Saiba quais são os cinco líderes evangélicos mais buscados no Google pelos brasileiros

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As lideranças evangélicas de maior expressão nacional alcançam grande projeção por sua presença em múltiplas plataformas de comunicação, como TV, rádio e internet, e essa presença maciça em meios de massa os coloca em posição de destaque não só no meio evangélico, mas também perante a sociedade.

Em alguns casos, pastores que protagonizam polêmicas chegam a transmitir a imagem de que falam ou agem como representantes dos evangélicos em todo o Brasil. A Redação do Gospel+ fez um levantamento através do Google para conferir quais são as cinco lideranças evangélicas mais pesquisadas pelos internautas brasileiros.

Silas Malafaia, Marco Feliciano, Edir Macedo, Marcos Pereira e Valdemiro Santiago são, nesta ordem, os cinco com mais buscas feitas através do Google, numa média feita através da análise de dados referentes ao intervalo entre 2004 a 2013. Três deles, Malafaia, Macedo e Santiago, figuram da polêmica lista da revista Forbes, que elencou as lideranças evangélicas milionárias do Brasil.

Cada um desses alcançou picos de buscas durante esses anos, conforme seus nomes ou polêmicas em que se envolviam ocupavam espaços na mídia secular e especializada. Nos últimos doze meses, todos eles estiveram presentes em algum fato expressivo, e a Redação do Gospel+ preparou um breve resumo dos casos recentes que envolveram os cinco líderes evangélicos mais pesquisados no Google.


Silas Malafaia

O ápice das buscas na web pelo pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo entre junho de 2012 e o mesmo mês em 2013 foi durante o mês de fevereiro, quando o pastor concedeu uma entrevista ao programa De Frente com Gabi, no SBT. Na ocasião, Silas Malafaia bateu boca com a apresentadora Marília Gabriela, iniciou uma discussão com o geneticista Eli Vieira, e irritou ativistas gays com suas declarações polêmicas, o que motivou a criação de abaixo-assinados pedindo a cassação de seu registro de psicólogo e a favor do pastor.

Marco Feliciano

O deputado federal conquistou os holofotes de toda a mídia nacional ao ser indicado pelo Partido Social Cristão (PSC) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), e as buscas por seu nome na web chegaram ao maior nível em março deste ano. Conhecido entre seus pares como um forte opositor à agenda dos ativistas gays, Feliciano passou a ter sua vida revirada pela militância homossexual e por veículos de imprensa, e foi acusado de racismo e homofobia por declarações polêmicas feitas através de pregações ou publicações em redes sociais.

Edir Macedo

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) vive protagonizando polêmicas por questões teológicas ou por investigações feitas contra ele pelo Ministério Público. Entre abril e maio deste ano o Google registrou a maior busca de internautas pelo nome do bispo nos últimos doze meses. Nessa época, Macedo estampou manchetes de sites especializados no meio evangélico por iniciar uma caça à prática de profecias e revelações na IURD, além de ser classificado pela revista norte-americana Bloomberg como o “bispo bilionário do Brasil“, a partir de dados da revista Forbes. Nessa época, Macedo também causou alvoroço ao dizer que o milagre da transformação de água em vinho, feito por Jesus no início de seu ministério, não trouxe nenhum benefício às pessoas.

Marcos Pereira

O pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) tornou-se manchete em veículos de imprensa nacionais e internacionais há um mês, ao ser preso sob a acusação de ter estuprado fiéis da denominação que lidera. O pico de interesse dos internautas pela figura controversa de Marcos Pereira durante o mês de maio de 2013 foi tão alto que o colocou na lista dos cinco líderes evangélicos mais buscados, superando o missionário R. R. Soares. A polêmica em torno do pastor envolveu a divulgação de áudio com diálogos chulos e explícitos do pastor com uma mulher supostamente casada e vídeos com desmentidos pelas testemunhas, além de manifestações de outras lideranças evangélicas a respeito do caso, como o pastor Silas Malafaia e o senador Magno Malta.

Valdemiro Santiago

O líder da Igreja Mundial do Poder de Deus é um caso peculiar no que se refere às buscas de internautas através do Google. Muitas pessoas digitam seu nome, Valdemiro Santiago, de forma errada, como por exemplo, Valdomiro. Essa incongruência pode ter sido responsável pela quinta colocação do apóstolo na lista dos cinco mais buscados. Polêmico, ele é conhecido por suas campanhas arrecadatórias com direito a choro na TV e por sua eterna disputa com Edir Macedo, seu antigo mentor.

