Pastor causa polêmica ao anunciar apoio à legalização da maconha para uso medicinal

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A discussão sobre a descriminalização da maconha e seu uso medicinal divide cristãos em todo o mundo, mas o número de favoráveis tem crescido nos últimos meses. Um pastor do estado norte-americano da Pensilvânia manifestou seu apoio à legalização da maconha medicinal, porque segundo ele, beneficiaria um dos membros de sua igreja.

Brett Hartman, líder da New Covenant Fellowship Church, na cidade de Mechanicsburg, afirmou que o uso de um óleo extraído da maconha possibilitaria um tratamento à frequentadora de sua igreja, reduzindo as múltiplas crises de epilepsia pelas quais a mulher passa diariamente.

“A condição de Anna não está ficando melhor e assim que nós decidimos: ‘Vamos garantir que os nossos representantes saibam disso. Vamos ter certeza de que talvez a gente não tenha que passar por toda a burocracia”, afirmou o pastor Hartman ao canal Fox 43 Notícias.

Com o apoio dos membros de sua congregação, o pastor reuniu mais de 250 cartões de aniversário com dedicatórias para a paciente. A ideia é levar os cartões aos deputados estaduais, como forma de pressioná-los a legalizar o uso da maconha medicinal.


Anna Knecht, a paciente, está em uma lista de espera para uso da cannabis medicinal no estado de Colorado, onde um derivado da maconha que não tem o fator psicoativo, e portanto, não provoca alucinações, é legalizado.”A erva é realmente uma dádiva oferecida por Deus e que podemos usar para o bem”, disse Mark Knecht, pai de Anna. “Obviamente, a nossa esperança é que ela seja legalizada na Pensilvânia. Mas, por enquanto, parece que vamos ter que ir para o Colorado”, observou.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


15 COMENTÁRIOS

  1. DEPOIS DA IGREJA EVANGÉLICA PARA ROQUEIROS, IGREJA EV.PARA SURFISTAS, IGREJA EVANGÉLICA PARA GAYS, IGREJA EVANGÉLICA PARA LÉSBICAS, IGREJA EV. PARA SOCIALITES, IGREJA EVANGÉLICA PARA ….ETC… VEM AÍ:********** IGREJA EVANGÉLICA PARA MACONHEIROS……*********

  2. Pelo menos lá a defesa foi para uso medicinal, por aqui temos o digníssimo Johnny Bernardo colunista deste site que defende logo é a legalização geral.

    Neste momento ele deve estar se regozijando com a noticia.

  3. Engraçado, aqui no Brasil não precisou legalizar, permitir ou coisa que valha, simplesmente tá todo mundo usando, tá todo mundo sendo usuário.

    O que não autorizaram foi a produção e a comercialização, aí o valor vai às alturas, em que se mata e se morre.

    É tanto policial morrendo, é tanto jovem morrendo,

    Fico a matutar, o que motiva o Estado ficar inerte? Que não produz e fornece gratuitamente, modo de acabar a violência do tráfico e logo depois acabar com o vício?

    Vamos vê sempre o uso aumentando? Portanto, o crime se espalhando em todas as ruas, casas e pessoas.

    • Isso é conversa mole. Em nenhum país onde a maconha foi legalizada houve diminuição do tráfico nem dos índices de violência. Não caia na conversa dos ativistas pró maconha, o discurso é bonito e coerente mas na prática não funciona assim.

      • Pode citar o nome dos países que não houve a diminuição, meu caro?

        Brincadeira essa sua, não é?

        Todos os países do mundo que proíbem o uso somente tem crescido, e com ele a violência, aí vem você dizer que é o inverso.

        Não sou criança, por favor, meu caro.

        Eu é devolvo a pergunta, qual foi o país que proíbe as drogas que conseguiu diminuir o consumo e também a violência.

        Todos, sem exceção, são do tipo do Brasil para pior.

        • Estudos indicam que legalização da maconha traz sérios problemas sociais
          Por Wagner Bento, Mídia Sem Máscara 10.01 às 13:15

          Recentes estudos coordenados pela OEA têm demonstrado que, em todos os países onde houve algum nível de liberação das drogas, o consumo aumentou notadamente entre os jovens. Nos lugares onde houve maior tolerância com a maconha, seu consumo aumentou em razão da queda no preço do produto, verificando-se, também, um maior consumo de outras drogas perigosas. Este é o caso de Portugal, Áustria, Holanda, Reino Unido, alguns Estados americanos e o Brasil – onde, em 2006, a legislação abrandou a pena para o consumidor.

