Após críticas, proposta de acabar com a isenção tributária das igrejas é retirada do programa do partido de Marina Silva

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A polêmica proposta de por fim à isenção fiscal e tributária a que as igrejas e templos religiosos em geral tem como direito garantido na Constituição Federal foi retirada do programa de governo do PSB, em sua coligação informal com a Rede Sustentabilidade.

A ideia, que foi duramente criticada por eleitores e lideranças evangélicas, não aparece na prévia do programa de governo que o partido do governador pernambucano Eduardo Campos pretende expor durante a campanha.

Entre os principais críticos da proposta entre os líderes evangélicos está o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que se tornou rival político da missionária Marina Silva, eventual candidata à vice-presidente na chapa de Campos.

Quando a proposta de cobrar impostos das igrejas veio à tona, outros líderes evangélicos, inclusive pastores ligados a Marina Silva, reagiram de forma negativa.


Agora, segundo informações do jornal O Estado de Minas, os aliados políticos da dupla Campos/Marina afirmam que a ideia é debater o assunto de uma forma mais ampla, numa proposta de reformulação de todo o sistema tributário do país: “A reforma terá como diretrizes, além da descentralização de recursos, a simplificação do sistema, a justiça tributária e a promoção do desenvolvimento sustentável”, disse Bazileu Margarido, um dos responsáveis por organizar o documento.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

61 COMENTÁRIOS

  1. Sou a favor da manutenção de isenção tributária para os templos religiosos como é hoje, PORÉM, é necessário achar uma forma na lei de que todos os templos justifiquem a razão da isenção, sendo fiscalizadas quanto a aplicação do dinheiro que eles recebem dos fiéis.

    A isenção supõe que os templos não possuem fins lucrativos, porém já há vários casos de ex-pastores que quando sairam de algumas denominações evangélicas ficarem sem receber nada, e assim recorrem a justiça do trabalho e conseguem provar que tinham de bater metas financeiras mensais, caracterizando assim, que o verdadeiro objetivo de tal denominação deixou de ser eclesiástico para ser comercial.

    quem realmente prega o evangelho não deve temer fiscalização do governo para verificar se o dinheiro recebido realmente tem sido aplicado em pról da manutenção da denominação e ajuda social, agora os que não tem esse interesse, realmente vão se opor à essa proposta.

    A lista de religiosos mais ricos do brasil da forbes, mostra que a fiscalização é necessária.

    • Concordo com você.

      Também sou a favor da isenção pois a maioria das igrejas desempenham um papel social que o Estado deveria fazer e não o faz.

      Por outro lado, também concordo que as instituições devam ser fiscalizadas para evitar abusos e desvio de recursos para fins pessoais de seus lideres.

      • VOCE SABE O QUE ISTO REPRESENTA, QUANDO A IGREJA DEIXAR DE SER LIVRE O ANTI-CRISTO JÁ SE ASSENTOU NO LUGAR SANTO EM LUGAR DO SANTO, LEMBRE QUE MESMO QUE TENHA MERCENÁRIOS NO MEIO CRISTÃO QUEM ESTÁ NO CONTROLE É DEUS, NINGUÉM SOBE AO PODER SE DEUS NÃO QUISER…NEM UM FIO DE CABELO E NEM UMA FOLHA DE ARVORE SE MOVE SEM APROVAÇÃO DE DEUS, AGORA AMADO SE VOCE CRER, QUE HOMENS DEVEM GOVERNAR A IGREJA..É COM VOCE….MAS TENHA EM MENTE, QUANDO IGREJA ESTIVER SUJEITA AO ESTADO, JÁ NÃO É MAIS DEUS QUE ESTÁ NO NEGÓCIO…A IGREJA JÁ SUBIU E O ESPIRITO DE DEUS FOI RETIRADO DA TERRA
        MELHOR SERIA O GOVERNO PAGAR TRIBUTOS A IGREJA PELOS SEUS MUITOS SERVIÇOS PRESTADOS

          • JA TENTARAM DURANTE A DITADURA, EM TODOS OS CULTOS TINHA AGENTES DO DOPS, ENTRE OS CRENTES PARA VIGIAR A IGREJA ESTEVE FIRME E NÃO CEDEU AS PRESSÕES, HOJE O ANTI-CRISTO QUER INTERFERIR DIRETO, ACABANDO ASSIM O GOVERNO DE DEUS…DAI JESUS JÁ VOLTOU, GENTE COMO STARDUST ATIVISTA ATEU ESTÁ LOUCO PARA SEU MESTRE ASSUMIR, VEJA COMO PERSEGUE A IGREJA, NÃO DA O BRAÇO A TORCER NEM MESMO SABENDO QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE

          • Sempre a velha tática… dizer que o governo fiscalizar o dinheiro que entra nos templos é o diabo atuando…. engraçado… aí quando lideres evangélicos aparecem na lista da forbes como os mais ricos, aí não é o diabo…

            Quem não deve, não teme a fiscalização do governo, agora tenho certeza que se o governo passar a fiscalizar esse monte de dinheiro que circula nas denominações, muitos pastores não vão mais querer fazer “a obra de Deus”…

            Um deles é o clamando….

          • Clamando,em partes concordo com ela,porque é revoltante tudo o que vemos acontecer dentro dos templos principalmente evangélicos,esses pastores ensinando pessoas barganharem com Deus,essa idolatria toda por dinheiro ,entre outras heresias,no que vc está certo é em falar das perseguições dela,ja que critica tudo e todos menos o Valdemiro,o que é muito estranho,a pergunta que fiz,é porque quando falam como vc fez(e ja presenciei muitos crentes falando),igreja perseguida,igreja que vai subir,vcs falam da religião,como se fosse a unica ,verdadeira,como se sóqem tivesse dentro das 4 paredes dos templos evangelicos serão os que vão passar por perseguição e tambem os que serão salvos

          • ana clara

            a religiao evangélica diz que vc tem de segui la pois é a unica que segue os mandamentos de Cristo… por isso querem que vc va aos templos dela o máximo possivel…

            claro que isso visa recolhimento maximo de dizimos e ofertas…

            dizem seguir Jesus mas seguem pastores que vivem mais na lei do que na graça…

            a religião evangélica é tao conflitante com as escrituras como a religião católica…

          • Stardust,vão continuar fazendo a “obra sim “eles fizeram com que esses fiéis sejam dependendes deles e o amor ao dinheiro facil ,vai sempre fazer com que eles deem um jeitinho,as pessoas criaram uma dependencia tão grande de pastor e templo,vou ti dar um exemplo,tenho uma tia que fala que se não for a igreja a depressão ataca ela,ou seja Jesus não está sendo suficiente mais,precisam de igrejas,pastores ,campanhas,ahh e a biblia que é bom só usa pra coloca debaixo do braço no dia deculto

          • ana clara

            no caso da sua tia a religião tem efeito psicológico. muitos sao assim msm. Deus não habita em templos… ta na biblia… mas o povo nao quer estudar a palavra de Deus… 80% dos evangélicos nunca leram a biblia toda… sabia disso ???

            isso explica tanta gente enganada.

          • Sim,mas não é só neste caso que é psicologico,usam de varias formas pra fazer com que as pessoas sejam dependentes deles,uma das é o não incentivo da leitura biblica,disfarçam com a escola dominical,que ensinam o que convêm de acordo com a religião

          • Sim,Stardust,mas tem casos que mesmo sem recolher dizimos,ensinam que sua religião é a verdadeira,estudei entre idas e vindas 5 anos com os testemunhas de jeova,eles são assim acham que são verdade absoluta,unicos que vão subir,subir não porque pra eles paraíso será aqui na terra mesmo e que só subirão 144.000 ,mas só eles desfrutaram o paraíso

          • Perdidos porque eu poderia ter lido a biblia umas 5 vezes,mas pelo menos com eles conheci bem pouquinho de Jesus,sobre idolatria,que até então colocava até imagens debaixo da torneira pra chover kk,através deles que veio minha vontade de conhecer mais profundamente a Deus,ler a biblia,agora dentro de qualquer templo seria meu tempo perdido com certeza

          • Ja entrei em alguns mas não gostei,o melhor é pedir a direçao a Jesus e ler a biblia,se vc for procurar em sites fica com a cabeça ruim,cada um tem uma resposta

          • Ana Clara,
            O problema é que as pessoas atribuem muitas vezes o poder de Deus a pessoas ou pastores.

            Não creio que seja através deles que vc teve vontade de conhecer mais a Deus, mas essa vontade geralmente parte do Espírito Santo, é Ele que nos mostra que necessitamos de Deus.

            Essa mesma atribuição faz que com algumas pessoas acham suficiente ouvir o pastor falar, mas acabam deixando a leitura da bíblia meio de lado. Mas da mesma forma, achar que ficar em casa e se ater a ler sites cristãos de igual modo podem nos levar a isso também.

            Eu por exemplo, sou cristão evangélico e frequento templos desde que nasci, mas isso não me isenta de ler a bíblia, ano passado eu li mais de 2 vezes a bíblia inteira.

            Ir ou não numa denominação não nos isenta de nos alimentarmos da palavra de Deus da mesma forma que ficar em casa lendo sites cristãos também não.