Santiago despertou maior interesse nos internautas entre abril e maio deste ano, quando se posicionou em defesa de Marco Feliciano. As constantes buscas por expansão de seus programas na TV, ou tentativa de apoio político para reverter o embargo imposto à Igreja Mundial em Angola, também motivaram a busca no período.

Confira abaixo, infográfico que mostra as variações nas buscas pelos líderes evangélicos citados acima. Clique na imagem para acessar os dados no Google Trends.

pastores mais buscados

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

16 COMENTÁRIOS

    • e a jussara jgmix estandarte pede dinheiro emprestado na net descaradamente.

      alguém tem que fazer uma vaquinha para te ajudar, também e bom arrumar alguns cobertores,
      sapatos, e material de higiene também,
      se vcs não souberem a onte encontrar o jgmix estandart e so levarem até a direção do g+ que eles entregam para ele, pois a coisa esta feia e a necessidade e urgente.

      • O Bispo Macedo foi usado por Deus para ganhar minha alma. Graças primeiramente a Deus e a homens de Deus como os que tem na IURD que hoje conheci o autor e consumador da minha Fé e SALVAÇÃO o Senhor Jesus Cristo. Eu sei que na IURD existem homens maus etc. Mas a maioria que conheço são íntegros e retos e cheios do Espirito Santo.

        • cuidado irmao no ultimo dia falcos pastores falarao espulsei demonios ganhei almas e o propio Deus falara afastai vos de mim maldito que eu nao vos conheco Deus usa nao e porque e servo dele nao e porque almas como voce e outro prescisa de Jesus continue sendo crente em Jesus paz do senhor Jesus

  1. Estes são os representantes evangélicos de maior destaque no Brasil!!!! Não consegui visualizar nem encontrar uma biografia decente em nenhum dos apontados nesta lista lamentável. Onde estão os verdadeiros pastores??????????????? Chega de ver malandro enriquecendo às custas de otários que também são gananciosos pois dão ofertas e dízimos quando incentivados a enriquecimento pela teoria da prosperidade. Bom lembrar que o Marco Feliciano defendeu com veemência o bandidão Marcos Pereira na semana em que este foi preso.

  2. Cade o processo que o Maluf-aia prometeu abrir aqui nos Eua contra a revista Forbes?..

    No final, ele colocou a viola no saco e saiu assobiando quietinho na esperança de que todos esqueçam o que disse.

  3. Esses mercenários são procurados no google não é porque são bons não. É pela fama de roubarem a fe dos irmãos. Procurem também esses mercenários nos sites dos tribunais que vcs vão vê quem são eles… E Veramente que de apóstolos de Cristo esses mercenários nao têm nada. A fama vai de estelionatarios, mentirosos, quadrilheiros a estupradores.

  4. Procurados pela fama de estelionatários, formação de quadrilha ou bando, enriquecimento ilícito, estupros, homicídios, perseguição política e muito mais… Querem conhece-los mais??? Visitem o site dos tribunais do rio de Janeiro e são Paulo que vc vai vê os exemplos do apostolado desses mercenário, ladroes.

  5. Por falta de conhecimento bíblico as pessoas estão indo atrás de lideres não de cristo lideres muitas vezes questionáveis que tem desviado as pessoas do caminho para o céu e mostrado apenas o caminho para riqueza.

  6. Enquanto o povo fala mal o Bispo Macedo é usado por Deus para ganhar almas para o Senhor JESUS.



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  7. A VERDADE SOBRE OS DÍZIMOS

    OBSERVAÇÃO: Sugerimos aos amados em Cristo, a ler o texto até o fim, preferencialmente acompanhado da sua bíblia, para que tenham fundamento bíblico para formar uma opinião consistente.

    O que é dízimo?

    Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, será que Deus ainda exige que pratiquemos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício do Senhor Jesus para remir o homem do pecado? Vamos conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, o qual está sendo levado aos fieis de forma desvirtuada, por muitos pregadores.

    Porém, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa, sobre o nosso assunto:

    Dízimo: A décima parte.

    Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.

    Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas.

    Os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:

    Deuteronômio 14.24-27: E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porém, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.

    Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.

    Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.

    O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito hoje, porque o dízimo foi destinado para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje, não há mais a personagem representativa do levita entre nós.

    Porém, alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 tentando justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. No entanto se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5-12 e Neemias 12.44-47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro. Disse o Senhor: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?

    Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc. Leia o estudo A REVELAÇÃO DO CAPÍTULO 3 DE MALAQUIAS para discernimento espiritual sobre a Palavra do Senhor texto.

    Ainda em II Crônicas 31.13-19, a lei menciona que o dízimo era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor.

    Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder ou para o dono da igreja, como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco para realizar obras missionárias ou para construir templos.

    OS DÍZIMOS ANTES DA LEI

    O DÍZIMO DE ABRAÃO – Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.

    O DÍZIMO DE JACÓ – Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo dizimar tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.

    Em ambos acontecimentos, não há registro na palavra que tenha havido ordenanças para que se dizimassem. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.

    Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolida.

    O DÍZIMO PELA LEI

    Números 18.21-26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.

    Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.

    Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins diversos daquele que o Senhor ordenou.

    Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois além do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, é individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus (Mateus 6.1-4).

    Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24) com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.

    Como também fora ordenado as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da Palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.

    O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO

    No Evangelho de Marcos 16. 15, 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.

    Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Esse foi o propósito do Senhor ao oferecer o seu sangue em sacrifício vivo. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento? Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é exumar uma lei sucumbida e mutilar o Evangelho de Cristo, sobrecarregando as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si.

    No Evangelho de Cristo Ele nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aos dízimos, foi com censura. Vejamos:

    Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.

    Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:

    Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconhecendo-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei. Vejamos:

    Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

    E verdadeiramente Ele cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1…), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.

    Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, sendo introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.

    O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou (João 13.34)e, se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).

    Em Mateus 5.20 disse Jesus à multidão e aos seus discípulos: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.

    Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordenava o dízimo. Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida. O amor, a graça e a paz do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.

    A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.

    Isso acontece hoje exatamente da mesma forma, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.

    A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS

    Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.

    Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11:

    Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

    Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.

    Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente se faz mudança na Lei.

    Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os “pastores” de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).

    Portanto, apenas esses três versículos (5,11,12) do capítulo 7 da carta aos Hebreus, seria suficiente para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do Senhor Jesus.

    AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM

    A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fieis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o por que:

    Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

    Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).

    No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo afirma que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não creem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.

    Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.

    Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.

    Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria. Para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.

    Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: A circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8-13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. É bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.

    Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.

    O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na Palavra, separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios 15.1, 2). Porém hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios 2.13 a 15).

    Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações.

    Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).

    O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária.

    Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor.

    Porém, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida pela aspersão do seu sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).

    Gálatas 5.14: Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.
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    DÍZIMOS POR AMOR?!

    Pregadores e dirigentes de instituições eclesiásticas religiosas, apelidadas de “igreja” adeptos do dízimo, fazem questão de enfatizar que não obrigam os fieis a dar dinheiro na igreja. Mas isso é o óbvio, pois, sendo forçada a entrega de qualquer bem material, deixa de ser doação voluntária e passa a ser crime de extorsão, tipificado no Art. 158 do Código Penal Brasileiro, previsto a restrição a liberdade, com pena de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.

    Entretanto, os pregadores (sem generalizar porque não são todos) exumaram uma lei extinta, colocaram uma nova etiqueta de validade no dízimo, elaboraram um ajuste para empregá-lo no tempo da Graça do Senhor Jesus, e o usam da forma mais lucrativa possível. Mas em conformidade com as escrituras do Novo Testamento, o dízimo hoje é uma falácia e disso não se tenha a menor dúvida.

    Mas quando os interessados no dízimo certificam que a sua abolição no Novo Testamento é irrefutável, mesmo assim, ainda tentam justificar-se para continuar na prática do erro, alegando: “Sei que hoje, pela lei o dízimo é abolido, mas dou o meu dízimo por amor”.

    Bem, quanto aos beneficiários sabemos que recebem o dízimo por amor a si mesmo, mas o financiador vai dar dinheiro por amor a quem, porventura não seria por medo?

    É certo que a lei uma vez abolida, torna-se impraticável em qualquer situação, e não poderá mais ser empregada porque não tem mais força de decisão, pois, perdeu a virtude e a legitimidade.

    Mas esse argumento de “dizimar por amor” vem por razões naturais: Uns para conservar inviolável o seu ministério, outros para se manter bem com cúpula, diversos para que não sejam acometidos ao constrangimento sucedido àqueles que seguiam a Jesus e quando O confessavam o Cristo Filho de Deus, eram expulsos das sinagogas pelos judeus (João 9.22, 34).

