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Religiosos seriam os culpados por campanhas de prevenção à AIDS estarem mais fracas, afirma representante do UNAIDS

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Religiosos seriam os culpados por campanhas de prevenção à AIDS estarem mais fracas, afirma representante do UNAIDS

O representante no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), Pedro Chequer, afirmou no fim da última semana que a influência de grupos religiosos está diminuída a eficácia das políticas brasileiras para a prevenção da AIDS.

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Pedro Chequer fez essas afirmações em uma entrevista ao Estadão, na qual falava sobre a 19.ª Conferência Internacional de AIDS, que começa no dia 22, em Washington. Segundo ele o Brasil, que já se destacou nesses encontros, pelo seu pioneirismo em políticas públicas de prevenção e tratamento, vem perdendo a vanguarda na área de prevenção.

Na entrevista ele afirmou que grupos religiosos conservadores estariam obtendo sucesso em suas pressões sobre o Estado brasileiro para dificultar a disseminação de informações e métodos de prevenção. Ele destaca ainda que o Brasil já vive uma situação de ambiguidade, entre o confessional e o laico, com reflexos no campo dos direitos humanos e da cidadania.

– Em qualquer país do mundo, a incorporação de doutrinas e práticas religiosas pelo Estado tem reflexos no campo dos direitos humanos e da cidadania. Na área em que atuo, o que se observa é o surgimento de uma agenda que obstaculiza os princípios fundamentais da prevenção da AIDS, a partir de evidência científicas – afirmou Chequer, que comparou a influência religiosa no Estado brasileiro ao que ocorre em países islâmicos.

Chequer citou ainda a proibição do Kit Gay como um exemplo da intervenção religiosa na política, e alegou que se tratava “de um bom material, respaldado por duas instituições ligadas à ONU – UNESCO e UNAIDS”. Ele afirmou ainda que a pressão atual, diferente das décadas de 80 e 90 quando era majoritariamente exercida pela Igreja Católica, vem de “setores conservadores evangélicos”.

Leia na íntegra a entrevista, feita pelo jornalista Roldão Arruda:

Em recente encontro sobre Aids, promovido pelo Ministério da Saúde, em Brasília, o senhor criticou o governo por ceder às pressões de grupos religiosos, deixando de conduzir adequadamente políticas de prevenção da Aids.

Quero dizer, em primeiro lugar, que não sou favorável a qualquer tipo de cerceamento da liberdade religiosa, um direito fundamental previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e também na Constituição do Brasil. O Estado deve ser laico e deixar fora de sua jurisdição qualquer matéria de caráter religioso. Esse é um princípio democrático essencial. Quando falo deste assunto, a minha preocupação é outra. Está relacionada ao fanatismo religioso, que pode levar a situações extremas, como a imposição de uma religião única a todos os cidadãos. Quando se tenta impor princípios religiosos, sejam eles quais forem, também ocorre uma violação dos princípios da Declaração Universal, que reconhece o foro íntimo da consciência.

Na sua avaliação o Estado brasileiro não é 100% laico?

Do ponto de vista estritamente legal, sim. Os legisladores brasileiros sempre se preocuparam com essa questão. A primeira constituição republicana, de 1891, defendeu a liberdade religiosa e, ao mesmo tempo, explicitou a laicidade do Estado. Na prática, porém, nos deparamos com fatos que colidem com esses princípios. Eu citaria como exemplo o financiamento de atividades religiosas com recursos públicos e a presença, nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, de símbolos religiosos, como o crucifixo. Exibidos de modo ostensivo, eles deixam claro a inobservância dos princípios constitucionais. O Estado vive sob constante pressão de grupos religiosos contrários à sua laicidade.

Poderia citar um exemplo?

Em 1930, sob pressão da Igreja Católica, o governo de Getúlio Vargas reintroduziu o ensino religioso nas escolas públicas. Isso foi formalizado na Constituição de 1934 e nas outras, incluindo a de 1988. Não ficou claro, porém, a quem caberia o ônus dessa atividade. Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabeleceu que o ônus não seria do poder público. Quando essa lei foi reformulada, em 1996, o princípio foi mantido. Logo depois, porém, por pressão da Igreja Católica, sofreu alteração.

O senhor se refere à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)?

