Senador quer que governo pague a aposentadoria de missionários como “compensação” por ações sociais

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A aposentadoria de missionários foi um dos temas debatidos na audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), e o senador Telmário Mota (PDT-RR) sugeriu que exista uma “compensação financeira” para os voluntários na propagação do Evangelho.

O principal argumento em defesa da aposentadoria para missionários já idosos é que, paralelamente ao evangelismo, são feitas muitas ações sociais, e por isso, a contribuição desses voluntários ao país é imensa.

Outro argumento apresentado é que os missionários, por viverem de doações, não encontram condições de contribuir financeiramente com a Previdência Social ao longo dos anos, e por isso, ficam desamparados na velhice.

“Vamos montar um grupo de trabalho, para não deixar que as sugestões fiquem no vazio, e possam se transformar numa proposta concreta”, afirmou Mota.


O representante da Previdência Social na audiência, Emanuel Dantas, diretor do Departamento de Regime Geral explicou que os missionários que quiserem se aposentar, precisam contribuir, pois na visão do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), eles se equiparam a trabalhadores autônomos, e estariam dispensados da contribuição patronal de 20% sobre o salário.

Segundo informações da Agência Senado “ficou clara que a situação dos pastores evangélicos é mais preocupante, já que a Igreja Católica, por meio de suas confederações e dioceses, tem mais bem organizadas as contribuições à Previdência Social”.

“Isso garante a padres, freiras, e bispos cidadania e uma velhice tranquila, conforme as regras do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”, disse o bispo Leonardo Steiner, secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele sugeriu ainda que as igrejas evangélicas se organizem e sigam o exemplo da Igreja Católica, que contribui com a previdência para cada um de seus sacerdotes.

Em contrapartida, os representantes evangélicos na audiência alegaram desinformação, e que por isso, muitos pastores de igrejas pequenas acabam desassistidos: “O pastor não sabe que pode contribuir”, opinou Josimar da Silva, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal.

O tema deverá gerar novos debates nos próximos meses, e deverá ter um longo caminho no Congresso até seu desfecho.

18 COMENTÁRIOS

  1. se olhar para nossos políticos, que ficam ricos as nossas custas e nada produzem, poderia dizer sim seria bom.
    se olhar para o trabalho social que prestam em detrimento dos serviços públicos que prestam para nós, e das aposentadorias integrais e com todos os benefícios que lhes são incorporados, sim seria bom
    mas se olhar para a realidade do povo brasileiro, o certo é que quem envie a missionários, também lhes assine a carteira e mantenha vinculo empregatício para poder gozar de aposento.
    assim aqui eu faço, sem falar em outros benefícios como assistencia médica e escola para seus filhos, moradia e alimentação.
    este é o certo, se a igreja não consegue, não mande missionários, pois estes vão dar suas vidas em favor da obra e depois de velhos serão abandonados, vemos muito disto, e acaba que ajudam a muitos que estão na missão, por omissão de seus pastores, e olha que sabemos que a igreja contribui e bem para a missão, mas prs, acabam usando para outras coisa.

  2. Alegar ignorância é um argumento mentiroso. O regime previdenciário é muito antigo e de domínio público. Fazer política as vezes é a arte de materializar a malandragem legalmente. Já não chega a paulada que levamos (nós os contribuintes) com a constituição de 1988 onde socializou e transformou em Instituto Nacional de Seguridade Social, sem contar que somos os a serem enterrados na vala comum, porque existe vários outros sistemas que não o previdenciário institucionalizado que é só para os nababos deste brasilzão. Trabalhem e contribuam, afinal até o lixeiro tem um papel importantíssimo. Quererem ser rufiões não é nada “evangélico”.

  3. Huu cada dia pior e aquele velho ditado só estão puxando sardinha para seu prato, o pastor da igreja que deveria pagar para estes “”missionários “” porque a maioria deles são jogado em lugar pais e ajudado por no máximo 1 ano e esquecido por suas igreja. Dinheiros sempre estão atras de dinheiro tirar dos bolso deles para ajudar huuu ai nãoooo pode Tenha Misericórdia Jesus destes homem que não querem nada com a obra.

  4. Na visão dos vendilhoes do Evangelho, não basta achacar os membros da igreja; tem que achacar o Estado também. Essa patifaria não tem a menor chance de ser aprovada, mas causa mais uma mancha no já enlameado lençol das igrejas conduzidas por mercenários.

    • Olha Sando vc com certeza não conhece a realidade de muitas igrejas, existem por volta de 80% de homens e mulheres de Deus, que dedicam suas vidas a seguir o ide de Jesus, se existem mercenários eles são minoria, por isso cuide ao generalizar porque vc estará tocando em ungidos de Deus , fazendo isso. Pois sou pastora trabalho fora, vou me aposentar daqui a 4 anos, quando terei 30 anos de contribuição.