          Na Holanda, o consumo de maconha cresceu 5%. Eu vi a bela cidade de Amsterdã – terra encantada do Rijksmuseum, StedelijkMuseum, Casa de Rembrandt, Casa de Anne Frank, Museu Van Gogh e outros – infestada de pessoas, principalmente jovens, exalando maconha de suas roupas pelos bondes. E este mesmo espírito libertarian, que não mede as consequências sociais dessas legalizações nefastas, incentiva, in pari passu, a perversão do turismo sexual do Bairro da Luz Vermelha. Dos grandes canais e artistas às bandeiras verdes e vermelhas da degradação moral, cultural e paisagística da capital dos Países Baixos.

          No caso português, uma pesquisa realizada pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) registrou que, entre 2001 – data em que foi implementada a política de descriminalização da droga em Portugal – e 2007, o consumo continuado de drogas registrou, em termos absolutos, uma subida de 66%. De forma segmentada, a pesquisa apontou ainda que, no período em análise, registrou-se aumento de 37% no consumo de Cannabis, de 215% no de cocaína, de 57,5% no de heroína e de 85% no de Ecstasy.

          Embora a psiquiatria brasileira confirme alguns benefícios clínicos pontuais da Cannabis no tratamento de algumas doenças como o glaucoma, faz o alerta quanto aos perigosos efeitos colaterais em longo prazo, tais como: infertilidade, esquizofrenia e outras psicoses, e desagregação social.

          Uma pesquisa do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou mais de 3.801 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 e os acompanhou por 21 anos para perguntar-lhes sobre seu uso de maconha, avaliando os pacientes para episódios psicóticos. A conclusão: jovens que fumam maconha por seis anos têm o dobro da probabilidade de sofrer episódios psicóticos, alucinações ou delírios do que pessoas que nunca usaram a droga.

          Os efeitos reais sobre os jovens são inevitáveis: aumentando o consumo de maconha, aumentará também a evasão escolar – por confusão mental, diminuição da memória e rebaixamento da inteligência –, a taxa de dependência química de outras drogas, índices de depressão e esquizofrenia.

          Se já somos o maior mercado consumidor de crack do mundo e o segundo de cocaína, temos perto de 10 milhões de jovens “nem-nem” (aqueles que nem trabalham, nem estudam), um consumo frenético de Rivotril (ansiolítico, o segundo medicamento mais vendido no país, algo em torno de 14 milhões de caixas/ano), 50 mil estupros e 47 mil homicídios por ano, 58º lugar no ranking de educação no Pisa, queremos ser o maior mercado de maconha, a ilustrar a nossa galeria de medalhas de papelão queimado?

          O que se passa no Brasil de hoje já foi diagnosticado por Viktor E. Frankl – psiquiatra austríaco e fundador da logoterapia – em seu livro “Em Busca de Sentido – Um Psicólogo no Campo de Concentração”, em que afirma categoricamente: “há ampla evidência empírica de que as três facetas desta síndrome – depressão, agressão, dependência de drogas – são devidas ao que se chama em logoterapia de ‘o vazio existencial’, um sentimento de vacuidade e de falta de sentido”.

          A quem interessa a destruição da família brasileira? A quem interessa o caos social? A quem interessa a falta de sentido?

    • Luciano,

      Tá todo mundo viciado, quando não é o usuário pela droga em sim, é o traficante pelo dinheiro que gera, é a autoridade que não dá conta, é a sociedade que vive recebendo bala perdida e tem seus filhos conduzidos à morte pela droga ou pela violência decorrente do tráfico.

      É o mundo todo, em especial países como o Brasil que são os mais prejudicados, que além do consumo grande e crescente, ainda por aqui passa praticamente todo o tráfico para o mundo todo, para alimentar os usuários ricos da Europa, estando nossas cadeias abarrotadas seja do tráfico seja decorrente dele.

  4. Levi é por isto que ta escrito que os viciados não entraram no reino dos céus. A bíblia é um jornal atualizado diariamente, so não ver quem não quer.

    • Busque os números estatísticos, meu caro, e verá que foi praticado um crime hediondo contra esses usuários, qual seja, foram drogados, pelos comerciantes do “ouro branco”, quando crianças, a saber 12/13/14 anos, ou seja, sem pecados, e como a droga despersonaliza o ser humano, então vão todos para o céu, pois não respondiam ainda pelos seus pecados, seja perante os homens seja perante o altíssimo.

