagos por igrejas a pastores nos Estados Unidos e Reino Unido revelou que algumas igrejas nos Estados Unidos chegam a pagar salários de até 300 mil dólares por ano para seus pregadores. O estudo mostrou ainda que muitas igrejas oferecem ainda diversos bônus e gratificações para os pastores.

O levantamento foi feito pelo grupo cristão Leadership Network, e pela Vanderbloemen Search Group, uma agência de recrutamento para igrejas. O relatório da pesquisa mostra que os valores recebidos por pastores no Reino Unido têm diminuído, enquanto crescem as “oportunidades financeiras” em igrejas norte americanas.

Em igrejas da Inglaterra, o salário médio pago aos pastores é de cerca de 23 mil libras anuais, com poucas exceções como o arcebispo de Canterbury que recebe um pouco mais de £ 70.000 por ano.

Segundo o Christian Today, os salários pagos pela maioria das denominações do país não fogem muito da média. Para a jornalista Lucinda Borkett-Jones essa média salarial é um bom sinal; afinal, “quem vai para o ministério está seguindo um chamado do Senhor, não uma chamada da carteira”.


Porém, o cenário é diferente nos Estados Unidos. Em algumas denominações, pastores contam com planos de previdência atrativos, bônus e salários de até US$ 300.000,00 por ano.

A pesquisa envolveu a participação de 727 igrejas com números que variam de 1.000 a 33.000 membros. Destas, 91 igrejas eram congregações de 5.000 membros ou mais – uma descrição que se aplica apenas a cerca de cinco igrejas no Reino Unido. O relatório constatou que o tamanho da igreja foi, de longe, o maior indicador do tamanho do salário; as igrejas maiores têm orçamentos maiores e oferecem salários mais elevados para seus pastores.

Outro dado levantado na pesquisa é que a localização teve bastante influência nos resultados, com os salários mais altos tendo sido encontrados nos estados do sul.

Apesar de muitas mega igrejas agirem de forma parecida em relação ao alto salário de seus pastores, que geralmente não refletem nos outros funcionários da igreja, outras seguem um padrão mais modesto e desafiam essa tendência. Em uma das igrejas pesquisadas, entre as que pagam salários mais baixos para pastores titulares, todos os funcionários da congregação recebem o mesmo valor.


13 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia

    Quem serve o Deus verdadeiro tem que ganhar bem. Afinal serve o dono do ouro. O que criou quem escreveu isto também para denegrir os cristãos. Pastor tem que ganhar bem e ser prospero em tudo que faz. Concordo.

    • Mara Eliza

      Seria realmente uma atitude altruísta e verdadeiramente humana, mas, você por um acaso doa um terço do seu salário, independente de qual seja o valor dele, aos mendigos e sem teto?

  2. RESTA SABER OQUE FAZEM COM TANTO DINHEIRO, GOSTARIA DE SABER PARA PODER JULGAR MELHOR, MAS É MUITO DINHEIRO. AQUI SEI DE UMA IGREJA DO MALAFAIA QUE PAGA 25 MIL POR MES A UM DE SEUS PR.. MAIS CASA PLANO DE SAÚDE CARRO ESCOLA PARA FILHOS, ACHO QUE ESTÁ BEM BOM, PAGAMOS MUITO MAIS PARA SER ROUBADOS POR POLÍTICOS.

  3. Não entendi.

    Previdência + bonus + salários = a 300.000,00 dólares ano, significando que é em torno de 25.000,00 mês, ou seja, e ainda tira a previdência, porquanto em média 20.000,00.

    Notícia bem intencionada essa, pois o título diverge do conteúdo. E ainda tem maluco que não percebe, tanta a vontade de criticar, que é 300.000,00 divididos por 12 meses.

    É chamar o eleitor deste site de burro ao quadrado.

    • é Levy. levando em consideração que um professor americano ganha pouco mais de 70 mil dólares por ano. o salário dos pa$$$$$$$tore$$$ estão mais atrativo$$$ rsrsrs

      agora divida 70.000 ($) por 12.

      • Nostafora,

        Se o professor ganha pouco, é que você entende que deveria ganhar melhor.