      • Waldirene do Nascimento Cardoso, de maneira alguma generalizei. Eu já fui evangélico e conheço muito bem a realidade das igrejas. Essas instituições têm todas as regalias do Estado e da Receita Federal, então cabe a elas fazer um plano de aposentadoria para seus pastores e missionários. Na Igreja que eu fui batizado, a Adventista do Sétimo Dia, os pastores e obreiros têm plano de aposentadoria, então eles não são um peso para a nação. Outra coisa, é que se fosse para aposentar missionário sem contribuição, então teriam de aponsentar inclusive os MV – Missionários Voluntários, e que são os próprios membros da igreja que se envolvem em traballho missionário. Eu mesmo fui um missionário voluntário dos 13 aos 25 anos, e nunca cobrei um centavo sequer para andar kilometros pela cidade e pelos sítios do interior pregando o Evangelho, muito pelo contrário, pois eu mesmo custeava os folhetos que comprava para distribuição gratuita. Paulo, o Apóstolo, disse que os cristãos devem trabalhar para não serem pesados a seus irmãos, e, dando exemplo, ele mesmo trabalhava fabricando e vendendo tendas. Observe, por exemplo, a Congregação Cristã no Brasil, uma igreja que segue o conselho de Paulo e onde nenhum ancião, diácono, cooperador, etc., recebe salário e mesmo assim eles se aposentam, pois recolhem normalmente para o INSS.

  5. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” (Gênesis 3,19)

    “Quem deposita CONFIANÇA EM SUAS RIQUEZAS CERTAMENTE SE DECEPCIONARÁ, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante.” (Provérbios 11,28)

    “AQUELE QUE AMA O DINHEIRO NUNCA SE FARTARÁ, e aquele que ama a riqueza NÃO TIRA DELA PROVEITO. Também isso é vaidade. Quando abundam os bens, numerosos são os que comem, e que vantagem há para os seus possuidores, senão ver como se comportam? Doce é o SONO DO TRABALHADOR, TENHA ELE POUCO OU MUITO PARA COMER; mas A ABUNDÂNCIA DO RICO O IMPEDE DE DORMIR. Vi uma dolorosa miséria debaixo do sol: as riquezas que um possuidor guarda para sua DESGRAÇA. Caso essas riquezas VENHAM A SE PERDER em conseqüência de algum desagradável acontecimento, se ele tiver um filho, NADA LHE RESTARÁ NA SUA MÃO. NU SAIU DO VENTRE DE SUA MÃE, TÃO NU COMO VEIO SAIRÁ DESTA VIDA, e, pelo seu trabalho, NADA RECEBERÁ QUE POSSA LEVAR EM SUAS MÃOS.” (Eclesiastes 5,10-15)

    “Meus guardas estão todos cegos e não vêem nada; são cães mudos incapazes de latir, sonham estirados, gostam de cochilar; são CÃES VORAZES E INSACIÁVEIS (são pastores que nada observam), cada qual segue seu caminho EM BUSCA DE SEU INTERESSE.” (Isaías 56,10-11)

    “NÃO AJUNTEIS PARA VÓS TESOUROS NA TERRA, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões FURTAM e ROUBAM. Ajuntai para vós TESOUROS NO CÉU, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. NÃO PODEIS SERVIR A DEUS E À RIQUEZA. Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória NÃO SE VESTIU COMO ELES. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os PAGÃOS que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o REINO DE DEUS e a sua JUSTIÇA e todas estas coisas VOS SERÃO DADAS EM ACRÉSCIMO. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A CADA DIA BASTA O SEU CUIDADO.” (Mateus 6,19-34)

    “Guardai-vos dos FALSOS PROFETAS. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são LOBOS ARREBATADORES. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será CORTADA E LANÇADA AO FOGO. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?” E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, OPERÁRIOS MAUS!” (S. Mateus 7,15-23)

    “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. RECEBESTES DE GRAÇA, DE GRAÇA DAI! Não leveis NEM OURO, NEM PRATA, NEM DINHEIRO em vossos cintos, nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; POIS O OPERÁRIO MERECE O SEU SUSTENTO.” (S. Mateus 10,8-10)

    “Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos negociantes de pombas, e disse-lhes: Está escrito: Minha casa é uma casa de oração (Is 56,7), mas vós fizestes dela um covil de ladrões (Jr 7,11)!” (S. Mateus 21,12-13)

    “Porque se levantarão FALSOS CRISTOS e FALSOS PROFETAS, que farão sinais e portentos para SEDUZIR, se POSSÍVEL for, ATÉ OS ESCOLHIDOS.” (S. Marcos 13,22)

    “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles. Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores. Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei BEM e EMPRESTAI, SEM DAÍ ESPERAR NADA. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; DAI, E DAR-SE-VOS-Á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” (S. Lucas 6,27-38)

    “E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a AVAREZA, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, NÃO DEPENDE DE SUAS RIQUEZAS.” (S. Lucas 12,15)

