Rússia considera proibir filme A Bela e a Fera por causa de personagem gay

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A polêmica inserção de um personagem homossexual no filme A Bela e a Fera, da Disney, vem gerando reações diversas ao redor do mundo, em repúdio à transformação de uma história infantil em panfleto LGBT: a Rússia estuda proibir a veiculação do filme em seu território.

No Brasil, o pastor Silas Malafaia lidera um boicote de evangélicos e católicos praticantes contra a Disney, porque ao mesmo tempo em que foi anunciada a presença de um personagem homossexual em A Bela e a Fera, um desenho animado infantil chamado Star vs. As Forças do Mal – veiculado no país no canal por assinatura Disney XD – exibiu um episódio onde dois homens se beijam.

Nos Estados Unidos, proprietários de um cinema decidiram cancelar a exibição de A Bela e a Fera por causa do personagem homossexual, enquanto o pastor Franklin Graham comentou o caso dizendo que o fundador da empresa, Walt Disney, ficaria em choque se visse no que sua companhia se transformou após sua morte.

A reação mais forte, no entanto, vem da Rússia, que possui uma lei que proíbe, desde 2013, qualquer incentivo às “relações sexuais não-tradicionais”. O ministro da Cultura no país, Vladimir Medinsky, afirmou que o filme remake do clássico conto de fadas será investigado.


Segundo informações da BBC, o deputado Vitaly Milonov classificou o filme como “propaganda descarada do pecado”, e pressionou publicamente o governo a proibir a exibição de A Bela e a Fera. Outro parlamentar, Alexander Sholokhov, afirmou que se as cenas violavam a lei, o filme deveria ser banido dos cinemas russos.

Confusão

O novo filme live action que narra a clássica história de amor impossível estreará no Brasil no dia 16 de março, e apesar da expectativa gerada nos fãs por causa do elenco de atores e trabalho de produção, o longa-metragem já estreará cercado de polêmica por conta da escolha de narrar, paralelamente à história principal, um romance gay.

O personagem LeFou, interpretado pelo ator Josh Gad, é apresentado como alguém com trejeitos femininos. Ele é um criado do protagonista, Gaston (Luke Evans), e tem admiração pelo patrão. De acordo com o diretor do filme, Bill Condon, em certo momento esse olhar de LeFou se torna atração.

“LeFou é alguém que um dia quer ser Gaston e no outro quer beijá-lo. Ele está confuso sobre o que quer. É alguém entrando em contato com os seus sentimentos. E Josh faz um trabalho realmente sutil e delicioso com ele. É um momento agradável, exclusivamente gay em um filme da Disney”, disse o diretor em entrevista à revista britânica Attitude.

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