        Se assim é, então não entendo sua lógica, pois qual o salário ideal para o professor se levarmos em conta que um pastor não é outra coisa senão um professor?

        Então o Estado Americano é que é injusto em pagar mal ao seu professor, meu caro, então não queira que os filhos de Deus ajam com injustiça.

        Parabéns a você por saber o valor do salário do professor americano, bem como entender que, em razão da vida mais complexa e cara americana, essa categoria mereceria melhor salário.

        Se acaso tiver dúvidas quanto ao que afirmei que o pastor é uma espécie de professor, é só dizer que faço os devidos destrinchamentos, não o fazendo agora por considerar que você tem certo grau de lucidez, portanto não impondo que eu teça de forma detalhada a minha ilação.

        Mas não se acanhe, se quiser, nem que seja pra provocar minha pessoa, que não me importo, faz bem o diálogo, mesmo que seja quando há escarnecimentos proposital.

        À vontade, meu caro.

        • eita.

          rsrsrs

          não disse que os professores americanos ganham mal. até porque, é um salário razoável do deles, pouco, mas digno, diferente do salário brasileiro.

          se vc levar em consideração o custo médio de vida americano, é um salário digno que os professore tem por lá.

          o caso Levy é que os pa$$$$tores americanos recebem salários muito, mas muito, mas muito mesmo ACIMA DA MÉDIA.

          ou seja, quem não quer trabalhar, basta fazer um cursinho de teologia (me parece que lá é exigido) decora alguns versículos biblicos, aprende a mendigar dizimo e algumas técnicas verbais de persuasão e pronto, ESTÁ COM A BOA VIDA GANHA.

          a exemplo do seu mestre gizuis. esse foi um cara esperto. não ficou rico, mas teve uma boa vida, comeu e bebeu a vontade enquanto esteve vivo, “trepou” com as mulheres que quis (segundo Lutero em seu livro “conversas sobre a mesa”) PORÉM NO FINAL, NEM TUDO DEU CERTO, os judeus o denunciaram ao povo romano e este por sua vez o condenou a cruz rsrsrs.

          mas “pa$$rtor” ser comparado a professor é baixar muito o nivel de ensino nas escolas Levy.

          nunca vi um professor de história ensinar que Constantino fundou uma Igreja como os pa$$tores protestantes ensinam.

          nunca vi professores de física ensinarem que o mundo tem uma quantidade de anos infima comparada ao que a física mostra.

          etc. etc. etc.

          o fato Levy é que OS PA$$$TORES americanos, bem como os aqui do Brasil estão cobrando, e cobrando caríssimo para “ensinar o que eles receberam de graça”.

        • eu iria citar alguns padres também, mas fiz uma longa pesquisa e, a não ser aqueles que meteram a mão no banco do Vaticano, não encontrei nenhum que ganhe mais de 3 ou 4 mil reais.

        • Nostafora,

          É, você deu a entender que os salários do professor era uma miséria, tanto que o trouxe para comparação. Se mudou de ideia dum momento para o outro, é um direito que você, mas não correto, pois apenas o fazendo pra se manter em estado superior da discussão.Uma pena sua postura, meu caro.

          Acima da média. Que média? Com os demais pastores do mundo e ou religiosos? Se sim, traga os numerários deles, para que se faça a devida apreciação seguida de julgamento.

          Um dos grandes problemas para ampliação do salário dos professores é a quantidade, o número. Basta vê que numa cidade pequena, no máximo se possui 05 a 10 pastores, diferente dos professores, não menos que 200. Numa média e com curso universitário, essa quantidade cresce para mais de 5.000, para no máximo 500 professores. Compute isso nos seus cálculos antes de ofertá-los como medida comparativa.

          Vida de professor é melhor, pois recebe no final do mês o seu salário, enquanto o pastor depende da boa vontade dos membros em doarem. Os professores não precisam adentrar na vida pessoal dos seus alunos, o pastor é cobrado pelos demais membros a até expulsar membros que não se comportem em conexão com a bíblia. O trabalho dele não se resume a repassar ensinamentos morais, faz as vezes de pai, de irmão, o cara chato que fica buzinando toda hora noções de postura social, religiosa, com Deus…

          Quanto a Lutero dizer que Jesus ter fornicado, então Lutero devia ter o enjeitado por pregar e fazer o inverso. Você acredita nas calúnias da igreja católica contra um coitado de um padre dela que ousou se impor? Pensei que tivesse falando com alguém melhor preparado, mas em verdade crer em tudo.