    “Deus, porém, lhe disse: INSENSATO! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as COISAS, que AJUNTASTE, DE QUEM SERÃO? Assim acontece ao homem que ENTESOURA PARA SI MESMO e NÃO É RICO PARA COM DEUS.” (S. Lucas 12,20-21)

    “Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.” (S. João 6,26-27)

    “Havia em Cesaréia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava ITÁLICA. Era RELIGIOSO; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas ESMOLAS ao povo e ORAVA constantemente. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: Cornélio! Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há, Senhor? O anjo replicou: As tuas ORAÇÕES e as tuas ESMOLAS subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.” (Atos 10,1-5)

    “De ninguém COBICEI PRATA, NEM OURO, NEM VESTES. Vós mesmos sabeis: estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros. Em tudo vos tenho mostrado que assim, TRABALHANDO, convém ACUDIR OS FRACOS e lembrar-se das PALAVRAS DO SENHOR JESUS, porquanto ELE MESMO DISSE: É MAIOR FELICIDADE DAR QUE RECEBER!” (Atos 20,33-35)

    “Tu, que conheces a sua vontade [de Deus], e instruído pela lei sabes aquilatar a diferença das coisas; tu, que te ufanas de ser guia dos cegos, luzeiro dos que estão em trevas, doutor dos ignorantes, mestre dos simples, porque encontras na lei a regra da ciência e da verdade; tu, que ensinas aos outros… NÃO TE ENSINAS A TI MESMO! Tu, que pregas que não se deve furtar, FURTAS! Tu, que dizes que não se deve adulterar, ADULTERAS! Tu, que abominas os ídolos, PILHAS OS TEUS TEMPLOS!” (Romanos 2,18-22)

    “Porventura cometi alguma falta, em vos ter pregado o Evangelho de Deus GRATUITAMENTE, humilhando-me para vos exaltar? Para vos servir, despojei outras igrejas, recebendo delas o meu sustento. Estando convosco e passando alguma necessidade, NÃO FUI PESADO A NINGUÉM, porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram o que me faltava. Em tudo me guardei e me guardarei DE VOS SER PESADO. Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, não me será tirada esta glória nas regiões de Acaia. E por quê? Será por que não vos amo? Deus o sabe! Mas o que faço, continuarei a fazer, para cortar pela raiz todo pretexto àqueles que procuram algum pretexto para SE ENVAIDECEREM e se afirmarem iguais a nós. Esses tais são FALSOS APÓSTOLOS, OPERÁRIOS DESONESTOS, que se disfarçam em apóstolos de Cristo, o que não é de espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, parece bem normal que seus ministros se disfarcem em ministros de justiça, cujo fim, no entanto, será segundo as suas obras.” (2 Coríntios 11,7-15)

    “Eis que estou pronto a ir ter convosco pela terceira vez. NÃO VOS SEREI ONEROSO, porque NÃO BUSCO OS VOSSOS BENS, mas sim a vós mesmos. Com efeito, não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. De mui boa vontade DAREI O QUE É MEU, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós.” (2 Coríntios 12,14-15)

    “Porque sabei-o bem: NENHUM dissoluto, ou impuro, ou AVARENTO – VERDADEIROS IDÓLATRAS! – terá herança no Reino de Cristo e de Deus.” (Efésios 5,5)

    “Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a COBIÇA, QUE É UMA IDOLATRIA.” (Colossenses 3,5)

    “Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido. Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar. Aliás, quando estávamos convosco, nós vos dizíamos formalmente: Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer. Entretanto, soubemos que entre vós há alguns desordeiros, vadios, que só se preocupam em intrometer-se em assuntos alheios. A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranqüilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer.” (2ª Tessalonicenses 3,6-12)

    “Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, doentio por questões ociosas e contendas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas injustas, os vãos conflitos entre homens de coração corrompido e privados da verdade, que só vêem na piedade UMA FONTE DE LUCRO. Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque NADA TROUXEMOS AO MUNDO, COMO TAMPOUCO PODEREMOS LEVAR. Tendo alimento e vestuário, CONTENTEMO-NOS COM ISTO. AQUELES QUE AMBICIONAM TORNAR-SE RICOS CAEM NAS ARMADILHAS DO DEMÔNIO e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da RUÍNA e da PERDIÇÃO. PORQUE A RAIZ DE TODOS OS MALES É O AMOR AO DINHEIRO. ACOSSADOS PELA COBIÇA, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. Mas tu, ó homem de Deus, FOGE DESSE VÍCIOS e procura com todo empenho a PIEDADE, a FÉ, a CARIDADE, a PACIÊNCIA, a MANSIDÃO.” (1 Timóteo 6,3-11) >>> ver também 1 Timóteo 6,17-19

