Ariovaldo Ramos diz que líderes evangélicos estão levando a Igreja a um “moralismo judicioso”

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O pastor Ariovaldo Ramos, que protagonizou uma polêmica recentemente por suas posturas políticas e posicionamento a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), concedeu uma entrevista recente comentando o cenário atual da igreja evangélica brasileira e da postura antipática à esquerda da maioria dos líderes desse meio.

Ramos, que até pouco tempo atrás era pastor-adjunto da Igreja Batista da Água Branca (IBAB) é um dos principais entusiastas da Teologia da Missão Integral (TMI). À época da votação do impeachment, afirmou que caso o processo fosse levado adiante, haveriam reações dos militantes de esquerda.

Agora, já com Dilma Rousseff afastada do cargo, Ramos afirmou que a igreja evangélica está caminhando para uma fase de extremismo religioso: “Alguns líderes estão tentando levar a igreja evangélica, onde a ênfase em usos e costumes dá lugar a um moralismo judicioso e anticristão, porque a igreja cristã tem moral, mas não é moralista”, afirmou o pastor.

Sobre as críticas feitas ao viés político da TMI no Brasil, Ramos destacou que os ensinos dessa abordagem do Evangelho são ortodoxos, “com aprofundamento missiológico e evangelístico, que leva a um engajamento na história e na sociedade”, e disparou: “Os que a criticam, não resta outra escolha a não ser abraçar tudo o que é anticristo”.


A respeito de uma suposta ofensa à laicidade do Estado, marcada pela separação entre as instituições que o formam e as entidades religiosas, Ariovaldo Ramos destacou que esse conceito é um marco da reforma protestante, e que as denominações cristãs devem se manter separadas do poder: “O Estado laico é uma contribuição protestante no que tange à relação Estado-Igreja. O Estado confessional só aconteceu entre protestantes que não conseguiram superar o vício romano pelo poder temporal. O Estado confessional é sempre, sob qualquer aspecto, um retrocesso na construção de uma sociedade plural e emancipada”, frisou.

Leia a íntegra da entrevista de Ariovaldo Ramos ao fórum Cristãos Progressistas na coluna de Johnny Bernardo, clicando aqui.

7 COMENTÁRIOS

  1. A igreja como instituição comete sim erros. Mas em meio a tantos erros, há os acertos que já evitaram a aprovação de projetos danosos não só ao povo cristão mas à sociedade em geral. Um pastor opor-se a certos exageros é até viável para os demais encontrados sempre na linha de frente só em posição de ataque, deixando flancos vulneráveis, porém o mesmo pastor sair em defesa de um partido que persegue a igreja, seus líderes, os valores e princípios divinos, deve estar no mínimo com interesses escusos. Haja mais cautela por parte dos líderes polarizados ao extremo nessa crise política, pois pode-se incorrer no perigo de deixar-se levar pelas emoções e intelectualidade em prejuízo da condução da própria vida pelo Espírito Santo que produz temperança, domínio próprio e mansidão dentre outras virtudes formadoras do fruto do Espírito pelo qual o cristão será conhecido no céu e não pela sua militância ferrenha por uma causa que pode na verdade esconder orgulho, presunção, facção e ódio.

  2. O sr Ariovaldo Ramos é um Lobão de pelos bem comprido , quer disfarçar-se de ovelha ; mas o focinho não deixa enganar ..ouça o som !!! .uauuuuuuu, uauuuuuuu…

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  5. O congresso cheio de católicos a vida toda, aí surge dez por cento de evangélicos, (aliás, deveria ser no mínimo a metade, vez que hoje na sociedade são eles nessa proporção) aí vem esse pastor, não se sabe a que interesses, fazer crítica.

    Ele que se prepare para ter cem por cento de evangélicos, pois em breve este país tornar-se–á convertido na íntegra.

    Pastor, este país é esta porcaria que é sem um dedo dos evangélicos, O país é objeto de zombaria mundo afora desde o seu descobrimento com a clássica missa, a missa católica que impera e destrói qualquer ação estruturante.

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