“A raiva é um presente de Deus”, diz pastor, explicando ser uma demonstração de paixão

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Sentir raiva é um presente de Deus, segundo o pastor Ed Young Jr., líder da megaigreja Fellowship Church, no Texas (EUA).

O líder evangélico fez essa afirmação durante um sermão no último domingo, 08 de março, quando baseou seu sermão em Efésios 4:26, 27: “Quando vocês ficarem irados, não pequem”. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não deem lugar ao diabo”.

Para Young, a raiva é “um dom de Deus”, pois ela pode servir a propósitos e objetivos benéficos: “Normalmente, [a raiva] é uma emoção secundária, não é a primeira coisa que sentimos”, disse o pastor, acrescentando que a partir da perspectiva humana, há um lado bom e um lado ruim para tudo.

De acordo com informações do Christian Post, Young disse ainda que “nós temos uma cultura muito irritada”, mas que esse sentimento pode ser usado para o bem: “A raiva é a chave para uma intimidade mais profunda em um casamento”, exemplificou. “Você me mostrar a sua ira, e eu vou lhe mostrar a sua paixão. Você me mostra a sua raiva e eu vou lhe mostrar o seu propósito de vida”, acrescentou, sugerindo que só nos irritamos com aquilo que nos importamos.


“A raiva pode ser como um tornado, que explode e causa devastação. Ela pode também procurar a retaliação”, ponderou o pastor, lembrando que trata-se de uma resposta aprendida a uma situação de contrariedade. “Deus nos quer alavancar raiva […] Devemos ficar zangados com o que irrita a Deus porque quando chegarmos a ficar zangados com o que irrita a Deus, podemos mudar o mundo. Devemos ficar com raiva quando a palavra de Deus é caluniada, por exemplo”, disse ele.

Ao final, o pastor advertiu que a raiva é maléfica na maioria das vezes, e é incapaz por si só de levar uma pessoa sem Deus a conhecê-Lo. Porém, os seguidores de Jesus podem usá-la para motivar quem ainda não se converteu ao Evangelho a conhecer a filosofia de mudança de caráter e de vida.

7 COMENTÁRIOS

  1. Só mesmo um evanjegue para dizer umas asneiras destas., prefiro ficar com o conselho de São francisco de Assis que diz., onde houver ódio, que eu leve o amor., e. Perdoando que se é perdoando ., amar e ser amado., estes pastorecos estão pirando., eta lutero., chupa essa

  2. Discordo! A raiva nunca é manifestação de equílibrio, e não é fruto do Espírito:

    “Entretanto, o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei.” (Gl. 5:22,23)

    Dizer que a raiva é algo do bem, equivale a chamar o de mal de bem:

    “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

    Serão os mansos, e não os iracundos que herdarão a terra:

    “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” (Mateus 5:5).

  3. Nas palavras de Paulo contidas em Efésios 4,26:

    “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.”

    Ou seja; Não é que a raiva seja um presente de Deus, mas Deus compreende nossa condição de humanos e pecadores. Então, podemos em um determinado momento sentir raiva e nos irarmos, contanto que não pequemos.

  4. Exatamente Elder.

    A própria psicologia retrata como uma defesa do organismo em querer exprimir com volúpia uma frustração. Raiva é resultado de desejos e expectativas frustrados.
    Sabe-se que, o rancor e mágoa causados pelo sentimento podem gerar doenças graves como a depressão. Creio que por isso Deus disse: “irai-vos, mas não pequeis” ou “não se põe o sol sobre sua ira”. A raiva e ira prolongada vira mágoa, o que trás e gera o mal para si mesmo, e em alguns casos, os médicos dizem (ciência já comprovou), que gera até câncer e alguns tipos de doenças de estômago e coração.

    O que mais gera raiva dentro de nós é o nosso sentimento de impotência frente a nossa falha em controlar uma pessoa, uma situação ou a nós mesmos. Realmente não poderia ser diferente. Controlar significa gerar alguma espécie de tensão. Isso explica porque é tão difícil alguém superar um vício, emagrecer ou mesmo se relacionar quando o que o move é o sentimento do controle.

    Mesmo assim, a raiva é algo tão natural que melhor que tentar escondê-la é simplesmente deixar que ela flua livremente. Por isso, nosso esforço não deve ser em conter a raiva. Devemos deixar que ela se expresse e que vá embora naturalmente, já que suas raízes estão fincadas em apenas uma vontade,muito presente: a de tudo controlar.
    É bem provável que, por causa disso, muitos tentem suprimir a raiva, escondendo-a por trás de sorrisos complacentes, alimentando-se rapidamente, jogando ou amassando objetos, praticando alguma espécie de esporte ou mesmo tornando-se pessoas ríspidas, fechadas ou irônicas.

    Mas Cristo não pecou quando se indignou e irado destruiu os cambistas e mercadores dentro do templo em Jerusalém. Ele estava em forma humana, e como ficou frustrado e impotente de certa forma, com o que vinha acontecendo na casa de Deus, teve aquele súbito de ira, mas só serviu para alertar o povo, claro que Ele não ficou alimentando aquela raiva. Sem contar que Ele não lutava em causa própria, mas pelas coisas de Seu Pai.

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