Pastores se unem a Governador contra banheiros transgêneros em espaços públicos

Após uma medida que obrigou escolas públicas criarem banheiros transgêneros, o Governador americano Dan Patrick reuniu pastores do Texas para pedir apoio a um projeto de lei que visa rejeitar a medida no estado

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Um decreto do ex-Presidente Barack Obama para que todas as escolas públicas dos Estados Unidos tivessem banheiros transgêneros, está causando uma tremenda briga política com a rejeição dessa lei por grande parte da população. Um das principais vozes contra essa medida é a do governador do Texas, Dan Patrick, que esta semana convocou uma reunião com pastores para conseguir aprovar uma lei estadual que visa suspender a medida.

Se trata do projeto de lei conhecido como SB6, que está sendo debatido na sessão legislativa bienal no Texas. Esse projeto visa estabelecer que pessoas transgêneras usem os banheiros públicos de acordo com o sexo biológico, e não conforme sua “identidade de gênero”.

Dan Patrick, que também ajudou a implementar um projeto de ressocialização em um presídio de segurança máxima, no Texas, contou com o apoio do grupo ‘Family Research Council’ (Conselho de Pesquisa para a Família), durante a reunião com os pastores realizada na sede da Fundação de Polítcas Públicas do Texas. O objetivo foi informar os líderes religiosos sobre a importância de aprovar a lei SB6 e rejeitar os banheiros transgêneros.

“Para que todos os seus legisladores sejam ousados ​​e corajosos, façam a coisa certa, orem por sua proteção e então saiam e ganhem essa luta pela América, porque os Estados Unidos estão olhando para o Texas agora. O mundo depende de uma América forte e os Estados Unidos dependem de um Texas forte, e um Texas forte depende de igrejas fortes. É o que elas representam: os valores do Texas”, disse Dan Patrick em publicação no The Christian Post.


A crítica da população contra os banheiros transgêneros

A criação de banheiros transgêneros é criticada pela ampla maioria da população mais conservadora, especialmente, porque é baseada no conceito de que para utilizar o banheiro do sexo oposto, basta dizer que “se sente” do outro sexo/gênero. Na prática, portanto, qualquer pessoa pode se declarar um “transgênero”, mesmo que não o seja, de fato, visto que não é preciso haver “mudança de sexo”.

Outra ênfase na crítica está no fato de que apesar de transgêneros afirmarem ter uma outra identidade de gênero, diferente do sexo biológico, isso não implicaria em constrangimento na utilização dos banheiros do mesmo sexo, visto que são destinados às diferenças dos sexos macho e fêmea, o que é uma realidade objetiva e incontestável cientificamente, ao passo que a “identidade de gênero” se trata de algo subjetivo e contestável. Restaria, portanto, apenas a tolerância da população quanto às diferenças de gênero no uso de cada espaço.

“Este projeto responde a uma ameaça potencial não só do governo federal, mas de governos locais e distritos escolares dentro do Texas, que podem optar por adotar leis ou políticas de ‘anti-discriminação’ que valorizam a ‘identidade de gênero’ em detrimento da segurança e privacidade dos texanos”, disse Tony Perkins, presidente do Conselho de Pesquisa para a Família, na mesma matéria.

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