Sim. Ao criar o Fórum Permanente do Ensino, a CNBB estabeleceu uma estratégia de pressão politica, com vistas a aumentar sua influência e fazer avançar os princípios do ensino religioso nas escolas públicas. Está conseguindo inserir na legislação de cada sistema estadual um conteúdo interconfessional, com professores credenciados pelas entidades religiosas, mas inseridos no corpo docente por concursos públicos e remunerados pelo Estado. O Fórum tem se mostrado extremamente eficaz, mesmo considerando a maior diversidade religiosa e o aumento da força das igrejas evangélicas. É interessante notar que a Concordata, que o Vaticano e o Brasil assinaram em 2008, focaliza particularmente o ensino religioso nas escolas públicas.

Vê nisso mais um tipo de ameaça ao Estado laico?

A Concordata ocorre num contexto ambíguo, que deixa o Estado brasileiro entre o confessionalismo e a laicidade. Esse tratado entre Brasil e Vaticano chegou a ser objeto de oposição por parte de confissões evangélicas tradicionais. Uma voz que se destacou foi a do pastor presbiteriano Guilhermino Silva da Cunha, do Rio. Em carta aberta aos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, ele denunciou a Concordata por trazer de volta “praticamente todos os privilégios do padroado”. Em relação ao ensino confessional nas escolas públicas, considerou que o documento é inconstitucional, pois “privilegia uma denominação cristã em detrimento de outras e agride a liberdade religiosa em relação a judeus, budistas, espíritas e muçulmanos; e agride agnósticos e ateus”.

De que maneira isso ameaça a prevenção da Aids, área na qual o senhor atua?

Em qualquer país do mundo, a incorporação de doutrinas e práticas religiosas pelo Estado tem reflexos no campo dos direitos humanos e da cidadania. Na área em que atuo, o que se observa é o surgimento de uma agenda que obstaculiza os princípios fundamentais da prevenção da Aids, a partir de evidência científicas. Isso é percebido de maneira clara nos Estados confessionais islâmicos. Nos Estados Unidos, houve efeito semelhante na era Bush, quando os princípios teológicos passaram a ser a referência para o estabelecimento de políticas públicas, com sérios reflexos em todos os países abrangidos pelo PEPFAR (plano lançado pela Presidência dos Estados Unidos para a redução da Aids no mundo).

Há risco de retrocesso em relação às políticas públicas estabelecidas?

A incorporação – ou mesmo a proximidade do Estado – de princípios religiosos, notadamente aqueles que demonizam aspectos relativos à igualdade de gênero, ao respeito a diversidade sexual e à garantia de direitos às minorias sexuais tem resultado em retrocesso significativo nas políticas públicas de prevenção da infecção pelo HIV. Sob a égide desses princípios, o uso do preservativo, por exemplo, é uma prática condenável.

Pode citar casos em que observa retrocesso?

Podemos citar restrições a campanhas publicitárias que, ao focalizar as populações mais vulneráveis, tratam a questão da prevenção de modo aberto e claro.

Isso não é novo. A CNBB interferiu nas campanhas do Ministério da Saúde desde a eclosão da Aids, na década de 1980. O que mudou?

Nas décadas de 80 e 90, a pressão sobre o Estado, com o intuito de estabelecer parâmetros distintos daqueles cientificamente construídos na prevenção do HIV, era feita basicamente pela Igreja Católica. Em anos recentes, porém, ela passou a ser exercida, com maior êxito, por setores conservadores evangélicos.

Mais uma vez vou pedir que cite exemplos.

Vou citar dois, absolutamente claros. O primeiro foi a proibição do material didático que se destinava à
construção de uma agenda anti-homofóbica no ambiente escolar.

Está se referindo ao material que ficou conhecido como kit gay?

Sim. Trata-se de um bom material, respaldado por duas instituições ligadas à ONU – Unesco e UNAIDS. O segundo exemplo foi a proibição da veiculação da campanha desenvolvida para o Carnaval deste ano. Clara e direta, foi lançada em um ato publico amplamente difundido, mas não foi veiculada. Devido a pressões, teve que ser substituída às pressas, por uma outra, improvisada, inócua e evasiva. A população mais vulnerável deixou de ser focalizada.

Como vê a ação dos pastores que prometem a cura da Aids?

