Mulheres cristãs são escravizadas e abusadas como babás por famílias árabes, diz relatório

Procurando emprego e melhor condição de vida em outros países, mulheres cristãs estão sendo feitas de escravas, sofrendo violência sexual e psicológica devido ao radicalismo religioso, informa organização internacional

0

“Dezenas de milhares de jovens solteiras da Índia, Filipinas e Nepal, trabalham para famílias árabes em países da Península Arábica.”, assim começa o trecho de uma matéria publicada em 8 de março desse ano pela  “World Watch Monitor”, sobre mulheres cristãs que são escravizadas e abusadas como babás em países asiáticos.

A World Watch Monitor é uma organização internacional dedicada a relatar casos de perseguição religiosa e sofrimento de cristãos devido a fé em Jesus Cristo. Sua reportagem é parte de um relatório que mostra o nível de perseguição na Ásia aos cristãos, em decorrência do radicalismo religioso na região.

As mulheres cristãs citadas pelo relatório são na maioria imigrantes que procuram ajuda em outros países, devido a pobreza em seu país de origem. Precisando trabalhar, muitas se tornam babás e domésticas, morando também com seus empregadores.

Segundo informações de um ministro cristão da Península Arábica que pediu para não se identificar, chamado apenas de “Virat”, nem todos os empregadores são ruins. Todavia, ele conhece vários casos de perseguição religiosa e maus tratos a mulheres cristãs, envolvendo escravidão e abuso sexual:


“Alguns deles se vêem como donos dessas meninas e realmente as tratam como escravas, confiscando seus passaportes quando começam a trabalhar lá, tornando impossível para elas saírem”, diz ele; “outros às espancam ou abusam sexualmente delas”, acrescentou, deixando claro que algumas são feitas como “máquinas”, para trabalharem o tempo inteiro, sem direito a folgas.

“Uma babá a quem ministrei foi repetidamente estuprada pelas três gerações de homens na casa em que ela trabalhou – avô, pai e filho – antes que ela pudesse escapar em segurança”, disse Virat.

Uma esperança de refúgio são as chamadas “casas seguras”, que funcionam como espécies de abrigos temporários, reunindo dezenas de mulheres em pequenos espaços lotados, até que apareça alguma forma de ajuda para elas. Segundo Virat, algumas se suicidam, porque devido aos estupros, não são bem aceitas na sociedade a té por suas famílias, destruindo por completo seus sonhos.

“Em qualquer momento, existem várias centenas de meninas abusadas que ficam em casas seguras. Essas jovens vieram aqui com um sonho: trabalhar duro para cuidar de suas famílias em casa. Esses sonhos são brutalmente destruídos pela dura realidade da escravidão moderna”, disse ele.

Finalmente, o mundo parece fechar os olhos para essa triste realidade, ou minimizá-la. Enquanto organizações de “direitos humanos” travam guerras culturais milionárias em políticas públicas que visam legalizar o aborto, por exemplo, sob o argumento de “saúde reprodutiva”, milhões de outras mulheres sofrem abusos e violência de gênero em países governados pelo radicalismo religioso e são tratadas com extrema desigualdade, simplesmente por terem nascido mulheres.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA