Pastores se posicionam a favor de manifestações pelo fim da corrupção em todo o Brasil

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As manifestações do último domingo, 04 de dezembro, em protesto contra alterações no projeto das 10 medidas contra a corrupção e pela saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Muitos pastores evangélicos se manifestaram a favor das manifestações, exaltando o envolvimento social com as questões que ditarão os rumos da nação. Os pastores Luiz Roberto Silvado, da Igreja Batista do Bacacheri (onde o promotor Deltan Dallagnol é membro) e Paschoal Piragine, da Primeira Igreja Batista de Curitiba incentivaram a presença dos fiéis nas ruas.

“Infelizmente no frio da madrugada ficou clara a frieza dos nossos parlamentares com relação à opinião do povo. Mais de 2 milhões de assinaturas não foram suficientes para faze-los entender que o ‘Brasil dos desmandos’ acabou!”, destacou. “É por isto que a população mais uma vez precisa ir às ruas, pressionar seus ‘representantes’ que decidiram representar a si mesmos”, afirmou Silvado em entrevista ao portal Guia-me.

O pastor acrescentou ainda que “cristãos são cidadãos dos céus e da Terra”, e que por isso é preciso exercer a cidadania terrena: “Cremos na vida eterna e por isto temos uma pátria nos céus. Mas somos cidadãos da terra onde nascemos, vivemos e morremos. A igreja ensina seus fiéis a viver a fé cristã considerando as duas dimensões, terrena e eterna. Hoje exercemos nossa cidadania terrena, responsável e ativa”.


Paschoal Piragine, que ficou nacionalmente conhecido entre os evangélicos por ser um dos primeiros pastores a desaconselhar o voto no Partido dos Trabalhadores, durante as eleições presidenciais de 2010, destacou que é preciso dar um “basta” na corrupção que assola a sociedade brasileira atualmente.

“A Câmara votou as 10 Medidas e foi uma jogada muito interessante. Parecia que todo mundo estava a favor delas, mas 8 das 10 medidas foram totalmente descaracterizadas […] Estão querendo ainda dar uma ideia de revanchismo, perseguindo os juízes e procuradores que acusam essas pessoas, na maioria, políticos”, comentou. “Nós vamos para as ruas, dizer que não concordamos com essa vergonha que está o Brasil […] Não adianta votar isso no meio da madrugada. O povo brasileiro é suficientemente inteligente para saber a manobra que foi tudo isso”, finalizou.

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