          Cristo era rico, não ficou rico como você diz. Ele recebeu dinheiro de ricos, de pobres, não esquecendo você que a atividade dele foi de um professor, de um orientador, de um pastor.

          Roma, independente de denúncia de judeus, de gregos, matava que ela achasse que seria contrária a ela, fato que se deu quando ele entrou em Jerusalém como numa solenidade aos reis judeus, ou seja, um insurgente.

          Quanto a constantino, a primeira vez que eu ouvi falar dele foi por professores da disciplina história em sala de aula, nunca por pastores, pois medrosos da reação da igreja, matando-os.

          Quanto ao tempo, os professores/pastores fazem a mesma coisa, dizendo que o tempo de vida do homem na terra em vista do explicito na bíblia. Veja no relatório de Gêneses que o homem foi o último a fazer, os animais surgiram primeiro que homem, enfim tudo veio antes dele, portanto certo a física. Errada é a sua crítica, pois sim ou pois não?

          Quanto a comparar salário de padre com o do pastor, disse certo. Não possuem família, são apenas ales mesmos. Veja que a igreja foi esperta, matou o mal pela raiz, nada de família, nada de salários mais altos.

          Eu tenho pena que dentre os ateus, você se insira. Cuidado, pois em breve vão te dar o bilhete vermelho. É muito fora em cima de muito fora. Vá estudar direitinho, não basta apenas absorver informações, sim destrinchá-las.

  4. Estudo disponível em evangelismo.blog.br

    O dízimo, segundo a Bíblia Sagrada.

    “O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.” (Provérbios 18:15)

    O objetivo desse estudo é mostrar que o dízimo, de acordo com a Palavra de Deus, nunca esteve associado a dinheiro, e que não é ordenança para a igreja, ou seja, as pessoas que fazem parte do corpo de Cristo, as quais podem colaborar com a obra de Deus seguindo critérios bem definidos, que serão abordados no decorrer do texto.

    Antes de efetuar algum juízo antecipado, recomendo a leitura completa desse texto, acompanhando em sua própria Bíblia todas as referências indicadas, para que o seu entendimento possa ser completo.

    A fim de facilitar o estudo, esse texto foi dividido em quatro capítulos distintos: Dízimo antes da lei, Dízimo durante a lei, Dízimo no período da graça e Frases incorretas sobre o dízimo.
    Dízimo antes da lei

    Antes do período da lei, Abrão (mais tarde chamado Abraão) deu os dízimos dos despojos que havia conquistado dos inimigos durante uma batalha (Gênesis 14:16-20). Melquisedeque saiu ao encontro de Abrão porque era rei de Salém, e recebeu o tributo, que lhe era devido. Não há outro registro informando que Abrão tenha dizimado novamente, apesar de ter vivido 175 anos (Gênesis 25:7).

    Além de Abraão, sabemos que Jacó prometeu dar a Deus dízimos de tudo que recebesse (Gênesis 28:22). A Bíblia não relata se essa promessa foi cumprida e com qual frequência.
    Dízimo durante o período da lei

    Quando a Palavra de Deus começou a ser escrita (por volta do ano 1500 antes de Cristo), o dinheiro (em hebraico כסף) já existia, como vemos em Gênesis 17:12, Deuteronômio 14:25, Êxodo 12-44, Números 3:49, 1 Reis 21:2, etc. Apesar disso, a lei de Deus determinava que o povo deveria dizimar apenas dos rebanhos e cereais, conforme Deuteronômio 14:22, Levítico 27:30, Êxodo 34:2; 26, 1 Samuel 8:17, etc.

    “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.” (Levítico 27:30)

    Em razão disso, as pessoas que exerciam outras profissões, tais como artesãos (Êxodo 31:3-5), copeiros e padeiros (Gênesis 40:1-2), carpinteiros e pedreiros (II Samuel 5:11), músicos (I Reis 10:12), alfaiates (Êxodo 28:3), mestres-de-obras (I Reis 5:16), ourives, pescadores, mercadores, coletores de impostos, guardas, cozinheiros, não poderiam ser dizimistas, pois não eram pessoas do campo.