          • Jean,vc não entendeu,eu não conhecia nada nada de Deus,somente imagens,eles vieram até mim ,eu aceitei o ensino deles,por não conhecer,nada,nada,porem me aguçou o desejo de ler a biblia,quando vi que os ensinos deles não tinha base biblica sai fora,realmente o bom é congregar com outros irmãos,mas infelizmente na minha cidade não tem pessoas que congreguem fora de templos,até fui na igreja algumas vezes esses dias,mas nada do que vi e ouvi tem base biblica,confesso que por tudo isso estou confusa ,pois tenho desejo de ser batizada,até la vou orando pedindo direção a Deus,falando do amor de Jesus onde vou,ajudando quem necessite ..

          • Ana Clara,

            Entendi o que vc quer dizer, de fato tem pastores que não pregam o verdadeiro evangelho. Mas entenda que congregar é importante, Paulo nos ensina que devemos congregar, isso é fato. Se na sua cidade não há gente que se reuna apenas entre irmãos, procure outra denominação mais tradicional mas não deixe de congregar. Há os que pregam o verdadeiro evangelho, procure primeiramente direção de Deus para que Ele te guia ao local certo. A questão do batismo vc pode ser batizada em qualquer lugar, apenas depende se vc crê em Cristo.

            Estarei orando por vc…

  2. O caminho é esse que a Marina pretende! É preciso um governo sério que possa fazer todas as modificações que o Brasil precisa. Principalmente a reforma tributária de um modo geral incluindo as igrejas. Porém, como a choradeira é geral entre os pastores picaretas, será preciso no mínimo uma fiscalização rigorosa para controle dos gastos e investimentos feitos, pois existe envolvimento de oportunistas, ladrões, falsos profetas e também pelo crime organizado. A única saída é o povo eleger um governo sério e de renovação, tirando esses governantes de araque que estão até hoje só mentindo e governando para seus grupos de corruptos. RENOVAÇÃO URGENTE NA RELIGIÃO E NA POLÍTICA!!! DEUS SALVE O BRASIL!!!

  3. ESTUDO BÍBLICO:

    “AS 10 MAIORES MENTIRAS SOBRE OS 10 POR CENTO DOS DÍZIMOS”

    Muitas igrejas insistem no ensino errôneo de que os dízimos ainda são obrigatórios mesmo para os cristãos que vivem debaixo da graça de Jesus Cristo, e se utilizam de argumentos que se tornaram verdadeiros mitos dentro da comunidade evangélica, porém como eles dizem que o dízimo é 10 por cento, vamos utilizar o mesmo princípio numérico e verificar biblicamente as 10 argumentações mentirosas mais difundidas a respeito do dízimo.

    1º MENTIRA – “O DÍZIMO FOI ORDENADO POR DEUS NO JARDIM DO ÉDEN, POIS A ÁRVORE DO CONHECIMENTO REPRESENTA O DÍZIMO”

    Na verdade, biblicamente o dízimo foi ordenado no monte sinai (levíticos 27:30-32; Números 18:21-24) e portanto, não foram instituidos no Jardim do Éden, pois sequer é mencionado que Adão e Eva receberam o mandamento da parte de Deus de dizimar. A associação que muitos religiosos que insistem em receber dízimos fazem de que a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:9), pois não era permitido a Adão e Eva comer dela (Gênesis 2:17) portanto ela seria segundo eles um “símbolo” do dízimo, mas isso é uma associação esdrúxula, pois sequer há um texto bíblico que faça uma ligação entre essa árvore do Jardim do Éden e o dízimo da lei de moisés, sequer se diz que a árvore ocupava 10% do espaço do Jardim do Éden. Trata-se portanto de mais um argumento ridículo usado pelos líderes religiosos para levar o povo a acreditar que o dízimo não era somente obrigatório perante a lei de moisés.

    2º MENTIRA – “O DÍZIMO SEMPRE FOI OBRIGATÓRIO MESMO ANTES DA LEI DE MOISÉS”

    O dízimo antes de sua ordenança no Sinai era voluntário, sendo mencionado apenas 2 vezes antes de se tornar obrigatório, Abraão deu uma única vez um dízimo dos despojos da guerra quando resgatou seu sobrinho Ló e Jacó fez um voto a Deus (gênesis 14:17-20, gênesis 28:20-22)

    Pelas seguintes razões, Gênesis 14:20 não pode ser usado como exemplo para os cristãos dizimarem: 1º – A Bíblia não diz que Abraão deu obrigatoriamente esse dízimo. 2º – O dízimo de Abraão não foi um dízimo santo, da Terra Santa de Deus, produzido pelo povo santo de Deus. 3º – O dízimo de Abraão foi somente do despojo de guerra (hebreus 7:4). 4º – O dízimo de Abraão a Melquisedeque aconteceu apenas uma vez e Abraão mudava sempre de lugar. 5º – O dízimo de Abraão não proveio de sua riqueza pessoal. 6º – O dízimo de Abraão não é mencionado em nenhuma parte da Bíblia, seja no velho ou no novo testamento a fim de respaldar o ato de dizimar. 7º – Visto como nem Abraão nem Jacó tinham um sacerdócio levítico para manter, eles não tinham lugar algum onde entregar os dízimos, durante os seus muitos deslocamentos.

    No caso específico de Jacó, lemos o seguinte: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista,de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus;e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo” (Gênesis 28:20-22). O texto bíblico é claro, que Jacó fez um propósito particular (um voto) de que se Deus fosse favorável à ele, que ofereceria à Deus o dízimo. Não se vê também neste caso nenhuma ordem explicita de Deus ou algum sacerdote a mando Dele, para que Jacó dizimasse, e vemos que foi uma promessa de Jacó para Deus, não há relatos posteriores na Bíblia que ele tenha de fato dizimado, apenas se observa a sua promessa, seu compromisso de entregar o décimo de tudo que viesse a obter daquele momento em diante. Outra vez, não vemos na Bíblia nenhuma passagem em que vemos escrito que devemos dizimar como Jacó fez, portanto trata-se de mais uma mentira que os líderes criaram para tentar fazer parecer que os dízimos eram obrigatórios antes mesmo da lei de moisés.

    3º MENTIRA – “O DÍZIMO DOS ALIMENTOS DO VELHO TESTAMENTO FOI SUBSTITUÍDO POR DÍZIMO DO DINHEIRO NOS DIAS ATUAIS”

    Não há um versículo na biblia informando que dízimo obrigatório da lei de moisés possa ser ouro, prata, moeda, dinheiro, etc. Dízimo sempre foi apenas alimento do campo vegetal ou animal (levíticos 27:30 e 32) mesmo quando havia metais preciosos como moeda corrente. Abraão no seu tempo comprou uma sepultura para sua esposa por 400 ciclos de prata (gênesis 23:16)

    Embora já existisse dinheiro, a substância do dízimo divino jamais foi dinheiro. Ele era o “dízimo do alimento”. Isso é muito importante. Os verdadeiros dízimos bíblicos eram sempre somente o alimento proveniente das fazendas e rebanhos, somente dos israelitas que vivessem exclusivamente dentro da Terra Santa de Deus, as fronteiras nacionais de Israel. A fartura provinha de Deus e não da manufatura ou habilidade do homem.

    Existem 15 versículos de 11 capítulos e 8 livros, de Levítico 27 a Lucas 11, que descrevem o conteúdo do dízimo. E o conteúdo jamais, repito, jamais incluía dinheiro, prata, ouro ou qualquer outra coisa, além de alimento. Mesmo assim, a definição incorreta de “dizimar” é a maior mentira que está sendo pregada sobre esse ato, hoje em dia. (Veja Levítico 27:30,32; Números 18:27,28; Deuteronômio 12:17; 14:22, 23, 26; 2 Crônicas 31:5; Neemias 10:37; 13:5; Malaquias 3:10; Mateus 23:23 e Lucas 11:42).

    Não se observa portanto em toda a bíblia, alguém entregando dízimo em dinheiro, pois dízimo era décima parte dos alimentos ( agropecuários ou agrícolas ), e jamais foi entregue em dinheiro. E o dinheiro já era corrente nos tempos bíblicos, pois o próprio moisés que recebeu a lei para o povo lidou com dinheiro: “Então, Moisés tomou o dinheiro do resgate dos que excederam os que foram resgatados pelos levitas.Dos primogênitos dos filhos de Israel tomou o dinheiro, mil trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário. E deu Moisés o dinheiro dos resgatados a Arão e a seus filhos, segundo o mandado do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés” (Números 3:49-51)

    Mais uma prova de que o dízimos sempre foram alimentos podem ser vista nessa passagem bíblica: “DOS DÍZIMOS NÃO COMI no meu luto e deles nada tirei estando imundo, nem deles dei para a casa de algum morto; obedeci à voz do SENHOR, meu Deus; segundo tudo o que me ordenaste, tenho feito” (Deuteronômio 26:14)

    Portanto, mais uma mentira dos líderes que ensinam sobre a obrigatoriedade dos dízimos é revelada, quando dizem que nos tempos bíblicos dízimos eram entregues em alimentos porque dinheiro ainda não existia, mas Abraão e até Moisés lidavam com dinheiro, e mesmo assim na obrigatoriedade da lei de moisés nunca se pagava dízimos em dinheiro, pois dízimo sempre foi a décima parte dos alimentos, do campo e animais, e nada tem a ver com a exigência de entrega de 10% do dinheiro que os cristãos recebem para esses líderes que ensinam erradamente sobre dízimos. Dízimo nunca foi pago em dinheiro, apenas em alimentos. Se o seu pastor ou líder insistir em dizer que pode ser pago em dinheiro exija que ele mostre alguém dizimando em dinheiro na bíblia, pois dinheiro já existia e era usado naquela época.

