Ataque dos EUA matou Jihad John, um dos líderes do Estado Islâmico na Síria, diz emissora

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O homem que personificava a imagem do Estado Islâmico nos cruéis vídeos divulgados pelo grupo terrorista pode ter sido morto em um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos com aviões não-tripulados no norte da Síria.

Mohammed Emwazi, conhecido como Jihadi John, de origem kuwaitiana e com cidadania britânica, estava no carro que as aeronaves dos Estados Unidos bombardearam na última quinta-feira, 12 de novembro.

As autoridades norte-americanas ainda não confirmaram a morte do terrorista, mas a emissora de TV CNN diz que suas fontes relataram que ele está morto.

Jihadi John foi o responsável pela execução de diversos reféns, muitos deles jornalistas, incluindo o cristão japonês Kenji Goto, em fevereiro deste ano.


Antes de se tornar jihadista, Mohammed Emwazi morava em Londres e trabalhava como programador. Não se tem informações exatas sobre quando deixou a Inglaterra para se juntar aos extremistas islâmicos na Síria.

“Os resultados da operação realizada durante a madrugada estão sendo avaliados e informações adicionais serão dadas quando for apropriado”, afirmou o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Peter Cook.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que fica sediado na Inglaterra, informou que um importante membro britânico do Estado Islâmico e três outros militantes estrangeiros foram mortos no bombardeio.

“Um carro que levava quatro líderes estrangeiros do Estado Islâmico, incluindo um jihadista britânico, foi atingido por ataques aéreos dos Estados Unidos perto do edifício do governo da cidade de Raqqa”, afirmou Rami Abdulrahman em entrevista à agência Reuters. “Todas as fontes no local estão dizendo que o corpo de um importante jihadista britânico está em um hospital de Raqqa. Todas as fontes estão dizendo que é Jihadi John, mas não posso confirmar pessoalmente”, acrescentou o representante da OSDH.

O primeiro-ministro britânico, aliado dos Estados Unidos, se pronunciou sobre a provável morte de um cidadão do Reino Unido que havia se aliado ao terrorismo, e elogiou a ação militar dos norte-americanos e seu comprometimento com a luta contra os extremistas islâmicos.

“Ainda não temos certeza do sucesso do ataque [contra Mohammed Emzawi], mas a morte desse assassino bárbaro seria um golpe no coração do Estado Islâmico”, afirmou Cameron. “Isto irá demonstrar para aqueles que machucariam a Grã-Bretanha, nosso povo e nossos aliados, que temos um longo alcance, temos determinação e nunca esquecemos de nossos cidadãos”, acrescentou.


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