    Apesar de não serem dizimistas, essas pessoas poderiam ofertar voluntariamente ao Senhor (Esdras 3:5;7, Deuteronômio 16:10, Êxodo 35:29, 1 Crônicas 29:5-9). O dízimo era obrigatório; as ofertas, porém, voluntárias, pelo menos a maioria delas.

    “E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.” (1 Crônicas 29:9)

    “E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor” (2 Reis 12:4)

    Além do dinheiro, as pessoas poderiam ofertar alimentos, incenso, utensílios (Neemias 13:5). Algumas ofertas, no entanto, deveriam ser feitas obrigatoriamente em dinheiro, como a do arrolamento citado na referência acima (2 Reis 12:4), em obediência ao escrito em Êxodo 30:13-16.

    Depois de ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, perceberá que não há registros de que alguém tenha dizimado em dinheiro. Eles poderiam ofertar voluntariamente, ou entregar os dízimos dos grãos e animais. Nem todos os dízimos eram entregues, mas alguns eram comidos pelos próprios dizimistas. Observe:

    “Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente. Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus. Mas, se o local for longe demais e vocês tiverem sido abençoados pelo Senhor, pelo seu Deus, e não puderem carregar o dízimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pôr o seu Nome é longe demais, troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido. Com prata comprem o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou qualquer outra coisa que desejarem. Então juntamente com suas famílias comam e alegrem-se ali, na presença do Senhor, do seu Deus.” (Deuteronômio 14:22-26)

    A orientação é clara: Deus não aceitaria a prata no lugar do dízimo, ou seja, o dinheiro no lugar dos frutos do campo, mas permitiria, por causa de uma longa distância, a troca do dízimo por prata, por ser fácil de transportar, mas com a condição de o dizimista (homem do campo), já no local indicado por Deus, comprar o que quiser para ali “comer do seu dízimo” e se alegrar na presença do Senhor Deus, o nosso mantenedor.

    No Novo Testamento, mas ainda durante o período da lei, a palavra dízimo aparece no evangelho. Observe

    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” (Mateus 23:23)

    Teria o Senhor Jesus Cristo ordenado à igreja a observância desta prática?

    Em primeiro lugar, Jesus está se dirigindo aos escribas e fariseus, e não à igreja. Nessa passagem, o Senhor repreendeu duramente os escribas e os fariseus por se preocuparem com as coisas mínimas, como dizimar do endro, do cominho e da hortelã, mas desprezarem as que importavam mais: o juízo, a misericórdia e a fé.

    Jesus disse que eles não poderiam omitir aquelas coisas, ou seja, ser omissos na separação do dízimo para Deus. Observe, porém, que o dízimo era constituído apenas de produtos do campo. O Senhor Jesus não incluiu o dinheiro na relação, apesar de haver grande circulação de moedas romanas naquele tempo (Mateus 22:19-21).

    O dízimo realmente era uma obrigação, no período da lei, mas o dízimo dos frutos da terra; jamais do dinheiro.

    Lembre-se de que o período da graça, no qual estamos agora (Efésios 2:8, Atos 15:11), iniciou apenas após a morte e ressurreição corpórea de Jesus Cristo, quando finalmente os apóstolos foram cheios do Espírito Santo (Atos 2:4) e puderam testemunhar acerca do Senhor Jesus Cristo até os confins da terra (Atos 1:8), e não apenas em Israel (Mateus 10:6).

    Considerando que o dízimo só poderia ser dado por agricultores e criadores de rebanhos, que o dízimo só poderia ser recebido por sacerdotes pertencentes à tribo de Levi (Hebreus 7:5), e que o Senhor Jesus Cristo cumpriu toda a lei com perfeição, sem cometer qualquer tipo de pecado, é fácil concluir que Jesus não dizimou no templo e nem recebeu dízimos de qualquer pessoa por dois motivos muito simples: o primeiro é porque Ele exerceu o ofício de carpinteiro (Marcos 6:3), e não de produtor rural; o segundo é porque não pertenceu à tribo de Levi, mas a de Judá.