    4º MENTIRA – “O DÍZIMO FOI DADO POR DEUS AOS LEVITAS DA VELHA ALIANÇA E HOJE OS PASTORES DA NOVA ALIANÇA SUBSTITUIRAM ESSES LEVITAS PORTANTO DEVEM RECEBER DÍZIMOS”

    O dízimo foi dado aos levitas, mas para que eles fizessem todo o trabalho da tenda da congregação (Números 18:21-23). Se hoje os membros leigos fazem mais de 90% do trabalho e os pastores recebem todo o dízimo isso não é biblico, é humano. Na igreja primitiva de atos, um levita, chamado José de sobrenome barnabé dava ofertas ao invés de receber dízimos dos apóstolos e membros da igreja cristã: “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, LEVITA, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (atos 4:36-37) Portanto fica evidente que com a mudança do sacerdócio mudou a lei: “Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei” (hebreus 7:12)

    Na economia hebraica, o dízimo era usado de maneira totalmente diferente da que hoje é pregada. Mais uma vez, os levitas que recebiam o dízimo inteiro nem sequer eram ministros ou sacerdotes – eles eram apenas servos dos sacerdotes. Números 3 descreve os levitas como sendo carpinteiros, fundidores de metal, artesãos de couro e artistas, que mantinham o pequeno santuário. E 2Crônicas 23-27, durante o tempo dos reis Davi e Salomão, os levitas também foram peritos artesãos, os quais inspecionavam as obras do Templo. Vinte e quatro mil deles trabalhavam no Templo como construtores e supervisores; seis mil eram oficiais e juízes; quatro mil eram guardas e quatro mil eram músicos. Como representantes políticos do rei, os levitas usavam o seu dízimo para servir aos oficiais, juízes, coletores de impostos, tesoureiros, guardas do Templo, músicos, padeiros, cantores e soldados profissionais (1Crônicas 12:23,26; 27:5). É obvio que esses exemplos do uso bíblico da entrada do dízimo nunca se tornam exemplos para a igreja de hoje. É importante saber que na Antiga Aliança os dízimos nunca eram usados para evangelizar os não israelitas. Neste ponto o dízimo falhou. Vejam Hebreus 7:12-19. Os dízimos jamais estimularam os levitas e sacerdotes da Antiga Aliança a estabelecer uma única missão fora do país, para encorajar um só gentio a se tornar israelita (Êxodo 23:32; 34:12,15; Deuteronômio 7:2). O dízimo da Antiga Aliança era motivado e exigido por lei, não pelo amor. De fato, durante a maior parte da história de Israel, os profetas foram os principais portadores da Palavra de Deus e não os levitas e os sacerdotes que recebiam o dízimo.O falso ensino é que os anciãos e pastores da Nova Aliança estão simplesmente continuando de onde os sacerdotes da Antiga Aliança deixaram e por isso devem receber o dízimo. A função e o propósito dos sacerdotes da Antiga Aliança foram substituídos, não pelos anciãos e pastores, mas pelo sacerdócio de todos os crentes. Como outras ordenanças da Lei, o dízimo foi apenas uma sombra temporária, até a vinda de Cristo (Efésios 2:14-16; Colossenses 2:13-17; Hebreus 10:1). Na Nova Aliança cada crente é um sacerdote de Deus (1 Pedro 2:9-10; Apocalipse 1:6; 5:10). E como sacerdote cada crente oferece sacrifícios a Deus (Hebreus 4:16; 10:19-22; 13:15-16). Então, cada ordenança que havia sido previamente aplicada ao antigo sacerdócio foi anulada no Calvário. Visto não pertencer à Tribo de Levi, até mesmo Jesus Cristo foi desqualificado. Desse modo, o propósito original de dizimar já não existe (Hebreus 7:12-19; Gálatas 3:19, 24, 25; 2Coríntios 3:10).

    Portanto, não há nenhum mandamento no novo mandamento do cristão entregar os dízimos aos pastores, pois o dízimo somente podia ser recebido pelos levitas: “Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão” (hebreus 7:5), e os levitas só existiam na velha aliança da lei de moisés, pastores não são substitutos deles pois são ministros de Deus (I Coríntios 4:1) e nem sequer é ordenado que se deva entregar dízimos em favor da obra de Deus, pois ela é sustentada pelas ofertas voluntárias (2Coríntios 9:7).

    5º MENTIRA – “O DÍZIMO RECEBIDO É SOMENTE PARA USO DOS PASTORES”

    Biblicamente, o dízimo pertencia aos levitas (números 18:21-23), mas também para se fazer um festival ao Senhor (deuteronômio.14:22-27) e a cada terceiro ano, para os levitas, órfãos, viúvas e estrangeiros, os quais comiam o dízimo ajuntado dentro das suas portas (deuteronômio14:28-29). Se ofertas e dízimos eram sagrados ao Senhor e não podiam ser comidos por pessoas comuns neste caso Deus abre um exceção, visto que para ele misericórdia é melhor que sacrificio (Oséias 6:6; Mateus 12:7), a vida dos carentes é preciosa ao senhor (veja um exemplo disso em Lucas 6:1-10)

    Portanto mais uma vez, é biblicamente demonstrado que os dízimos recebidos pelos levitas não eram de uso exclusivo deles… os necessitados ( órfãos, viúvas e os de fora de israel ), também se beneficiavam dos dízimos dos alimentos recebidos pelos levitas. Essa conversa de que só os pastores e líderes religiosos podem hoje usufruir dos dízimos não encontra respaldo bíblico. Trata-se de mais uma doutrina de homem.

    6º MENTIRA – “CRISTÃO QUE NÃO DÁ O DÍZIMO SERÁ VITIMA DO “DEVORADOR”
    Se você é evangélico provavelmente já deve ter ouvido alguém falar a respeito do devorador. Muitas igrejas pregam a respeito desse ser. Mas o que os líderes religiosos gananciosos não fazem é mostrar aos membros que a admoestação de Malaquias é dirigida somente à nação de Israel, e não aos cristãos de hoje que não dizimam:

    “Sentença pronunciada pelo Senhor CONTRA ISRAEL, por intermédio de Malaquias” (Malaquias 1:1)

    e, se destina especificamente, aos SACERDOTES CORRUPTOS:

    “Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento.Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração” ( Malaquias 2:1-2)

    Eles estavam ofertando ANIMAIS coxos, cegos mudos, e defeituosos:

    “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do SENHOR é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias1:7-8)

    Quanto a Malaquias 3, notamos que Deus manda trazer somente “DÍZIMOS” para as câmaras do depósito do templo, para que haja “comida” ( alimento, ou mantimento ) em minha casa. Isto é , mantimento = produtos alimentares (ver dicionário da língua portuguesa)

    O texto mais famoso citado para falar a respeito do devorador é Malaquias 3:11, que diz: “Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.” Esse texto é a continuação de Malaquias 3:10, o tão famoso texto que fala a respeito de dízimos no Antigo Testamento. os líderes gananciosos dizem que o “devorador” mencionado nesse texto é um demônio que destrói as finanças daqueles que não dão os 10%, ou seja, que não são dizimistas. As pessoas que pregam nessa linha trazem ameaças de destruição financeira aos seus ouvintes se os mesmos não forem dizimistas fiéis.

    O DEVORADOR É MESMO UM DEMÔNIO? A resposta é não! Os que afirmam que esse devorador citado no texto é um demônio, no mínimo, faltaram em algumas aulas de interpretação da Bíblia. A primeira coisa a sabermos é que no Antigo Testamento, a aliança que vigorava era uma aliança baseada na obediência. Se o povo fosse obediente às leis de Deus seriam abençoados. Essas bênçãos eram visivelmente mandadas em forma de paz e boas colheitas e prosperidade. Se fossem desobedientes, seriam amaldiçoados. Falta de paz e colheitas ruins estavam em vista aqui. (Deuteronômio 28). Em uma das ameaças de maldições em suas colheitas, que Deus manda ao povo através do profeta Joel, vemos que: “O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.” (Joel 1:4). Uma maldição que tinha em vista a destruição da lavoura.

    O texto de Malaquias 3:11 diz a mesma coisa: “Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”. Esse devorador certamente se tratava de um tipo de gafanhoto altamente destrutivo ou outro “bicho” que acabava com as plantações (que eram a base da economia do povo de Israel). A ação devastadora desse “ser” acabava com a prosperidade do povo em pouco tempo atacando suas lavouras. Quando o povo era obediente a Deus e cumpria a Sua lei, que no caso desse texto é a lei de dizimar, Deus abençoava suas colheitas e negócios. Esse é o sentido desse texto. Assim, não faz sentido usar esse texto para afirmar que o devorador era um demônio ou coisa parecida. Nem faz sentido ameaçar as pessoas hoje em dia com esse “devorador”

    “repreenderei o devorador” Versículo 11 (Não é dinheiro que faz isto, é o próprio Deus)

    Devorador, segundo a bíblia, nunca foi demônio, e sim, gafanhotos, que Deus enviava como pragas a terra para castigar o povo, e estes gafanhotos, Deus os chamavam de “O meu grande exercito” (Joel 2:22-27) …”repreenderei o devorador ” significa… espantarei a praga do meio da vossa plantação (gafanhotos), veja também Levítico 11:22 e Naum 3:16.

    Os líderes gananciosos que ensinam que esses “devoradores” são demônios que irão causar doenças na família, o carro vai viver quebrando etc, aproveitam o desconhecimento dos cristãos do verdadeiro devorador ao qual Malaquias se refere, o gafanhoto que devorava as colheitas da nação de israel. Não há confirmação nenhuma no novo testamento de que quem não dizima será vitima desse “devorador”… quando um ladrão quer tomar o dinheiro de uma pessoa, ele a ameaça, pois se pedir provavelmente a vítima não entregará o seu dinheiro, e por conta disso o ladrão usa o recurso da ameaça, para forçá-la, da mesma forma agem esses pastores que insistem em receber dízimos pois usam um texto fora de seu real contexto para ameaçar dizendo que o mesmo “devorador” que viria sobre a nação de israel se não dizimasse virá para aqueles que não entregam seus dízimos a eles.Trata-se portanto de mais um ensino distorcido da bíblia para forçar os cristãos que não estudam a bíblia a dizimarem.

    Hoje em dia, a classe mais pobre é a que mais contribui para beneficência. E, mesmo assim, ela permanece na pobreza. Os dízimos não são uma garantia para alguém enriquecer depressa, em vez da educação, da determinação e do árduo trabalho. Se Malaquias 3:10 funcionasse realmente com os cristãos da Nova Aliança, nesse caso milhões de cristãos dizimistas já teriam escapado da pobreza e se tornado o grupo mais rico do mundo, em vez de continuar sendo pobre. Portanto, não existe evidência alguma de que a vasta maioria dos pobres “pagadores do dízimo” tenha sido abençoada pelo mero fato de o entregar. As bênçãos da Antiga Aliança já não estão em efeito (Hebreus 7:18-19; 8:6-8,13).

    Portanto, não há nenhuma possibilidade de um cristão ser vítima do “devorador” (demônio) por causa de não ser dizimista, pois nenhuma maldição da antiga aliança pode atingir aos cristãos da nova aliança em Jesus ( gálatas 3:13 )

    7º MENTIRA – O DÍZIMO SERVE PARA MANTER A IGREJA FÍSICA HOJE, POIS ELA SUBSTITUIU O TEMPLO JUDAÍCO ONDE SE ENTREGAVAM OS DÍZIMOS.

    Nada poderia estar mais longe da verdade. Trata-se de outro falso ensino os religiosos que exigem dízimos de que os edifícios chamados “igrejas”, “tabernáculos” ou “templos”, substituíram o Templo do Velho Testamento como locais de habitação divina.

    A Palavra de Deus jamais descreve os grupos da Nova Aliança como ”tabernáculos”, “templos” ou “edifícios”. Os cristãos não “vão à igreja”. Eles se “reúnem para adorar”. Também, visto que os sacerdotes do Velho Testamento pagavam o dízimo, então, logicamente, o dízimo não pode continuar. Nesse caso, é errado chamar um edifício de “armazém do Senhor” para receber os dízimos (1 Coríntios 3:16-17; 6:19-20; Efésios 1:22-23; 2:21; 4:12-16; Apocalipse 3:12). Com respeito à palavra “armazém” comparem a 1 Coríntios 16:2 com a 2 Coríntios 12:14 e Atos 20:17, 32-35. Durante vários séculos após o Calvário, os cristãos nem mesmo possuíam um edifício próprio (que chamassem de armazém), visto como o Cristianismo era uma religião ilegal e sofria perseguições.

    Após o sacrifício de Jesus, o véu do santuário se rasgou: “E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Marcos 15:38) e hoje, cada cristão é um santuário onde habita o Espírito Santo: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3:16) Não há sequer um Templo ou santuário físico para que os cristãos levem os dízimos pois: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (Atos 17:24). Jesus sequer fundou uma igreja física, pois a verdadeira igreja é espiritual.

    1. Que autoridade nos dá a Palavra de Deus para estabelecermos igrejas denominacionais ou não denominacionais em meio ao testemunho cristão, quando as Escrituras condenam a criação de divisões entre os crentes? (1 Coríntios 1:10; 3:3; 11:18-19)

    2. Com que autoridade vinda de Deus os cristãos denominam suas assim chamadas “igrejas” como Presbiteriana, Batista, Pentecostal, Aliança, Cristã Reformada, Anglicana etc., quando não há na Bíblia instruções para nos reunirmos em qualquer outro nome além do nome do Senhor Jesus Cristo? (Mateus 18:20; 1 Coríntios 5:4)

    3. Será que existe qualquer base na Palavra de Deus para chamar esses edifícios de “igrejas”? A definição bíblica de “igreja” é de uma reunião de crentes que, pelo evangelho, foram chamados para fora, tanto dentre os judeus como dentre os gentios, e são unidos em um único corpo a Cristo, sua Cabeça no céu, pela habitação do Espírito Santo. (Atos 11:22; 15:14; 20:28; Romanos 16:5; 1 Coríntios 1:2; Efésios 5:25)

    4. Onde há no Novo Testamento uma referência mandando os Cristãos construírem templos e chamarem esses locais de “Cada de Deus”, sendo que Deus não habita em templos feito por mãos humanas? (Atos 7:48 e 17:24).

    Dizer que os dízimos são necessários para manter a igreja e sustentar os pastores e líderes não tem fundamentação bíblica neotestamentária, O apóstolo Paulo estava entre os que insistiam em trabalhar com as próprias mãos pelo seu sustento (Atos 18:3; 1Tessalonicenses 2:9-10; 2Tessalonicenses 3:8-14). Embora ele não tenha condenado os que recebiam sustento pela obra em tempo integral, também não ensinou que tal sustento fosse ordenado por Deus, para difusão do Evangelho. (1 Coríntios 9:12). De fato, duas vezes em Atos 20:29, 35 e também em 2 Coríntios 12:14, ele até mesmo encoraja os anciãos da igreja a trabalharem para manter os necessitados da igreja (Eu só queria ver um dos pastores atuais trabalhando para ajudar os pobres da igreja!).

    Para Paulo, a expressão “viver do evangelho” significava “viver segundo os princípios da fé, do amor e da graça” (1 Coríntios 9:14). Conquanto verificasse ter “direito” a alguma ajuda, ele concluía que a “liberdade” de pregar o seu evangelho era mais importante, a fim de cumprir a sua vocação de Deus (1 Coríntios 9:15; 11:7-13; 12:13,14; 1 Tessalonicenses 2:5-6). Enquanto trabalhava como artesão de tendas (atos 18:3), Paulo aceitou uma certa ajuda, porém se gloriava de que o seu pagamento ou salário era o fato de poder pregar livremente, sem se tornar um fardo para os outros (1 Coríntios 9:16-19).

    Em nenhum lugar desde Atos 7:58 (onde Paulo é mencionado pela primeira vez) até suas epístolas, não vemos o apóstolo Paulo orientando alguém a dizimar nem recebendo dízimos dos cristãos, portanto uma prova clara que a igreja primitiva não tinha o dízimo como uma doutrina cristã e inquestionável como se vê hoje nessas igrejas que dizem seguir fielmente as Escrituras.

    Paulo deixou claro que os que pregavam o evangelho tinham todo o direito de serem supridos com as ajudas e doações voluntárias dos cristãos (I Coríntios 9:11 e 14, Filipenses 4:18 ), mas nunca disse que seria dos dízimos! Sequer há mandamento seja do Senhor Jesus ou de seus apóstolos dos cristãos entregarem seus dízimos nos “templos” que hoje conhecemos como igreja, pois Jesus nunca fundou uma igreja física, nem ordenou que se fizessem construções para ali os seus seguidores se reunirem! Se o dízimo fosse tão necessário e importante como esses líderes gananciosos querem fazer parecer, teria o apóstolo Paulo esquecido de mencionar algo tão importante? obviamente que não, pois ele é categórico ao dizer: ” jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa” e ” porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (atos 20:20 e 27)… ou seja, tudo que era necessário ele, Paulo, ensinou e o Apóstolo Paulo nunca incentivou ou ensinou os cristãos a dizimarem!

    Portanto comprovadamente os dízimos não são obrigatórios serem entregues, muito menos nas igrejas físicas de hoje.

    8º MENTIRA – “DAR OFERTAS, MESMO ACIMA DE 10% DA SUA RENDA, NÃO TEM O MESMO VALOR ESPIRITUAL, POIS QUEM NÃO DÁ O DÍZIMO ROUBA A DEUS E NÃO SERÁ SALVO POIS ESTÁ DEBAIXO DE MALDIÇÃO”

    Tanto a bênção como a maldição de Malaquias 3:9-11, perduraram somente até o término da antiga Aliança, ou seja, até o Calvário. A audiência de Malaquias havia voluntariamente reafirmado a Antiga Aliança (Neemias 10:28-29. “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém” (Deuteronômio 27:26, citado em Gálatas 3:10). E Jesus Cristo deu um fim a essa maldição, conforme Gálatas 3:13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Portanto nenhuma maldição proveniente da não observância da lei de moisés (e o dízimo pertencia a ela) atinge aos cristãos. Mas os lideres gananciosos que recebem dízimos escondem isso dos membros.

    Mas não é porque o Cristão não seja mais obrigado a dizimar que ele esteja isento de ajudar na propagação do evangelho e em favor dos necessitados pois: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2coríntios 9:7).

    “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (2coríntios 8:1-3) Essa era a prática da igreja de Deus que Cristo estabeleceu.

    Os princípios de dar no Novo Testamento, na 2Coríntios capítulos 8 e 9 são superiores ao dizimar, que não é obrigatório aos cristãos.

