Líder cristão vê extinção do Evangelho no Iraque por causa do Estado Islâmico

Devido a perseguição religiosa do Estado Islâmico, número de cristãos no Iraque diminui drasticamente e líder religioso alerta para o fim deles no país, alvo de investidas constantes do terrorismo jihadista

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A tomada gradativa do Iraque pelo Estado Islâmico tem trazido resultados arrasadores para a população cristã local. Esta semana, durante entrevista ao canal de TV Fox News, o “Vigário de Bagdá”, nome popular do bispo anglicano Andrew White, deu entrevista alertando sobre o risco iminente dos cristãos serem extintos do país, por não aguentarem mais fugir da perseguição religiosa imposta pelos jihadistas islâmicos.

“A hora chegou, a história do cristianismo no Iraque terminou. Em breve, não haverá nenhum cristão. Alguns dizem que os cristãos deveriam  ficar para manter sua presença histórica, mas isso se tornou muito difícil. Todos os cristãos que fugiram do Iraque e dos territórios capturados pelo Estado Islâmico no Oriente Médio, dizem a mesma coisa: não há como voltar. Eles já sofreram demais”, disse Andrew.

Trinta anos atrás havia cerca de 1,4 milhões de cristãos no Iraque, caindo para 1 milhão após a queda de Saddam Hussein. Atualmente esse número está aproximadamente em apenas 250 mil, o que é considerado muito pouco para um país, tendo em vista que continua diminuindo rapidamente devido a perseguição religiosa, obrigando a fuga dos cristãos para outros países. Em Mosul, onde os conflitos são mais intensos, estima-se existir apenas 20 cristãos no local.

“Se há algo que eu possa dizer aos americanos é que seus irmãos e irmãs estão sofrendo, eles estão desesperados por ajuda. E não é apenas uma questão de orar pela paz. Eles precisam muito de – comida, recursos, roupas, tudo. Eles precisam de tudo.”, acrescentou Andrew.


Andrew White foi Bispo da maior Igreja Anglicana do Iraque, em Bagdá, quando assumiu como vigário a Igreja de São Jorge, a última que restou na capital até novembro de 2014. Na ocasião ele se viu obrigado a fugir do local devido a insegurança. Sua comunidade, na época, se dedicou muito a ajuda humanitária e a libertação de escravas sexuais presas pelo Estado Islâmico, o que lhe rendeu algumas críticas.

Por fim, apesar dos riscos envolvidos, Andrew ainda continua fazendo viagens a Bagdá, onde tenta manter contato com intermediadores, buscando amenizar alguns conflitos. Todavia, a intenção do Bispo esbarra na real natureza do conflito, de caráter intolerante e destruidor, indisposto a qualquer tipo de conversa:

“É importante encontrar maneiras de se envolver com eles, de examinar suas filosofias. Tentei convidar alguns jihadistas do ISIS para jantar uma vez. Eles me disseram que viriam, mas que iriam cortar minha cabeça depois. Eu não acho que seria uma boa maneira de terminar um jantar.”, disse Andrew.

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