    E a maioria dos fieis optam pela omissão, por causa do medo da maldição do devorador, porque já está incutido na mente as pregações persuasivas pelos beneficiários do dízimo, massificadas no livro de Malaquias 3.8-11.

    E isso é preocupante e muito perigoso porque produz o mesmo efeito de uma mensagem subliminar, pois, o dizimista, mesmo conhecendo que o precedente mandamento é revogado por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou (Hebreus 7.18,19), às vezes tem o desejo de se libertar, mas não consegue por causa da pregação inicial com finalidade de amedrontar, a qual continua armazenada na memória e martelando o subconsciente, impedindo-o de uma nova iniciativa, ainda que isso venha em detrimento da sua salvação e do Evangelho do Senhor Jesus.

    E os defensores do dízimo contestam a sua abolição, se escorando nas Palavras do Senhor Jesus de Mateus 5.17, onde Ele disse: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.

    Como também em Mateus 23.23, ocasião em que Jesus censurou os escribas e fariseus, dizendo: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas.

    Então vamos buscar discernimento espiritual na Palavra, para entendermos o porquê, Jesus afirmou que não veio destruir a lei, mas cumpri-la.

    Assim afirmou Jesus, porque era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4), e viveu na legitimidade da lei. Reconhecendo-a, disse dessa forma pela responsabilidade de cumpri-la mesmo no decorrer do seu ministério, pois, qualquer que a violasse, seria apedrejado até a morte. E nesse caso, Ele não iria cumprir a sua missão aqui na terra para libertar o homem que estava morto na maldição do pecado.

    Como também, ao censurar os escribas e fariseus (Mateus 23.23) referente ao dízimo, ocasião em que disse: Deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas, a razão era justamente porque estava em plena validade da lei.

    Observe também, que Jesus curou o leproso (Mateus 8.1-4) e o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou no capítulo 14 de Levítico. E hoje, alguém apresenta algum sacrifício a Moisés pela libertação de alguma enfermidade? Mas quando ao dízimo…

    E verdadeiramente Jesus cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), e praticou outras formalidades cerimoniais da lei.

    Porque a Nova Aliança não teve princípio no nascimento de Jesus, mas na Sua morte (Gálatas 3.22-25 e 4.4, 5), e para tanto, Cristo, ao render o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, sendo introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação pelo triunfo do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.

    O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou (João 13.34), e, se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).

    SERIA POSSÍVEL ADORAR A DEUS COM DÍZIMOS E OFERTAS?

    Essa máxima de dar o dízimo por amor, há também o intento de agradar a Deus para receber bênçãos e prosperidades materiais. Mas a Palavra na Carta aos Romanos 11.35, faz um questionamento que precisa ser apreciado com cuidado, o qual diz: Quem deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Ratificado no livro de Jó 41.11, onde o próprio Senhor censura os que intentam subornar a sua mente, observe: Quem primeiro deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.

    Assim também disse em Salmos 50.12: Se eu tivesse fome, não te diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.

    Portanto, é impossível agradar a Deus oferecendo a igreja coisas materiais, visto que tudo que há no universo foi Ele mesmo quem criou, porém, na Carta aos Hebreus 13.15-16, há uma indicação para que possamos agradá-lo verdadeiramente, onde está escrito: Ofereçamos a Deus, através de Jesus, sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada.

    Essa Palavra desmente os pregadores que induzem aos fieis a doação de valores, sob alegação de adorar a Deus, principalmente quando se trata de dízimos e ofertas, vinculando dinheiro com bênçãos, subestimando assim, o sacrifício do Senhor Jesus, o qual veio para nos dar algo infinitamente superior e melhor do que toda riqueza deste mundo, que é a sua paz aqui na terra e a salvação para a vida futura, pois Ele foi morto e com o seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.

    O qual também ensinou que os verdadeiros adoradores, adorarão o Pai em Espírito e em Verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Porque Deus é Espírito, e importa que os que o adoram, o adorem em Espírito e em Verdade.

    Portanto, sendo o dízimo abolido (Hebreus 7.5-12) seja a doação por lei ou por “amor” é um desafio a Palavra de Deus.

    E, diante da verdade, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da lei do Velho Testamento.

    Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.

    Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).

    Portanto amados, no tempo da graça qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios 2.13 a 15).
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    ROUBARÁ O HOMEM A DEUS?

    Porém, no Novo Testamento, Cristo assegura que igreja não é prédio, mas nós somos a sua igreja (Efésios 1.22,23). E no livro de Atos 7.48 e 17.24 a Palavra afirma que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens.