    Os seguintes princípios de dar voluntariamente na Nova Aliança estão fundamentados na 2 Coríntios 8 e 9 (1). Dar é uma “graça”. A 2 Coríntios 8 usa oito vezes a palavra “graça”, referindo-se à ajuda aos santos pobres (2). Dar primeiro a Deus (8:5). (3) Dar-se a si mesmo para conhecer a vontade de Deus (8:5) (4) Dar em resposta ao dom de Cristo (8:9 e 9:15). (5) Dar com desejo sincero (8:8, 10, 12 e 9:7) (6) Não dar por causa de mandamento algum (8:8,10; 9:7). (7) Dar além de sua capacidade (8:3, 11, 12) (8) Dar para produzir igualdade. Isso quer dizer que os que têm mais devem dar mais, a fim de suprir a incapacidade dos que não podem dar mais (8:12,14) (9) Dar com alegria (8:2). (10) Dar porque está crescendo espiritualmente (8:3,4,7). (11) Dar porque deseja crescer espiritualmente (9:8, 10, 11). (12) Dar porque está ouvindo o Evangelho ser pregado (9:13).

    9º MENTIRA – “JESUS MANDOU OS CRISTÃOS DAREM O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO”

    O falso ensino é que Jesus ensinou a dizimar, em Mateus 23:23, dizendo que isso está claro no Novo Testamento.

    Em primeiro lugar, A Nova Aliança (o novo testamento) não teve princípio no nascimento de Jesus, mas na Sua morte (Gálatas 3:19, 24, 25; 4:4). O dízimo não é ensinado na igreja, depois do Calvário. Quando Jesus falou sobre o assunto em Mateus 23:23, Ele estava simplesmente ordenando a obediência às leis da Antiga Aliança, a qual ele endossou e obedeceu até chegar ao Calvário.

    Não existe um único texto do Novo Testamento que ensine a dizimar após o período do Calvário. (Atos 2:42-47 e 4:32-35 não são exemplos para se dizimar, a fim de sustentar os líderes da igreja). Conforme Atos 2:46, os cristãos judeus continuavam a adorar no Templo. E conforme Atos 2:44 e 4:33,34, os líderes da igreja compartilhavam igualmente o que recebiam com todos os membros da igreja (o que hoje os líderes gananciosos que recebem dízimos não fazem).

    Aliás, Jesus sequer é mencionado dizimando ou recebendo dízimos… e porque os líderes gananciosos pedem dízimos em nome de Jesus sendo que o próprio Jesus disse: “em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas;pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16:17-18)… Ele nunca disse ” em meu nome receberão dízimos…”

    Portanto comprovadamente mais uma mentira desses homens que se dizem ordenados por Deus a exigirem dízimos dos cristãos incautos foi desmascarada! Jesus nunca ordenou que os seus discípulos e futuros apóstolos recolhessem dízimos… e porque esses líderes acham que podem fazer diferente? Bem o Senhor Jesus profetizou sobre esses tipos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7:15)

    10º MENTIRA – “JESUS RECEBE DÍZIMOS DOS CRISTÃOS CONFORME HEBREUS 7:8″

    O início do capítulo 7 de hebreus é apenas citação do Antigo Testamento, onde fala do sacerdócio de Melquisedeque. Em Hebreus 7:5 diz: ” E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão”

    A lei foi dada por intermédio de Moisés, ao povo, direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações ( montagem e desmontagem de tendas no deserto), os quais tinham ordem, segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11 e 12:

    Hebreus 7:11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se ao Salvador) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

    Hebreus 7:12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.

    Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7:5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7:11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7:12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade de que enviasse outro Sacerdote? Mudou o Sacerdócio, necessariamente se faz mudança na Lei.

    A lei dos dízimos foI direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio e não havendo mais “Levitas”, nem “templo”, nem sacerdote a oferecer sacrifícios, pois O Salvador já o fez, logo,se aplicada aos crentes hoje, ela torna-se intempestiva e ilegítima, porque os “pastores” de hoje não são levitas nem foram proibidos de trabalhar, nem menos tiveram promessas de herança de dízimos para sustento por não ter tido herança nas distribução de terras prometidas ao povo israelita por herança.

    Outra particularidade, no capítulo 18 do livro de Números, o Senhor Deus adverte aos sacerdotes levitas dizendo: Na sua terra, possessão nenhuma terás, e no meio deles nenhuma parte possuirás; eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos filhos de Israel.

    Gostaria de recomendar aos pregadores contemporâneos (os que querem se assemelhar aos sacerdotes levitas que recebiam dízimos), seria bom que guardassem os mandamentos do Senhor para aquela tribo, os quais não possuíam bens materiais, pois o Senhor era a herança dos sacerdotes levitas.

    Recapitulando: Hebreus 7 apenas faz a menção pós-Calvário de dizimar, numa explanação de porque o sacerdócio levítico deve ser substituído pelo sacerdócio de Cristo, porque o sacerdócio levítico era fraco e ineficiente. Estude Hebreus 7 e sigam a progressão do versículo 5 ao versículo 12 e ao versículo 19.

    Porém, líderes gananciosos insistem em apenas mostrar hebreus 7:8 aos membros, onde segundo eles, Jesus receberia dízimos dos cristãos: “Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive” (hebreus 7:8)

    Apenas mostrando esse versículo isoladamente aos membros desavisados, querem dar a entender que esse versículo manda os cristãos ainda dizimarem, sem ler todo o real contexto do capítulo 7 de hebreus.

    Portanto hebreus 7:8 não fala de Jesus recebendo ainda dízimos dos cristãos, pois o contexto do capítulo 7 de hebreus fala na verdade da superioridade do sacerdócio de melquisedeque em relação ao levítico que era sustentado pelos dízimos. Cristãos não tem o mandamento bíblico de dizimarem.

    Considerações finais:

    Em Hebreus 7,8,9 e 10, neste 4 capítulos deixa bem claro a questão do sacerdócio perfeito, que, quando mudado o sacerdote Levítico, veio o Cristo, e mudando o sacerdócio se muda a lei ( Hebreus 7:12 ) portanto, notamos, que no novo testamento, não há ninguém dando dizimos em dinheiro, sendo que já existia, porque, Jesus foi traído por moedas, e a viúva ofertou moedas, mas dízimos, foi mencionado em alimentos, hortaliças ( Mateus 23.23 ) jamais em dinheiro, e o próprio Senhor Jesus, relatou que o dízimo era da lei para o povo de Israel , …”o mais importante DA LEI “. (Mateus 23:23)

    Paulo não mencionou dízimos, nem outro apóstolo qualquer deixou exemplo de tal prática. Em Corintios 9, Paulo pede donativos para suprir necessitados e não para manter despesas de instituições religiosas. Em Atos 4:32 em diante, notamos a generosidade dos irmãos,vendendo tudo e depositando aos pés dos apóstolos, para que se fosse feita DISTRIBUIÇÃO AOS NECESSITADOS, de forma a não haver necessitados entre eles ( esta é a justiça que excede a dos fariseus religiosos que apenas punham seus dízimos das hortaliças e achavam que estava, cumprindo sua parte) em Mateus 23:23 e Lucas 18:12. Tal prática dos fariseus, mostra religiosidade e eles não praticavam a fé, de fato, que , quem diz que dizimar é um ato de fé, é engano, porque os fariseus dizimavam , mas não praticavam a fé. O jovem rico, não foi indicado por JESUS a dizimar, e sim, vender e REPARTIR com os pobres. Jó nunca dizimou, e mesmo assim era próspero.

    Abraão só deu o dízimo uma só vez, e não foi em dinheiro, foi despojos, sobras de conquistas de guerra, dizimo de sangue, após matar os reis e tomar seus bens.

    Jacó prometeu dar o dízimo, ( um voto particular dele ) em Gênesis 28:20-22 , mas a bíblia não fala que ele cumpriu…

    Abraão não foi a “suposta” casa do tesouro ( igreja ) mas Melquisedeque lhe saiu ao encontro para receber sua parte, devido ser rei de Salém e receber por que passava em tal parte, imposto semelhante ao que Jesus nos ensinou a pagar a César (Mateus 22:21). Isto é, JESUS mandou sermos fiéis ao estado e não sonegar impostos.

    Os cobradores de impostos ao se converter, restituíram 4 vezes mais aos que haviam defraudado, e foi nisto que Jesus afirmou: “hoje houve salvação nesta casa” (Lucas 19:9)Repare que o Salvador não o mandou dar dízimos.Todas as vezes que você quiser dar algo á Deus, e restituir a Deus com gratidão, faça isto dando ao seu próximo, pois assim,estará cumprindo a palavra na íntegra, conforme Mateus 25 deixa bem claro esta questão.

    No sétimo ano, Israel, não trazia dízimos, devido ser o ano sabático,a terra descansava (Levítico 25:4) Mas e será que a igreja atual faz isto? Fica sem receber dizimos no sétimo ano?

    O DÍZIMO era vendido POR DINHEIRO,devido a distância de levar onde o Senhor escolhera, para santificar seu nome, e o próprio dizimista COMIA DOS SEUS DÍZIMOS, (Deuteronômio 14:22-26) administrava o dízimo, hoje em dia quem come dos dízimos são os pastores, que administram os dízimos, dando ordem quê e no que será empregado os dízimos do povo. Estes ditos “sacerdotes” ( pastores) não são levíticos, nem exercem função sacerdotal superior a qualquer irmão que seja, e muito menos têm eles o direito de administrar o dízimo pessoal de cada um.

