Bancada evangélica irá se mobilizar para aprovar projeto anti-aborto, diz João Campos

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A Frente Parlamentar Evangélica estaria pretendendo organizar um Congresso em Brasília (DF) para reunir todos os políticos evangélicos com mandato. A intenção é que prefeitos, vereadores, deputados e senadores participem do encontro.

A informação, divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, vem à tona após a eleição do novo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO).

Campos, que ficou nacionalmente conhecido por ser autor do projeto de lei apelidado como “cura gay”, sucede o assembleiano Paulo Freire (PR-SP).

O polêmico projeto previa a derrubada da proibição do Conselho Federal de Psicologia (CFP) aos profissionais da área de prestarem atendimento a homossexuais que buscassem ajuda para mudar sua orientação sexual. Atualmente, o código do CFP não permite que os psicólogos ofereçam ajuda nesses casos, apenas em situações inversas.


A bancada evangélica – como é conhecida a Frente Parlamentar – conta com 74 deputados, segundo informações do Uol. O projeto de Campos é mobilizar esses parlamentares na luta pela aprovação do Estatuto do Nascituro, projeto que foi apelidado por ativistas pró-aborto de “bolsa-estupro”.

“Se aprovar o Estatuto do Nascituro, acabou o debate sobre o aborto”, disse Campos, que é opositor às propostas de legalização do aborto. O projeto estabelece garantias legais ao bebê em gestação e a embriões congelados, além de oferecer assistência financeira a gestantes que tenham sido vítimas de estupro e que decidam levar sua gravidez adiante ao invés de abortar.

Outra proposta que receberá o empenho da bancada evangélica é a PEC 99/2011, que se aprovada, permitirá que entidades religiosas de âmbito nacional, como por exemplo, a Convenção Batista Brasileira (CBB) ou a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) possam entrar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar e pedir declaração de inconstitucionalidade para leis que firam princípios de liberdade de expressão, fé e culto, entre outros casos. A PEC 99/2011 já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


29 COMENTÁRIOS

  1. Isso e isso ai tenho certeza que ate os verdadeiros e sinceros Católicos e outros mais apoiaram, agora com certeza os os catulicos stardustianos serão contra e claro, como sempre pois remam contra a mare andam sempre na contra mão da verdade, como já dizia um certo sujeito em tempos idos, O ignorante afirma, O sabio aos seus proprios olhos duvida, O SENSATO REFLETE,

    • Sou catolico é sigo a posição da Igreja baseada da Biblia e na Tradição do Magistério catolico que é contra o aborto há séculos. Deviam amarrar logo esta lei a um referendo ou plebiscito. Ai não vão poder nos acusar de anti democráticos.

          • Obrigado pelo convite caro amigo. Preciso visitar a minha irmã mais velha na Vila Maracangalha, em Belém. O meu cunhado está próximo da expulsória e gostaria agendar uma visita rápita, caso eu me programe faremos contato por aqui. Obrigado pelo convite e tenha uma ótima missão.

            Graças à Deus aqui estão todos bem, estimo saúde e paz para os seus.

            Forte abraço.

      • Isso ajudaria a trazer o tema para um debate mais amplo, consistente e fundamentado.

        Mas a questão que fica é esta: e se as multidões votarem movidas por sentimentos equivocados e manipulados pelo grupo que lograr êxito na tese? Elder Lima, nunca vi uma questão tão difícil e, ao mesmo tempo, tão fácil quanto essa do aborto.

        Difícil, pela questão da problemática que envolve, por exemplo, o nascimento de uma criança fruto de incesto ou estupro (imagine o filho fecundando a própria mãe e esta dando à luz um filho de seu próprio filho), bem como de crianças anencéfalas (já viu algumas imagens dessas crianças no Google?).

        Fácil, pelo milagre do amor, o amor que não julga, não condena, não exclui, mas que acolhe, dá carinho, afeto, cuidados para – por que não? – o filho de um incesto, o filho de um estupro, um pobrezinho anencéfalo que, não obstante, será tratado com o máximo de amor e carinho até que Deus o chame para o mundo espiritual. O amor, o amor vence qualquer barreira, qualquer trauma, qualquer dificuldade em acolher.

        Conclusão: a mulher que ama, com amor incondicional, não aborta. E isso não é questão de lei, de moralismo, de religião: é questão de sentimento, de coração.

        • Sandro

          Entendo, mas o problema justamente não é nessa questão do nascimento de uma criança fruto de incesto ou estupro ou mesmo anencefalia.

          Mas sim as pessoas irresponsáveis que acham que “brincar de papai e mamãe” não trará consequências, e optam pelo aborto.

          E sabemos a quantidade de casos assim.

  2. Que eu saiba, atualmente o aborto só é permitido em casos de estupro e anencefalia

    É sério que querem obrigar vitimas de estupro a terem filhos resultantes de um ato de violência contra o seu corpo? Que deplorável.