    “Vós, ricos, CHORAI E GEMEI por causa das DESGRAÇAS que sobre vós virão. Vossas riquezas APODRECERAM e vossas roupas foram COMIDAS PELA TRAÇA. Vosso ouro e vossa prata ENFERRUJARAM-SE e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e DEVORARÁ VOSSAS CARNES COM O FOGO. Entesourastes nos últimos dias! Eis que o SALÁRIO, que DEFRAUDASTES aos trabalhadores que ceifavam os vossos campos, CLAMA, e seus gritos de ceifadores CHEGARAM AOS OUVIDOS DO SENHOR DOS EXÉRCITOS. Tendes vivido em DELÍCIAS E EM DISSOLUÇÕES sobre a terra, e saciastes os vossos corações para o dia da matança! Condenastes e matastes o justo, e ele não vos resistiu.” (S. Tiago 5,1-6)

    “Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós FALSOS DOUTORES que introduzirão disfarçadamente SEITAS PERNICIOSAS. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a CAUSA DE O CAMINHO DA VERDADE SER CALUNIADO. Movidos por COBIÇA, eles vos hão de explorar por PALAVRAS CHEIAS DE ASTÚCIA. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme.” (2 Pedro 2,1-3). >>> Ver também 2 Pe 2,14.

    Avareza é IDOLATRIA (Cl 3,5/ Ef 5,5). O amor ao dinheiro é a CAUSA DE TODOS OS MALES (1 Tm 6,10). Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens (Lc 12,15). Apartem-se dos cães gulosos (Is 56,11) e dos lobos arrebatadores que vêm até vós (Mt 7,15-23). Jesus denunciava a adoração ao dinheiro (Mt 6,24) e era acusado de AGITADOR (Lc 23,14). Os ladrões e avarentos ficarão de fora do Reino (Pv 15,27/ 1 Cor 6,9-10/ 1 Tm 6,9-10/ Hb 13,5-6/ Ti 1,7/ Ef 5,5/ Ap 22,15).

    “Alguns versículos que os protestantes esqueceram de ler em suas bíblias”, Veritatis Splendor.

    • “Então ele ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: BEM-AVENTURADOS VÓS QUE SOIS POBRES, PORQUE VOSSO É O REINO DE DEUS! Bem-aventurados VÓS QUE TENDES FOME, PORQUE SEREIS FARTOS! Bem-aventurados VÓS QUE AGORA CHORAIS, PORQUE VOS ALEGRAREIS! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem! ALEGRAI-VOS naquele dia e EXULTAI, porque GRANDE É O VOSSO GALARDÃO NO CÉU. Era assim que os pais deles tratavam os profetas. MAS AI DE VÓS, RICOS, porque tendes a vossa consolação! Ai de vós, que estais fartos, porque VIREIS A TER FOME! AI DE VÓS, QUE AGORA RIDES, porque GEMEREIS E CHORAREIS! Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!” (S. Lucas 6,20-26)

      • Isabella Monique,faltou só mais alguns detalhes para fecharmos a conta,estarei aguardando a sua resposta o mais breve possível e você não vai mim negar isto vai! é certo que você sabe não vai omitir como os anteriores fizeram vai !. Qual a igreja mais rica do mundo? E como ela conseguiu a maior parte só seu patrimônio? Não vale citar outras como exemplo, ou figuração, no momento, somente a primeira,primeiro esta depois as demais, certo.

        • Isabella Monique Obs: As perguntas foram feitas com base na suas exposições das 2(duas) postagens acima,você falou bastante a repeito de riqueza,avareza,e outros motivos voltados a riqueza material,então é certo que saberá mim responder.Aguardando.

          • Como vocês são retóricos e evasivos!

            ☛ “43. As riquezas do Vaticano”, Pe. Paulo Ricardo.
            ☛ “Riquezas do Vaticano”, Montfort.
            ☛ “Revista Fortune desmente mito das “grandes riquezas” do Vaticano”, acidigital.
            ☛ “Onde estão as riquezas do Vaticano?”, Veritatis Splendor.
            ☛ “A verdadeira Riqueza da Igreja”, Cleofas.
            ☛ “Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo!”, Youtube.

            A Igreja Católica mantém na África:
            964 hospitais
            5.000 dispensários
            260 leprosários
            650 asilos
            800 orfanatos
            2.000 jardins de infância

            Na América:
            1.900 hospitais
            5.400 dispensários
            50 leprosários
            3.700 asilos
            2.500 orfanatos
            4.200 jardins de infância

            A Igreja Católica é a Maior Instituição de Caridade do Mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 66% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, o governo chamou as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo. No Brasil até 1950 quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. Ex: Santa Casa de Misericórdia (quem nunca passou por lá?). Na época em que a lepra foi um grande mal, na Europa e Ásia, havia 3000 leprosário. A Igreja educou mais crianças do que qualquer outra instituição educativa ou religiosa no mundo. 25% das obras que cuidam de aidéticos em todo o mundo são mantidos pela Igreja Católica. No Haiti a Igreja Católica que está na frente para cuidar das pessoas que perderam tudo no terremoto e feridas.