    Quanto a sacerdotes, sabemos todos nós somos, depois de Cristo nos fazer um sacerdócio real, nação santa , povo eleito de DEUS, passamos a ter livre acesso ao Pai através de CRISTO que , na sua morte, o que nos separava foi rasgado do alto abaixo, a saber o véu que separava o lugar santo,( local onde entravam os sacerdotes) do lugar santíssimo (onde só entrava o sumo sacerdote 1 vez por ano para pferecer acrificio pelo pecado do povo).

    Paulo recebeu muitas vezes ajuda da igreja, mas era para se manter, e não era salário mensal como se estivesse numa empresa. Paulo trabalhava (atos 18:3) , e em nada pesava os irmãos e a igreja.

    Se Paulo disse: “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”, será que nesta parte, os pastores que exigem dízimos imitam à Paulo? Vemos Jesus ou Paulo recolhendo ou ensinando sobre dízimos?Em 2Coríntios 9:9, Paulo cita o salmo 112:9, onde fala da generosidade com os mais pobres: “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre”. (2 Coríntios 9:9)

    Nada falou de dízimos em dinheiro, e sim, contribuições voluntárias , para “suprir” os que não tem, algo que, é totalmente visto por Deus. Paulo faz uma coleta para “DISTRIBUIR”, hoje em dia se faz uma distribuição (de envelopes) para ajuntar, não para os pobres, mas, para os cofres de uma instituição, que se preocupa mais com a posição social, status, templos, fama, nome, competição, horários de TV, rádios, sites, eventos, shows, viagens, lazer para líderes, carrões, mansões, aviões, e ainda se diz que é expansão da obra de Deus…

    Cada dia os patrimônios religiosos estão ainda maiores, e o evangelho mais distante do que a igreja primitiva pregava e vivia, tudo por causa de dinheiro. A biblia fala para não reter e sim dar. Será que a igreja faz isto? Ou antes retém,para construir seu império e se fortalecer mais e mais, visando dominar a maior parte possível do globo terrestre, e arrebanhar o maior número de pessoas possível, como se tudo fosse uma partida de competição: “Quem tiver mais membros é o vencedor”

    Paulo afirma: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Coríntios 2:17)

    Deus abençoe a todos que leram este estudo e que o Espírito Santo tenha conduzido a leitura e o entendimento para compreender que dízimos não são mais obrigatórios.

    “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2Pedro 3:18)

    • Paz, Stardust, como vai?
      Sou bastante a favor de que a Igreja cuide dos necessitados.

      Trago-lhe uma pergunta:

      A Igreja primitiva viveu uma realidade de comunhão belíssima, intimista e exemplar. Mas, passados 2 mil anos, seria possível manter a mesma forma? Seria possível, nos tempos de hoje, a igreja não ter se tornado tmb uma empresa? Qual sua opinião, por favor? Qual possibilidade vc vê?

      Em Cristo,
      Jota.

      • jota oliveira

        muito interessante sua pergunta… “Seria possível, nos tempos de hoje, a igreja não ter se tornado tmb uma empresa?”

        Pois bem, infelizmente Jota, a ganancia e orgulho do ser humano fez criar esse monte de denominações supostamente cristãs, é “igreja” de tudo quanto é tipo e nome… cada qual com suas regras ( que dizem serem biblicas, mas não passam de ordenações humanas)…. na vdd, são empresas da fé, que para seus membros passam uma aura de “igreja”, mas é só vc entrar na porta que só pastores tem acesso para ver que se trata de uma empresa… infelizmente é assim que a coisa funciona.

        A igreja primitiva, de atos e das epístolas geralmente se reunia em casas… se o modelo fosse seguido, não seriam necessário esses templos denominacionais que geram gastos e mais divisões… o que se arrecada entre os fiéis poderia ser utilizado de forma mais direta em prol do evangelho e dos necessitados… infelizmente, o que se recolhe nos templos evangélicos acaba por sustentar aquele sistema decadente e empresarial… e a manutenção do templo físico…

        Jesus nunca ordenou contrução de templos físicos… Jesus nunca fundou denominação evangélica nenhuma… ora, a maioria das denominações evangélicas provém de uma cisão em outra denominação evangélica… Seria Deus a favor de separações??? está Deus nisso??? pegue a história da maioria dos lideres evangélicos mais conhecidos… a maioria estava descontente em sua denominação, saiu e fundou sua própria… vc acha que Deus é quem mandou eles fazerem isso???

        Denominação não salva ninguém, então com certeza nada a ver com Deus nessa coisa. Eles fazem isso movidos por orgulho, ganancia, sede de poder…alguns fazem questão de por o seu nome nos letreiros da denominação… ” … ministério fulano de tal…”

        Então respondendo diretamente sua pergunta “Seria possível, nos tempos de hoje, a igreja não ter se tornado tmb uma empresa?”

        É possível sim, a igreja de Cristo hj não ser uma empresa, é só seguir os mesmos moldes da igreja primitiva… Para congregar, não precisa abrir um templo físico, que gera gastos de manutenção, os cristãos primitivos congregavam em casas, se esse modelo fosse seguido, o que se recolhe lá, vai diretamente para ajudar aos necessitados e outros pequenos gastos.

        jota, a igreja de Cristo nunca foi uma empresa, não é uma empresa e nunca será uma empresa… as igrejas evangélicas é que se tornaram empresas…

        “também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias;” (II Pedro 2:3a)

        “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus;” (II Coríntios 2:17a)

  4. Anexo:Lista dos pastores evangélicos mais ricos do Brasil (Forbes)
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    O ranking feito pela revista Forbes, que lista os seis pastores evangélicos mais ricos do Brasil.Na primeira posição, está o bispo Edir Macedo, que tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, segundo a revista.1 2
    Nº Pastor Fortuna Igreja
    1ª Edir Macedo R$ 2 bilhões Igreja Universal do Reino de Deus
    2ª Valdemiro Santiago R$ 400 milhões Igreja Mundial do Poder de Deus
    3ª Silas Malafaia R$ 300 milhões Assembléia de Deus Vitória em Cristo
    4ª R. R. Soares R$ 250 milhões Igreja Internacional da Graça de Deus
    5ª Estevam Hernandes e Sônia Hernandes¹ R$ 120 milhões Igreja Renascer
    6ª Estevam Hernandes e Sônia Hernandes¹ R$ 120 milhões Igreja Renascer
    Obs:¹ Os fundadores da Igreja Renascer, ocupam o 5ª e a 6ª posição, com uma fortuna avaliada em R$ 120 milhões.

  5. Marina, morena
    Marina, você se pintou
    Marina, você faça tudo
    Mas faça um favor
    Não pinte esse rosto que eu gosto
    Que eu gosto e que é só meu
    Marina, você já é bonita
    Com o que deus lhe deu
    Me aborreci, me zanguei
    Já não posso falar
    E quando eu me zango, marina
    Não sei perdoar
    Eu já desculpei muita coisa
    Você não arranjava outra igual
    Desculpe, marina, morena
    Mas eu tô de mal
    De mal com você
    De mal com você.

  6. Jean,ore sim,obrigada,há uma igreja que simpatizo muito,Presbliteriana,inclusive,leio muito livros do Rev.Hernandes Dias Lopes,assisto seus ensinos pela tv,leio mensagens dele no site,o que vcs acham dessa denominação?

    • Ana Clara,

      Eu inclusive quando era mais novo frequentava uma igreja presbiteriana, gostava dela.

      Particularmente nunca vi nada contra a presbiteriana, referente a escândalos e coisas do tipo. Mas cada cidade tem seu pastor, depende da sua também. Se vc gosta dessa denominação, acho válido fazer uma visita, conhecer e falar com o pastor.

      Estarei orando com certeza.

  7. Paz, Stardust, como vai?
    Agradeço por ter respondido. Tenho mais perguntas, rsrs.

    Vc escreveu à Ana Clara:

    ´´… a religiao evangélica diz que vc tem de segui la pois é a unica que segue os mandamentos de Cristo… por isso querem que vc va aos templos dela o máximo possivel…

    claro que isso visa recolhimento maximo de dizimos e ofertas…

    dizem seguir Jesus mas seguem pastores que vivem mais na lei do que na graça…

    a religião evangélica é tao conflitante com as escrituras como a religião católica…´´

    ——————-

    Se possível, gostaria de saber qual sua ´religião´, ou ´como´ vc congrega, como vc comunga a fé em Cristo com outros irmãos e a Santa Ceia, por favor. Pois pelo que escreveu à Ana, me parece que vc não é nem evangélico nem católico, confere?

    Suas colocações, acompanhadas de referências bíblicas, oferecem material para reflexão, e é neste sentido que pergunto como essa questão de igreja, fé, comunhão com os irmãos funciona para vc. Mais uma vez agradeço, e fico no aguardo de resposta.

    Em Cristo,
    Jota.

    • jota oliveira

      Quando me perguntam a minha religião, eu respondo que sou cristão. Creio na bíblia como única fonte confiável de mandamentos da parte de Deus, o que já me descaracteriza como católico. Aliás nunca fui da religião católica, mas já fui da religião evangélica, que eu considero apenas outra vertente do cristianismo.

      Não sou católico nem evangélico. Sou cristão. Assim os seguidores de Cristo eram conhecidos na bíblia, e penso ser a melhor forma de definir à nós, que tem zelo pela palavra de Deus, apesar da invencionice das lideranças evangélicas.