    Eu sou a favor do aborto e faço questão de dizer o pq:

    ESTUPRO: Ninguém e eu repito, ninguém tem o direito de obrigar uma vitima de estupro a ter o filho. É um desrespeito monstruoso obriga-la a isto, pois trata-se de uma concepção forçada por um ato criminoso contra o corpo da mulher. Fico abismado que ninguém pense por um segundo, no sofrimento da gestante e da criança, que corre o risco de não ser amada pela mãe. Afinal, ela é uma lembrança constante de um ato de violência pelo qual a mãe passou.

    CASOS ESPECIAIS: Na hora de se colocar contra o aborto em casos de anencefalia ou Sindrome de Down, vcs se esquecem de um detalhe muito importante. O sofrimento da criança em vir ao mundo como um incapaz. Outra coisa, deve ser horrível para uma mãe com sindrome de down, imaginar o que vai acontecer com seu(a) filho(a), caso ela venha a falecer. Lembrando que estamos falando de um incapaz e por experiência própria na família, digo que pessoas especiais dependem demais da mãe ou do pai(na maior parte dos casos, da mãe). Fica difícil imaginar outra pessoa assumindo uma responsabilidade tão grande quanto cuidar de uma pessoa especial. Muita gente sequer tem tempo ou preparo para isso. Não sejamos hipócritas de achar que vai sair tudo bem, pq a realidade é outra. Tenho uma pessoa especial na família, inclusive é um idoso com quase 70 anos. A mãe dele tem 85 anos e digo que, ela teme morrer antes dele, mais do que qualquer outra coisa. E pelo cuidado que ela tem com ele, digo que esse medo é totalmente compreensível. Ao forçar situações como essas e outras ainda piores, vcs evangélicos são CRUÉIS, pois ignoram todo o sofrimento decorrente disso.

    QUANDO É SEGURO: Só sou contra o aborto quando representa risco para a gestante. Por isso defendo aborto antes do feto ser formado. O que pode ser compreendido como o verdadeiro inicio da vida. Inclusive, nos países em que o aborto é legal, ele só é permitido antes dos 3 meses ou 12 semanas no caso. Apenas em situações especiais, como gestação de um incapaz, é que eles permitem o aborto após os três meses.

    • Slash, realmente a possibilidade de aborto de acordo com a nossa lei virgente só é possivel mediante o estupro e anencefalia.

      Vamos ver quais são as possibilidades de salvar uma criança ou feto como queira fruto de um estupro; a mãe pode ter um ampáro social por parte de ongs e governo manter a criança até dar a luz e se ela consentir ceder a criança para adoção.

      Em relação ao bebê com anencefalia, poderia dar continuidade à gestação e mesmo a criança tendo uma vida curta poderiam com um gesto sobre humano doar os orgãos para outras crianças.

      Aborto a crianças com Sindrome de down outro erro, nós não matamos pessoas por contrair doenças ao decorrer da vida tipo dementia ou Alzheimer’s pessoas que dependem de outras para viver.

      Na minha opinião, a vida começa na concepção e se está vivo e humano o ato de interromper está vida se torna um assassinato.

    • samuel jose

      Vc não está entendendo o contexto do argumento. Vc só fala em preservar a vida da criança mas se esquece de outros detalhes que tb são importantes. Eu prefiro poupar crianças de uma vida de sofrimento, seja por conta de mães que não lhe dão amor, devido a estes serem frutos de estupros. Seja pq eles não vão ter uma vida, como consequência de problemas graves de saúde com os quais nascem ou ainda, seja por conta de uma vida de esquecimento, largados em orfanatos.

      Claro que, descriminalizar o aborto é apenas parte da solução para esse quadro. Tb é preciso conscientizar os jovens sobre tudo isso e tem que ser feito no ENSINO MÉDIO.

  3. Estudando o Espiritismo, a cada dia me convenço um pouco mais de que a questão do aborto só pode ser analisada, compreendida e resolvida à luz da doutrina espírita, pois só ela apresenta os verdadeiros e solenes argumentos e fatos que envolvem a questão. O aborto de crianças especiais, por exemplo, frustra gravemente o plano que o espírito, sob orientação e supervisão dos celestiais obreiros do bem, teria a cumprir na terra, muitas vezes em regeneradoras provas ou expiações. É preciso, portanto, analisar o tema não somente de um ponto de vista da materialidade, do mundo terreno, mas sobretudo do ponto de vista da espiritualidade em consonância com a reencarnação.

