Africanos contrariam orientações sobre epidemia e lotam igrejas clamando pelo fim do surto do Ebola

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A epidemia do vírus ebola, que já matou cerca de 1.000 pessoas na África Ocidental, está levando um grande número de pessoas às igrejas dos países mais afetados pela doença. No último fim de semana as populações de Serra Leoa e Libéria lotaram igrejas na busca de serem liberto da epidemia.

Porém, as grandes aglomerações nas igrejas contrariam as orientações e alertas do governo para evitar grandes reuniões púbicas, a fim de conter a epidemia. O surto da doença fez com que Serra Leoa e Libéria foram declaradas zonas de emergência, visto que o Ebola que é uma doença altamente contagiosa e incurável. O vírus também afetou a população de Guiné e se espalhou pela Nigéria.

Apesar dos alertas para evitar aglomerações, um número cada vez maior de pessoas continua se reunindo nas igrejas, principalmente nas pentecostais, e os religiosos afirmam que o surto da doença não irá abalar sua fé.

– Todo mundo está com muito medo. No entanto, o ebola não abalará a nossa fé… porque nós já passamos por tempos difíceis – afirmou Jones Martee Seator da Igreja Luterana.


Devido às grandes aglomerações de pessoas, as igrejas de Morovia, capital da Libéria, colocaram baldes de plástico com água e cloro para que os fiéis pudessem desinfetar as mãos. Segundo o Charisma News, os pastores pediram também que os fiéis sigam as instruções dadas pelas autoridades sanitárias sobre a epidemia.

As medidas de quarentena imposta às comunidades infectadas têm afetado o comércio e o fornecimento de alimentos em alguns dos países mais pobres do mundo. Em Serra Leoa, o bispo Abu Aja Koroma da Igreja Flaming Bible, em Freetown, comentou o aumento dos preços dos bens de consumo afirmando que isso estava destruindo a economia do país. Diante de tal situação ele catalogou o ebola como ‘um demônio’.

Em seu sermão do último domingo, o bispo proclamou o arrependimento entre os fiéis “para evitar este flagelo em nosso país”.

A interpretação da doença por um viés religioso levou também, recentemente, líderes do Conselho de Igrejas da Libéria (LCC) a afirmarem que o vírus foi enviado por Deus como uma punição pelos “atos imorais” dos homossexuais.


6 COMENTÁRIOS

    • José Carvalho

      Uma frase de Jean-Jacques Rousseau diz que: “Se Cristo não existiu, os homens que escreveram os Evangelhos eram tão grandes quanto ele”

      De certa forma ele quis dizer que era impossível para um ser humano comum e mortal, dizer e fazer as maravilhas que aquele jovem nazareno disse, e fez.

      É impressionante como as profecias bíblicas estão se cumprindo de uma forma singular, uma após a outra. E o mais impressionante ainda, é como as pessoas parecem estar cegas, ou indiferentes a esses fatos.

      OBS: Rousseau se dizia cristão e discípulo de Jesus para se eximir do livre exame dos dogmas. Sua fé em Deus não era resultante da razão, mas vinha, ao contrário dos deístas de seu século, dos sentimentos íntimos.

    • Me diga uma coisa: Desde que o ser humano passou a viver em sociedade, em que época coisas desse tipo deixaram de acontecer?
      O ser humano é beligerante por natureza, a distribuição de alimentos nunca foi satisfatória e por esse motivo sempre existiram populações que sofriam com a fome; e doenças sempre estiveram ameaçando a humanidade da mesma forma que desastres naturais. Em época nenhuma vivemos livres desses males, então essa “profecia” não diz nada além do que sempre vivenciamos como espécie na terra, é absolutamente genérica essa alegação.

  1. Em todos os países que punem gays com pena de morte no caso dos Africanos, DEUS logo em seguida da edição das leis, os castiga com o Ebola.
    E veja são países como a Tal Libéria de maioria até presidente gospel.

    E os Arabes e Islâmicos também homofóbicos, DEUS castiga com guerras.
    E ai crentes fundamentalistas, graças a DEUS vocês não puderam colocar nosso país neste rol de países homofóbicos, senão todos os brasileiros estariam pagando preço do pecado, maldade e hipocrisia evangélica fundamentalista.

    Estamos em 2014 e, em alguns lugares do mundo, a opção sexual de uma pessoa faz dela uma criminosa. Não são poucos os países que aprisionam — e até mesmo matam — seus gays, ancorados por leis que criminalizam os homossexuais e que mantêm os rótulos de doença, desvio sexual, distúrbio e perversão.

    Essas definições — todas bastante negativas — já foram derrubadas pela psiquiatria, pela psicologia e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), e hoje a discriminação contra homossexuais é considerada uma violação contra os direitos humanos, de acordo com a Anistia Internacional. Ainda assim, não é o que pensam Rússia, Austrália, Índia, Nigéria, Uganda, Irã e outras nações.

    Em 2013, aumentou para 14 o número de países que permitem o casamento entre gays. No entanto, segundo o relatório da Ilga (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexos), ainda há 76 países da ONU que criminalizam a homossexualidade, o que corresponde a 40% do total.

    Por outro lado, países como Burkina Faso, República Centro-Africana, Chade, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Madagascar, Mali e Ruanda nunca tiveram leis que fizessem da homossexualidade um crime.

    Conheça, a seguir, os locais em que ser gay dá cadeia ou pena de morte:

    Na África, ser homossexual na Mauritânia, no Sudão e em algumas partes da Somália tem a mais severa punição de todas: a pena de morte.

    A penalização extrema é adotada também nos asiáticos Irã, Arábia Saudita e Iêmen.

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