Papa emérito Bento XVI admite casos de pedofilia na Igreja Católica e nega que tenha tentado encobri-los

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Os casos de pedofilia que assombram a Igreja Católica foram admitidos pelo papa emérito Bento XVI, que negou ter acobertado os crimes.

Numa carta enviada ao escritor italiano Piergiorgio Odifreddi, a primeira manifestação pública desde sua renúncia, Bento XVI afirma que os episódios são fonte de tristeza na denominação romana.

“Quanto à sua menção do abuso moral a menores por padres, só posso, como você sabe, admiti-lo com profunda consternação. Mas jamais tentei acobertar essas coisas”, escreveu o papa emérito, segundo informações da agência Reuters.

Essa é a primeira vez que o pontífice aposentado se refere ao tema na primeira pessoa. Os maiores escândalos recentes de abuso sexual dentro da Igreja Católica foram revelados durante o período em que atuou como líder máximo da denominação.


Em todas as vezes que abordou o tema quando Bento XVI ainda estava na ativa, o Vaticano sempre se posicionou de maneira institucional, dizendo que o papa trabalhava de maneira a coibir a prática, e que jamais tentaria acobertar os escândalos.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

9 COMENTÁRIOS

  1. Santa Sé excomunga sacerdote australiano que defendia “casamento” gay e ordenação de mulheres.

    Na manhã desta terça-feira, 24, agências de notícias internacionais divulgaram o decreto de excomunhão contra o padre australiano Greg Reynolds que se manifestou em reiteradas ocasiões a favor do casamento homossexual e a ordenação de mulheres. De acordo com a agência InforCatholica, o decreto foi emitido em 31 de maio deste ano, mas só divulgado agora. Contudo, o fato novo na expedição da excomunhão é que a iniciativa foi direta da Santa Sé e não a pedido do arcebispo de Melbourne, dom Denis Hater, como costuma ser nestes casos.

    Há dois anos o ex-padre havia sido afastado da paróquia a que pertencia em Melbourne e agora recebeu oficialmente o parecer da Igreja quanto ao seu futuro. Segundo Reynolds, o documento de excomunhão, escrito em Latim, foi emitido sobre a autorização do próprio Papa Francisco.

    Após ter sido suspenso em 2011 das funções sacerdotais dedicou os últimos meses a fundação de um grupo chamado “Inclusive Catholics”, dedicado a promover o ativismo gay dentro da Igreja.

    Reunolds declarou ter ficado surpreso com a excomunhão, considerando que em casos como estes costumava-se aplicar como disciplina a redução do estado clerical para laical. ” No passado a excomunhão era um tema muito sério, mas agora a hierarquia tem perdido a confiança e o respeito” declarou sentindo injustiçado.

    De acordo com o arcebispo de Melbourne, dom Hart, a excomunhão foi uma resposta aos ensinos de Reynolds contra a doutrina da Igreja e também por ter seguido exercendo o sacerdócio depois da suspensão.

    Fonte: Ecclesia

  2. Carlos Alberto de Franco * – O Estado de S.Paulo

    Uma megacobertura. Não há outra palavra para definir o volume de informação a respeito da Igreja Católica. A surpreendente renúncia de Bento XVI, os bastidores do conclave, o impacto da eleição do primeiro pontífice da América Latina e a próxima Jornada Mundial da Juventude, encontro do papa Francisco com os jovens, em julho no Rio de Janeiro, puseram a Igreja no foco de todas as pautas.

    A cobertura do Vaticano é um case jornalístico que merece uma análise técnica. Algumas patologias, evidentes para quem tem olhos de ver, estiveram presentes em certas matérias da imprensa mundial: engajamento ideológico, escassa especialização e pouco preparo técnico, falta de apuração, reprodução acrítica de declarações não contrastadas com fontes independentes e, sobretudo, a fácil concessão ao jornalismo declaratório.

