Nova legislação antiterrorismo na Turquia permite a libertação de suspeitos de assassinar cristãos

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A legislação antiterrorismo da Turquia passou recentemente por alterações que a tornaram menos rígida e dessa forma, permitiu a libertação de acusados de matar cristãos mediante o pagamento de fiança.

A Missão Portas Abertas alertou para o caso de cinco muçulmanos suspeitos de torturar e matar três cristãos em abril de 2007, que foram libertados sob fiança no último dia 7 de março, segundo informações do noticiário local.

As mudanças, aprovadas pelo parlamento e sancionadas pelo presidente do país no último dia 6 de março, reduziram de dez para cinco anos o tempo máximo de detenção de suspeitos que não tenham sido condenados, com libertação imediata após o pagamento da fiança.

O julgamento dos cinco suspeitos de matar os cristãos já dura seis anos, segundo a Portas Abertas, que manifestou a preocupação de que a possibilidade de aguardar o final do julgamento em liberdade permita aos acusados deixar o país, uma vez que alguns juristas entendem que eles podem ser condenados a prisão perpétua.


Os advogados das famílias das vítimas entraram com ação judicial pedindo que os suspeitos liberados sejam obrigados a usar dispositivos eletrônicos que informem sua localização, a fim de evitar possíveis fugas.

Suzanne Geske, viúva de Tillman Geske, assassinado em 2007 supostamente pelo grupo de cinco suspeitos, lamentou o caso: “Por favor, orem para que Deus nos dê sabedoria sobre como reagir em tal situação”, pediu.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


5 COMENTÁRIOS

  1. A Turquia (Antigo Império Otomano até a I Grande Guerra Mundial) levou a cabo uma “jihad” contra a população armênia (e cristã) que fazia parte do referido império, durante os anos 1915-1921. Resultado: cerca de 1 milhão e quinhentos mil mortos e 800 mil refugiados nos países vizinhos! É considerado o 1º genocídio do século XX (embora os alemães já tivessem ocasionado um genocídio contra o povo herero na atual Namibia – Africa, alguns anos antes). Até hoje os dirigentes turcos negam tal genocídio e se recusam a pagar resgate ou devolução de propriedades aos descendentes dos atingidos por tal violência. Assim sendo, nada de novidades em aprovarem essa nova legislação anti-cristã…

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