“Fujam ou morram”, decretou o Estado Islâmico contra cristãos no Egito

Filial do Estado Islâmico no Egito manda aviso aos cristãos para que eles "fujam ou morram". 40 cristãos já foram assassinados em apenas três meses, mas autoridades não estão tomando as devidas providências contra a perseguição religiosa no local, denuncia Bispo

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A perseguição religiosa do Estado Islâmico no Egito contra os cristãos coptas tem se intensificado. Ao menos 40 cristãos já foram mortos nós últimos três meses por radicais islâmicos, ao se recusarem a negar Jesus Cristo como Senhor. Segundo informações do The Christian Post, os que ainda permanecem no local receberam aviso para “fugir ou morrer”.

O bispo geral da Igreja Ortodoxa Copta, no Reino Unido, Anba Angaelos, emitiu um comunicado alertando sobre a escalada de violência contra os cristãos na região do Egito nas últimas semanas, após uma onda de assassinatos de cristãos atribuídos a uma filial do Estado Islâmico, localizada na Península do Sinai .

“Eu tenho elaborado e reformulado esta afirmação inúmeras vezes ao longo das últimas semanas, querendo dizer alguma coisa sobre os ataques mortais contra cristãos coptas no Egito em uma frequência diária. No entanto, cada vez que eu alerto, parece haver muito mais ataques terríveis que precisam ser tratados. Apenas nos últimos três meses 40 cristãos coptas foram assassinados em ataques direcionados no Egito.”, disse Angaelos.
Apesar da onda de violência contra os cristãos em todo mundo, resultando em mais de 900 mil mortes nos últimos dez anos, conforme levantamento do Instituto de pesquisa do Seminário Teológico Gordon-Conwell, no ano passado, as autoridades mundiais parecem não dar a devida atenção ao verdadeiro genocídio de cristãos patrocinado, principalmente, pelo islamismo radical, o que é motivo de frustração para o bispo Angaelos.
“Desde o atentado [em 11 de dezembro ] terrorista contra a Igreja Copta de São Pedro, no Cairo, que matou 29 mulheres e crianças principalmente, aos assassinatos de indivíduos em todo o país, desde então, o único denominador comum é que essas crianças inocentes, mulheres e os homens tiveram suas vidas brutal e tragicamente ceifadas por nenhuma outra razão, exceto pelo fato deles serem cristãos”, disse o bispo.
Os cristão são assassinados em situações cotidianas, como no caso de um professor que foi baleado na cabeça a caminho de casa por dois militantes em uma moto. Para a filial terrorista islâmica da Península do Sinai, os cristãos são a sua “presa favorita”, relata a matéria.
“Estes ataques terríveis passaram despercebidos pela comunidade internacional, mas os coptas continuam a sofrer violações trágicas diariamente. Eventos semelhantes ocorreram tragicamente com demasiada frequência nos últimos anos, e infelizmente não tem havido muito esforço do governo muita para evitar que eles voltem a ocorrer”, acrescentou Angaelos.

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