    Poucos, por exemplo, se aprofundaram no verdadeiro sentido da renúncia de Bento XVI e na qualidade de seu legado. O papa emérito, intelectual de grande estatura e homem de uma humildade que desarma, sempre foi julgado com o falso molde de um conservadorismo exacerbado. Mas, de fato, foi o grande promotor da realização do Concílio Vaticano II, o que mais avançou no diálogo com o mundo islâmico, o que empunhou o bisturi e tratou de rasgar o tumor das disputas internas de poder e o câncer dos desvios sexuais.

    Sua renúncia, um gesto profético e transgressor, foi um ato moderno e revolucionário. Bento XVI não teve nenhum receio de mostrar ao mundo uma liderança exausta e sem condições de governar a Igreja num período complicado e difícil. Foi sincero. Até o fim. Ao mesmo tempo, sua renúncia produziu um vendaval na consciência dos cardeais. A decisão, inusual nas plataformas de poder, foi a chave para o início da urgente e necessária reforma da Igreja. Bento XVI, conscientemente afastado das bajulações e vaidades humanas e mergulhado na sua oração, está sendo uma alavanca de renovação da Igreja.

    Nada disso, no entanto, apareceu na cobertura da mídia. Faltaram profundidade, análise séria, documentação. Ficamos, todos, focados nos boatos, nas intrigas, na ausência de notícia. Falou-se, diariamente, do relatório dos cardeais ao papa emérito denunciando supostos escândalos no Vaticano. Mas ninguém na mídia, rigorosamente ninguém, teve acesso ao documento. Os jornais, no entanto, entraram de cabeça no mundo conspiratório. Suposições, mesmo prováveis, não podem ganhar o status de certeza informativa.

    Escrevia-me, recentemente, um excelente jornalista. “Acordei hoje cedo, li os jornais e me perguntei: sou só eu a me indignar muito com a proliferação de ‘informações’ inverificáveis, oriundas de fontes off the record ou de documentos ‘sigilosos’ sobre os quais não há nenhum outro dado que permita verificar sua realidade e consistência? Ninguém se questiona sobre tantos ‘furos’, ‘obtidos’ por jornalistas que escrevem a distância ‘reportagens’ tão nebulosas, redigidas em uma lógica claramente sensacionalista? Ninguém mais se preocupa com a checagem de informações, com a credibilidade das fontes?” Assino embaixo do seu desabafo.

    A enxurrada de matérias sobre abuso sexual na Igreja é outro bom exemplo desses desvios. Setores da mídia definiram os abusos com uma expressão claramente equivocada: “pedofilia epidêmica”. Poucos jornais fizeram o que deveriam ter feito: a análise objetiva dos fatos. O exame sereno, tecnicamente responsável, mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos ocorridos é muitíssimo menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade. O conhecido sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de Educação Física sofriam condenação pelo mesmo delito. Na Alemanha, desde 1995, existiram 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero, menos de 0,2%. Por que só nos ocupamos das 300 denúncias contra a Igreja? Mas e as outras 209 mil? Trata-se, como já afirmei, de um escândalo seletivo.

    Claro que alguns representantes da Igreja – padres, bispos e cardeais – têm importante parcela de culpa. Na tentativa de evitar escândalos públicos, esconderam um problema que é inaceitável. Acresce a tudo isso o amadorismo, o despreparo e a falta de transparência da comunicação eclesiástica. É preciso enfrentar a batalha da comunicação e Francisco dá toda a impressão de que está decidido a estabelecer um diálogo direto e produtivo com a imprensa. O desejo de se reunir com os jornalistas na grande sala de audiência Paulo VI foi muito sugestivo.

    A Igreja, com sua história bimilenar e precedentes de crises muito piores, é um fenômeno impressionante. E, obviamente, não é um assunto para ser tocado com amadorismo, engajamento ou preconceito. A má qualidade da cobertura da Igreja é, a meu ver, a ponta do iceberg de algo mais grave. Reproduzimos, frequentemente, o politicamente correto. Não apuramos. Não confrontamos informações de impacto com fontes independentes. Ficamos reféns de grupos que pretendem controlar a agenda pública. Mas o jornalismo de qualidade não pode ficar refém de ninguém: nem da Igreja, nem dos políticos, nem do movimento gay, nem dos ateus fundamentalistas, nem dos ambientalistas, nem dos governos. Devemos, sim, ficar reféns da verdade e dos fatos.