            Até o anti-católico Voltaire teve que assumir: “Talvez não haja maior na terra do que o sacrifício da juventude e da beleza, muitas vezes de alta proveniência, feito pelo sexo frágil para trabalhar em hospitais para o alivio da miséria humana, a vista da qual é tão revoltante à nossa delicadeza. Povos separados da ‘’religião romana’’ imitaram só imperfeitamente uma caridade tão generosa.’’ (Voltaire, que desprezava o Catolicismo, disse que ‘’tenho que conceder isso a eles; não sei como explicá-lo”)

            Agora vejamos o protestantismo

            NEGAÇÃO DO VALOR DAS BOAS OBRAS

            “Vedes como o homem é justificado pelas obras e NÃO SOMENTE pela fé?” (Tiago 2,24)

            Negou todos os dogmas que inspiram, que elevam, que sustentam as almas nas esferas sublimes do sacrifício e do heroísmo. Afirmou em seguida um dogma novo que, em si, encerra o germe não só da corrupção mas da completa dissolução da vida moral. Refiro-me à doutrina protestante da inutilidade das boas obras. Falando da liberdade, já tivemos ensejo de observar como o dogma católico concilia admiravelmente a gratuidade da graça divina com o exercício da nossa atividade livre.

            O auxílio de Deus, absolutamente necessário para elevar as nossas ações à ordem sobrenatural, não dispensa de modo nenhum o esforço da nossa cooperação. Nas finezas do seu amor, dispôs Deus que o homem fosse o artista da sua felicidade. Destarte, nascidas do conúbio misterioso da graça divina com o livre arbítrio humano, são as nossas ações germe fecundo de vida eterna. Verdade altamente digna da misericórdia de Deus e da grandeza do homem, verdade altamente estimuladora da nossa atividade moral. E a Sagrada Escritura no-la ensina frequentemente, inculcando a necessidade das boas obras.

            Que é o magnífico sermão da montanha senão uma promessa da glória aos que praticam o bem? Que razão da suprema sentença aduzirá Cristo juiz, senão as boas obras praticadas pelos eleitos e descuradas pelos réprobos? Ouvi ao Príncipe dos Apóstolos: “Procurai por meio das boas obras assegurar a vossa vocação e eleição”. 1 Petr., I, 10. Ouvi a Tiago: “a fé sem obras é morta”. Jac., 11, 20. Abri os Evangelhos, lede todas as epístolas apostólicas. Desta leitura resultará evidente como a luz meridiana que o cristianismo é um grande código de moral imposto à humanidade para a sua salvação. Cristo é Redentor não só, mas legislador também.

            Não basta crer, é mister ajustar as obras à fé; não basta o símbolo, é necessário também o decálogo; si vis ad vitam ingredi serva mandata. Math.,XIX, 17. A primeira preocupação de Lutero e de seus amigos foi alijar a carga pesada das boas obras. Era mister forjar um novo cristianismo menos carrancudo, mais ameno e prazenteiro. “A palavra Evangelho significa boa nova, doutrina grata e consoladora para as almas… ouvir que a Lei já foi observada por Cristo, que nós não a devemos observar, mas só unir-nos pela fé àquele que por nós a observou”. Fonte: Weimar, I, 105. No comentário ao c. 40 de Isaías: “Esta é nossa doutrina que sabemos eficaz para consolar as consciências. Viveremos livres, sem lei, e nos persuadiremos que os nossos pecados nos foram perdoados”, Weimar, XXV, 249.

            É a doutrina da justificação pela fé, que, na opinião do heresiarca, resume a quinta essência do cristianismo, e, na realidade, é a chave de abóbada de todo o seu sistema teológico. Ei-la em duas palavras. Sobre a teoria da justificação em Lutero e a sua dissolução gradual pelas diferentes facções protestantes, cfr. J. A. Moehler, Symbolik, oder Darstellung der dogmatischen Gegensaetze der Katholiken und Protestanten nach ihren oeffentlichen Bekenntnisschriften, Mainz, 1884, l. 1, c. 3. pp. 99-253.

            Desta obra clássica escreveu Goyau : “La Symbolique est le livre le plus profond que, depuis Luther, une plume catholique allemande ait écrit sur la Reforme”.G. Goyau, Moehler, Paris, Bloud, 1905, p. 38.) Cfr. ainda: J. Schwane, Histoire des dogmes,trad. franc. de A. Degert, Paris, Beauchesne, 1904, t. VI, 205-239; H. Grisar, Luther, Freib. i. B., Herder, 1911, t. II, pp. 737-781. Este último autor estuda a teoria de Lutero à luz das experiências religiosas e lutas internas de consciência desta alma devorada de escrúpulos e ralada de remorsos. Não é a teologia, é a psicologia que explica a origem da justificação luterana.