      Apesar de não ser biblicamente errado, penso que é mais proveitoso ao invés de congregar em denominações evangélicas que congreguemos em grupos menores, em casa, assim os da igreja primitiva faziam, e penso ser a melhor forma.

      Creio no batismo e na santa ceia como os dois únicos sacramentos para a igreja de Cristo.

      referencias bíblicas vc pede, então vou lhe dar as referencias bíblicas para tudo o que escrevi:

      1- Sou cristão pq na bíblia os seguidores de Cristo eram conhecidos assim:

      ” Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Atos 11:26b)

      2- Creio na bíblia como única fonte confiável de mandamentos da parte de Deus:

      “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (atos 17:11)

      3- penso que é mais proveitoso ao invés de congregar em denominações evangélicas que congreguemos em grupos menores, em casa, assim os da igreja primitiva faziam:

      “Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa.” (Colossenses 4:15)

      ” e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa” (Filemon 1:2)

      “As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles.” (I Coríntios 16:19)

      “saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.” (Romanos 16:5a)

      4- Creio no batismo e na santa ceia como os dois únicos sacramentos para a igreja de Cristo:

      “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.” (Lucas 22:19)

      ” Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.” (I Coríntios 11:25)

      “E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.” (atos 8:36-38)

      “Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.” (Atos 10:47-48)

      • Bom dia, Stardust. Paz.
        Muito obrigado pela resposta.

        Eu tmb prefiro, quando me perguntam, me definir como cristão apenas, mesmo frequentando uma denominação.

        É impressionante o número de relatos bíblicos que mostram como a igreja primitiva se congregava, e o fato de não construírem templos. Muito interessante.

        Mas havia ordenação de presbíteros e diáconos, não é? Havia a de PASTORES tmb…? A existência de diáconos e presbíteros era pra administrar melhor o crescimento do número de cristãos? A igreja como edifício denominacional teria surgido então com o advento da igreja católica…?

        Obrigado por sua solicitude.

        A Paz de Cristo.

        • jota oliveira

          Há controvérsias sobre o que seria na realidade presbíteros, diaconos, pastores… alguns entendem que é a mesma coisa, outros acham que são cargos diferentes… pessoalmente creio que presbítero seja um cargo acima do de pastor, e diácono, seria um cargo abaixo, o equivalente hoje a um obreiro:

          PRESBÍTERO: Líder da igreja. Os presbíteros se dedicavam à direção das igrejas, ao ensino da doutrina cristã e à pregação do evangelho. A palavra grega presbyteros quer dizer “ANCIÃO”, mas era usada para os líderes cristãos sem referência à sua idade. Nos tempos do NT os presbíteros também eram chamados de BISPOS (AT 20:17,28; 1TM 3:1-7; TT 1:5-9).

          PASTOR: Ministro da igreja (HB 13:17, RC; 1PE 5:2).

          DIÁCONO: Pessoa que ajudava nos trabalhos de administração da igreja e cuidava dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral. O diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã (AT 6:1-8; 1TM 3:8-13).

          FONTE: dicionário bíblico

          Na igreja primitiva havia ordenação de presbíteros, pastores e diáconos, cada qual com sua vocação dada por Deus:

          “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.” (I Timóteo 5:22)

          ” E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,” (Efésios 4:11)

          Sobre templos, isso é uma herança do judaísmo, que a igreja católica incorporou… infelizmente a religião evangélica manteve esse ensino de que ” a igreja é o templo físico, e é a casa de Deus”…

          Notoriamente, esse pensamento contraria as escrituras:

          “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas.” (atos 17:24)

          Na verdade, a casa de Deus é o próprio cristão:

          “Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós…” (Hebreus 3:6)

          Essa é a verdade bíblica que os religiosos dos templos físicos não querem que os incautos descubram:

          “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3:16)

          Os religiosos morrem de medo que o povo de Deus descubram que os templos físicos a que eles chamam erroneamente de igreja não é necessário no cristianismo… e ainda com a desculpa de dízimos para manter essa estrutura da qual Jesus ou os apóstolos nunca deram instruções para manter…

          infelizmente, jota, a religião evangélica e a católica tem mais em comum do que as aparentes diferenças… idolatria há nas duas, só muda o foco… é só reparar…

          • Compreendo… Mas, vc acha que a pregação do Evangelho de Jesus, por parte das denominações, oferece algum serviço e proveito às pessoas, ao mundo?

            ——

            Estava procurando o seguinte versículo, e achei-o:

            ´´Não deixando a nossa CONGREGAÇÃO, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.´´ (Hebreus 10:25-26)

            Este versículo é MUITO usado, para se referir às pessoas que deixam de frequentar os templos físicos, sim? Que diz a respeito, Stardust?

            Mais uma pergunta: Onde vc se reúne pra comungar a fé, qual o número de pessoas que se reúnem? Existem diáconos, pastores, presbíteros? Há uma (ou mais) pessoa responsável pelo estudo da Palavra. Como funciona? E o serviço de missões, como isso é tratado?

            Fique com Deus.
            Agradeço, mais uma vez, sua solicitude. Deus o abençoe, Stardust.

          • jota oliveira

            sim, eu creio que muitas pessoas que estão nas denominações são pessoas comprometidas com a vdd, com Deus, são pessoas boas, e portanto salvas, sim, e creio que denominações podem contribuir com o evangelho.

            Esse versículo de hebreus 10:25 eu conheço bem… sim, ele é usado como “incentivo’ para que as pessoas não deixem de congregar… mas aonde está escrito nele que tem de ser num templo físico denominacional???

            CONGREGAR: Reunir (MQ 2:12). fonte: dicionário bíblico

            Se congregar é se reunir ( em nome de Jesus ) precisa ser necessariamente num templo físico denominacional??? Não pode ser isso feito na casa de algum irmão?

            “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mateus 18:20)

            entendeu agora, Jota? Jesus disse que ONDE ESTIVEREM dois ou três reunidos em Seu nome, Ele ali estaria… pode ser em qualquer lugar portanto o congregar cristão… em casas, em praças, estádios etc… como vc já viu, na igreja primitiva, eles congregavam em casas.

            O numero de pessoas que congregam é bem reduzido, por 2 motivos, o espaço não é tão grande e alguns desistem de congregar, desanimam etc… há o responsável pela oração, pela palavra, e a EBD… sobre missões eu não tenho essa informação.

          • jota oliveira,

            O termo “igreja” há vários sentidos da palavra, originalmente do grego “kyriakon” significa “casa do Senhor”.

            Agora o mesmo termo “igreja” traduzido hoje do grego “ecclesia” significa “assembléia”, “congregação”, “reunição”, “comunhão cristã”, é neste sentido que usa-se hoje a palavra igreja no sentido denominacional.

            Já havia relatos na igreja primitiva até mesmo antes de 200 dC de construções apropriadas para reunião de cristãos ou culto a Deus. Portanto a “igreja” tem como objetivo básico abrigar os participantes do culto, apenas isso.

  8. Ana Clara vc disse que sua tia tem depressão , parece se ela não for na igreja e depender de pastores … Ana Clara , há aqueles que nascem de uma forma natural ! e ha aqueles que nascem a ” forcespes ” se é assim que escreve ! vc toma como exemplo a sua tia , pode ser que ela ainda não pode ser exemplo ora vc ! mas temos que aprender uma coisa , vc é dotada de espirito, alma e corpo , certo ? seu corpo precisa de alimento, se não ele morre de inanição ! assim como é nossa alma ! temos que alimentar nossa alma se não ela tambem morre ” espiritualmente “quero dizer morremos na fé , e sem fé é impossível vc agradar a Deus ! Com certeza ela vai na igreja para alimentar a alma, e assim fazendo o corpo que é o involuco da alma torna-se mais resistente e imune as doenças fisicas e psicossomáticas ! Deus é espírito e ele trata conosco espiritualmente, em todos estes anos que tenho de crente nunca vi alguem que se afastou da igreja da casa de Deus , sobreviver espiritualmente com uma fé sadia ,conheço muitos e todos cambaliantes nas coisas de DEUS , tornam-se inseguras e começa aceitar coisas que antes não aceitava , pois estava vivendo a verdade e hoje ja tem dúvidas !
    Por isso procure uma igreja que prega a palavra de Deus ,um evangelho simples que te conduz ao céu !

  9. Boa noite, Jeann. Como vai?

    Obrigado pelas informações.

    Quanto ao que vc escreveu:

    ´´Já havia relatos na igreja primitiva até mesmo antes de 200 dC de construções apropriadas para reunião…´´,

    vc sabe informar onde encontrar estes relatos, por favor?

    Agradeço e fico no aguardo.
    Em Cristo,

    Jota.

    • jota oliveira,

      Tem bastante informação sobre a igreja primitiva nos livros do historiador Eusébio de Cesaréia. Postei acima um pequeno resumo baseado na bíblia e em alguns historiadores como ele.

      Abraço, que Deus te abençoe.