    Há espaço, e muito, para o bom jornalismo. Basta cuidar do conteúdo e estabelecer metodologias e processos eficientes de controle de qualidade da informação.

    * Carlos Alberto de Franco é doutor em Comunicação pela Unversidade de Navarra e diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS). E-mail: difranco@iics.org.br.

  3. Reinaldo Juvancio, quem te colocou na sua tao brilhante cabecinha que Padre ganha essa mixaria que você ta dizendo ai, que ganha isso que você esta dizendo ai são os ajudantes de obras ou seja servente de obras, os Padres ganham muito mas muito dinheiro pois cobram em dinheiro para fazerem tudo, so não ganham dinheiro para ir no banheiro, mas dentro de igreja tudo que eles fazem são cobrado e caro não e barato não, e você vem com este papainho furreco, ate para celebrar uma missa para um sujeito que as vezes esta queimando no inferno eles cobram além de ser um erro cabal de fazer uma celebração para um ser humano morto eles ainda cobra, A pedofilia não e primícias da igreja católica não, a pedofilia existe desde os primórdios dos tempos e em todas as esferas das sociedades, seja em que setor for, toda vida existiu e vai continuar a existir, seja nas igrejas seja nas escolas e dentro dos lares no mundo inteiro, Agora quanto os Padres católicos não casar pode chamar de Burrice mesmo, Para Deus não importa se o ser humano e casado ou solteiro um estado ou outro não faz a pessoa ser ou não ser mais correto para com Deus temos milhões de Crentes no mundo sejam Pastores Presbíteros Diáconos Obreiros em geral todos se casam e são casados, e as chances de Salvaçao esta muito mais para eles do que para os Padres solteiros, e ate mesmo se fossem casados porque estão do lado oposto das ordenaças e regras estabelecidas por DEUS ,

    • Mas tu é maldoso nas palavras em meu caro…

      quem te colocou na cabeça que padre ganha fortunas?

      Ora bolas, mas “crente” gosta de fazer crentices mesmo…

      meu caro, na realidade padres sequer tem salários, seus ganhos é definido por conselhos pastorais e varia entre 700 à 2 ou 3000 reais.

      o resto é CALUNIA de protestantes invejosos que não se conformam que em seu meio não hajam pessoas com fé suficiente para dedicar a vida a Deus como fazem a maioria dos Padres.

      abçs.

  4. A enxurrada de matérias sobre abuso sexual na Igreja é outro bom exemplo desses desvios. Setores da mídia definiram os abusos com uma expressão claramente equivocada: “pedofilia epidêmica”. Poucos jornais fizeram o que deveriam ter feito: a análise objetiva dos fatos. O exame sereno, tecnicamente responsável, mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos ocorridos é muitíssimo menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade. O conhecido sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de Educação Física sofriam condenação pelo mesmo delito. Na Alemanha, desde 1995, existiram 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero, menos de 0,2%. Por que só nos ocupamos das 300 denúncias contra a Igreja? Mas e as outras 209 mil? Trata-se, como já afirmei, de um escândalo seletivo.

    Claro que alguns representantes da Igreja – padres, bispos e cardeais – têm importante parcela de culpa. Na tentativa de evitar escândalos públicos, esconderam um problema que é inaceitável. Acresce a tudo isso o amadorismo, o despreparo e a falta de transparência da comunicação eclesiástica. É preciso enfrentar a batalha da comunicação e Francisco dá toda a impressão de que está decidido a estabelecer um diálogo direto e produtivo com a imprensa. O desejo de se reunir com os jornalistas na grande sala de audiência Paulo VI foi muito sugestivo.

    • Simples Mauro, os professores de educação física não se declaram representantes de Deus. Óbvio que se espera mais “santidade” de padres e pastores, por isso os escândalos envolvendo quem prega a santidade, serão sempre destaque da mídia.

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