Resgate cancela apresentação em evento ao saber que custos seriam pagos por prefeitura

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A banda Resgate cancelou uma apresentação que faria na cidade de Anápolis (GO) ao tomar conhecimento de que os custos seriam arcados pela prefeitura do município. O gesto vai na direção oposta de recentes polêmicas envolvendo artistas gospel.

Os pastores Zé Bruno, Jorge Bruno, Hamilton Gomes e Marcelo Amorim, da Igreja Casa da Rocha, revelaram sua decisão em cancelar a participação do Resgate no evento “2º Festival de Talentos de Anápolis” através de nota publicada pela empresa Amplitude A Produções, representante legal da banda.

“Venho por meio deste, informar a todos o cancelamento da apresentação da banda Resgate no 2º Festival de Talentos de Anápolis a ser realizado no dia 23 de junho de 2016, evento que é patrocinado financeiramente pela Prefeitura de Anápolis (GO), ao qual não fomos devidamente informados sobre isso no ato da contratação e/ou solicitação da apresentação da banda no evento acima citado”, diz trecho da nota.

O evento tem estado na mídia por conta do alto valor repassado pela prefeitura à organização a fim de custeio. Segundo informações do Portal6, R$ 189 mil dos cofres públicos foram entregues pela administração da cidade para pagar despesas de estrutura e cachês aos músicos convidados.


“Com o objetivo de resguardar a imagem da banda, tendo em vista que na cidade esse evento está sendo questionado […] a banda optou por não participar desse evento. Ressaltamos que em nenhum momento fomos informados que o evento seria pago integralmente com verba paga pela prefeitura da cidade”, conclui a nota.

Confira:

nota-banda-resgate

Postura

A decisão da banda Resgate em cancelar sua apresentação em um evento custeado pelos cofres públicos vai em sentido oposto ao de casos recentes que se tornaram polêmicos devido às repercussões junto à opinião pública.

O caso mais recente envolve o pastor André Valadão, que foi contratado pelo governo estadual do Mato Grosso do Sul em 2015 para se apresentar na Marcha para Jesus de algumas cidades a um custo de R$ 300 mil. Agora, uma iniciativa de um grupo ateu pede que o Ministério Público investigue o caso

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