Vitória da direita: conservador Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos

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Donald John Trump, 70 anos, foi eleito presidente dos Estados Unidos da América na última terça-feira, 08 de novembro de 2016, e assumirá o posto no dia 20 de janeiro de 2017, sucedendo Barack Obama.

O 45º presidente norte-americano venceu a eleição mais polêmica da história recente dos Estados Unidos, e também a guerra contra a mídia, que fez campanha desmedida a favor de sua adversária, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, do Partido Democrata.

O resultado foi anunciado de maneira prévia às 05h32 (horário de Brasília) pela agência de notícias Associated Press no momento em que o resultado da eleição no estado de Wisconsin saiu, permitindo a Trump somar 276 delegados no Colégio Eleitoral, seis a mais que o necessário para assumir a Casa Branca.

Hillary Clinton ligou para Trump admitindo a derrota e parabenizando o novo presidente. No discurso da vitória, o republicano adotou um tom conciliador: “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse, frisando que será presidente de “todos os americanos”.


“Todos os americanos terão a oportunidade de perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos. Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente”, sugeriu.

Conservador

A mídia norte-americana fez campanha aberta e clara por Hillary Clinton, candidata aliada ao discurso politicamente correto, defensora dos movimentos feminista, LGBT, pró-aborto, etc., enquanto revirava o passado de Trump e suas declarações estapafúrdias.

No entanto, os eleitores reagiram a essa postura e elegeram o candidato que se mostrou firme em suas convicções conservadoras, num gesto que pode ser entendido como um “basta” ao discurso politicamente correto pós-moderno, em que se pregam muitos direitos e poucos deveres.

Em julho deste ano, às vésperas de sua confirmação como candidato do Partido Republicano, Donald Trump disse que militaria em defesa dos valores cristãos, o que soou bem aos ouvidos do eleitorado conservador, que forma uma maioria silenciosa nos Estados Unidos.

“Primeiro de tudo eu sou protestante. Eu sou presbiteriano. Eu tenho orgulho disso. Acredite em mim, se eu concorrer nestas eleições, eu vou ganhar, vou ser o maior representante dos cristãos que já tivemos em um longo tempo”, afirmou.

Em uma crítica severa à política de imigração dos Estados Unidos adotada no governo Obama, Trump comentou a postura em relação aos cristãos sírios, que sofrem perseguição do Estado Islâmico: “Se você é da Síria e você é um cristão, você não pode vir para este país. E eles são os únicos que estão sendo perseguidos. Se você é muçulmano e vem aos Estados Unidos, é difícil de acreditar, mas você pode entrar facilmente. Na verdade, é um dos nossos principais grupos de pessoas que estão chegando. Não que devemos discriminar um ou o outro, mas se você é cristão, você não pode entrar no país. Eu acho que isso é inacreditável. Nós temos que fazer algo sobre isso”, disse o então pré-candidato, num discurso que foi ocultado pela grande mídia.

Quem é Trump?

Empresário que fez fortuna no ramo imobiliário, Trump se tornou conhecido do grande público no final dos anos 1990, através do reality show “O Aprendiz”, que ganhou versão no Brasil.

A trajetória de Donald Trump é marcada por iniciativas contundentes: quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de origem escocesa, o novo presidente nasceu no bairro do Queens, em Nova York, no dia 14 de junho de 1946.

Na adolescência, Trump teve sua primeira polêmica significativa: aos 13 anos, agrediu um professor na escola e acabou sendo levado pelo pai à Academia Militar, para que aprendesse algo sobre disciplina. Cinco anos depois, saiu formado e com a patente de capitão. Em 1968, se formou em economia pela Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, com o objetivo de tomar conta da empresa da família, a Elizabeth Trump & Son, que funcionava como uma imobiliária que locava apartamentos de classe média em Nova York.

Três anos depois, assumiu o controle da empresa, mudou o nome para Organizações Trump e montou um escritório em Manhattan, área nobre da cidade. De lá, começou seu sonho de formar um grande império econômico, construiu a Trump Tower, um arranha-céu de 58 andares construído na 5ª Avenida, e montou um império de hotéis, campos de golfe e cassinos, juntando um patrimônio de US$ 3,7 bilhões segundo a Forbes.

Presbiteriano, Trump casou-se três vezes: a primeira em 1991, com a modelo tcheca Ivana Zelnickova, com quem teve três filhos: Donald Jr., Eric e Ivanka. Em 1999, casou-se com a atriz Marla Maples, com quem teve uma filha, Tiffany Trump. E em 2005 casou-se está com a ex-modelo eslovena Melania Knauss, com quem teve um filho, Barron William.

Seu irmão mais velho, Fred, foi vítima do alcoolismo, e por isso Trump não bebe álcool e não fuma. Obcecado por limpeza, tem medo de micróbios e evita apertar as mãos das pessoas, algo que se tornou uma saia justa durante sua campanha presidencial.

O maior desafio da vida de Donald Trump começa agora: ele comandará um país dividido, enfrentará o mal humor da imprensa e precisará provar na prática que poderá conduzir o país rumo ao crescimento econômico prometido em campanha.

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