    “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.” (Hebreus 7:14)
    Dízimo no período da graça

    Não existe qualquer mandamento para a igreja no sentido de arrecadar dízimos e muito menos que esses dízimos sejam devolvidos em dinheiro.

    Ao observarmos o livro de Atos, que registra, entre outros assuntos, as ações dos apóstolos durante o período da igreja primitiva, não encontraremos qualquer indício de que os membros dizimassem, nem em frutos do campo e muito menos em dinheiro, como acontece agora.

    A igreja, em seu princípio, funcionava assim:

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.” (Atos 2:42-45)

    Quando chegava um novo convertido, este vendia suas herdades, apresentava o valor diante dos apóstolos e dos demais e imediatamente o valor era dividido entre todos, inclusive entre os membros, de acordo com a necessidade de cada um, o que justifica o fato de não haver necessitado na igreja, naquele período (Atos 4:34). Isso é muito diferente do modelo atual.

    Nas Cartas aos Coríntios, estão definidas as regras para quem vai colaborar com a obra de Deus. A escolha da contribuição é de foro íntimo, ou seja, decisão pessoal (2 Coríntios 9:7), conforme a renda (1 Coríntios 16:2), liberal (2 Coríntios 9:5) e, por mais incrível que pareça, dentro das possibilidades financeiras (2 Coríntios 8:12), a fim de que não se sobrecarregue financeiramente (2 Coríntios 8:13).

    Para sustentar a arrecadação por pagamento de dízimos, alguns pregadores insistem em dizer que essas regras se aplicam às ofertas e que os dízimos ainda devem ser pagos pelos crentes, embora isso esteja flagrantemente em desacordo com as Escrituras Sagradas, pois, conforme Deuteronômio 14:22-26, e as outras referências citadas nesse estudo, o próprio Deus Altíssimo não concordou com o fato de receber dinheiro no lugar dos dízimos (frutos do campo).

    Na atual dispensação, período da graça, todos podemos colaborar com a obra de Deus e com o ministério em que congregamos. Esses recursos podem ajudar a alimentar e vestir os mais carentes, primeiramente dentro da congregação (Gálatas 6:10), adquirir e distribuir exemplares da Bíblia e mensagens de evangelismo, possibilitar a pregação da Palavra de Deus nos locais mais distantes, permitir o funcionamento dos locais de reunião (limpeza, água, luz, aluguel), custear a vida sem extravagâncias de obreiros (Mateus 10:10; 1 Timóteo 5:18) que se dediquem integralmente à obra de Deus.

    Se o obreiro já possui emprego, e a renda já é suficiente, não há que se falar em prebenda para esse pastor. Há recomendação bíblica para que ele não sobrecarregue a igreja, mas a abençoe (2 Coríntios 12:14). Tudo deve ser feito com muita transparência e temor a Deus.

    O dízimo no período da graça foi instituído pela Igreja Católica em 567 d.C. Em 585 d.C., no Concílio de Mâcon, a Igreja Católica resolveu ameaçar com excomunhão as pessoas que não dessem dízimos. É importante lembrar que a igreja evangélica surgiu da católica, o que justifica o fato de esse procedimento ter sido preservado em muitas denominações evangélicas.

    No Brasil, é fácil encontrar uma congregação que inclua entre os seus ensinamentos o pagamento de dízimos em dinheiro (copiando o exemplo da Igreja Católica), MAS ISSO NÃO É MOTIVO PARA NÃO CONGREGAR.

    No entanto, evite congregar em locais onde o dinheiro é o tema principal da pregação e a Palavra é usada para fins lucrativos, onde os “maiores dizimistas” recebem tratamento diferenciado, onde ocorrem vendas de oração, de bênçãos, de produtos ungidos, onde os valores das ofertas são predeterminados, onde o púlpito é utilizado para fazer campanha política, onde se encontra de tudo (estacionamento amplo, seguranças, elevador, telão, ar-condicionado, poltronas acolchoadas), menos a real presença de DEUS.

    Essa congregação tem tudo para ser uma igreja igual a de Laodicéia:

    “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.” (Apocalipse 3:14-19)

    Antes de encerrar esse estudo, é importante apontar alguns erros comuns, cometidos, muitas vezes, por falta de conhecimento das Escrituras Sagradas. Existem paradigmas difíceis de serem quebrados, mas a melhor arma para combater o engano é a verdade. Como bem disse o Senhor Jesus Cristo:

    “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32).