Apesar da garantia constitucional da pratica religiosa, ela não deve avançar além do escopo estabelecido para o exercício da mesma. Refiro-me a essa prática, cada vez mais frequente no cotidiano nacional, da chamada cura da Aids. Isso tem consequências nefastas para pacientes que, convencidos de que estão curados, abandonam o uso dos antirretrovirais, arsenal terapêutico fundamental para a preservação da vida com qualidade e ampliação da sobrevida dos pacientes. Há dezenas de relatos de óbitos em todo o pais como consequência dessa pratica.

Acha possível coibir tais práticas?

Diante do fato de que nenhuma instituição do Estado levanta objeções a esse tipo de ação, o Unaids encaminhou ao Conselho Federal de Medicina um pedido para que investigue e tome providências para coibi-la.

Qual foi a resposta do Conselho?

Respondeu positivamente e o tema está sob análise.

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Comentários via Facebook

5 comentaram, comente você também!

  1. Zbgniew Brzezinski disse:

    A experiência vivida na Rússia é a prova de que a pregação em favor da castidade não funciona contra a AIDS. Vejam:

    Rússia vive epidemia silenciosa de Aids

    25 maio 2015

    O termo “epidemia de Aids” é uma memória distante em lugares onde as taxas de infecção estão em queda há anos, como Austrália, Américas e a maior parte da Europa.

    Mas o termo seria adequado para descrever a situação na Rússia, apesar do silêncio das autoridades. Leia abaixo o depoimento do ex-ministro da Saúde britânico Norman Fowler (que ocupou a pasta entre 1979 e 1990, durante o governo de Margaret Thatcher), que visitou a Rússia e esteve em contato com várias instituições de saúde e autoridades.

    Durante anos, o país permaneceucalado sobre os seusníveis de infecção pelo vírus HIV. Mas um infectologista que trabalha nesta área há mais de 20 anos rompeu este silêncio e contou que a situação é uma “catástrofe nacional”.

    Vadim Pokrovsky, chefe do Centro Federal de Aids em Moscou, observou o grande crescimento dos números nos últimos anos.

    A Rússia tem cerca de um milhão de pessoas vivendo com o HIV e a taxa de infecção está crescendo ano a ano, diferente da situação da África subsaariana, onde a taxa de crescimento está desacelerando. E isto de acordo com os números do governo, que, quase todos concordam, subestimam a situação real do país.

    No ano passado, cerca de 90 mil russos contraíram o HIV, comparados com menos de 3 mil pessoas infectadas na Alemanha, que uma das menores taxas de infecção por HIV da Europa. O país tem metade da população da Rússia, mas 30 vezes menos casos de infecção.

    “Precisamos gastar dez vezes mais na prevenção. Precisamos de muito mais recursos e precisamos de algumas decisões políticas – e mudanças na lei em conexão com a metadona e as vidas particulares das pessoas”, me disse Pokrovsky recentemente.
    Diagnóstico e ideologia

    Um dos problemas é que a visão de Pokrovsky vai de encontro à política do governo e da cada vez mais poderosa Igreja Ortodoxa Russa.

    Em uma entrevista neste mês com a agência de notícias France Presse, Pokrovsky disse que a estratégia do Kremlin, de apostar na promoção de valores tradicionais da família, não conseguiu parar o vírus.

    “Nos últimos cinco anos de abordagem conservadora o número de pessoas infectadas pelo HIV dobrou”, afirmou.

    Quando Pokrovsky pediu a introdução de educação sexual nas escolas – se opondo ao comissário presidencial dos direitos das crianças, Pavel Astakhov, que é contra a medida – a chefe do comitê do Conselho de Saúde da cidade de Moscou, Lyudmila Stebenkova, chamou Pokrovsky de “típico agente trabalhando contra os interesses nacionais da Rússia”.

    Stebenkova afirmou ao jornal russo Kommersant que a abordagem de Pokrovsky apenas aumentaria o interesse das crianças por sexo e levaria a um aumento na infecção por HIV e outras doenças.

    “Ao invés de distribuir preservativos, devemos promover fidelidade sexual e famílias saudáveis – isto é muito mais eficaz”, disse.

    No entanto, os números sugerem outra coisa. Pokrovsky alertou as mulheres do país de que as chances de se casarem com um homem que tenha o HIV são altas.

    “Existem entre 80 e cem casos de infecção por HIV entre as mulheres por dia. Isto não é piada – é por dia. Elas são, na maioria, mulheres jovens entre 25 e 35 anos e estão no principal grupo de risco”, disse o especialista.

    Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150525_russia_epidemia_aids_fn

    • Zbgniew Brzezinski disse:

      AIDS Hoje: Jovem evangélica se casa virgem e contrai HIV durante lua de mel. Assista a reportagem do Fantástico

      Trinta anos depois do surgimento da Aids, a cara da doença mudou. Antigamente, existiam os chamados grupos de risco, como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas injetáveis.

      Hoje, como mostra o doutor Drauzio Varella, o que existe é comportamento de risco. Tanto é que a contaminação está cada vez maior entre as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres.

      “Eu casei aos 18 anos. Era uma estudante, uma pessoa feliz. Uma adolescente que vivia dentro dos parâmetros de Deus, porque eu fui criada na igreja”, conta a voluntária do grupo Pela Vidda Mara Moreira, que vive em Itaguaí, município do Rio de Janeiro. É evangélica e segue os preceitos da igreja. Para ela, sexo só no casamento.

      “Um dia eu estava indo para Campo Grande. Outro dia, estava indo para Cuiabá. Então, eu não tinha raiz em parte alguma”, revela o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis, que levava a vida de um jeito bem diferente. Quando se separou da esposa, aproveitou a liberdade da estrada.

      No início, a Aids foi chamada de peste gay. Depois, surgiu o conceito de grupos de risco: homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis e mulheres com muitos parceiros. Enquanto isso, em silêncio, o vírus se espalhava entre homens e mulheres que não faziam parte desses grupos.

      “As mulheres dos postos acham que todos os motoristas têm dinheiro. Então, você não pode dormir na cabine dos postos porque elas ficam batendo no vidro da janela, convidando para fazermos amor”, conta o caminhoneiro aposentado.

      Hoje nós sabemos que não há grupos de risco. O que existe é o comportamento de risco. O comportamento de risco é caracterizado pela relação sexual sem preservativo. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de Aids aumentam no grupo de mulheres casadas e nas pessoas acima dos 50 anos de idade.

      Maria Filomena Cenicchiaro, diretora do ambulatório do Centro de Referência do Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis de São Paulo, confirma que os dados estão de acordo com os testes realizados no ambulatório. “Essa população não procura muito os centros de teste. Quando elas procuram é porque descobriram que o parceiro ou a parceira já está desenvolvendo a Aids. Aí, vai fazer o teste e normalmente tem um resultado positivo”, diz.

      “Apesar de ter casado virgem, eu não usava camisinha. Como método contraceptivo, eu usava pílula. Eu não queria engravidar porque estava estudando e tinha acabado de me casar”, lembra Mara Moreira. Ela conta que achava que estava fora dos grupos de risco, mas a Aids estava mais próxima do que ela esperava. “Três meses depois de casar, meu esposo ficou muito doente. Foi feito o exame. Ele era positivo para o HIV e não sabia Três meses depois veio o meu resultado, também positivo”.

      “No início de 1986, nós tínhamos uma mulher com Aids para quinze homens. Hoje, temos dez mulheres para quinze homens. Quando pegamos o corte de 13 a 19 anos, é o contrário: para cada dez meninas oito meninos”, revela o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.

      “Eu não tinha conhecimento nenhum de como se pegava o HIV. Eu não tinha informação nem se podia lavar a roupa junto na mesma máquina, se podia compartilhar o prato, a colher”, conta Mara Moreira.

      Você só pega Aids se fizer sexo com penetração sem camisinha ou se usar seringas e agulhas contaminadas pelo vírus.

      “A gente ficava 90 dias fora viajando e ao menos aos sábados tinha que acontecer alguma coisa, quando não era no meio da semana. Então, umas duas por semana dava. Foram 17 anos assim”, conta Nestor Ramiro de Assis, de 72 anos. Na geração dele, ninguém se preocupava com a Aids. Diziam até que usar camisinha era como chupar bala sem tira o papel. Eles pensavam que homens que só mantinha relações sexuais com mulheres não corriam risco de pegar a doença. Estavam enganados.

      “Foi assim que eu adquiri o HIV. Não me interessa saber de quem foi que eu peguei, porque eu não vou saber mesmo. O culpado sou eu, mais ninguém”, diz Nestor Ramiro de Assis.