      Aí eu não vou ajudar a esses zumbis humanos, vítimas não de si, mas sim da ganância do próximo(narcotraficantes, maus policiais, más autoridades)?

      É que ninguém, ninguém mesmo para estudar e se aprofundar sobre o tema, somos todos trabalhados para oferecer logo e imediatamente um julgamento de valor, e geralmente condenatório, discriminatório, excludente, desprovido de sabedoria e de reflexão.

      Nós, os lúcidos, é que não vamos para o céu, por não dar assistência, “o não visitar a cadeia quando estive preso” pregado por Cristo, pois tais pessoas estão presas pela sina de viverem nesta época da mundo, onde as pessoas não olham para o próximo como se fossem eles mesmos.

      Pergunto a você, se acaso tivesse um filho dominado pelas drogas que vive roubando para manter o vício, indo de boca de fumo em boa de fumo, sujeito á morte a todo o momento, se soubesse que o governo iria fornecer gratuitamente, o que o livraria dos perigos, mas também colocaria uma equipe multidisciplinar para assistir e convencê-lo de abandonar, acaso não ia preferir um estado presente e dando assistência, mesmo que a ação estatal tivesse a aparência do mal, qual seja, de de que estavam drogando seu filho?

      Ao certo quando Deus manifestou seu plano de salvação da raça humana usando o martírio da cruz e um voluntário do céu para tanto foi por damais criticado, mas hoje é mais que confirmada a eficácia da morte de Cristo,pois pelo havido na cruz, milhares e milhares se arrependeram e se salvaram, ou seja, a redenção via algo não convencional, que é o que proponho.

  5. Sabem porque a maconhaa é proibida, porque os oficiais sabem que ela cura muitas doenças, e uma delas é o câncer, não falo da maconha que é fumada pelos jovens, com produtos químicos, mas falo da erva pura, das folhas, essas folhas tem um poder medicinal, a canabis, e ela é proibida justamente porque a indústria farmacêutica ia falir se as pessoas soubessem de sua curatividade.

  6. Há que se verificar duas coisas quando se trata do assunto. Uma é se falar em uso do canabiol como remédio. REMÉDIO mesmo! Com receita, acompanhamento médico e estudo científicos de seus benefícios ou não para a saúde. Outra é o claro uso do mote, do embuste, de “uso medicinal” para querer-se legalizar o uso indiscriminado de fumo da maconha. #Acorda Brasil! #MACONHANÃO

  7. HOLANDA, URUGUAI E PORTUGAL DESMENTEM MITOS SOBRE LEGALIZAÇÃO
    outubro 8, 2013 | Posted by tali | InternacionalNotícias
    Holanda, Uruguai e Portugal desmentem mitos sobre legalização
    Uma pergunta comum feita àqueles que pretendem mudar o paradigma da proibição mediante a regulamentação da produção, venda e consumo de canábis é qual o modelo internacional que pode ser viável para modificar a atual política de drogas?

    Esta semana, durante o fórum trilateral “Da proibição à regulamentação: novas abordagens para a política de drogas”, apresentou a discussão “as políticas de drogas em todo o mundo”, para comparar experiências com outros países que mudaram o paradigma da política de drogas a fim de não criminalizar o uso da maconha.

    Holanda

    Ao falar sobre política de drogas, o embaixador dos Países Baixos no México, Dolf Hogewoning, explicou que as pessoas do mundo têm preconceitos sobre Holanda que não são verdadeiros. Por exemplo, ao contrário da crença popular, a Holanda nunca legalizou a canábis.

    O diplomata expôs quatro mitos sobre como este pequeno país europeu resolveu os problemas de consumo exagerado de maconha. Para a decepção de muitas pessoas que sonham em entrar no mundo misterioso das lojas de maconha, Hogewoning disse não há um coffee shop a cada esquina, como todo mundo pensa. Ele afirma que o número total é de cerca de 650 coffee shops em todo o país . Ou seja, em 75% dos municípios da Holanda não há estabelecimentos deste tipo.

    A maioria desses estabelecimentos estão concentrados nas áreas urbanas de Amesterdam, Roterdam , Haia e na região de fronteira do sul, e todos sob certas regras: é proibido anunciar, vender drogas pesadas , alterar o entorno ou perturbar a ordem pública, a entrada e/ou venda para menores de 18 anos e a respeitar a quantidade máxima para a venda de cinco gramas por pessoa por dia. “Os coffee shops estão sob a supervisão do prefeito . Eles podem ser sancionado e fechar temporária ou permanentemente”.