    É óbvio que não havendo habitante a casa está vazia. Então perguntamos, sendo nós a igreja de Cristo, e habitando Deus em nossos corações pelo seu Espírito Santo, para onde deveríamos levar os dízimos, ainda que fossem remanescentes na graça?

    Para tanto, a Palavra na carta aos Hebreus 10.1 refere-se à lei de Moisés como uma alegoria, ou seja, sombras dos acontecimentos futuros e não a imagem exata das coisas, e nisso vem a revelação sobre a ordenança de levar os dízimos para a casa do tesouro, porque em Hebreus 3.5, 6 diz:

    Na verdade, Moisés foi fiel em toda sua casa, como servo, para testemunho das coisas que haviam de acontecer. Mas Cristo, como Filho sobre a sua própria casa, a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firmes a confiança e a glória da esperança até o fim.

    Portanto amados, nesta Palavra vem a confirmação revelada que nós somos o templo do Espírito Santo de Deus, porque está escrito: Cristo, como Filho sobre a sua própria casa, a qual casa somos nós, ratificado em Malaquias 3.17, onde a Palavra descreve: E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.

    Sabemos que para Deus, toda criatura é um tesouro, mas no tocante ao grande dia da vinda de Cristo para julgar os vivos e mortos, o Senhor demonstra um afeto especial para os que preservam os seus mandamentos e os trata carinhosamente como seu particular tesouro. O que nos faz conhecer a finalidade, pela qual o Senhor ordenou que os dízimos fossem conduzidos para a casa do tesouro, para que nenhum dos seus (os justos) fossem desamparados e nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmos 37.25).

    No que também justifica a preocupação e o zelo do Senhor Jesus para com os desprovidos, descrito no Evangelho de Mateus 6.1-4, onde Ele recomenda auxiliar aos necessitados com caridade, ensina a proceder com discrição para não se assemelhar aos hipócritas das sinagogas, e promete recompensar publicamente os que assim procederem, fazendo o bem em segredo. E diferentemente do dízimo, na era da graça o Senhor Jesus não estipulou percentual ou limite para aplicação desse mandamento, o amor ao próximo, em forma de caridade.

    No capítulo 3 do livro de Malaquias há promessa de bênçãos materiais para os cumpridores da lei, no entanto, é rigorosa quando se referente ao dízimo, por ser a garantia de alimento em abundância. Pagava-se o dízimo para ser recompensado materialmente, mas Jesus Cristo, em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço pela nossa libertação com o seu próprio sangue, para que recebamos a sua paz, a graça e a oferta da vida eterna.

    E, por isso, não precisamos mais pagar o dízimo para garantir as necessidades cotidianas das coisas materiais (alimento, vestes, etc.), porque Jesus priorizou as coisas que vem do Alto, a vontade do Pai, e recomendou buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas (Mateus 6.25-33). Porque Ele é quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25).

    ROUBARÁ O HOMEM A DEUS?

    Malaquias 3.7-9 diz: Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação.

    Amados, hoje não se aplica mais essa ordenança aos verdadeiros servos de Cristo. Porque vivemos pela graça e não mais sob o jugo da lei, por isso, é impossível o servo roubar a Deus nos dízimos e ofertas. Porque se alguém, por falta de entendimento ainda se faz dizimista, está errando por cumprir uma lei abolida pelo sacrifício de Cristo, mas não está roubando a Deus. Como também não roubam a Deus, os que não dizimam, porque é uma ordenança da lei, tornando-se intempestiva na era da graça.

    Mas, se ainda existe alguém com probabilidades de roubar a Deus nos dízimos e nas ofertas, certamente não são as suas ovelhas, mas os administradores desses montantes, especificamente os dirigentes das instituições religiosas, os quais acumulam para si, fortunas, tirada do suor dos servos.

    E o mais lastimável em tudo isso, os eruditos que fazem a mídia no meio dos evangélicos exumaram uma lei extinta, a maquiaram e adaptaram-na ao sacrifício do Cordeiro Deus, em benefício próprio. Então perguntamos: Se precisamos voltar às fábulas judaicas, qual o discernimento de doutrina sobre a Palavra do Senhor Jesus (João 13.34), ao pronunciar: Um Novo mandamento vos dou?