      “Nós temos toda uma conversa para mostrar que o estímulo não é no pênis, nem na região genital. Primeiro, é na cabeça. É só beijar e pronto, o estímulo já foi acionado, já houve uma ereção. Tem que aproveitar a ereção e colocar a camisinha nesse momento”, orienta Maria Filomena Cenicchiaro.

      “As pessoas não estão tendo consciência”, comenta uma mulher.

      “Na verdade, quase ninguém usa”, completa um homem.

      Fizemos alguns avanços: acabamos com a transmissão do HIV por transfusão de sangue, reduzimos muito a de mãe para filho e por drogas injetáveis. Hoje, a principal forma de transmissão é a relação sexual sem preservativo. Infelizmente, o uso de camisinha vem diminuindo entre mulheres e homens de qualquer idade, tanto nos relacionamentos estáveis quanto naqueles mais casuais.

      Através do sexo, o vírus da Aids passa de um homem para outro homem; do homem para mulher e da mulher para o homem. Passa, sim, da mulher para o homem.

      “Nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse pegar o vírus da Aids. Falam muito pouco sobre isso. E, quando falavam, achávamos que era com os outros”, diz Nestor Ramiro de Assis.

      Na periferia de Ponta Grossa, no Paraná, funciona a ONG Reviver, que atende as famílias dos portadores do vírus da Aids. Nestor Ramiro de Assis é motorista e uma espécie de faz-tudo na instituição.

      “A chegada do Nestor à instituição foi uma surpresa e um presente. Os trabalhos estavam começando em Ponta Grossa, uma região bem fechada para isso, e não tínhamos motorista. Ainda havia muito preconceito. Ele chegou, se dispôs a ser motorista e fez disso uma missão de vida”, lembra Cláudia Maria Hey Silva, da ONG Reviver.

      “Se perguntarem para mim um dia por que eu faço esse serviço eu vou dizer que não sei. Eu faço porque gosto, não espero recompensa de ninguém. Eu nunca pensei em ajudar os outros para ir para o céu”, garante Nestor Ramiro de Assis.

      “Os coroas e as coroas estão fazendo mais sexo desprotegidos. Percebemos o aumento da incidência em mulheres acima de 50 anos. É uma nova dinâmica, são novos desafios. Temos que estar preparados para enfrentá-los”, diz José Gomes Temporão.

      Depois do choque de descobrir que tinha o vírus da Aids, Mara e Nestor reagiram. E, graças ao tratamento antiviral, a vida deles melhorou. Mas todo cuidado é pouco. Sem tomar os remédios todos os dias, os portadores do HIV ficam sujeitos a infecções e voltam a correr riscos.

      No próximo domingo (16), você vai conhecer pessoas que estão em tratamento e o impacto que ele provocou em suas vidas.

      “Hoje, quando uma pessoa estranha me pergunta se eu tenho HIV, respondo que sim e pergunto: ‘e você?’”, finaliza Nestor Ramiro de Assis.

      Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/video-aids-hoje-evangelica-casa-virgem-hiv-lua-de-mel-fantastico.html/comment-page-1#comment-1516622

  2. O salario do pecado ea morte, a vida e dom de DEUS……como se pega aids…….existe varios meios..e poucos são, fora do pecado….o goveno do pt apoia aborto…e toda a forma de pecado na realidade e contra DEUS..e muitos pastores em nome de dinheiro estão se vendendo e apoiando este partido…que é contra tudo que é santo e vem de DEUS..acorda povo…

    • Zbgniew Brzezinski disse:

      E, reforçando o que foi colocado na matéria acima, encontrei um artigo muito interessante aqui mesmo no Gospel+. Vejam:

      AIDS Hoje: Jovem evangélica se casa virgem e contrai HIV durante lua de mel. Assista a reportagem do Fantástico

      Trinta anos depois do surgimento da Aids, a cara da doença mudou. Antigamente, existiam os chamados grupos de risco, como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas injetáveis.

      Hoje, como mostra o doutor Drauzio Varella, o que existe é comportamento de risco. Tanto é que a contaminação está cada vez maior entre as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres.

      “Eu casei aos 18 anos. Era uma estudante, uma pessoa feliz. Uma adolescente que vivia dentro dos parâmetros de Deus, porque eu fui criada na igreja”, conta a voluntária do grupo Pela Vidda Mara Moreira, que vive em Itaguaí, município do Rio de Janeiro. É evangélica e segue os preceitos da igreja. Para ela, sexo só no casamento.