  10. A história da Igreja Primitiva

    A palavra igreja originasse do grego ekklesia, onde etimologicamente a palavra é composta de dois radicais gregos: ek que significa “para fora” e klesia que significa “chamados” – chamados para fora. No entanto igreja do latim ecclesia que originasse também do grego ekklesia tem também outros significados, pode ser traduzida como reunião, assembleia ou congregação. Ainda a palavra igreja, traduzida do inglês Church ou alemão Kirche que por sua vez origina-se do grego kyriakon significa “casa do Senhor”.
    Então, o que de fato é igreja ? Muitas vezes o Novo Testamento emprega o uso da palavra ekklesia como referência a reunião de cristãos para adorar a Deus. É neste sentido que irei abordar aqui.
    A comunidade de Jerusalém
    Os primeiros cristãos formavam uma comunidade estreitamente unida em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Esperavam que Cristo voltasse muito em breve.
    Os cristãos de Jerusalém repartiam todos os seus bens materiais (At 2:44-45) e muitos vendiam suas propriedades e davam a igreja o produto da venda, a qual distribuía esses recursos entre o grupo (At 4:34-35).
    Eles ainda iam ao templo para orar (At 2:6), mas começaram a partilhar a ceia do Senhor em seus próprios lares (At 2:42-46). Esta refeição simbólica trazia-lhes a mente sua nova aliança com Deus, a qual Jesus havia feito sacrificando seu próprio corpo e sangue.
    Deus operava milagres de cura por intermédio desses primeiros cristãos. Pessoas enfermas reuniam-se no templo de sorte que os apóstolos pudessem tocá-las em seu caminho para a oração (At 5:12-16). Esses milagres convenceram muitos de que os cristãos estavam verdadeiramente servindo a Deus. As autoridades do templo, num esforço por suprimir o interesse das pessoas na nova religião, prenderam os apóstolos. Mas Deus enviou um anjo para libertá-los (At 5:17-20), o que provocou mais excitação.
    A igreja crescia com tanta rapidez que os apóstolos tiveram de nomear sete homens para distribuir as provisões as viúvas necessitadas. O dirigente desses homens era Estevão, “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6:5). Aqui vemos o começo do governo eclesiástico. Os apóstolos tiveram de delegar alguns de seus deveres a outros dirigentes. A medida que o tempo passava, os oficiais da igreja foram dispostos numa estrutura um tanto complexa.
    A morte de Estevão
    Certo dia um grupo de judeus apoderou-se de Estevão e, acusando-o de blasfêmia, o levou a presença do conselho do sumo sacerdote. Estevão fez uma eloquente defesa da fé cristã, explicando como Jesus cumpriu as antigas profecias referentes ao Messias como “traidores e assassinos” do filho de Deus (At 7:52). Erguendo os olhos para o céu, ele exclamou que via a Jesus em pé a destra de Deus (At 7:55). Isso enfureceu os judeus, que o levaram para fora da cidade e o apedrejaram (At 7:58-60).
    Esse fato deu início a uma onda de perseguição que levou muitos cristãos a abandonarem Jerusalém (At 8:1). Alguns desses cristãos estabeleceram-se entre os gentios de Samaria, onde fizeram muitos convertidos (At 8:5-8). Estabeleceram congregações em diversas cidades gentias, como Antioquia da Síria, A princípio os cristãos hesitavam em receber os gentios na igreja, porque eles viam a igreja como um cumprimento da profecia judaica. Não obstante, Cristo havia instruído seus seguidores a fazer “discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Por conseguinte, a morte de Estevão deu início a uma era de rápida expansão da igreja.
    Atividades missionárias
    Cristo havia estabelecido sua igreja na encruzilhada do mundo antigo. As rotas comerciais traziam mercadores e embaixadores através da Palestina, onde eles entravam em contato com o evangelho. Dessa maneira, no livro de Atos vemos a conversão de oficiais de Roma (At 10:1-48), da Etiópia (At 8:26-40), e de outras terras.
    Logo depois da morte de Estevão a igreja deu início a uma atividade sistemática para levar o evangelho a outras nações. Pedro visitou as principais cidades da Palestina, pregando tanto a judeus como aos gentios. Outros foram para a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria. Ouvindo que o evangelho era bem recebido nessas regiões, a igreja de Jerusalém enviou a Barnabé para incentivar os novos cristãos em Antioquia (At 11:22-23). Barnabé, a seguir, foi para Tarso em busca do jovem convertido Saulo (Paulo) e o levou para a Antioquia, onde ensinaram na igreja durante um ano (At 11:26).
    Herodes Agrupa estava perseguindo a igreja em Jerusalém; Ele já havia executado a Tiago, irmão de João, e tinha lançado Pedro na prisão (At 12:1-4). Assim os cristãos de Antioquia coletaram dinheiro para enviar a seus amigos de Jerusalém, e despacharam Barnabé e Paulo com o socorro. Os dois voltaram de Jerusalém levando um jovem chamado João Marcos (At 12:25). Por esta ocasião, diversos evangelistas haviam surgido no seio da igreja de Antioquia, de modo que a congregação enviou Barnabé e Paulo numa viagem missionária a Ásia Menor (At 13-14). Esta foi a primeira de três grandes viagens missionárias que Paulo fez para levar o evangelho aos recantos longínquos do Império Romano.
    Os primeiros missionários cristãos concentraram seus ensinos na Pessoa e obra de Jesus Cristo. Declararam que ele era o servo impecável e Filho de Deus que havia dado sua vida para expiar os pecados de todas as pessoas que depositavam sua confiança nele (Rm 5:8-10). Ele era aquele a quem Deus ressuscitou dos mortos para derrotar o poder do pecado (Rm 4:24-25, I Co 15:17).
    Governo eclesiástico
    A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos a medida que surgiam – geralmente de um modo muito informal.
    Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas as igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O Novo Testamento não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12:6-8, I Ts 5:12, Hb 13:7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo Espírito Santo (At 20:28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14:23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes para o ministério. Alguns ministros chamados evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa “homens que manuseiam o evangelho”. Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
    Algumas cartas do Novo Testamento referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um bocado confuso, visto que esses “bispos” não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20:28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1:5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.
    Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o Espírito Santo concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (I Co 12:28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.
    A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20:28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20:26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, “que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o corpo de Cristo (Ef 1:23), que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Cristo voltaria para o seu povo, a “noiva” de Cristo (Ap 21:2, 22:17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8:9-24, 13:7-12).
    Padrões de adoração
    Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Não temos um quadro claro da adoração Cristã primitiva até 150 dC, quando Justino Mártir descreveu os cultos típicos de adoração. Sabemos que a igreja primitiva realizava seus serviços no domingo, o primeiro dia da semana, Chamavam-no de “o Dia do Senhor” porque foi o dia em que Cristo ressurgiu dos mortos. Os primeiros cristãos reuniam-se no templo de Jerusalém, nas sinagogas, nos lares (At 2:46, 13:14-16, 20:7-8) e inclusive em outras instalações como a escola de Tirano (At 19:9). Não temos prova alguma de que os cristãos tenham construído instalações especiais para seus cultos de adoração durante mais de um século após o tempo de Cristo. Onde os cristãos eram perseguidos, reuniam-se em lugares secretos como as catacumbas (túmulos subterrâneos) de Roma.
    Crêem os eruditos que os primeiros cristãos adoravam nas noites de domingo, e que o culto girava em torno da Ceia do Senhor. Mas nalgum ponto os cristãos começavam a manter dois cultos de adoração no domingo, conforme descreve Justino Mártir – um bem cedo de manhã e outro ao entardecer. As horas eram escolhidas por questão de segredo e para atender as pessoas trabalhadoras que não podiam comparecer aos cultos de adoração durante o dia.
    Ordem do culto
    Geralmente o culto era uma ocasião de louvor, oração e pregação. O serviço improvisado de adoração dos cristãos no Dia de Pentecoste sugere um padrão de adoração que podia ter sido geralmente adotado. Primeiro, Pedro leu as Escrituras, depois pregou um sermão que aplicou as Escrituras a situação presente dos adoradores (At 2:14-36). As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas, seguindo o exemplo do próprio Senhor. Os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação (I Co 14:26).
    Calendário eclesiástico
    O Novo Testamento não apresenta evidência alguma de que a igreja primitiva observava quaisquer dias santos, a não ser sua adoração no primeiro dia da semana (At 20:7, I Co 16:2, Ap 1:10). Os cristãos não observam o domingo como dia de descanso até ao quarto século de nossa era, quando o imperador Constantino designou-o como um dia santo para o Império Romano. Os primitivos cristãos não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.
    O historiador Eusébio diz-nos que os cristãos celebravam a Páscoa desde os tempos apostólicos; I Co 5:6-8 talvez se refira a uma Páscoa cristã na mesma ocasião da Páscoa judaica. Por volta do ano 120 dC, a igreja de Roma mudou a celebração para o domingo após a Páscoa judaica enquanto a igreja Ortodoxa Oriental continuou a celebrá-la na Páscoa Judaica.
    Considerações finais
    Algumas qualidades comuns emergem das muitas imagens da igreja que encontramos no Novo Testamento. Todas elas mostram que a igreja existe porque Deus trouxe a existência. Cristo comissionou seus seguidores a levar avante a sua obra, e essa é a razão da existência da igreja.
    As várias imagens que o Novo Testamento apresenta da igreja acentuam que o Espírito Santo a dota de poder e determina a sua direção. Os membros da igreja participam de uma tarefa comum e de um destino comum sob a orientação do Espírito.
    A igreja é uma entidade viva e ativa. Ela demonstra o modo de vida que Deus tenciona para todas as pessoas, e proclamam a Palavra de Deus para era presente. A unidade e a pureza espirituais da igreja estão em nítido contraste com a inimizade e a corrupção do mundo. É responsabilidade da igreja em todas as congregações particulares mediante as quais ela se torna visível, praticar a unidade, o amor e cuidado de um modo que mostre que Cristo vive verdadeiramente naqueles que são membros do seu corpo, de sorte que a vida deles é a vida de Cristo neles.

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