            O pecado original causou a depravação total do homem. A sua inteligência nas coisas morais e divinas, não pode senão errar, a sua vontade, por mais que se esforce, não faz senão acumular pecados. E este estado de decadência identifica-se de tal modo com a essência da natureza humana que é impossível uma regeneração interior, uma verdadeira renovação espiritual. Qual será então o efeito da morte redentora de Cristo? Uma justificação simplesmente externa, equivalente a uma não-imputação do pecado. Cristo satisfez por nós, Cristo mereceu-nos o céu com o seus sofrimentos.

            A generosidade e abundância de sua Redenção dispensam-nos de qualquer cooperação individual, de qualquer atividade própria, dispensam-nos até do arrependimento e do amor. Para ser justificado basta crer na eficácia do sangue divino. A fé cobre todos os nossos pecados. Fontes: Livro da Concórdia: “Et quidem neque contritio neque dilectio, neque ulla alia virtus, sola fides tamquam medium et instrumentum quo gratiam Dei, meritum Christi et remissionem peccatorum apprehendere et accipere possumus”. Solida Declaratio, III, De justitia fidei. J. T. Mühler, Die symbolischen Bücher der evangelisch-lutheranischen Kirche, Gütersloh, 1900, p. 616. Na Apologia da Confissão Augustana : “Sola fide in Christum non per dilectionem, non propter dilectionem aut opera consequimur remissionem peccatorum, etsi dilectio sequitur fidem. Igitur sola fide justificamur”. Corp. Reformat., XXVII, 440.

            Em J. T. Mühler, p. 100. Lutero: “Haec est ardua et insignis dignitas veraque et omnipotens potestas, spirituale imperium in quo nulla res tam bona, nulla tam mala quae non in bonum mihi cooperetur. Nulla tamen mihi opus est cum sola fides sufficiat ad salutem”. Weimar, VII, 57. Desacompanhada de obras, de contrição e de caridade, ela é o processo mecânico e externo, o instrumento com que nos apropriamos os merecimentos; de Cristo, alcançamos a graça e a remissão, ou, mais exatamente, a não-imputação das nossas culpas.

            Coberto assim aos olhos de Deus com o manto dos méritos do Redentor (por uma ficção jurídica indigna da santidade divina), o homem continua na realidade e intrinsecamente pecador e fonte contínua de pecados. Todas as suas ações, ainda depois de justificado, são pecaminosas e imundas. Mas nenhum pecado, afora o da infidelidade, pode despojá-lo da graça. Se crê, é justo, ainda que cometa os maiores delitos. Eis na teoria luterana a que se reduz a obra da Redenção: Cristo, para isentar e homem de observar a lei, observou-a em lugar dele; o homem, pela fé, atribui a si esta observância, assegura destarte a graça divina e pode descansar seguro na impunidade do seu pecado inauferível.

            Da teoria luterana sobre a queda original e a justificação decorre, como inevitável corolário, a inutilidade e mesmo a nocividade das boas obras. Rigorosamente falando, até a expressão “boas obras” é um contra-senso. Essencialmente corrupto, o homem é necessariamente pecador em todos os seus atos. A justificação exterior e forense, não lhe pode sanar este vício essencial. Esforçar-se nessas condições, por praticar as que chamamos boas obras não é senão multiplicar pecados. Fonte: Lumen rationis.

            Um teólogo luterano moderno, Dietrich Bonhoeffer, escreveu sobre este resultado lamentável e usa as seguintes palavras, chamando a esta “indulgência protestante” para pecar, pelo nome de “graça barata”: A graça barata é a justificação do pecado sem a justificação do pecador. A graça faz tudo, dizem eles e, portanto, tudo pode ficar como estava antes.(…) O mundo continua na mesma forma antiga e nós ainda somos pecadores, “inclusive aquele que vive melhor”, como disse Lutero. Então, pois, que o cristão viva como faz o resto do mundo, que se guiem pelos padrões do mundo em cada esfera da vida e que não presuma que viverá uma vida diferente debaixo da graça, daquela que foi a sua antiga vida debaixo do pecado. Em geral, os estudiosos concordam que um dos frutos da Reforma foi uma decadência inegável na moralidade de toda Europa onde quer que a doutrina de “só crê” (Sola Fide) tenha se difundido entre as pessoas comuns. Menno Simons observou esta total deterioração moral, com tristeza e indignação: No entanto, por meio da pregação de seu evangelho comprometedor, semelhante liberdade desordenada e imprudente é tão evidente em toda Alemanha que não se pode admoestá-los pela sua franca falta de pudor, intemperança, blasfêmias e juramentos, luxúria e palavras grosseiras sem ser obrigado a escutar que és um separatista, vagabundo, fanático, uma pessoa que crê que pode salvar-se por suas próprias boas obras, anabatista e outros términos de reprovação e insulto.

            In Corde Jesu Semper.