      “Um dia eu estava indo para Campo Grande. Outro dia, estava indo para Cuiabá. Então, eu não tinha raiz em parte alguma”, revela o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis, que levava a vida de um jeito bem diferente. Quando se separou da esposa, aproveitou a liberdade da estrada.

      No início, a Aids foi chamada de peste gay. Depois, surgiu o conceito de grupos de risco: homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis e mulheres com muitos parceiros. Enquanto isso, em silêncio, o vírus se espalhava entre homens e mulheres que não faziam parte desses grupos.

      “As mulheres dos postos acham que todos os motoristas têm dinheiro. Então, você não pode dormir na cabine dos postos porque elas ficam batendo no vidro da janela, convidando para fazermos amor”, conta o caminhoneiro aposentado.

      Hoje nós sabemos que não há grupos de risco. O que existe é o comportamento de risco. O comportamento de risco é caracterizado pela relação sexual sem preservativo. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de Aids aumentam no grupo de mulheres casadas e nas pessoas acima dos 50 anos de idade.

      Maria Filomena Cenicchiaro, diretora do ambulatório do Centro de Referência do Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis de São Paulo, confirma que os dados estão de acordo com os testes realizados no ambulatório. “Essa população não procura muito os centros de teste. Quando elas procuram é porque descobriram que o parceiro ou a parceira já está desenvolvendo a Aids. Aí, vai fazer o teste e normalmente tem um resultado positivo”, diz.

      “Apesar de ter casado virgem, eu não usava camisinha. Como método contraceptivo, eu usava pílula. Eu não queria engravidar porque estava estudando e tinha acabado de me casar”, lembra Mara Moreira. Ela conta que achava que estava fora dos grupos de risco, mas a Aids estava mais próxima do que ela esperava. “Três meses depois de casar, meu esposo ficou muito doente. Foi feito o exame. Ele era positivo para o HIV e não sabia Três meses depois veio o meu resultado, também positivo”.

      “No início de 1986, nós tínhamos uma mulher com Aids para quinze homens. Hoje, temos dez mulheres para quinze homens. Quando pegamos o corte de 13 a 19 anos, é o contrário: para cada dez meninas oito meninos”, revela o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.

      “Eu não tinha conhecimento nenhum de como se pegava o HIV. Eu não tinha informação nem se podia lavar a roupa junto na mesma máquina, se podia compartilhar o prato, a colher”, conta Mara Moreira.

      Você só pega Aids se fizer sexo com penetração sem camisinha ou se usar seringas e agulhas contaminadas pelo vírus.

      “A gente ficava 90 dias fora viajando e ao menos aos sábados tinha que acontecer alguma coisa, quando não era no meio da semana. Então, umas duas por semana dava. Foram 17 anos assim”, conta Nestor Ramiro de Assis, de 72 anos. Na geração dele, ninguém se preocupava com a Aids. Diziam até que usar camisinha era como chupar bala sem tira o papel. Eles pensavam que homens que só mantinha relações sexuais com mulheres não corriam risco de pegar a doença. Estavam enganados.

      “Foi assim que eu adquiri o HIV. Não me interessa saber de quem foi que eu peguei, porque eu não vou saber mesmo. O culpado sou eu, mais ninguém”, diz Nestor Ramiro de Assis.

      “Nós temos toda uma conversa para mostrar que o estímulo não é no pênis, nem na região genital. Primeiro, é na cabeça. É só beijar e pronto, o estímulo já foi acionado, já houve uma ereção. Tem que aproveitar a ereção e colocar a camisinha nesse momento”, orienta Maria Filomena Cenicchiaro.

      “As pessoas não estão tendo consciência”, comenta uma mulher.

      “Na verdade, quase ninguém usa”, completa um homem.

      Fizemos alguns avanços: acabamos com a transmissão do HIV por transfusão de sangue, reduzimos muito a de mãe para filho e por drogas injetáveis. Hoje, a principal forma de transmissão é a relação sexual sem preservativo. Infelizmente, o uso de camisinha vem diminuindo entre mulheres e homens de qualquer idade, tanto nos relacionamentos estáveis quanto naqueles mais casuais.

      Através do sexo, o vírus da Aids passa de um homem para outro homem; do homem para mulher e da mulher para o homem. Passa, sim, da mulher para o homem.