  4. Algo muito sério nessa questão toda envolvendo aborto e legislação punitiva, e que revela o quão infrutífera tem sido a discussão em torno do assunto, é o fato de que as mulheres decididas a praticar o aborto o fazem em havendo ou não punição. Ao que parece, como li esses dias em algum lugar, a discussão hoje esta focalizada em decidir sobre a punição da mulher que aborta. O fato é que uma coisa só impede o aborto, inclusive aquele fruto de incesto ou estupro: o amor! Sim, o amor, porque o amor é, ao mesmo tempo, a causa do milagre e o milagre em si. Infelizmente, porém, a sociedade, e isso inclui a igreja, é uma sociedade que não ama, e não ama inclusive a mulher que engravida em qualquer situação ou circunstância que não se enquadre nos padrões legalistas e farisaicos de amor. Sim, essa sociedade que não a ama, porque amor é atitude, é ação, é amparo, é acolhimento, é auxílio em todos os sentidos e sem julgamentos e sem condenação, essa sociedade faz com que essa mulher tema, pelos mais diferentes motivos, que não pode cuidar do filho por nascer e, neste pensamento, ela se sente sozinha, com medo, abandonada, julgada, condenada. Quando essa sociedade aprender a amar a mulher de forma incondicional e de dar a ela todo o apoio que precise e em qualquer sentido, e sem julgar as circunstâncias em que ela engravidou, neste dia, e não antes, a mulher estará livre de medos, e livre de medo outra será sua percepção da gravidez, do parto, do filho que há de nascer e por ela ser criado com todo o afeto, carinho e amor de mãe. Em resumo: a solução para o aborto não é punição, não é moralismo, não é religião: é amor, simplesmente amor, porque se houvesse algo que o amor não pudesse resolver, nada mais seria capaz de fazê-lo.

      • Oi, Elder Lima, tudo bem?

        Trabalhando muito, meu querido? Que Deus te abençoe com muita prosperidade!

        As discussões aqui continuam fortes e produzindo conhecimento pelo debate das ideias.

        Você faz falta com sua importante participação. Abraços e um ótimo final de semana.

  5. ESTÁ É A QUESTÃO QUANDO TOCAVAM A BUZINA CONVOCANDO ISRAEL PARA A GUERRA , TODOS ATENDIAM IMEDIATAMENTE, POIS CERTAMENTE CORRIAM RISCOS PELO ATAQUE DE INIMIGOS.
    ESTA NA HORA DE NÓS TOCAR A BUZINA E CONGREGAR NOSSA FORÇA , PARA QUE TODOS SAIBAM QUE QUEM É DE DEUS NÃO É CARAMUJO QUE VIVE EM UMA CASCA ENCOLHIDO

  6. Conversa engana trouxa!! Enquanto jogam esse osso ralado para os incautos, eles(Deputados federais e companhia) se preparam para torrar mais de um bilhão de reais em um anexo a câmara do congresso, fora outros benéficos que estão sendo aprovados e custeados com o dinheiro publico. Acordem!! São lobos devoradores,mercenários da pior especie..

  7. Único parlamentar homossexual assumido, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) chamou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “cínico” e “oportunista” ao estender aos deputados gays o direito de transportar com verba parlamentar cônjuges, a exemplo dos heterossexuais. “Eduardo Cunha, raposa ladina da política, é capaz – para limpar sua barra e ter uma trégua da enxurrada de críticas – de reconhecer a existência de casais homoafetivos e a validade da união estável homoafetiva, realidades que, antes e em outros momentos, ele nega e ataca”, escreveu o deputado em sua página no Facebook.

    SAIBA MAIS: Eduardo Cunha aprova cota de passagem aérea para esposas de deputados e outros benefícios

    Em entrevista nesta quinta-feira (26), Eduardo Cunha disse que os critérios utilizados pela Câmara para liberar o transporte aéreo de esposas ou maridos de parlamentares é o mesmo adotado pelo Ministério das Relações Exteriores para a concessão do passaporte diplomático. Ou seja, na prática, vale o reconhecimento da união do casal em cartório – independentemente do sexo das pessoas. “A gente estabeleceu o seguinte critério: é o mesmo que o utilizado pelo Itamaraty para concessão de passaporte diplomático. Tem de ser registrado em cartório”, declarou.

    Jean Wyllys, assim como a bancada de seu partido, o Psol, abriu mão do benefício. Também lideranças do PPS e do PSDB anunciaram que seus parlamentares não recorrerão ao expediente. Segundo Jean, com a liberação da cota aérea para esposas dos parlamentares, Eduardo Cunha cumpriu mais um de seus compromissos com a bancada evangélica, que o ajudou na eleição para a presidência da Casa.

    “Ainda que Cunha agora seja capaz de imaginar uma bancada de parlamentares gays e lésbicas, o benefício foi criado para atender principalmente à bancada evangélica. Que ele não tente pôr em minha conta – já que sou o único gay assumido – esse descalabro! Não nos esqueçamos de que Cunha é autor de projetos de lei contrários à cidadania e à dignidade LGBT”, protestou Jean Wyllys.
    Heterofobia

    Evangélico, Eduardo Cunha acelerou a discussão do projeto de lei que, na prática, impede a adoção de crianças por casais gays ao reconhecer exclusivamente como família a união entre um homem e uma mulher. Trata-se do chamado Estatuto da Família. O deputado desarquivou este ano dois projetos de sua autoria em provocação aos homossexuais – um que institui o Dia do Orgulho Heterossexual e outro que torna crime a discriminação de heterossexuais, a “heterofobia”, em alusão à homofobia.

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