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Terrorista de Orlando era gay e frequentador assíduo de boate atacada, diz testemunha

Comments (4)
  1. Sandro disse:

    Tiago, penso que não é certo dizer que ele era gay. No máximo, talvez, um bissexual não assumido, fanatizado pela religião e com homofobia internalizada que explodiu para fora em fúria total.

    Sempre que vejo certas figuras do meio gospel falando muito – e mal, diga-se de passagem! – em gays (Malafaia, Feliciano, Bolsonaro, etc.) penso: aí esta um enrustido; mais um que não se aceita e faz do combate aos gays uma forma de combater a própria homo ou bissexualidade enrustida.

    Quanto aos assassinatos de homossexuais, o fato é que a imensa maioria que os matam são. sim, homofóbicos, pois os crimes são de ódio, com requintes de crueldade. Mas ainda que fossem crimes praticados entre eles mesmos no que isso diminui a gravidade do problema?

    Uma lei para punir a homofobia não distingue se o homofóbico é um gay ou bissexual não assumido ou mesmo um hétero cheio de ódio contra gays. Tentar desqualificar a importância de uma lei contra a homofobia com esse argumento é usar de uma desonestidade intelectual, de uma falta de amor e de compaixão que não cabe a um cristão, e muito menos a você, meu caro.

    1. Rodrigo C. disse:

      Perfeito!

  2. Tirandosarro Rex disse:

    o cara era gay também. ta explicado. o restante dos doentes querendo ganhar $$ apontando pros outros ou criando desculpas….

    Sem mais…

  3. Sandro disse:

    “Homobofia de religiosos leva gays reprimidos à v i o l ê n c i a

    A pregação homofóbica de religiosos leva homossexuais reprimidos a praticar v i o l ê n c i a contra quem assume livremente seus desejos de gays, na avaliação do psicanalista Contardo Calligaris.

    Repressão de desejos resulta em v i o l ê n c i a, afirma psicanalista

    Um exemplo extremo disso foi o muçulmano Omar Mir Seddique Mateen, 29, que m a t o u na Flórida, em Orlando, EUA, 50 pessoas em uma boate frequentada por gays.

    O próprio atirador, disse o psicanalista, era frequentador daquela boate e usuário do Grinder, que é um aplicativo para encontro de homossexuais.

    “Há uma regra básica para a qual nunca encontrei exceções, em mais de 30 anos de clínica”, escreveu Calligaris na Folha.

    “[…] quando alguém se sente compelido a agir para impedir ou punir uma conduta s e x u a l diferente da sua é que, de fato, ele está tentando reprimir seu próprio desejo de se engajar nessa conduta diferente.”

    De acordo com o psicanalista, os desejos homossexuais de Mateen eram reprimidos por sua religião e, na família, pelo pai dele.

    O pai revelou-se também homofóbico ao afirmar que cabe a Deus castigar os homossexuais, e não alguém aqui na Terra, como o seu filho.

    É por isso que, escreveu o psicanalista, “o discurso homofóbico é um instrumento de propaganda política e religiosa eficiente porque ele instiga os muitos reprimidos e enrustidos a odiar e silenciar seu próprio desejo – que é o que eles querem. Agora, esses reprimidos e enrustidos, assim instigados, tornam-se a s s a s s i n o s de Orlando: lincham ou massacram qualquer um que se pareça com aquela parte deles mesmos que eles foram instigados a suprimir”.

    Para o psicanalista, entre os que contribuem para que homossexuais não assumam seus desejos estão pastores e padres que pregam a “cura gay” e fazem campanha contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os d e p u t a d o s que querem infernizar a vida dos transexuais.

    Com informação da Folha de S.Paulo.”

    Fonte: site paulopes

  4. Paulo Mar disse:

    Culpar a vítima, de novo? Não sei se isso é verdade,as dada a avalanche de mentiras e calúnias que as religiões divulgam sobre os gays, tenho sérias suspeitas que isso é mais uma calúnia inventada pra culpar os homossexuais (aliás, tem pastor evangélico que culpa os gays até pela seca do nordeste). Mas enfim, na hipótese de isso ser verdade, proibir uma pessoa de se mover do jeito natural dela, de falar do jeito natural dela, de beijar quem ela ama, de namorar quem ela ama, de falar quem ela é, sendo forçado a fingir o tempo todo que é outra pessoa para não ser perseguido ou morto por causa de uma religião… Tudo isso pode resultar neste tipo de violência. A culpa, novamente, é dos religiosos, ainda que indireta.

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