    Frases incorretas sobre o dízimo

    1 – “O DÍZIMO NÃO ERA DADO EM DINHEIRO PORQUE AINDA NÃO EXISTIA O DINHEIRO”:

    O dinheiro é mais antigo do que as Escrituras Sagradas, que começaram a ser registradas por Moisés.

    “Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gênesis 37:28)

    A Bíblia não associa o dízimo ao dinheiro, mas com a parte que cabia a Deus, das novidades do campo. Em Cristo, nós temos liberdade para dar mais ou menos que 10% de nossa renda, conforme a nossa capacidade e segundo aquilo que estiver proposto no coração, lembrando sempre que a nossa confiança não pode estar no dinheiro, mas em Deus.

    2– “O DEVORADOR É UM DEMÔNIO”:

    O devorador não é um demônio, como pensam alguns, mas sim uma espécie de gafanhoto. Por isso, o profeta Malaquias afirmou que o devorador não destruiria os frutos da terra. Como sabemos, dependendo da quantidade, o gafanhoto pode ser uma praga terrível até mesmo para uma enorme plantação.

    “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:11)

    “O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.” (Joel 1:4) Nova Versão Internacional.

    3 – “QUEM NÃO DÁ DÍZIMOS ESTÁ DEBAIXO DE MALDIÇÃO”:

    Algumas pessoas acreditam que podem ser amaldiçoadas se não destinarem 10% da renda a uma denominação. Isso, além de ser um engano, é uma grande demonstração de ingratidão para com o Senhor, que morreu justamente para nos salvar, e nos livrar da maldição da lei:

    “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;” (Gálatas 3:13)

    De fato o devorador (gafanhoto) era uma maldição terrível que acometia a nação de Israel por causa da desobediência. Porém, com a morte de Cristo, segundo a Palavra de Deus, todas as maldições já foram desfeitas, pelo menos para quem permanece em Cristo.

    Quando o crente ainda deseja se justificar pelo cumprimento das obras da lei, o tal permanece sob efeito da maldição:

    “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.” (Gálatas 3:10)

    Isso explica o fato de o dizimista sofrer uma série de tribulações na área financeira, quando falha na entrega do dízimo. Isso é uma evidência de que essa pessoa não desfruta da graça de Cristo, mas está presa ao rigor da lei, ficando assim debaixo da maldição.

    Se a pessoa está presa a uma maldição, é porque aniquilou a graça de Deus, e isso significa que Cristo morreu debalde para essa pessoa, ou seja, em vão:

    “Não aniquilo a graça de Deus; porque se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.” (Gálatas 2:21)

    4–“QUEM NÃO DÁ DÍZIMOS ESTÁ ROUBANDO A DEUS”:

    Acreditar nessa falsa declaração é dar um passo para trás na fé.

    Isso só seria possível se alguns requisitos fossem cumpridos, dentre os quais destacam-se:

    – Pertencer à nação de Israel, pois o dízimo não foi ordenança aos demais povos, mas apenas a nação de Israel, quando diz:

    “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.” (Malaquias 3:9)

    – Ser homem do campo, produtor rural, pois nunca houve dízimo da prata, do ouro e do dinheiro; (Deuteronômio 14:22)

    – Viver sob o jugo da lei, como no antigo concerto; (Gálatas 3:12)

    5 – “PASTOR PODE PEDIR OU RECEBER O PAGAMENTO DE DÍZIMOS”:

    De acordo com Escrituras Sagradas, somente quem tem legitimidade para receber dízimos do povo são alguns dos integrantes da tribo de Levi.

    “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” (Hebreus 7:5)

    Atualmente nenhum ser humano em todo o mundo tem autorização de Deus, segundo a lei, para tomar dízimos do povo. Nem mesmo entre os judeus legalistas em Israel, pois não há mais templo e consequentemente levitas servindo como sacerdotes.

    Os sacerdotes são os homens responsáveis por, dentre outras coisas, fazer interação entre o povo e Deus e Deus e o povo, como Arão, irmão de Moisés. O sacerdote é escolhido por Deus para esse ofício.