    A atual situação dos que se dizem crentes, mas sem compromisso com o Evangelho de Cristo é preocupante, porque a palavra adverte: Ai dos que procedem usando o sangue do Senhor Jesus com malícia e avareza, porque na vinda de Cristo, haverá pranto e ranger de dentes, ou seja, muita dor (Mateus 7.21-23).

    COMO REPREENDER AO DEVORADOR?

    Malaquias 3.11, descreve: E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.

    Na vigência da lei de Moisés, a Palavra, pelo profeta Malaquias advertiu com seriedade os sonegadores do dízimo sobre as consequências que haviam de acontecer, ou seja, ficavam indefesos diante da ação do devorador, pela inobservância às ordenanças da lei, relativo ao dízimo.

    Mas quando o Senhor Jesus rendeu o seu espírito a Deus na cruz do Calvário, o véu do templo rasgou-se de alto abaixo e a lei foi sucumbida definitivamente (Mateus 27.51). Isso significa que, consistindo o dízimo elemento de uma lei ineficaz, torna-se inválido, pois, hoje vivemos pela graça e ninguém precisa pagar mais nada, porque Cristo já pagou o mais alto preço com o seu próprio sangue (Apocalipse 5.9) para salvar o homem do pecado e da morte.

    Mesmo assim, ainda é comum alguns lideres religiosos usarem o texto do capítulo 3 de Malaquias, para chantagear as ovelhas que deveriam apascentar, referente ao terrível combate do devorar sobre os que não dizimam, escondendo-se atrás de uma lei abolida, para manter o dízimo em evidência.

    Porém, a implementação do dízimo no Novo Testamento é um equívoco absoluto, porque na era da graça, além de não haver ordenança para o dízimo, também não se repreende mais o devorador pelo cumprimento às leis do Antigo Testamento, porque na carta aos Efésios 6.10-18, a Palavra ensina a nos revestirmos da couraça de Deus para não sermos atingidos pelos dardos inflamáveis do inimigo, independente do cumprimento de qualquer item da lei, porque a nossa luta não é contra a carne e nem o sangue, mas contra as hostes (exércitos) das potestades do mal.

    A Palavra da Nova Aliança instrui que a repreensão aos demônios tem que ser em nome do Senhor Jesus (Marcos 16.17, 18 e Lucas 10.17), com jejum e oração (Marcos 9.29), e principalmente através da fé (Mateus 17.19, 20). Porque o diabo é inimigo do povo de Deus, e anda ao derredor, bramando feito um leão, buscando a quem possa a tragar (I Pedro 5.8), para tanto, sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Tiago 4.7).

    Portanto amados, o ensinamento sobre repreender o devorador através do compromisso com o dízimo, oferta ou bens materiais é um engodo, sendo que a Palavra assegura que só seremos revestidos da armadura de Deus, pela oração, jejum, santificação, obediências ao Evangelho de Cristo (I Coríntios 15.1, 2), porque o legado do Senhor Jesus recomenda a guardar os mandamentos de um Novo Testamento, não mais feito por ritual e ordenança material, mas constituído pela aspersão do seu próprio sangue (Mateus 26.27, 28).

    CRISTO É O ALIMENTO ESPIRITUAL

    A Palavra de Malaquias 3.10 veio em figura e não pode haver cobiça das coisas materiais amparado neste versículo, porque vindo Jesus Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, mas pelo seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção (Hebreus 9.11, 12).

    Por isso, Jesus é o Pão que desceu do céu, não mais para conservação da vida material por um período efêmero, mas por uma causa maior e mais sublime esperança. Ele é o Pão Vivo que veio para nos dar a perpetuação da vida eterna, cuja promessa é a Nova Jerusalém.

    Disse Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Quem de mim se alimenta, também por mim viverá (João cap. 6).

    E para entendermos melhor a profundeza da palavra do Senhor, vamos meditar no livro de Mateus 26.26-28, chegada a hora de Jesus, e participando com os doze da última páscoa, e a consagração da primeira ceia, enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
    E, tomando o cálice (vinho) e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

    Jesus elucida através do pão, a oblação do seu corpo rasgado na cruz, e o vinho, o seu sangue para lavar os nossos pecados. O nascer de novo pela aspersão do seu sangue, que por muitos foi derramado, para remissão dos pecados, e salvação da vida eterna.

    • Então, o esperto, não dê o dízimo.
      Porque te incomoda tanto as pessoas devolverem o dízimo?
      O dinheiro é deles.
      Se preocupa gastar seu tempo e sua dialética aos que porventura te peçam.

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