    O segundo mito que o diplomata se referiu era que qualquer tipo de drogas está à venda na Holanda. Hogewoning afirma que em seu país há uma legislação e regulação inflexível para distinguir os dois tipos de drogas, o que eles chamam de “separação dos mercados. A primeira relaciona as drogas pesadas, que são aquelas que têm um risco inaceitável para a saúde pública como a heroína, cocaína, ecstasy e anfetaminas.

    A segunda lista contém as drogas leves, que representam um risco menos significativo para a saúde pública, onde entram a canábis (haxixe e maconha), pílulas para dormir e tranquilizantes e cogumelos mágicos.

    O terceiro mito que Dolf Hogewoning negou é que há mais usuários e viciados na Holanda por causa da política tolerante de drogas do que em outros países europeus.

    “Apesar de estarmos atualmente um pouco acima da média europeia em termos de uso de drogas, dentro da nossa população se perde o interesse sobre essas substâncias, principalmente a canábis, com um total de 7% de consumidores. Outro exemplo claro da perda de interesse é a diminuição dos coffee shops que, como mencionado, não estão em todo o território e o número não é muito representativo “.

    O quarto mito é que o uso de drogas não é considerado uma ameaça para a saúde pública na Holanda. Hogewoning, referiu-se aos esforços do Ministério da Saúde, Segurança Social e Esporte dos Países Baixos ao apoiar grupos vulneráveis​​, estabelecer padrões de qualidade e programas de desintoxicação.

    EO diplomata afirma que a Lei de Saúde Pública de 2008 trata o viciado em drogas como doente e fornece tratamento e serviços de saúde mental.

    Como em vários estados dos EUA, a canábis medicinal pode ser adquirida mediante prescrição desde 2003. O cultivo, processamento e embalagem são feitas de acordo com normas farmacêuticas e são supervisionados pelo Gabinete de Canábis Medicinal (BMC).

    Os cidadãos dos Países Baixos podem ainda ter um máximo de cinco plantas de canábis em casa. Além disso, a redução de danos é um pilar importante da política de drogas na Holanda.

    No entanto, ele ressaltou que os danos causados ​​pela droga não desapareceram com o seu modelo, situação que causou o estreitamento progressivo das políticas, mas sem deixar de lado a questão de saúde pública.

    Uma questão importante é o equilíbrio entre a saúde e a ordem pública. Se a política de drogas é demasiado repressiva e coloca muita ênfase sobre a ordem pública, a população de usuários pode se tornar invisível e, portanto, medidas de saúde pública, como a prevenção e controle de doenças infecciosas, seria muito mais difícil”.

    Uruguai

    Em agosto passado, o Uruguai se tornou o primeiro país da América Latina a permitir a venda de maconha legalmente.

    Entrará em vigor em dezembro de nova legislação para regular a venda e consumo de maconha, não só para fins terapêuticos, mas recreativo também. Sob a nova lei, o Estado terá o controle sobre a produção, distribuição e venda de canábis visando combater o tráfico ilegal.

    Diego Canepa, ex-deputado e agora vice-secretário do presidente do Uruguai, disse que seus compatriotas entendem que a primeira droga no país é o álcool seguido pelo tabaco, ambos drogas legais. A terceira droga mais usada, segundo ele, é a maconha, que é proibida.

    Canepa afirma que o gabinete do presidente José Mujica pediu uma boa razão para manter a política de proibição, mas ninguém pôde dar uma resposta. Por isso, este pequeno país sul-americano de apenas 3,5 milhões de habitantes, aventurou-se a regular a venda e consumo de canábis.

    “É uma regulamentação estrita do mercado da maconha, já que temos uma regulamentação estrita no mercado de álcool como o rapé. Acreditamos que a geração de controle estatal sobre o mercado de canábis nos permitirá desenvolver políticas de saúde pública mais eficazes”.

    O caminho desta aventura não era tão simples, admitiu, já que pesquisas indicaram que a grande maioria dos uruguaios era contra a política ligada à maconha.

    “Por que ir em frente com a decisão? Porque estávamos absolutamente convencidos de que no processo de discussão com a sociedade íamos mudar a opinião dessa maioria, porque tivemos um discurso único e dominante de muitos anos na América Latina, que também influenciou muito o Uruguai”.

    Ao contrário do México, o país sul-americano seguiu em frente com a sua legislação sem enfrentar obstáculos políticos internacionais.