        • ☛ “43. As riquezas do Vaticano”, Pe. Paulo Ricardo.
          ☛ “Riquezas do Vaticano”, Montfort.
          ☛ “Revista Fortune desmente mito das “grandes riquezas” do Vaticano”, acidigital.
          ☛ “Onde estão as riquezas do Vaticano?”, Veritatis Splendor.
          ☛ “A verdadeira Riqueza da Igreja”, Cleofas.
          ☛ “Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo!”, Youtube.

          A Igreja Católica mantém na África:
          964 hospitais
          5.000 dispensários
          260 leprosários
          650 asilos
          800 orfanatos
          2.000 jardins de infância

          Na América:
          1.900 hospitais
          5.400 dispensários
          50 leprosários
          3.700 asilos
          2.500 orfanatos
          4.200 jardins de infância

          A Igreja Católica é a Maior Instituição de Caridade do Mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 66% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, o governo chamou as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo. No Brasil até 1950 quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. Ex: Santa Casa de Misericórdia (quem nunca passou por lá?). Na época em que a lepra foi um grande mal, na Europa e Ásia, havia 3000 leprosário. A Igreja educou mais crianças do que qualquer outra instituição educativa ou religiosa no mundo. 25% das obras que cuidam de aidéticos em todo o mundo são mantidos pela Igreja Católica. No Haiti a Igreja Católica que está na frente para cuidar das pessoas que perderam tudo no terremoto e feridas.

          Até o anti-católico Voltaire teve que assumir: “Talvez não haja maior na terra do que o sacrifício da juventude e da beleza, muitas vezes de alta proveniência, feito pelo sexo frágil para trabalhar em hospitais para o alivio da miséria humana, a vista da qual é tão revoltante à nossa delicadeza. Povos separados da ‘’religião romana’’ imitaram só imperfeitamente uma caridade tão generosa.’’ (Voltaire, que desprezava o Catolicismo, disse que ‘’tenho que conceder isso a eles; não sei como explicá-lo”)

        • Agora vejamos o protestantismo

          NEGAÇÃO DO VALOR DAS BOAS OBRAS

          “Vedes como o homem é justificado pelas obras e NÃO SOMENTE pela fé?” (Tiago 2,24)

          Negou todos os dogmas que inspiram, que elevam, que sustentam as almas nas esferas sublimes do sacrifício e do heroísmo. Afirmou em seguida um dogma novo que, em si, encerra o germe não só da corrupção mas da completa dissolução da vida moral. Refiro-me à doutrina protestante da inutilidade das boas obras. Falando da liberdade, já tivemos ensejo de observar como o dogma católico concilia admiravelmente a gratuidade da graça divina com o exercício da nossa atividade livre.

          O auxílio de Deus, absolutamente necessário para elevar as nossas ações à ordem sobrenatural, não dispensa de modo nenhum o esforço da nossa cooperação. Nas finezas do seu amor, dispôs Deus que o homem fosse o artista da sua felicidade. Destarte, nascidas do conúbio misterioso da graça divina com o livre arbítrio humano, são as nossas ações germe fecundo de vida eterna. Verdade altamente digna da misericórdia de Deus e da grandeza do homem, verdade altamente estimuladora da nossa atividade moral. E a Sagrada Escritura no-la ensina frequentemente, inculcando a necessidade das boas obras.

          Que é o magnífico sermão da montanha senão uma promessa da glória aos que praticam o bem? Que razão da suprema sentença aduzirá Cristo juiz, senão as boas obras praticadas pelos eleitos e descuradas pelos réprobos? Ouvi ao Príncipe dos Apóstolos: “Procurai por meio das boas obras assegurar a vossa vocação e eleição”. 1 Petr., I, 10. Ouvi a Tiago: “a fé sem obras é morta”. Jac., 11, 20. Abri os Evangelhos, lede todas as epístolas apostólicas. Desta leitura resultará evidente como a luz meridiana que o cristianismo é um grande código de moral imposto à humanidade para a sua salvação. Cristo é Redentor não só, mas legislador também.

          Não basta crer, é mister ajustar as obras à fé; não basta o símbolo, é necessário também o decálogo; si vis ad vitam ingredi serva mandata. Math.,XIX, 17. A primeira preocupação de Lutero e de seus amigos foi alijar a carga pesada das boas obras. Era mister forjar um novo cristianismo menos carrancudo, mais ameno e prazenteiro. “A palavra Evangelho significa boa nova, doutrina grata e consoladora para as almas… ouvir que a Lei já foi observada por Cristo, que nós não a devemos observar, mas só unir-nos pela fé àquele que por nós a observou”. Fonte: Weimar, I, 105. No comentário ao c. 40 de Isaías: “Esta é nossa doutrina que sabemos eficaz para consolar as consciências. Viveremos livres, sem lei, e nos persuadiremos que os nossos pecados nos foram perdoados”, Weimar, XXV, 249.