      “Nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse pegar o vírus da Aids. Falam muito pouco sobre isso. E, quando falavam, achávamos que era com os outros”, diz Nestor Ramiro de Assis.

      Na periferia de Ponta Grossa, no Paraná, funciona a ONG Reviver, que atende as famílias dos portadores do vírus da Aids. Nestor Ramiro de Assis é motorista e uma espécie de faz-tudo na instituição.

      “A chegada do Nestor à instituição foi uma surpresa e um presente. Os trabalhos estavam começando em Ponta Grossa, uma região bem fechada para isso, e não tínhamos motorista. Ainda havia muito preconceito. Ele chegou, se dispôs a ser motorista e fez disso uma missão de vida”, lembra Cláudia Maria Hey Silva, da ONG Reviver.

      “Se perguntarem para mim um dia por que eu faço esse serviço eu vou dizer que não sei. Eu faço porque gosto, não espero recompensa de ninguém. Eu nunca pensei em ajudar os outros para ir para o céu”, garante Nestor Ramiro de Assis.

      “Os coroas e as coroas estão fazendo mais sexo desprotegidos. Percebemos o aumento da incidência em mulheres acima de 50 anos. É uma nova dinâmica, são novos desafios. Temos que estar preparados para enfrentá-los”, diz José Gomes Temporão.

      Depois do choque de descobrir que tinha o vírus da Aids, Mara e Nestor reagiram. E, graças ao tratamento antiviral, a vida deles melhorou. Mas todo cuidado é pouco. Sem tomar os remédios todos os dias, os portadores do HIV ficam sujeitos a infecções e voltam a correr riscos.

      No próximo domingo (16), você vai conhecer pessoas que estão em tratamento e o impacto que ele provocou em suas vidas.

      “Hoje, quando uma pessoa estranha me pergunta se eu tenho HIV, respondo que sim e pergunto: ‘e você?’”, finaliza Nestor Ramiro de Assis.

      Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/video-aids-hoje-evangelica-casa-virgem-hiv-lua-de-mel-fantastico.html/comment-page-1#comment-1516622

  3. Chequer

    se for preciso vamos marchar juntos contra as ações dos radicais laicos incrustados no governo federal, não queira nos colocar num cercadinho e utilizar quando for necessário. Não somos suas marionetes.

  4. Como a senhora dilma não fala abertamente sobre o assunto com medo da repercussão, coloca o seus pit bulls de gravata para latir em cima dos cristãos. Chequer é um soldado laicista radical a serviço da ONU com a chancela do governo do pt de dilma roulseff, assim como vários ministros esconditos na gestão federal

    E como sempre fala uma porção de asneiras, e ganha muito bem pra isso.

    Depois o crivela vem de intermediário do governo que finge ser defensor da família e do Cristo Senhor Nosso.

    Paz e Bem

  5. Amigo Católico disse:

    Por que aqui ainda aparecem comentários agnósticos sempre idiotas, cheio de carrancismos, cheio de despeitos, cheio de complexos de inferioridades, cheio de pensamentos desconexos com a realidade dos tempos?
    Parece até que partem de sujeitos mal-resolvidos, revoltados com o mundo, vive de mal consigo mesmo, tá de mente tapada, incapaz de olhar para o mundo. Comentários claros de que tem algum ou muitos traumas mal-resolvidos.
    Todo comentário agnóstico que tenho visto aqui é sempre cheio de ira, de ódio, carregados de rancores, de inverdades venenosas e misturadas com opiniões infundadas e tendenciosas contra religiões, pessoas, seguimentos.

  6. Amigo Católico disse:

    POR QUE TODO COMENTÁRIO DESSE TAL DE “PAULO AGNÓSTICO” É IDIOTA, RIDÍCULO, CHEIO DE DESPEITO, ODIOSO. E AINDA POR CIMA FALA UM MONTE DE FALÁCIAS TRUNCADAS E DESCONEXAS COM A REALIDADE DOS TEMPOS.
    VAI APRENDER A CONSTRUIR CRÍTICAS PRIMEIRO. PARA DEPOIS FALAR COM A CABEÇA EQUILIBRADA.
    PARECE ATÉ A PALMATÓRIA DO MUNDO E DONO DE UMA VERDADE QUE SÓ ESTÁ NOS MIOLOS SOFRIDOS POR COMPLEXOS DE INFERIORIDADES.

    

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