    O capítulo 7 de Hebreus discorre sobre Melquisedeque e sobre a semelhança do sacerdócio de Jesus Cristo com o dele. Nesse capítulo, há informação de que Abraão foi ao encontro de Melquisedeque e deu os dízimos de tudo (despojos de guerra), porque Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.

    De acordo com Hebreus 7:17, Jesus Cristo é sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Então, por uma questão lógica, Jesus também pode receber o dízimo de tudo. Mas a Palavra não fala sobre homens recebendo o dízimo de tudo no lugar do Senhor Jesus Cristo.

    Mas como dar algo ao Senhor Jesus Cristo?

    “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:34-40)

    Sempre que alguém ajuda as pessoas, seja doando alimentos, roupas, atenção para os doentes, visitando os presos, na verdade essa pessoa está fazendo algo para o Senhor Jesus Cristo.

    Por tudo isso, jamais encontraremos na Bíblia qualquer registro de que os apóstolos arrecadaram dízimos da igreja primitiva.

    Porém isso não proíbe o cristão de contribuir voluntariamente, de acordo com os critérios definidos para a igreja, já no período da graça.

    6– “O DIZIMISTA ENRIQUECE”:

    As Escrituras Sagradas nos alertam para a possibilidade de passarmos por algumas dificuldades, inclusive financeiras. Na prática, isso aconteceu na vida do apóstolo Paulo, que escreveu:

    “porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Filipenses 4:11-12)

    O motivo disso é que o profeta Malaquias jamais se dirigiu à igreja, quando disse que Deus abriria as janelas do céu para que viesse a maior abastança (Malaquias 3:10), caso o povo entregasse os dízimos dos frutos do campo.

    Não há harmonia entre a promessa de Deus a Israel, naquele contexto, e a ordem direta de Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra (…)” (Mateus 6:19), para tristeza daqueles que defendem a falsa teologia da prosperidade.

    Além disso, a casa do tesouro, citada em Malaquias 3:10, não pode ser confundida com igreja (que somos nós, pessoas) nem com o salão (alugado ou próprio), em que as pessoas se reúnem para adorar a Deus.

    “Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.” (1 Coríntios 4:10-13)

    Pedro não era um homem rico, apesar de ser uma das colunas da igreja (Gálatas 2:9). O motivo disso é que Ele obedeceu a seguinte ordem de Jesus:

    “não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos” (Mateus 10:9).

    Mais tarde, Pedro nos mostrou que foi obediente à ordem de Jesus:

    “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos 3:6)
    Considerações finais

    Quem vai a Cristo esperando receber DELE apenas prosperidade nesse mundo vil está perdendo tempo. A maior riqueza que Jesus pode nos dar é o perdão dos pecados e a vida eterna no reino dos céus. Ele pode enriquecer ou empobrecer aqueles que se aproximam DELE, mas isso depende da perfeita e, algumas vezes, incompreensível vontade de Deus (1 Samuel 2:7, Romanos 11:34).

    O dízimo, de acordo com as Escrituras Sagradas, era anual (Neemias 10:35), dos frutos do campo (Levítico 27:30) e poderia ser comido pelo próprio dizimista (Deuteronômio 14:22-26).

    Se você é verdadeiramente servo de Deus, então faça pelo Senhor o que você puder. Porém lembre-se de que Ele não exige sacrifício, mas misericórdia, conforme Oséias 6:6 e Mateus 12:7.

    O objetivo desse texto é libertar as pessoas do falso ensino de que estamos sujeitos a maldição do devorador, caso não entreguemos 10% da renda em uma determinada denominação.

    “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que haverá sobre a terra.” (Eclesiastes 11:2)

    “manda aos ricos mal deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;”(1 Timóteo 6:17)

    Que Deus continue acrescentando mais conhecimento acerca da Palavra, para usar a sua vida, de modo que muitos outros venham a se render ao amor do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

    Amém!

  5. Isso é que é cão guloso!

    Vós, todos os animais do campo, todos os animais dos bosques, vinde comer.
    Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados, e gostam do sono.
    E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são PASTORES que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua GANÂNCIA, cada um por sua parte. Isaías 56:9-11

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