          É a doutrina da justificação pela fé, que, na opinião do heresiarca, resume a quinta essência do cristianismo, e, na realidade, é a chave de abóbada de todo o seu sistema teológico. Ei-la em duas palavras. Sobre a teoria da justificação em Lutero e a sua dissolução gradual pelas diferentes facções protestantes, cfr. J. A. Moehler, Symbolik, oder Darstellung der dogmatischen Gegensaetze der Katholiken und Protestanten nach ihren oeffentlichen Bekenntnisschriften, Mainz, 1884, l. 1, c. 3. pp. 99-253.

          Desta obra clássica escreveu Goyau : “La Symbolique est le livre le plus profond que, depuis Luther, une plume catholique allemande ait écrit sur la Reforme”.G. Goyau, Moehler, Paris, Bloud, 1905, p. 38.) Cfr. ainda: J. Schwane, Histoire des dogmes,trad. franc. de A. Degert, Paris, Beauchesne, 1904, t. VI, 205-239; H. Grisar, Luther, Freib. i. B., Herder, 1911, t. II, pp. 737-781. Este último autor estuda a teoria de Lutero à luz das experiências religiosas e lutas internas de consciência desta alma devorada de escrúpulos e ralada de remorsos. Não é a teologia, é a psicologia que explica a origem da justificação luterana.

          O pecado original causou a depravação total do homem. A sua inteligência nas coisas morais e divinas, não pode senão errar, a sua vontade, por mais que se esforce, não faz senão acumular pecados. E este estado de decadência identifica-se de tal modo com a essência da natureza humana que é impossível uma regeneração interior, uma verdadeira renovação espiritual. Qual será então o efeito da morte redentora de Cristo? Uma justificação simplesmente externa, equivalente a uma não-imputação do pecado. Cristo satisfez por nós, Cristo mereceu-nos o céu com o seus sofrimentos.

          A generosidade e abundância de sua Redenção dispensam-nos de qualquer cooperação individual, de qualquer atividade própria, dispensam-nos até do arrependimento e do amor. Para ser justificado basta crer na eficácia do sangue divino. A fé cobre todos os nossos pecados. Fontes: Livro da Concórdia: “Et quidem neque contritio neque dilectio, neque ulla alia virtus, sola fides tamquam medium et instrumentum quo gratiam Dei, meritum Christi et remissionem peccatorum apprehendere et accipere possumus”. Solida Declaratio, III, De justitia fidei. J. T. Mühler, Die symbolischen Bücher der evangelisch-lutheranischen Kirche, Gütersloh, 1900, p. 616. Na Apologia da Confissão Augustana : “Sola fide in Christum non per dilectionem, non propter dilectionem aut opera consequimur remissionem peccatorum, etsi dilectio sequitur fidem. Igitur sola fide justificamur”. Corp. Reformat., XXVII, 440.

          Em J. T. Mühler, p. 100. Lutero: “Haec est ardua et insignis dignitas veraque et omnipotens potestas, spirituale imperium in quo nulla res tam bona, nulla tam mala quae non in bonum mihi cooperetur. Nulla tamen mihi opus est cum sola fides sufficiat ad salutem”. Weimar, VII, 57. Desacompanhada de obras, de contrição e de caridade, ela é o processo mecânico e externo, o instrumento com que nos apropriamos os merecimentos; de Cristo, alcançamos a graça e a remissão, ou, mais exatamente, a não-imputação das nossas culpas.

          Coberto assim aos olhos de Deus com o manto dos méritos do Redentor (por uma ficção jurídica indigna da santidade divina), o homem continua na realidade e intrinsecamente pecador e fonte contínua de pecados. Todas as suas ações, ainda depois de justificado, são pecaminosas e imundas. Mas nenhum pecado, afora o da infidelidade, pode despojá-lo da graça. Se crê, é justo, ainda que cometa os maiores delitos. Eis na teoria luterana a que se reduz a obra da Redenção: Cristo, para isentar e homem de observar a lei, observou-a em lugar dele; o homem, pela fé, atribui a si esta observância, assegura destarte a graça divina e pode descansar seguro na impunidade do seu pecado inauferível.

          Da teoria luterana sobre a queda original e a justificação decorre, como inevitável corolário, a inutilidade e mesmo a nocividade das boas obras. Rigorosamente falando, até a expressão “boas obras” é um contra-senso. Essencialmente corrupto, o homem é necessariamente pecador em todos os seus atos. A justificação exterior e forense, não lhe pode sanar este vício essencial. Esforçar-se nessas condições, por praticar as que chamamos boas obras não é senão multiplicar pecados. Fonte: Lumen rationis.

    • “Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
      Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
      Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
      Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
      Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
      Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
      Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
      Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
      Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
      Ó Mestre,
      fazei que eu procure mais:
      consolar, que ser consolado;
      compreender, que ser compreendido;
      amar, que ser amado.
      Pois é dando que se recebe,
      perdoando que se é perdoado,
      e é morrendo que se vive para a vida eterna!
      Amém.”

      (Oração de S. Francisco de Assis)

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