    “É claro que também tínhamos uma vantagem; temos a capital mais distante de Washington, então, além de sermos muito poucos, estamos longe e não prestam muita atenção na gente, e isso é uma bênção para o Uruguai nos últimos 50 anos”, afirma Canepa em referência à influência estadunidense nos países latino-americanos.

    A nova lei prevê que o governo uruguaio controle rigorosamente toda a cadeia de produção, comercialização e venda de maconha. Para isso, criaram o Instituto de Regulação e Controle de Canábis (IRCCA), que concederá permissões pra indivíduos ou empresas para o cultivo e comercialização da maconha medicinal, recreativa, industrial e científica.

    A norma proíbe qualquer publicidade de produtos de canábis, além de que o governo irá promover campanhas educativas e publicitárias para sensibilizar o público sobre os riscos de seu uso e evitar o abuso de drogas.

    “Para nós é um problema de saúde pública, um problema de como atendemos os viciados no Uruguai. Estamos convencidos de que a existência do problema de invisibilidade não ajuda, temos que torná-los visíveis com uma política de saúde clara, legal e que permite a interação de direitos individuais através de uma gama de interesses da sociedade”, finaliza Canepa.

    Portugal

    Já há 12 anos Portugal não criminaliza os usuários de drogas, embora o consumo não seja legalizado.

    Joao Gulão, Presidente do Conselho de Administração do Observatório de Drogas de Portugal, disse que seu país é um caso excepcional no uso de maconha porque ao contrário de outros países europeus chegou muito tarde no comércio de canábis.

    “Durante a ditadura fascista que durou até 1974 não tínhamos problemas com drogas, éramos um país completamente isolado, era impossível viajar e não éramos um bom destino para os estrangeiros. A censura nos manteve completamente isolados. De repente, depois da nossa Revolução dos Cravos, em 1974, tudo mudou”.

    Ao fim da ditadura, os soldados voltaram das ex-colônias portuguesas e muitos deles atiçaram a promoveu curiosidade entre a população sobre o consumo de maconha. “Era uma sociedade completamente despreparada a respeito de drogas, e com a associação do uso de drogas com a liberdade tivemos um boom na experimentação”.

    No entanto, a rápida introdução da maconha e outras drogas em todos os setores da população teve um efeito inesperado que, segundo o Coordenador Nacional de Medicamentos de Portugal, foi um terreno fértil para a sociedade portuguesa aceitar as mudanças de não criminalizar usuários de maconha.

    “Em pouco tempo, era praticamente impossível encontrar uma família portuguesa que não tivesse muito perto ou dentro de si problemas com vício e isso, na minha opinião, foi muito importante para criar o ambiente que propiciou o acordo de mudança legislativa. Ao discutir as políticas de drogas, me parece claro que a questão das drogas é também uma questão de classes”, afirma Gulão.

    A legislação portuguesa prevê que uma pessoa pode levar até 10 doses diárias de canábis ou haxixe. Cada dose pode ser de 2,5 gramas de maconha e 0,5 gramas de haxixe. Se uma pessoa é pega com uma quantidade superior a estes limites, considera-a posse para venda. Além disso, o consumo em locais públicos não é permitido.

    Quando perguntado diretamente sobre os benefícios desta política que descriminaliza o consumidor, mas também não legaliza a venda, Gulão afirma que “em 1997, os problemas associados ao uso de drogas foram a primeira preocupação entre os portugueses. A mesma pesquisa, hoje, essa preocupação aparece em 13º lugar . Claro que não é um problema resolvido em nossa sociedade, mas é um problema, não é O problema “, enfatiza.

    Gulão ainda explica que o Ministério da Saúde tem como principal objetivo identificar os usuários de drogas que necessitam de saúde e assistência social a fim de resolvê-los e trata-los sem criminaliza-los.”Se olharmos para 12 atrás, podemos dizer que fizemos progressos em todos os indicadores de saúde que estão relacionados com as consequências do uso de drogas, tivemos uma queda muito significativa nos números de AIDS , hepatite C e mortes relacionadas com o consumo de drogas”. Ele ainda acrescenta que Portugal também se beneficiou em relação a segurança pública.

    “Há um atraso no início do uso de drogas por parte dos jovens, há um aumento na eficiência da atividade dos policiais e aduaneiras , que em vez de desperdiçar seu tempo com os usuários, tem dedicado a sua atenção contra as organizações criminosas e tem maior colaboração com as organizações internacionais “, conclui.

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