Prefeitura proíbe Ideologia de Gênero nas escolas de Ariquemes (RO)

Com o apoio da população, a prefeitura de Ariquemes recolheu livros que continham ensinamentos sobre diversidade sexual, união gay e preservativo. Vereadores alegam que a ideologia de gênero não foi aprovada no Plano Municipal de Educação

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Mesmo com a derrota sofrida no Congresso Nacional em junho de 2014, onde foi proibida a divulgação nas escolas de materiais que falam sobre a ideologia de gênero, alguns municípios do país ainda precisam travar uma guerra política para conseguir cumprir o decreto legislativo. Esta semana, a prefeitura de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, conseguiu mais uma vez fazer valer a vontade da maioria de sua população, proibindo o ensino da ideologia em suas escolas.

A decisão foi tomada após uma reunião entre o Prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, com 12 vereadores na última segunda feira (23). Na ocasião, ficou decidido que livros contendo ensino sobre casamento gay, diversidade sexual e uso de preservativos serão banidos do ensino fundamental.

Segundo informações publicadas no G1, oito vereadores do município protocolaram um ofício solicitando ao MEC o recolhimento do material que já tinha sido distribuído em agosto de 2016, mas que foi retido pelos munícipes, devido uma lei municipal que já estava em vigência, proibindo o ensino da ideologia de gênero para alunos do ensino fundamental.

A decisão dos vereadores tem o apoio maciço da população, que fez diversas manifestações dizendo que temas relacionados a sexualidade pertencem à educação familiar

“Todos estes livros enviados pelo MEC vêm com conteúdo de formação de família por homossexuais, orientação sexual, uso de preservativo. Entretanto acreditamos que estes assuntos devem ser abordados pelos pais e não nas salas de aulas, principalmente, por lidar com crianças”, contou o vereador Amalec da Costa (PSDB) em publicação no G1.

De acordo com Amalec, o Plano Municipal de Educação aprovado em Ariquemes não inclui a ideologia de gênero, mas o MEC ainda assim, repetindo o mesmo ato de 2016, enviou novamente o conteúdo para o ano letivo de 2017, o que obrigou o governo a recolher o material, mais uma vez!

“No ano anterior, todos os livros que possuíam o conteúdo foram recolhidos e os professores trabalharam sem eles. Agora esperamos que os livros sejam substituídos ou que as páginas onde contenham as mídias de ideologia de gênero sejam suprimidas, com autorização legal”, informou ao portal.


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